domingo, 9 de outubro de 2011

Éris - O promovedor da discórdia


Dados Básicos:

Características orbitais:
  • Semi-eixo maior: 67,668 
  • Periélio: 37,77 UA  
  • Afélio: 97,56 UA 
  • Excentricidade: 0,441 77 
  • Translação: 203 500 d (557 a) 
  • Velocidade orbital média: 3,436 km/s 
  • Inclinação: 44,187°  
  • Nº de Satélites: 1
 Características físicas:
  • Diâmetro equatorial: 3094 km 
  • Dia sideral: > 8 h ? 
  • Temperatura: -248ºC a -232ºC
*Há muitos dados a serem recolhidos do planeta anão, pois com sua distante localização ainda não temos acesso a todos eles.

Planeta Anão- Éris

Éris é um planeta anão que se encontra nos confins do nosso sistema solar. Foi descoberto em 2005 por astrônomos profissionais que estão examinando imagens obtidas no Observatório Palomar, na Califórnia, dois anos antes.
Como um planeta anão que satisfaz a maioria dos critérios para ser um planeta com a ressalva de que ele não tem a força gravitacional, devido ao seu tamanho, para abrir espaço ao seu redor de outros corpos celestes.
O planeta anão foi anteriormente conhecido como UBU 313 e apelidado de Xena. A União Astronômica Internacional (IAU), que é responsável por nomear e classificar os planetas, alterou posteriormente o nome para o atual.
Éris tem um diâmetro de 2.400 km, que é ligeiramente maior que Plutão. Em comparação com o diâmetro da Terra é de 12, 742 km. Nem planetas ou planetas anões são esferas perfeitas que esta não é a forma ideal para medir o seu tamanho, mas é um indicador fiável.
É preciso Éris quase 557 anos para orbitar o Sol e encontra-se a 97 UA da estrela (no afélio). Ele tem uma incomum órbita, excêntrica, o que significa que, em seu periélio Éris está apenas 38 UA do sol. Então, algumas vezes se encontra mais perto de nós (e do Sol) que Plutão.
Por ser tão distante de nós, não podemos observar Éris a olho nu, binóculos ou mesmo da mesma maneira como você pode ver planetas como Marte ou Júpiter. Você vai precisar de um poderoso telescópio e muito ter muita experiência em astronomia amadora para visualizá-lo.

 Órbita elíptica de Éris


Geologia


Éris é o maior corpo celeste conhecido  para além da órbita de Neptuno, logo, maior que Plutão. Tal como Plutão, é composto de uma mistura sólida de gelo e rocha.
Ambos podem ser vistos como objetos do cinturão de Kuiper ou como planetas gelados, apesar de Éris ser do tipo disperso, ou seja, terá sido formado na parte interior do cinturão, mas atirado para uma órbita mais distante devido a uma possível influência gravitacional de Netuno.
O albedo de Éris não é totalmente conhecido e o seu tamanho real não pode ser determinado. Contudo, os astronômos calcularam que, numa oposição extrema,  Éris refletindo toda a luz que recebe, seria mesmo assim maior que Plutão (2390 km).
Para ajudar a determinar melhor a dimensão deste objecto celeste, foram feitas análises preliminares com recurso a observações feitas com telescópios espaciais: o Spitzer e o Hubble. O primeiro telescópio indicou que Éris seria 20% maior que Plutão (2274 km); o segundo indicou que seria apenas 1% maior indicando um albedo extraordinariamente elevado.
Em Fevereiro de 2006, um artigo da revista Nature da autoria de um grupo de cientistas alemães indicou que Éris tem 3000 km ±300km ±100km, ou seja, algo do tamanho da Lua e 30% maior que Plutão. Para determinar o diâmetro, o grupo usou observações da emissão térmica de Éris. A primeira margem de erro tem em atenção os erros de medida, e a segunda devido a velocidade de rotação e a orientação do astro serem desconhecidas.
Estes cientistas determinaram que o albedo é muito semelhante ao de Plutão, ou seja, é de 0,60 ± 0,10 ± 0,05. Sugerindo que o metano permite que a superfície gelada seja bastante refletora.
Éris parece ser algo análogo a Plutão e a Tritão (a grande lua de Neptuno) devido à presença de gelo de metano.
Ao contrário do aspecto avermelhado de Plutão e Tritão, o planetóide Éris parece ser cinzento. Isto parece ser devido à enorme distância de Éris em relação ao Sol o que permite que o metano condense, cobrindo uniformemente toda a superfície.
O metano é muito volátil e a sua presença mostra que Éris se manteve sempre nos confins do sistema solar, ou seja, sempre foi um mundo extremamente frio levando a que o gelo de metano subsistisse. Ou, talvez, desfrute de uma fonte interna de metano que liberte o gás para a atmosfera; note-se que 2003 EL61, um outro corpo celeste da mesma zona do sistema solar, revelou a presença de gelo de água, mas não de metano.
Dados não oficiais com recurso às observações do telescópio Hubble indicaram que Éris teria um albedo elevado, sugerindo que a superfície é composta de gelo fresco.

