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quarta-feira, 26 de abril de 2017

O que o mergulho da sonda Cassini entre Saturno e seus anéis pode revelar

Após 13 anos em órbita, a sonda Cassini-Huygens inicia sua última fase com uma série de mergulhos entre os anéis de Saturno, uma manobra que pode trazer dados sem precedentes sobre o planeta.

A entrada de Cassini nos anéis estava prevista para a madrugada desta quarta-feira. O percurso final da sonda é composto por 22 órbitas com duração de uma semana cada, aproximando-se cada vez mais de Saturno ao cruzar entre seus anéis.

A sonda se movimentará com uma velocidade de 110 mil km/h, tão rapidamente que qualquer colisão com outros objetos - mesmo partículas de terra ou gelo - poderia provocar danos.

Por esse motivo, a sonda usará sua antena maior como um escudo, o que significa que ela ficará inacessível durante o mergulho. Os controladores da agência espacial dos EUA (Nasa) esperam obter uma resposta dela apenas na quinta-feira.

A Nasa chama esses mergulhos de "grand finale" por causa da ambição do percurso. A missão está prevista para terminar em setembro, quando acabar o combustível da nave e ela se lançar sobre a atmosfera do planeta.

Os últimos passos da sonda prometem imagens em resolução sem paralelo e dados científicos que podem desvendar o quebra-cabeça sobre a criação e a história do enorme planeta.

"Vamos terminar essa missão com muitas informações novas, dados incríveis nunca antes descobertos", diz Athena Coustenis, do Observatório de Paris em Meudon, na França. "Esperamos conseguir (dados sobre) composição, estrutura e dinâmica da atmosfera, além de informações fantásticas sobre os anéis".

Nasa/JPL-CALTECH
 
Um objetivo central é determinar a massa e, portanto, a idade dos anéis - formados, acredita-se, por gelo e água. Quanto maior a massa, mais velhos eles podem ser, talvez tão antigos quanto o próprio Saturno.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Planeta que orbita Proxima Centauri pode ter oceano

Um planeta rochoso descoberto na zona "habitável" da estrela mais próxima do nosso Sistema Solar, a 'Proxima Centauri', pode estar coberto de oceanos, afirmaram cientistas do instituto de pesquisa francês CNRS nesta quinta-feira.

Uma equipe de pesquisadores, incluindo astrofísicos do CNRS, calculou o tamanho do planeta apelidado 'Proxima b', assim como as propriedades da sua superfície, e concluíram que este pode ser um "planeta de oceanos" semelhante à Terra.

Cientistas anunciaram a descoberta do 'Proxima b' em agosto, e disseram que este pode ser o primeiro exoplaneta (planeta fora do nosso Sistema Solar) a ser visitado, um dia, por robôs da Terra.

O planeta orbita dentro de uma zona "temperada" da sua estrela 'Proxima Centaur'i, localizada a 'apenas' 4,2 anos-luz da Terra.

Estima-se que o 'Proxima b' tem uma massa de cerca de 1,3 vezes a da Terra e que orbita a cerca de 7,5 milhões de km da sua estrela - cerca de um décimo da distância a que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.

"Ao contrário do que se poderia esperar, tal proximidade não significa necessariamente que a superfície do 'Proxima b' seja muito quente" para a água existir na forma líquida, disse um comunicado do CNRS.

'Proxima Centauri' é menor e 1.000 vezes mais fraca do que o nosso Sol, o que significa que o 'Proxima b' está exatamente na distância certa para as condições serem potencialmente habitáveis.

"O planeta pode muito bem conter água líquida em sua superfície e, portanto, também algumas formas de vida", disse o comunicado.

O tamanho de exoplanetas é geralmente calculado medindo a quantidade de luz que eles bloqueiam, a partir da perspectiva da Terra, quando passam na frente da sua estrela hospedeira.

Mas nenhum trânsito deste tipo do 'Proxima b' foi observado ainda, então a equipe teve que confiar em simulações para estimar a composição e o raio do planeta.

