sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

China a poucos passos do solo lunar!


O Governo da China confirmou nesta quinta-feira (29) que em menos de cinco anos levará pela primeira vez um veículo não-tripulado à superfície da Lua. Seria o primeiro passo para que, mais adiante, seus astronautas pisem o satélite e o país siga os passos dos Estados Unidos e da Rússia no caminho para ser tornar uma nova superpotência espacial.
O objetivo foi fixado no "Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011", um documento do Executivo chinês apresentado nesta quinta. No texto, o Governo estabelece outras metas da corrida espacial chinesa durante o Plano Quinquenal do período 2011-2015.


Dessa forma, indica que o programa lunar será centrado em desenvolver com sucesso uma tecnologia que mais tarde permita levar astronautas ao satélite. A China já conseguiu que dois de seus satélites ('Chang'e' 1 e 2) chegassem até a órbita lunar, em 2007 e 2010. Essas sondas, no entanto, só recolheram informações fotográficas do satélite e estavam programadas para retornar à Terra em seguida.
Não há data fixa para a chegada do satélite terrestre dos primeiros 'taikonautas' (apelido dado aos astronautas chineses, já que espaço em mandarim é "taikong"). Levando em conta que a China parece dividir este programa em fases de cinco anos, este fato histórico poderia ocorrer entre 2020 e 2025, meio século depois dos Estados Unidos, o primeiro país a alcançar essa façanha.
No mesmo anúncio, a China garantiu que aumentará o controle do lixo espacial e dos sistemas de alarme quando esses fragmentos caírem na superfície terrestre.

Uso militar?

Também nesta semana, o país iniciou o funcionamento do sistema Beidou ("bússola", em mandarim), seu sistema de posicionamento alternativo ao GPS americano. A China já lançou 10 satélites Beidou e planeja lançar outros seis até o fim do ano que vem, de acordo com o Escritório Chinês de Gerenciamento de Navegação de Satélites.
Diferentemente das versões civis menos precisas disponíveis ao Exército de Libertação do Povo (ELP, o exército chinês), essa rede dará à China a precisão para guiar mísseis, munições inteligentes e outras armas.
"Isso permitirá um grande salto na capacidade do ELP de realizar ataques de precisão", disse Andrei Chang, analista das forças militares chinesas e editor da revista Kanwa Asian Defence, de Hong Kong.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Hong Lei, quis nesta quinta-feira responder a esses temores, assegurando em entrevista coletiva que a China "sempre ressalta que seu objetivo é fazer uso pacífico do espaço, e procura cooperar internacionalmente neste campo".

Em que ponto está a China!?

O Conselho de Estado insiste no documento que a prospecção espacial "é uma importante parte da estratégia geral de desenvolvimento da nação" para meia década 2011-2015, no qual a China procura seguir ascendendo em seu caminho a ser um país desenvolvido, com a inovação tecnológica como prioridade.
China lançou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003 e desde então alcançou outros objetivos, como o primeiro 'passeio' de um de seus cosmonautas fora da nave (2008) e o primeiro acoplamento de dois veículos (no mês passado), passo-chave para sua futura estação espacial permanente.
Para os especialistas, a China ainda está em uma fase muito preliminar no que diz respeito às tecnologias espaciais, comparável aos EUA e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) nos anos 60, mas avança de forma mais rápida do que fizeram na época as duas superpotências da Guerra Fria em sua corrida espacial.

Fontes: G1; EFE; Reuters

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Solstício de Verão no Hemisfério Sul!

Essa é pra galera que curte uma praia, solzão, e água de coco! Na madrugada do dia 22 deste mês começará a estação, que a maioria de nós brasileiros mais amamos (eu particularmente prefiro o inverno...).

 Mais precisamente às 3h30, horário de brasileiro de verão, o Sol atingirá perpendicularmente, com seus raios, o Trópico de Capricórnio, fazendo com que o Hemisfério Sul tenha o dia de maior incidência de luz solar e com maior duração no ano.


O verão durará até o dia 20 de março do ano que vem, data em que ocorrerá o Equinócio do Outono, aqui no Brasil. E o horário de verão 2011-2012 acabará no dia 26 de fevereiro.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

De Gigantes a Minúsculos, mas sempre Buracos Negros


Uma equipe da Nasa afirmou ter achado o que pode ser menor buraco negro já visto.
A descoberta foi feita analisando as emissões de raios X vindas do astro - como se fosse um "batimento cardíaco".
Se for mesmo um buraco negro, ele teria só um pouquinho mais de massa acima do mínimo necessário para poder existir.
Segundo os astrônomos, ele tem menos de três vezes a massa do nosso Sol. Para efeito de comparação, os buracos negros anunciados no início do mês tem cerca de 10 bilhões de vezes a massa do Sol.

          Em contrapartida no início deste mês cientistas descobriram os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol.
Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs.


Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.
Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos.
As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.
No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.
Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.