 Éris é o maior objeto transnetuniano, acima comparação do planeta anão com Plutão.

 

Atmosfera e clima


Apesar de Éris se encontrar cerca de três vezes mais afastado do Sol que Plutão, chega a estar suficientemente perto do Sol para que parte da superfície se descongele e forme uma fina atmosfera; no entanto não se sabe se isto acontece realmente.
Devido a sua órbita que se aproxima até 37,8 UA do Sol e se distancia até 97,61 UA, as temperaturas devem variar entre -232 e  -248 graus centígrados.
Éris está tão afastado do Sol que este último, nos céus daquele mundo, deverá aparecer apenas como uma estrela brilhante.

Satélite

A lua de Éris, Disnomia, foi descoberta a 10 de Setembro de 2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta vezes menos brilhante que Éris e que orbite esse último em cerca de quatorze dias.


O sistema Éris-Disnomia parece semelhante ao sistema Terra-Lua. Apesar das dimensões mais reduzidas dos dois objetos, o satélite de Éris está dez vezes mais próximo do planeta que orbita que a Lua da Terra apesar de ser oito vezes menor que a nossa lua.
Disnomia é o satélite natural de Éris. O nome significa "desordem" em grego (no original, Δυσνομία dysnomia), uma referência à entidade mitológica que, segundo Hesíodo, era filha de Éris, a Discórdia.
Em 2005, uma equipe nos telescópios Keck no, Hawaí, fez observações aos quatro corpos celestes transneptunianos mais brilhantes (Plutão, 2005 FY9, 2003 EL61 e Éris) usando um novo sistema óptico. Em 10 de Setembro, as observações revelaram uma lua orbitando Éris. Na altura da descoberta, Éris não tinha nome e era conhecida, popularmente, como Xena, assim a lua ganhou o apelido de Gabrielle pelos seus descobridores, a companheira de Xena na série de TV Xena, A Princesa Guerreira.
Formalmente em setembro de 2006 foram definidos os nomes oficiais de Éris - Planeta Anão e Disnomia - satélite de Éris.
Os astronômos sabem que três dos quatro mais brilhantes objectos transnetunianos possuem satélites, enquanto que cerca de 10% dos membros mais tênues da faixa terão satélites, o que leva a acreditar que colisões entre grandes corpos celestes transnetunianos tenham sido frequentes no passado. Impactos entre corpos da ordem dos 1000 km de diâmetro espalhariam grandes quantidades de material que se aglomerariam numa lua. Um mecanismo semelhante formou a Lua da Terra.

Mitologia

Éris era a deusa da discórdia. O planeta foi chamado assim porque a sua descoberta lançou a discórdia entre os astrônomos quanto à definição de um planeta e causou, indiretamente, a descida de estatuto de Plutão de "planeta" para "planeta anão". Na mitologia grega é famosa por ter causado, indiretamente, a Guerra de Tróia. Era também conhecida por acompanhar o seu irmão Ares (Marte) para o campo de batalha e, quando os outros deuses iam embora, ela ficava rejubilando-se da carnificina.
Antes de receber o nome tinha a designação provisória de 2003 UB313, que é uma matrícula atribuída automaticamente de acordo com o protocolo da União Astronômica Internacional (UAI) para os planetas menores. No entanto, a probabilidade de que esse corpo celeste fosse classificado como um planeta levou a que a UAI não autorizasse nenhum nome, dado que não era claro se seria classificado como um planeta principal ou não. Caso fosse, a UAI só aprovaria nomes da tradição greco-romana, tal como acontece com todos os outros planetas do Sistema Solar. A indecisão levou a que o nome "Xena" (uma suposta personagem da mitologia grega) fosse adotado popularmente como alcunha; essa suposta personagem mitológica foi criada especialmente para a série televisiva Xena, A Princesa Guerreira. Um dos nomes mais sugeridos para Éris era o de Perséfone (a Proserpina romana), mulher de Plutão.

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