Eles calcularam que o raio é de entre 0,94 e 1,4 vez o da Terra, que é de 6.371 km, em média.

Presumindo um raio mínimo de 5.990 km, o planeta seria muito denso, com um núcleo metálico que corresponde a dois terços de toda a massa do planeta, envolvido por um manto rochoso.

Caso exista água na superfície, esta corresponderia a 0,05% da massa total do planeta, indicou a equipe. Não é muito diferente da Terra, onde essa porcentagem é de 0,02%.

No cenário em que o 'Proxima b' é maior, com um raio de 8.920 km, sua massa seria dividida, em partes iguais, entre um centro rochoso e a água circundante.

"Neste caso, o 'Proxima b' seria coberto por um único oceano líquido, de 200 km de profundidade", disse o CNRS.

"Em ambos os casos, poderia haver uma atmosfera fina e gasosa cercando o planeta, como na Terra, tornando o 'Proxima b' potencialmente habitável", concluiu o instituto.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2016/10/06/planeta-habitavel-proximo-ao-sistema-solar-pode-ter-oceano.htm


Por: Rodrigo de O. França

terça-feira, 26 de julho de 2016

Alinhamento: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno

A partir do dia 20 os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra poderão ser vistos no céu

A partir do dia 20 os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra poderão ser vistos no céu
Nós já vimos no início deste ano, e veremos agora novamente: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno ficarão alinhados por alguns dias antes de cada um deles tomar o seu caminho no céu.
A partir desta semana, e durante mais algumas, os cinco planetas poderão vistos a olho nu durante o pôr do sol - no fim de janeiro e início de fevereiro, eles podiam ser avistados apenas ao amanhecer.
Isso só será possível, segundo David Dickinson, do site de astronomia Universe Today, porque antes tínhamos todos os planetas à nossa frente.
"Agora, os vemos do nosso 'espelho retrovisor' porque Marte, Júpiter e Saturno estão na frente, enquanto Mercúrio e Vênus estão correndo para recuperar o atraso", escreveu Dickinson.
Se você estiver em um espaço aberto sem nuvens, a partir desta quarta-feira poderá ver os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra.




Nasa

Brilho e cor

Para identificar os planetas, preste atenção nas sutis diferenças que você verá no céu. Venus é o mais brilhante de todos, e Júpiter é o próximo na luminosidade. Ambos ainda são visíveis quando o sol está prestes a se esconder.
Marte, por sua vez, é avermelhado e Saturno, amarelado. Ambos brilham com intensidade semelhante.
Encontrar Mercúrio é sempre o maior desafio porque é o menor planeta e pode se esconder facilmente.




Vasily Fedosenko/ Reuters
Os cinco planetas poderão vistos a olho nu durante o pôr do sol.

 

O truque do polegar

O astrônomo Jason Kendall, professor adjunto da Universidade William Paterson, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, publicou em seu canal do YouTube um exercício prático para saber se o que você está vendo é um planeta ou uma estrela.
"Feche um dos olhos. Estique o braço e coloque o seu dedo polegar para cima. Lentamente, passe-o de um lado para o outro do planeta ou estrela que você vê no céu. Se a luz se atenuar quando o polegar passar sobre ele, é um planeta. Mas se ela piscar rapidamente é uma estrela", disse.
O truque funciona melhor com Júpiter e Vênus, afirma o astrônomo, porque eles são mais brilhantes.
De qualquer forma, o que precisa ficar claro caso você decida "ir à caça" é que esses planetas são corpos celestes mais brilhantes vistos daqui da Terra - depois do Sol e da Lua, é claro.
Os cinco planetas não voltarão a se alinhar até 8 de setembro de 2040, quando estarão a 9,3 graus no céu.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/07/20/a-ultima-oportunidade-em-24-anos-de-ver-mercurio-venus-marte-jupiter-e-saturno-alinhados.htm 
Sugestão: Roberto Filho

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Episódio 19 - Rotação e Revolução


Quando a gente pensa nos movimentos da Terra e da maioria dos planetas fica fácil imaginar todos girando no mesmo sentido e na mesma direção. Mas nem sempre é assim. Tem planeta que “rola”, e tem planeta que gira ao contrário. E tem mais, muito mais no vídeo acima.

