sábado, 30 de junho de 2012

QR Code Caronte


         Seguindo as tendências tecnológicas, o Clube Caronte lança agora seu QR Code, para melhor atender os usuários de smartphones e tablets. 

          
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aventura Astronômica - Os Caçadores de Vênus

         Nesta altura do século XXI, o cosmo parece cada vez mais próximo, devassado por sondas e supertelescópios. Mas, há pouco mais de dois séculos, nossos antepassados olhavam para o céu como uma pintura inalcançável. Foi nessa época que um grupo de astrônomos liderou uma empreitada global à procura de um dado que hoje conseguimos em uma busca no Google: a distância que separa a Terra do Sol.
Cientistas franceses, ingleses, russos, suecos, dinamarqueses e norte-americanos viajaram ao redor da Terra, em 1761 e depois em 1769, para vislumbrar um raro fenômeno: a passagem de Vênus em frente ao Sol. As expedições que eles protagonizaram resultaram na primeira empreitada globalizada da ciência.

Edmond Halley, idealizador
da expedição
 A distância da Terra em relação ao Sol é conhecida como unidade astronômica (AU). Ela é a unidade básica de medida do universo – o metro cósmico, por assim dizer – e é determinante para os cálculos da astrofísica. Hoje sabemos, graças as medições feitas pelos telescópios mais avançados, que estamos separados do Sol por 149.597.870 quilômetros, sem levar em conta as variações da órbita elíptica da Terra em volta da estrela. No século XVIII chegar a esse número era tido com um feito revolucionário. Como Andrea Wulf  explicou em entrevista: “Apesar de aquele ser o século do Iluminismo, vivia-se ainda em um mundo onde estrelas, trovões e outros fenômenos naturais eram tidos pela maioria como manifestações divinas inexplicáveis. Observar Vênus e, com isso, mesurar o cosmos viria a ser um ganho e tanto para os cientista que combatiam a ignorância.” No plano mais imediato e prático, apostava-se que a determinação da distância do Sol permitiria o calculo mais preciso das longitudes, uma necessidade urgente para as navegações da época.
A ideia da corrida por Vênus veio do astrônomo inglês Edmond Halley, que em 1716 previu que a passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ocorreria em 1761 e 1769. Ele conclamou astrônomos a se reunirem para medir a trajetória do planeta em frente à estrela e a duração dessa passagem. Os dados seriam para estipular quão distante está o Sol. Só que a precisão dos cálculos seria garantida apenas se os astrônomos observassem a passagem em localidades distintas, no Norte e no Sul terrestre. Halley morreu em 1742, mas seus discípulos seguiram sua sugestão. Os astrônomos não tinham um perfil aventureiro. Acostumados à reclusão de gabinetes de estudo, eram em geral homens de meia-idade, gordos e sedentários. Mesmo assim viajaram por terra e por mar para os pontos ermos indicados por Halley como ideias para observar Vênus. As caríssimas expedições foram financiadas por monarcas poderosos, como Catarina, a Grande, da Rússia. 

Locais que os astronomos realizaram as observações do trânsito de Vênus, nos anos de 1761 e 1769

Em plena Guerra dos Sete Anos, protagonizada por França e Inglaterra, navegar as grandes distancias até os destinos da expedição era tarefa perigosa. O barco dos astrônomos britânicos Charles Mason e Jeremiah Dixon (famosos por criarem a Linha Mason-Dixon, que dividiu o sul do norte dos Estados Unidos) foi alvejado por canhões franceses. Um astrônomo francês viajou para Índia, ficou onze anos longe de casa, adoeceu, foi dado como morte – e a despeito de todos esses esforços, não conseguiu observar corretamente os fenômenos. Na Sibéria, um astrônomo foi ameaçado pela população local, que o tomou por feiticeiro.
Os números levantados pelos astrônomos estimaram a distância do Sol entre 125 milhões e 159 milhões de quilômetros, o que é muito próximo do valor real. A empreitada popularizou a astronomia: leigos compraram telescópios para admirar o trajeto de Vênus. Também uniu as academias de ciências e foi o primeiro incentivo às experiências globalizadas, nos moldes atuais. No início deste mês, entre os dias 5 e 6, Vênus passou pela frente do Sol mais uma vez, fenômeno que só voltará a repetir em dezembro de 2117. Desta vez, o evento foi televisionado em alta definição para todo mundo, e as fotos e vídeos da passagem estão no internet.

Imagem do trânsito de Vênus que ocorreu entre os dias 5 e 6 de junho


Fonte: Veja, 30 de maio de 2012.

