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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Episódio 23 - Via-Láctea


No céu é uma faixa clara. No espaço, é a nossa galáxia. No imaginário da Grécia antiga é um rio de leite. Na visão dos brasileiros originais é o caminho da Anta pela floresta. Na visão das nossas crianças... É preciso levá-las para onde possam vê-la.

Fonte: TV Escola

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ligando os Pontos


São catalogadas 88 constelações, que foram descritas ao longo da história da humanidade. Entre as mais conhecidas estão a de Órion e a do Cruzeiro do Sul.
De tanto observar os céus, os astrônomos da Antiguidade começaram a traçar desenhos a partir das estrelas mais brilhantes, na forma de figuras de animais e objetos. O que começou como passatempo deu origem às chamadas constelações. Elas ganharam nomes e passaram a ser referências para astrólogos e navegadores, que se orientavam pelas estrelas. O s astrônomos delimitaram, no século XX, 88 grupos de estrelas brilhantes que aparecem na esfera celestial - entre elas as 12 zodiacais. Muitas conservam os mesmos nomes dados pelos gregos.

Algumas das constelações que atualmente encontram-se no Céu Austral. Na imagem: Cruzeiro do Sul, Gêmeos, Câncer, Órion, Cão Maior e Touro figuram entre as mais conhecidas constelações.

Por volta de 4000 a.C., os sumérios já ligavam os pontos estelares e imaginavam formas como vasos, sinais e tabuleiros. A constelação de Aquário, por exemplo, foi batizada pelos sumérios em homenagem ao deus dos céus Na, que jogava águas de imortalidade sobre a Terra. Em 450  a.C., os babilônios dividiram o céu nas 12 constelações que deram origem ao zodíaco. Egípcios, romanos e gregos também desenharam suas coleções de estrelas. Uma descrição mais organizada do céu só foi feita quando o astrônomo e matemático grego Ptolomeu – que vivia em Alexandria, no Egito – catalogou 48 constelações. Até hoje, 47 mantêm os nomes dados pelo astrônomo.

CÉU DO SUL

Até o século XVI, as constelações identificadas eram apenas as observadas no Hemisfério Norte. Porém, com o início da exploração dos mares do sul, os navegadores começaram a traçar um mapa do céu setentrional com o objetivo de usá-lo como guia. Graças ao trabalho de dois navegadores holandeses, Pieter Dirkszoon Keiser e Frederich de Houtman, 12 novas constelações foram acrescidas. Um outro holandês, Petrus Plancius,identificou outra três. O mapa foi completado com 11 novas figuras criadas pelo astrônomo polonês Johannes Hevelius,ilustradas em Firmamentum Sobiescianum, um atlas estelar publicado em 1960. O astrônomo francês Nicolas de Lacaille aresentou, em 1750, 14 novas constelações.
Como elaborar constelações parecia um trabalho sem fim, a União Astronômica Internacional determinou, em 1875, a adoção de limites oficiais. Em 1930, a entidade estabeleceu o padrão de 88 constelações, resultado do trabalho do astrônomo belga Eugène Delporte.

ÓRION E ESCORPIÃO

A constelação de Órion, visível nos dois hemisférios terrestres, é uma das mais conhecidas.Apresenta o formato de um caçador que carrega uma adega, e pod ser observada no céu noturno apenas entre outubro e março. Par identificar Órion é preciso primeiramente localizar as Três Marias – três estrelas próximas entre si, alinhadas e de mesmo brilho -, que formam o cinturão da constelação de Órion.

 Conta a lenda grega que o caçador Órion apaixonou-se por uma princesa. O pai dela, ciumento, cegou o enamorado. Pa ganhar de volta a visão Órion consultou um oráculo e foi aconselhado a olhar o céu quando o dia estivesse nascendo. Ele assim o fez, e acabou apaixonando-se pelo que viu: a Aurora. Mas esse amor teve vida curta: um escorpião picou o caçador, que adoeceu, morrendo em seguida.
No céu, como se fosse por um capricho dos deuses, as duas constelações nunca se encontram. Com o movimento de rotação da Terra, quando uma delas surge, a outra desaparece – uma alegoria da perseguição de escorpião a Órion.

CRUZEIRO DO SUL

No Hemisfério Sul, umas das constelações mais conhecidas é a do Cruzeiro do Sul, com suas cinco estrelas. A 25 graus no sentido sul, próxima da pólo sul celeste e na altura do equador terrestre, a constelação servia como guia para as navegações. Américo Vespúcio, famoso navegador dos mares do sul, fez anotações sobre a constelação em seu livro de bordo de 1507.
O Cruzeiro do Sul integra os símbolos nacionais de cinco países do Hemisfério Sul – marca presença nas bandeiras do Brasil, da Austrália e da Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e Samoa.

Fonte: Atlas do Universo

sábado, 26 de novembro de 2011

Mitos da Criação


Gaia, na mitologia grega, seria quem concebera a
Terra e o Universo junto a Urano.
 Diversas sociedades em diferentes épocas procuraram compreender a criação do mundo. Muitas das respostas encontradas pautam-se não na ciência, mas na observação da natureza e na religião, e integram a herança cultural das civilizações.

Compreender a origem do mundo e de si mesmo é uma necessidade que acompanha o homem há milênios. Assim, mesmo sem possuir os conhecimentos científicos e os avanços tecnológicos da sociedade atual, os povos antigos também procuraram entender, cada qual a seu modo, a origem de tudo. Nas civilizações pré-científicas a busca por respostas residia na natureza e na religião.

A comunidade cristã, por exemplo, segue o mito da criação descrito no livro de Gênesis, da mesma forma que as demais religiões monoteístas crêem na idéia de um criador do mundo onipotente e onisciente. A divindade única, responsável pela construção de tudo, é uma crença comum a várias culturas, do Oriente às Américas. De modo geral, tal deidade possui características recorrentes: existe desde antes da criação do mundo e fez o universo conscientemente e por vontade própria.

No Cristianismo e outras religiões monoteístas, acredita-se que um único Deus onipotente e onisciente seja o responsável pela concepção do Universo.


Outras visões


Existem muitos outros mitos de criação. Sociedades como a dos índios navajos, que habitam a América do Norte, creditam a construção do mundo a uma vontade própria do mundo, que teria emergido a partir da terra. Os antigos babilônios acreditavam que o universo havia sido criado por um pai e uma mãe primordiais, representados respectivamente pelo céu e pela terra. A etnia africana dos dogons acredita que o início de tudo teria sido um ovo, no qual foram colocados por uma deidade dois pares de gêmeos embrionários. 
        Atualmente, a mitologia nos diz mais sobre como cada povo encara os mistérios do universo e a criação do mundo do que exatamente como ele surgiu. São mitos que sobrevivem até hoje, como parte da herança cultural e religiosa.

Fonte: Atlas do Universo
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