Fonte: TV Escola
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Episódio 17 - Planetas


Para os Gregos a palavra é errante, porque esses astros aparecem em posições diferentes no céu a cada dia. O Sol e a Lua já foram planetas. Já mandamos robôs para Venus e Marte, e sondas para Júpiter Saturno e outros mais. Agora estamos olhando para planetas fora do Sistema Solar.

Fonte: TV Escola
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Leis de Kepler


O astrônomo Tycho Brahe (1546-1601) realizou medições de notável precisão. Johannes Kepler (1571-1630), discípulo de Tycho Brahe, utilizando os dados colhidos por seu mestre, descreveu, de modo singelo e preciso, os movimentos planetários.

1.a Lei (Lei das órbitas):

Tomando o Sol como referencial, todos os planetas movem-se em órbitas elípticas, localizando-se o Sol em dos focos da elipse descrita. 



2.a Lei (Lei das Áreas):

O segmento de reta traçado do centro de massa do Sol ao centro de massa de um planeta do Sistema Solar varre áreas iguais em tempos iguais.


O ponto mais próximo do Sol chama-se periélio e o mais afastado, afélio.
a) No periélio, a velocidade escalar de um planeta tem módulo máximo, enquanto que, no afélio, tem módulo mínimo.
b) Do periélio para o afélio, um planeta descreve movimento retardado, enquanto que, do afélio para o periélio, movimento acelerado.

3.a Lei (Lei dos Períodos):

Para qualquer planeta do sistema solar, o quociente entre o cubo do raio médio (r) da órbita e o quadrado do período de revolução (T) em torno do Sol é constante. 


 Na figura, as distâncias do afélio e do periélio ao centro de massa do Sol são a e p.

Raio médio da órbita (r) – A média aritmética entre a e p: 


T é o período de revolução do planeta em torno do Sol (intervalo de tempo também chamado de ano do planeta).


Fontes: Colegioweb

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Telescópio Kepler descobre planeta tão quente que pode-se derreter ferro em sua superfície!


O escaldante planeta está 352 anos de luz de distância da Terra e sua massa é 10 vezes maior do que a do nosso planeta.


Astrônomos da NASA encontraram um planeta quase do mesmo tamanho da Terra, mas que é tão quente que não há chance alguma de ser residência para organismos vivos. O exoplaneta, batizado de Kepler-21b, é 1,6 vezes maior que a Terra. A órbita do planeta é tão colada a estrela mais próxima que os astrônomos estimam que a temperatura na superfície do Kepler-21b seja de 1,500 graus Celsius – quente o suficiente para derreter ferro.
Os cientistas que encontraram o planeta usaram o telescópio espacial “caçador de planetas” Kepler para encontrá-lo e depois confirmaram sua localização com ajuda do Kitt Peak National Observatory, localizado no estado do Arizona, Estados Unidos.

 O escaldante planeta está 352 anos-luz de distância da Terra – perto, se considerarmos que a nossa galáxia tem um diâmetro de 78 mil anos-luz. Sua massa é 10 vezes maior do que a do pedregulho molhado em que vivemos. O planeta está a apenas 6 milhões de quilômetros de seu Sol – demora menos de dois dias para completar uma volta ao redor da estrela. Para comparar, a Terra está 150 milhões de quilômetros distante do Sol.
A estrela próxima a Kepler, chamado de HD 179070, é mais quente e brilhante que o nosso Sol, além de possuir uma massa 1,3 vezes maior que nossa estrela. Segundo os cientistas, a HD 179070 é uma estrela mais jovem que a nossa: sua idade estimada é de 2,84 bilhões de anos – o Sol está na casa dos 4,6 bilhões de anos.