Missão espacial chinesa volta à Terra

Os três astronautas da missão Shenzhu IX, entre eles uma mulher, pousaram nesta sexta-feira na Mongólia interior, no noroeste da China, ao final de 13 dias no espaço, informou a TV estatal CCTV.
Primeira astronauta chinesa, Liu Yang volta a pisar na Terra

A missão Shenzhu IX permitiu realizar o primeiro acoplamento manual em órbita já realizado pela China e marca uma etapa importante no programa de vôos tripulados visando uma estação orbital chinesa habitada em 2020.
No domingo passado, a China conseguiu realizar seu primeiro acoplamento manual, entre a Shenzhu IX ("Nave Divina") e o módulo Tiangong-1 ("Palácio Celeste"), em órbita da Terra, na principal tarefa desta quarta missão tripulada chinesa.
Este quarto voo espacial tripulado chinês foi o mais longo. Em 2003, a China se tornou o terceiro país do mundo a enviar homens ao espaço por seus próprios meios, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.
O domínio do acoplamento orbital é uma etapa crucial na conquista espacial, superada por russos e americanos nos anos 70. A quarta missão chinesa foi integrada pelos cosmonautas Jing Haipeng, Liu Yang e Liu Wang.

Fontes: AFP e Terra

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Astronomia na Praça - Boa Fortuna


Não Perca! É a segunda vez que vamos ao bairro, na primeira oportunidade as nuvens impossibilitaram nossa visita o que frustrou a criançada, mas nesta segunda a chance de tudo dar certo são muito grandes!

Abaixo segue a localização da Praça Boa Fortuna, local da observação:

Exibir mapa ampliado
 
*Click em "rota" para saber como chegar no local da observação.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrônomos desenvolvem novo método para observar a atmosfera de exoplanetas que não "transitam" em sua estrela

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.
VLT, Cerro Paranal, Chile.
"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.
Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.
Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. E A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

Exoplaneta Tau Boötis b (impressão artística)
 Fonte: Terra

Dia 30 de junho durará 1 segundo a mais!

 O dia 30 de junho durará um segundo a mais para poder ajustar os relógios humanos ao período de rotação da Terra, o que aumentará o período de tempo de 2012, informou o Observatório Naval dos Estados Unidos.
A invenção dos relógios atômicos permitiu uma medição do tempo muito mais precisa. Mas, vários fatores afetam e desaceleram a rotação da Terra. O grande terremoto que atingiu o Japão em 2011, por exemplo, desacelerou esse movimento do planeta em 1,8 milionésimos de segundo.
Portanto, por mais precisos que sejam os relógios, eles não refletem o tempo exato que a Terra leva para dar uma volta em torno dela mesma.
Em 1970, um acordo internacional reconheceu a existência das duas escalas de tempo: o período de rotação do planeta e o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
 O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), estabelecido em 1987 pela União Astronômica Internacional e pela União Internacional de Geodésia e Geofísica, é a organização que observa a diferença entre as duas escalas e assinala quando se deve inserir ou retirar um segundo do UTC para manter ambas as escalas com uma diferença de menos de 0,9 segundo.
Para criar o UTC, primeiro gera-se uma escala de tempo secundária, conhecida como Tempo Atômico Internacional (TAI), que consiste no UTC sem segundos acrescentados ou retirados. Quando o sistema foi instituído em 1972, determinou-se que a diferença entre o TAI e o tempo real de rotação da Terra era de 10 segundos.
Desde 1972, foram acrescentados segundos em intervalos que vão de seis meses a sete anos, e o mais recente foi inserido no dia 31 de dezembro de 2008. Depois que se acrescentar o segundo extra do final de junho deste ano, a diferença acumulada entre o UTC e o TAI será de 35 segundos.
Essa diferença acumula e, a cada quatro anos, o calendário contém um dia adicional, 29 de fevereiro, explicou o Observatório Naval - a agência encarregada do "horário oficial" nos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, a conta não fecha. Para que isso ocorra, anos múltiplos de 100 não têm um dia a mais, a não ser que sejam múltiplos de 400. Por isso, o ano 2000 foi bissexto, mas 1900 não.


Fontes: EFE e Terra

Episódio 10 - Invisível




A luz visível traz muita informação do universo, mas ela é apenas uma pequena parcela de todas as radiações que já detectamos no universo. A Astronomia do Invisível está em busca de mais segredos escondidos nas microondas, raios X, raios Gama.

Fonte: TV Escola
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cientistas acham vestígios de água em meteoritos marcianos


A Terra pode deixar de ser o único planeta conhecido por concentrar grandes reservatórios de água em seu interior. Segundo um novo estudo americano feito com dois meteoritos vindos de Marte, a quantidade de água no manto do planeta vermelho pode ser maior do que estimativas anteriores e até se comparar à da Terra.
A pesquisa foi feita pelo Instituto Carnegie para a Ciência, e os resultados aparecem na atual edição da revista “Geology”.
Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.

Ao analisar dois meteoritos vindos de Marte, cientistas encontraram indícios de água no planeta (Foto: ESA)
Os cientistas analisaram os chamados meteoritos shergottite, bastante jovens e originados por um derretimento parcial do manto marciano, camada abaixo da crosta, que se cristalizou na superfície e abaixo dela. Esses fragmentos de rocha vieram para a Terra há aproximadamente 2,5 milhões de anos e dizem muito sobre os processos geológicos enfrentados pelo planeta vermelho.
Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não. Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.
Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.
Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.

Fonte: G1
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