quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mar de Estrelas


O céu noturno sempre encantou o homem, que mesmo sem instrumentos de observação, é capaz de ver em uma noite clara mais de 5 mil estrelas pertencentes à Via Láctea. Com um telescópio simples, elas podem se multiplicar centenas de vezes, enquanto com um aparelho mais potente transformam-se em centenas de milhões de pontinhos brilhantes no céu. 
Apenas na Via Láctea estima-se que existam cerca de 200 bilhões de estrelas.
Durante muito tempo, as estrelas foram um mistério para o ser humano. Acreditava-se, por exemplo, que elas ocupavam uma posição fixa na abóbada celeste. Apenas no século XIX os astrônomos passaram a compreender sua natureza. Descobriu-se que são gigantescas esferas de gás incandescente. Conforme a luz emitida, os cientistas são capazes de calcular seu brilho, sua cor e sua temperatura.
Todas elas são esferas formadas por gás quente, basicamente hidrogênio e hélio. O hidrogênio é convertido em hélio em um processo de fusão termonuclear, e a energia resultante transforma-se em luz e calor. Calcula-se que, a cada segundo, podem ser convertidos em hélio 400 milhões de toneladas de hidrogênio.
Em consequência desse processo, a estrela emite radiação eletromagnética, o que inclui luzes visíveis, raios ultravioleta, infravermelhos e ondas de rádio. A intensidade da luz também pode variar de estrela para estrela. Algumas têm apenas 5% do brilho do Sol, outras podem ser 500 mil vezes mais brilhantes do que ele.
Na década de 1990, os cientistas fizeram uma descoberta há tempos aguardada: muitas estrelas possuem sistemas planetários, como ocorre no sistema solar. Porém, ainda pouco se sabe sobre os chamados planetas extrassolares, devido à sua difícil detecção. 
Tamanho do Sol em relação a maior estrela conhecida pelo homem.
Dados estelares

·        As maiores estrelas já identificadas têm diâmetros centenas de vezes maior que o do Sol, enquanto as menores não chegam a possuir 10% de sua massa.
·        Nem todas as estrelas têm a mesma cor, que pode variar entre tons de vermelho, laranja e até azul-claro, dependendo da sua temperatura interna. As mais quentes têm coloração azul e as mais frias tendem ao vermelho.
·        A temperatura média de cada estrela também varia, assim como sua temperatura interna e externa. O núcleo do Sol, por exemplo, chega a ter 15 milhões de graus Celsius, enquanto a camada externa gira em torno dos 5.700 °C.
·        De modo geral, quanto mais massa a estrela tiver, maior será sua luminosidade e temperatura. É o caso das supergigantes, que são mais brilhantes por terem muito mais massa do que outras.
·        95% das estrelas terminam ou vão terminar sua existência como anãs brancas. Outras maiores explodem como supernovas, emitindo um brilho que pode chegar a ser 1 bilhão de vezes mais intenso do que o do Sol.

A mais Brilhante

 Sirius é a estrela mais brilhante do céu noturno. Localizada na Constelação de Cão Maior, está a ‘’apenas’’ 8,6 anos-luz da Terra. Ou seja, a luz de Sirius observada hoje partiu da estrela há cerca de oito anos.
Durante séculos, Sirius foi venerada pelos egípcios, que a identificavam como deusa Sotis. A celebração tinha um motivo específico: quando a estrela surgia no céu, no início do verão do Hemisfério Norte, principiavam-se as cheias que alagavam as margens do rio Nilo, responsáveis pela fertilidade das terras egípcias. Portanto, o aparecimento da estrela era interpretado como anúncio de um período anual de abundância e prosperidade.
Há também outras estrelas que chamam a atenção por seu brilho intenso. Entre elas, destacam-se Canopus, Arcturus, Alfa Centauro e Veja. Já a estrela mais próxima depois do Sol, próxima Centauro, situada a 4,3 anos-luz da Terra, tem brilho fraco. Ela é chamada de anã vermelha e sua massa corresponde a aproximadamente 10% da solar. 

Se ampliar a imagem cada ponto que ver será uma galáxia... cada galáxia possui bilhões de estrelas.

Fonte: Atlas do Universo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Episódio 23 - Via-Láctea


No céu é uma faixa clara. No espaço, é a nossa galáxia. No imaginário da Grécia antiga é um rio de leite. Na visão dos brasileiros originais é o caminho da Anta pela floresta. Na visão das nossas crianças... É preciso levá-las para onde possam vê-la.

Fonte: TV Escola

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Episodio 22 - Universo


Essa palavra dá uma sensação de que a gente nunca chega lá. Então o programa tenta escalar as distâncias para termos uma noção mais próxima do humano das dimensões do que ainda temos por conhecer.

Fonte: TV Escola
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