*Imagens criadas em computador.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kepler encontra 1º Planeta Habitável!


A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 


No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curiosity - Um jipe robô que promete encontrar condições para vida no Planeta Vermelho


 O Curiosity irá investigar se há condições de vida em Marte. A Nave decola rumo ao planeta a partir de 13h deste sábado.

A agência espacial americana (NASA) pretende lançar neste sábado (26) o jipe robô Curiosity rumo a Marte para descobrir se um dia já existiram condições de vida no planeta. A janela de oportunidade para a decolagem abre às 13h02.
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta, mas não foi feito para responder se há vida em Marte. Sua missão é apenas determinar se há condições no ambiente para isso.
Ele também é o maior dos robôs que perambulam por Marte. Do tamanho de um carro, o Curiosity é cinco vezes mais pesado que seus antecessores, Spirit e Opportunity.
Ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões norte-americanas Apollo, que exploraram a Lua na década de 1960 e 1970.

 Passo a passo da Missão Curiosity

Fontes: NASA e G1

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sonda revela enchentes de lava na superfície de Mercúrio


Um planeta recoberto por lava seca e com um campo magnético jamais visto em nenhum outro lugar do Sistema Solar. Assim é Mercúrio, segundo dados da sonda espacial Messenger. As primeiras análises da missão que orbita o planeta há seis meses foram divulgadas pela revista “Science”.
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol e a Messenger chegou à sua órbita em março deste ano.

 Sonda Menssenger orbitando Mercúrio

Os primeiros dados revelam um planeta bem diferente do que os cientistas esperavam. Sua superfície tem uma composição que não bate com a dos outros planetas terrestres (Vênus, Marte e Terra). Por isso, os astrônomos acreditam que suas teorias sobre a formação do planeta precisam ser revistas.
“Os teóricos precisam voltar para a prancheta”, afirmou o autor principal de um dos sete estudos divulgados nesta quinta, Larry Nittler, do Instituto Carnegie.
De acordo com o líder do time de pesquisadores da sonda, resultados tão impressionantes eram esperados.
“A primeira espaçonave a orbitar um planeta sempre traz surpresas incríveis”, afirma Sean Solomon. “Mercúrio não é o planeta descrito nos livros teóricos. Embora seja um verdadeiro irmão de Vênus, Marte e Terra, o planeta tem uma vida muito mais emocionante do que imaginava”, disse ele.
Os níveis de enxofre e potássio na superfície, por exemplo, são bastante acima do esperado – uma vez que são elementos que vaporizam em temperaturas relativamente baixas e o calor em Mercúrio passa dos 400 graus Celsius durante o dia.
As imagens da Messenger também mostraram rachaduras na superfície de até 25 km de profundidade, por onde acredita-se ter saído ao menos parte da enorme quantidade de lava encontrada perto do pólo norte. Pelo menos 6% de todo o planeta é coberto por uma expessa camada de lava seca.

 Fotografia de cratera em Mercúrio mostra abertura na superfície por onde a lava (em laranja) teria sido liberada (Foto: Science/AAAS).

Uma das descobertas que mais intrigou os cientistas diz respeito ao fraco campo magnético encontrado pela sonda. A distribuição dele não bate com as teorias disponíveis até agora.

Fonte: G1

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Missão Kepler descobre planeta orbitando um Sistema Binário!

Ele pode não ser Tatooine, o planeta de dois sois que é lar do personagem Luke Skywalker, da série de cinema Star Wars, mas o Kepler-16 mexeu com os ânimos e imaginações dos astrônomos. Pela primeira vez foi possível captar informações concretas a respeito de um planeta desse tipo, com base em dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa. "O Kepler-16 é a primeira detecção definitiva de um sistema planetário circumbinário (no qual um planeta orbita duas estrelas)”, afirmou Laurance Doyle, principal autor do artigo publicado nesta quinta-feira (15) pelo periódico científico Science que trabalha no Instituto SETI, mais conhecido por sua busca de vida fora da Terra, porém uma parte do trabalho é justamente achar a frequência de planetas no universo e depois checar quais são semelhantes à Terra e potencialmente habitáveis.