Telescópio Gemini no Havaí
Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 - NGC 3842 e NGC 4889 - e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.
Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.
Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889 (situada na cosntelação Cabeleira de Berenice), há outro com uma massa igual ou superior.
Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.
Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.


Fonte: Adaptadado do G1

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Telescópio Kepler descobre planeta tão quente que pode-se derreter ferro em sua superfície!


O escaldante planeta está 352 anos de luz de distância da Terra e sua massa é 10 vezes maior do que a do nosso planeta.


Astrônomos da NASA encontraram um planeta quase do mesmo tamanho da Terra, mas que é tão quente que não há chance alguma de ser residência para organismos vivos. O exoplaneta, batizado de Kepler-21b, é 1,6 vezes maior que a Terra. A órbita do planeta é tão colada a estrela mais próxima que os astrônomos estimam que a temperatura na superfície do Kepler-21b seja de 1,500 graus Celsius – quente o suficiente para derreter ferro.
Os cientistas que encontraram o planeta usaram o telescópio espacial “caçador de planetas” Kepler para encontrá-lo e depois confirmaram sua localização com ajuda do Kitt Peak National Observatory, localizado no estado do Arizona, Estados Unidos.

 O escaldante planeta está 352 anos-luz de distância da Terra – perto, se considerarmos que a nossa galáxia tem um diâmetro de 78 mil anos-luz. Sua massa é 10 vezes maior do que a do pedregulho molhado em que vivemos. O planeta está a apenas 6 milhões de quilômetros de seu Sol – demora menos de dois dias para completar uma volta ao redor da estrela. Para comparar, a Terra está 150 milhões de quilômetros distante do Sol.
A estrela próxima a Kepler, chamado de HD 179070, é mais quente e brilhante que o nosso Sol, além de possuir uma massa 1,3 vezes maior que nossa estrela. Segundo os cientistas, a HD 179070 é uma estrela mais jovem que a nossa: sua idade estimada é de 2,84 bilhões de anos – o Sol está na casa dos 4,6 bilhões de anos.

*Imagens criadas em computador.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kepler encontra 1º Planeta Habitável!


A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 


No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.

sábado, 26 de novembro de 2011

Imagens da Semana!

A partir desse final de semana será realizada em nosso blog uma postagem com as imagens mais astronomicamente incríveis que “rolaram” na mídia e em outros veículos de informação na semana em questão ou ainda que vocês achem interessantes, não precisando ser da mesma semana.

E as imagens serão enviadas por vocês, nossos leitores!

É só enviar para nosso E-mail, Facebook ou ainda deixar o link de sua imagem em um comentário, e escolheremos as mais interessantes!
        
        Como estamos na primeira semana e essa foi uma ideia repentina, a imagem dessa semana foi escolhida por nós, e se trata de imagens recolhidas da mais nova empreitada da NASA a Marte.


O foguete com o jipe robô Curiosity a bordo partiu neste sábado às 13h02 min do Cabo Canaveral e chegará ao Planeta Vermelho daqui a oito meses.

Mitos da Criação


Gaia, na mitologia grega, seria quem concebera a
Terra e o Universo junto a Urano.
 Diversas sociedades em diferentes épocas procuraram compreender a criação do mundo. Muitas das respostas encontradas pautam-se não na ciência, mas na observação da natureza e na religião, e integram a herança cultural das civilizações.

Compreender a origem do mundo e de si mesmo é uma necessidade que acompanha o homem há milênios. Assim, mesmo sem possuir os conhecimentos científicos e os avanços tecnológicos da sociedade atual, os povos antigos também procuraram entender, cada qual a seu modo, a origem de tudo. Nas civilizações pré-científicas a busca por respostas residia na natureza e na religião.

A comunidade cristã, por exemplo, segue o mito da criação descrito no livro de Gênesis, da mesma forma que as demais religiões monoteístas crêem na idéia de um criador do mundo onipotente e onisciente. A divindade única, responsável pela construção de tudo, é uma crença comum a várias culturas, do Oriente às Américas. De modo geral, tal deidade possui características recorrentes: existe desde antes da criação do mundo e fez o universo conscientemente e por vontade própria.

No Cristianismo e outras religiões monoteístas, acredita-se que um único Deus onipotente e onisciente seja o responsável pela concepção do Universo.


Outras visões


Existem muitos outros mitos de criação. Sociedades como a dos índios navajos, que habitam a América do Norte, creditam a construção do mundo a uma vontade própria do mundo, que teria emergido a partir da terra. Os antigos babilônios acreditavam que o universo havia sido criado por um pai e uma mãe primordiais, representados respectivamente pelo céu e pela terra. A etnia africana dos dogons acredita que o início de tudo teria sido um ovo, no qual foram colocados por uma deidade dois pares de gêmeos embrionários. 
        Atualmente, a mitologia nos diz mais sobre como cada povo encara os mistérios do universo e a criação do mundo do que exatamente como ele surgiu. São mitos que sobrevivem até hoje, como parte da herança cultural e religiosa.