“A força gravitacional nas estrelas, medido pelas mudanças dos seus tempos de eclipse, foi um bom indicador da massa do terceiro corpo. Apenas um puxão gravitacional muito pequeno foi detectado, que só poderia ser causado por uma pequena massa”, disse Laurance. Os resultados serão descritos em um novo artigo publicado sexta-feira, 16 de setembro, na revista Science.
No trabalho, os pesquisadores conseguiram descobrir várias característica do planeta e suas estrelas, que estão a 220 anos-luz do Sol, na constelação do Cisne. Um dos sóis possui 20% da massa e tamanho do nosso Sol, enquanto outro tem cerca de 69%. Já a massa do planeta corresponde a 105 vezes a da Terra, ou um terço da de Júpiter. Seu tamanho é próximo do de Saturno. O ano do Kepler-16 (o tempo que ele demora para dar a volta em torno de suas estrelas) é de 229 dias, enquanto seus sois têm órbitas de 22 dias, contudo não há possibilidade de haver vida no planeta, pois ele está fora da zona habitável do sistema, onde pode existir água líquida na superfície, porque as estrelas são mais frias que o nosso sol.
Segundo os cientistas é muito provável que o planeta tenha se formado a partir do mesmo disco de poeira e gás que originou as duas estrelas.
A expectativa é encontrar outros sistemas semelhantes. "Sabemos agora como fazer isso. O processo que utilizamos para encontrar o Kepler-16 pode ser usado para achar outros sistemas. A Kepler atualmente está observando cerca de dois mil desses sistemas então esperamos ser capazes de encontrar mais deles", explicou Doyle.
Com novos desses sistemas em mãos, o próximo passo será analisar a prevalência e frequência deles. "E finalmente, esperamos, encontrar um planeta do tamanho da Terra com dois sóis que esteja na zona habitável e medir como ele pode se adaptar a uma eventual colonização humana. Isso também será muito desafiador", afirmou Doyle.
Vídeo mostra órbita do planeta descoberto, além de demonstra como funciona o Telescópio Kepler.

Fontes: Nasa e IG

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Planeta composto de diamantes orbita uma estrela de neutrons

Um planeta possivelmente feito de diamante foi descoberto por uma equipe internacional de astrônomos, segundo mostra um estudo publicado na edição desta semana da revista "Science". O planeta está próximo a um pulsar, uma estrela com muita massa e com apenas 20 quilômetros de diâmetro - valor comparável ao tamanho de uma cidade.
A descoberta foi feita por um grupo de cientistas liderados por Matthew Bailes, da Universidade Swinburne de Tecnologia, localizada em Melbourne, na Austrália.
"A história evolutiva e a incrível densidade do planeta sugerem que ele é composto de carbono - ou seja, é um diamante enorme que orbita uma estrela de neutrons a cada duas horas, em uma órbita tão estreita que caberia dentro de nosso próprio Sol", disse Matthew Bailes.
 Provável constituição do planeta de diamante


O pulsar - que se chama PSR J1719-1438 - consegue girar 10 mil vezes em torno do seu eixo por minuto e possui 1,4 vez a massa do Sol. A chance de "piões de luz própria" como esse terem uma companheira é de 70%.

Conforme o pulsar gira, ele emite um feixe de ondas de rádio que podem ser detectadas por radiotelescópios. Ao analisar o padrão das ondas de rádio vindas de PSR J1719-1438, os cientistas suspeitaram da presença de um planeta no local.
As mudanças provocadas nos pulsos de rádio pela presença do planeta também informaram ao astrônomos sobre a composição do astro. Eles sabem, por exemplo, que a companheira do pulsar não pode ser feita de hidrogênio ou hélio.
Por outro lado, o planeta pode ser composto por carbono e oxigênio. A equipe tem confiança de que a densidade do astro indica que o planeta seria formado por um material em forma de cristais, assim como um diamante.

 No centro, em azul, está o pulsar; o ponto amarelo à direita, dentro da órbita, é o planeta que os cientistas acreditam ser feito de diamante. (Crédito: Science)

Os astrônomos acreditam que o planeta de diamante seja, na verdade, o que restou de uma estrela com muita massa no passado, que teve boa parte de sua matéria "sugada" pelo pulsar.

Segundo o grupo, o astro de diamante deve ter menos de 60 mil quilômetros de diâmetro - valor 5 vezes maior que o da Terra. Mas a sua massa é maior que a Júpiter. 
         Ele completa uma volta ao redor do pulsar em apenas 2 horas e 10 minutos. A distância entre a estrela e o planeta também é pequena: 600 mil quilômetros, valor menor que o raio do Sol. A dupla pertence à Via Láctea e se encontra na direção da constelação da Serpente, distante 4 mil anos-luz da Terra.

Fontes: G1; Terra; e Science

Urano - O Pai de todos os Deuses

Urano é o sétimo planeta a partir do Sol e é o terceiro maior no sistema solar. Foi descoberto por William Herschel em 1781.
     
         História:       

         Quando descobriu Urano, Herschel pensou tratar-se de um cometa. O astrônomo, um dos mais famosos da história da Grã-Bretanha, batizou o objeto com o nome Georgium Sidus - A Estrela de Jorge - em homenagem ao soberano Jorge III. Poucos meses mais tarde constatou-se que era um planeta. Em 1850 recebeu o nome de Urano, o deus do firmamento na mitologia grega.
          Curiosidade: o nome "Urano" foi escolhido para seguir a sequencia que se iniciou com Júpter e Saturno, pois Urano, na mitologia grega, é pai de Saturno que é pai de Júpter.


·         Dados básicos:
Distância média do Sol: 2,8 bilhões de km
·         Temperatura média na superfície: -190ºC
·         Diâmetro: 51.188 km
·         Rotação: 17h e 14 min terrestres
·         Translação: 84 anos terrestres
·         Satélites: 27 conhecidos (Titânia, Oberon, Umbriel, Ariel e Miranda, são os mais conhecidos)
Urano distingue-se pelo facto de estar inclinado para um lado. Pensa-se que a sua posição invulgar é resultado da colisão com um corpo do tamanho de um planeta no início da história do sistema solar. A Voyager 2 descobriu que uma das influências mais notáveis desta posição inclinada é o seu efeito na cauda do campo magnético, que por sua vez está inclinado 60 graus em relação ao eixo de rotação.
A cauda magnética mostrou-se torcida pela rotação do planeta numa forma espiralada atrás do planeta. A origem do campo magnético é desconhecida; O oceano de água e amónia electricamente condutivo e super-pressurizado que se pensava estar entre o núcleo e a atmosfera, vê-se agora que não existe. Crê-se que os campos magnéticos da Terra e de outros planetas provêm de correntes eléctricas produzidas pelos seus núcleos fundidos.

Os Campos Magnéticos:

Quando a Voyager II passou por Urano, detectou um campo magnético inclinado 58o com o eixo de rotação do planeta e que não passa pelo centro do mesmo. Os astronômos pensaram que se tratava de um caso único no Sistema Solar e que por coincidência a sonda passou pelo planeta num exato momento de inversão desse campo (a exemplo do que acontece com a Terra). Porém a chance de acontecer esse encontro no período da inversão do campo magnético é muito pequena. Quando a sonda Voyager II passou por Netuno, essa situação deixou de ser um mero acaso, como nós veremos mais adiante.
 Comparação do diâmetro terrestre com o de Urano.

Provável Interior:

Apesar de se enquadrar nas características de planetas jovianos, sua massa é pequena se comparada com a de Júpiter. No entanto, a análise das informações mostrou que seu núcleo é mais denso (relativos à pressão) e de composição bem diferente quando comparados a Júpiter e Saturno. Apresenta maiores quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio nos dois planetas anteriores.