Fonte: Atlas do Universo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curiosity - Um jipe robô que promete encontrar condições para vida no Planeta Vermelho


 O Curiosity irá investigar se há condições de vida em Marte. A Nave decola rumo ao planeta a partir de 13h deste sábado.

A agência espacial americana (NASA) pretende lançar neste sábado (26) o jipe robô Curiosity rumo a Marte para descobrir se um dia já existiram condições de vida no planeta. A janela de oportunidade para a decolagem abre às 13h02.
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta, mas não foi feito para responder se há vida em Marte. Sua missão é apenas determinar se há condições no ambiente para isso.
Ele também é o maior dos robôs que perambulam por Marte. Do tamanho de um carro, o Curiosity é cinco vezes mais pesado que seus antecessores, Spirit e Opportunity.
Ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões norte-americanas Apollo, que exploraram a Lua na década de 1960 e 1970.

 Passo a passo da Missão Curiosity

Fontes: NASA e G1

Estudo identifica planetas com mais chances de vida extraterrestre

 A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g (foto) estão entre os planetas e luas mais propensos à existência de vida extraterrestre, segundo um artigo científico publicado por pesquisadores americanos. O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os planetas segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.

Segundo os resultados publicados na revista acadêmica Astrobiology, a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta - ou seja, localizado fora do Sistema Solar - de cuja existência muitos astrônomos duvidam. Em seguida, no mesmo critério, veio Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro - e possivelmente cinco - planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.

Condições favoráveis
Os Rádio-telescópios são a principal ferramenta dos
astronomos na busca de novos plantenas.
 
Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores. O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) ordenou os planetas e luas de acordo com a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe. Já o Índice de "Habitabilidade" Planetária (PHI, sigla também em inglês) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou um campo magnético.
Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite. Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.

"Habitáveis"

No critério da "habitabilidade", a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida da lua Europa, que orbita Marte e Júpiter. Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.
O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre. Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana, já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida. No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" - indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas - na luz emitida por planetas distantes.
 Titã (curiosidades: há chuvas rotineiras de gás natural líquido em Titã).

Saiba mais em: 
 Fontes: Terra

O Poder dos Astros

Astrologia e astronomia nem sempre foram áreas de estudo independentes. Em outros tempos, a observação dos astros e as previsões do destino das pessoas e dos eventos guardavam vínculo bastante estreito.
Durante muito tempo, o estudo dos astros unificou aspectos astronômicos e astrológicos. Assim, era forte a crença de que acontecimentos na vida das pessoas e na Terra teriam correspondência com as posições e os movimentos dos corpos celestes. É um ponto de vista bastante compreensível. Afinal, a posição do Sol em diferentes épocas indicava, por exemplo, climas diversos, o que determinava as mudanças das estações do ano, ao mesmo tempo em que a Lua tinha o poder de influenciar nas marés.


Observações do Sol e da Lua eram importantes para os povos antigos não apenas para compreender o céu, mas, principalmente, para ajudar na sobrevivência humana. A prática agrícola, por exemplo, estava diretamente ligada a fenômenos naturais. Portanto, era necessário saber a época correta do plantio e da colheita. Ao perceber que os astros poderiam influenciar na agricultura, o homem desenvolveu a astrologia para desvendar o futuro. Se era possível antecipar ações da natureza observando os astros, por que não predizer o próprio destino?

        

Aviso dos céus
Os primeiros indícios de que a humanidade estudava os astros com o intuito de prever sua sorte foram entre os caldeus, povo que viveu na região da antiga Babilônia (atual Iraque). Por volta de 3000 a.C., seus sacerdotes procediam estudos dos astros e, a partir de suas interpretações, aconselhavam os governantes a seguirem o que diziam os céus. Chineses, egípcios, indianos e maias também praticavam astrologia e desenvolveram as próprias previsões.
Com a chegada da astrologia na Grécia, por volta de 500 a.C., filósofos como Pitágoras e Platão também dedicaram-se ao estudo da influência dos astros na vida terrena. Desse modo, até o século XVI, astronomia e astrologia eram disciplinas estudadas e ensinadas em conjunto nas universidades européias.

Astronomia e astrologia
A partir das décadas seguintes, com a revolução científica desencadeada pelas descobertas dos estudiosos Nicolau Copérnico e Galileu Galilei e, mais tarde, pelas leis físicas desenvolvidas por Issac Newton, a astronomia e a astrologia tornaram-se cada vez mais incompatíveis.
Já que a Terra não era o centro do universo como se pensava até então, como seria possível que os astros como o Sol e outros planetas pudessem influenciar este mundo e a vida das pessoas? O céu visto da Terra não seria, portanto, muito limitado para que astrólogos pudessem tirar conclusões? A partir desses questionamentos, ocorreu a ruptura entre os dois compôs de estudo. Desse modo, a astronomia e a astrologia passaram a trilhar trajetórias próprias.


Fonte: Atlas do universo
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