Info.: Urano apresenta densidade média de 1,3 gramas por cm³.

Atmosfera:

A atmosfera de Urano é composta por 83% de hidrogénio, 15% de hélio, 2% de metano e pequenas porções de acetileno e outros hidrocarbonetos. O metano na alta atmosfera absorve a luz vermelha, dando a Urano a sua cor azul-esverdeada. A atmosfera está organizada em nuvens que se mantêm em altitudes constantes, semelhantes à orientação das faixas latitudinais vistas em Júpiter e Saturno. Os ventos a meia-latitude em Urano sopram na direcção da rotação do planeta. Estes ventos sopram a velocidades de 40 a 160 metros por segundo (90 a 360 milhas por hora). Experiência com sinais de rádio registaram ventos de cerca de 100 metros por segundo soprando na direcção oposta no equador.
        A astmosfera superior de Urano é muito calma, quando comparada com os demais planetas jovianos. A análise das imagens mostrou que as variações de tonalidade não excedem a 5% e ainda por cima na faixa verde do espectro da luz visível.

Órbita:

No caso de Urano a inclinação do eixo de rotação chega a 82,5° . Por causa disso apenas uma parte do planeta é iluminada e a outra passa por períodos de até 42 anos na escuridão. Esse efeito é único no sistema solar e provoca no planeta profundas mudanças de circulação atmosférica alterando os fenômenos meteorológicos. Essa rotação tão inclinada com o plano de órbita pode ter sido provocada pelo choque com um corpo de massa próxima a da Terra, que se formou na mesma região de Urano. Esses choques também podem ter ocorridos com Júpiter e Saturno, mas como suas massas são bem maiores as consequências não foram tão extremas.

Para completar um ciclo solar, Urano demora 84 anos terrestres. Na foto está representado o ciclo de como visualizamos os anéis de Urano aqui da Terra de acordo com seu período translacional.

Anéis:

Os anéis de Urano foram descobertos em 1977, por ocultação de uma estrela, numa série de fotos para análise sobre a atmosfera do planeta. Esses anéis estão no interior das órbitas dos satélites conhecidos, são opacos à luz, muito estreitos no sentido radial, com menos de cem quilômetros e com muitas divisões. Pelo que se sabe são constituidos de gelo e partículas escuras que não chegam a refletir 5% da luz incidente. A origem pode ser devido a choques de pequenos satélites, mas nada se pode afirmar. Nem mesmo uma hipótese é formulada por falta de dados conclusivos.
Satélites:

Além dos onze existentes foram registrados muitos outros corpos nas proximidades de Urano, o que elevou o número de satélites naturais a 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno. Com órbitas que se aproximam da circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial.Os quatro maiores tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km, que são Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Sabe-se que não são constituídos de gelo sobre a superfície, por causa do baixo índice de reflexão. Alguns acreditam que o gelo esteja contaminado com uma substância escura, não indentificada.O quinto satélite mais conhecido é Miranda (o segundo menor satélite de formato esférico do Sistema Solar, Mimas de Saturno é o primeiro, com 300 km), tem 400 km de diâmetro, e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II. O satélite apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas, que mostram as atividades geológicas que lá existiram.
 
Urano e seus satélites mais conhecidos.

Mitologia:

Urano era um deus grego que personificava o céu. Foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) e casou-se com sua mãe. Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu até a época clássica, e o deus não aparece entre os temas comuns da cerâmica grega antiga. Não obstante, a Terra, o Céu e Estige podiam unir-se em uma solene invocação na épica homérica.
Urano teve numeroso filhos (e imãs), entre os quais os Titãs, os Ciclopes e os Hecatônquiros (seres gigantes de 50 cabeças e 100 braços). Cronos um de seus filhos foi o responsável por sua queda, castrando-o e arremessando seus testículos no mar, de onde nasceu Afrodite a deusa do amor.
 Urano, o personificador do céu.

Fontes: Wiki; USP; UFRGS; e Atlas do Universo

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