Mostrando postagens com marcador Observação celeste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Observação celeste. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Lua - Vídeo obtido com câmera acoplada ao nosso teléscópio

Observação do Fim do Mundo - Fotos

Ocorreu no último dia 20 o "Observação do Fim do Mundo", um evento organizado pelo Clube de Astronomia, que contou também com a ajuda do Clube de Música do IFF-Campus Itaperuna.

Cartaz de divulgação do evento

Na ocasião observarmos além da Lua e de planetas como Júpiter e Urano, estrelas das principais constelações no céu, como, Sirius de Cão Maior, Aldebaran de Touro e Rigel de Orion, aglomerados estelares como as Plêiades e a Galáxia de Andrômeda.
Também rolou muito Rock n' Roll com a galera do Clube de Música, que tocaram de Legião a Jimi Hendrix.

Abaixo segue algumas fotos do evento:




Demais fotos:
Observação do Fim do Mundo

domingo, 16 de dezembro de 2012

Observação do Fim do Mundo - Trailler

Em nossa última noite na Terra o Clube Caronte trás a vocês um misto de astronomia, música e teatro com a Observação do Fim do Mundo, que ocorrerá no IFF Itaperuna a partir das 18h. Assista ao trailer abaixo:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Observação Celeste - Ocultamento de Júpiter pela Lua!

Chamem seus amigos e venham para o IFF observar a ocultação de Júpiter pela Lua com o Clube de Astronomia do Noroeste Fluminense - Caronte! /o


Além desse espetáculo que Júpiter e a Lua estrelarão teremos no céu de 28/11 Marte, Urano, Netuno, a Galáxia de Andrômeda e algumas das estrelas mais visíveis em nosso hemisfério.

OBS.: Não precisa ser aluno da instituição para participar. É uma observação aberta a toda comunidade! 


Céu no dia da observação as 20h30. Júpiter está ocultado pela Lua neste momento.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um Universo de Galáxias


Imensidão Galáctica

Os cientistas estimam que existam pelo menos 125 bilhões de galáxias no universo. Diante disso, a via láctea – a galáxia onde se localiza a Terra seria apenas como uma gota d`água em um vasto oceano.
Um ano-luz é uma distância e tanto. Equivale a 9,5 trilhões de quilômetros -  algo inimaginável para a nossa escala cotidiana, no entanto íntimo para a astronomia, que está acostumada a trabalhar com números e escalas bem maiores. Para sermos mais precisos, um ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo durante o período de um ano à velocidade de 300.000 Km/s. A Via Láctea, a galáxia onde se localiza o sistema solar, têm diâmetro de 100 mil anos-luz. Ou seja, para ir de um extremo ao outro seriam necessários 100 mil anos viajando na velocidade da luz! Pode parecer bastante mas para as dimensões do universo ainda é bem pouco.

Andrômeda, galáxia mais próxima da Via láctea e mesmo assim muito distante
A galáxia de Andrômeda, vizinha da Via Láctea, localiza-se a aproximadamente 2,3 milhões de anos-luz de distância. Retomando a comparação, para chegar a Andrômeda um viajante gastaria mais de 2 milhões de anos cruzando o espaço na velocidade da luz. 
É impressionante, mas é bom lembrar que, levando em conta as distâncias astronômicas, ir da Via Láctea a Andrômeda seria como sair de casa e chegar, no máximo, à casa do vizinho. Assim, pensando que podem existir 125 bilhões de galáxias no universo, como calculam os astrônomos, é possível ter uma ideia da grandiosidade do cosmos.

Primeiras observações

A galáxia é um conjunto massivo de centenas de milhões de estrelas que sofrem os efeitos de uma mesma gravitação e orbitam em torno de um centro comum. Em uma noite límpida, todas as estrelas que podemos ver a olho nu, por exemplo, pertencem à mesma galáxia onde se situa a Terra, a Via Láctea. Além de estrelas, um galáxia tem planetas e outros corpos rochosos, raios cósmicos, nuvens de gás e poeira.
Via láctea vista da Terra
O astrônomo persa Al-Sufi (903-986) teria sido o primeiro a identificar uma galáxia alam da Via Láctea: a de Andrômeda. Ainda assim, até metade do século XVIII, apenas três galáxias haviam sido observadas e descritas.
Com o desenvolvimento e a sofisticação dos telescópios os astrônomos puderam encontrar outras. Com o uso de lentes potentes, o francês Charles Messier (1730-1817) foi capaz de catalogar, até 1780, 32 galáxias. Cada uma delas ganhou um número, antecedido da letra M, em homenagem ao seu descobridor. Por isso Andrômeda é catalogada entre os estudiosos como M31. 

Visão do passado                                    

A fotografia espacial é uma ferramenta importantíssima no estudo de galáxias. Com o auxílio dela, os cientistas já detectaram galáxias localizadas a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. Isso quer dizer que a luz captada pelos nossos telescópios foi emitida por algumas estrelas há mais de 10 bilhões de anos. Vários desses corpos celestes estão tão distantes que podem ajudar a contar o passado do universo.
O telescópio Hubble durante um bom
tempo foi a principal ferramenta
na busca por novas galáxias
Até o início do século XX, muitos conjuntos de estrelas eram tidos como nebulosas – uma formação de moléculas gasosas que compõe uma espécie de nuvem.
Em 1755, o filósofo Immanuel Kant (1725-1804) levantou a hipótese de que algumas poderiam ser sistemas estelares semelhantes ao nosso. Na época, sua tese não foi levada a sério, mas, passados mais de 150 anos, os astrônomos perceberam que Kant tinha razão, pois constatou-se que várias nebulosas catalogadas pelos cientistas eram, na verdade, galáxias.
O astrônomo norte-americano Edwin Hubble foi o primeiro a classificar as galáxias. Em sua maioria, elas têm aspectos regulares que permitem enquadrá-las em duas classes (espirais e elípticas), de acordo com seu formato. Galáxias sem forma definida são chamadas de irregulares.

Grupos galácticos

Os cientistas constataram que as galáxias quase sempre são encontradas em grupos – chamados também de aglomerados ou cúmulos. A Via Láctea, por exemplo, pertence ao aglomerado denominado Grupo Local. Considerado pequeno, ele é composto de 40 membros que ocupam uma extensão de 3 milhões de anos-luz em sua maior dimensão. As duas galáxias mais luminosas desse grupo são a Via Láctea e Andrômeda, ambas de formato espiral.
Um retrato da imensidão galática.
Cada ponto que você vê na imagem representa uma galáxia.
Os aglomerados, contudo,não são as maiores estruturas do universo. Há ainda os superaglomerados ou supercúmulos, conjuntos separados por grandes distâncias. O mais conhecido entre todos é o Supercúmulo Local, do qual a Via Láctea faz parte. Ele tem cerca de 100 milhões de anos-luz de extensão e, além de ser composto pelo Grupo Local de galáxias, inclui o aglomerado de Virgem.

Colisão sideral

Céu noturno daqui a 4 bilhões de anos 
terá como atração a colisão entre nossa galáxia 

e Andrômeda. Tal fenômeno resultará na 

formação de um nova galáxia elíptica.
Galáxias podem colidir umas com as outras. Havendo uma interação de galáxias de tamanhos semelhantes, pode ocorrer uma fusão entre elas. Quando uma galáxia muito grande interage com outra menor, as forças da maré gravitacional da maior podem ser tão fortes a ponto de destruir a estrutura da galáxia menor. Dessa forma, a primeira incorpora os fragmentos da segunda. Esse fenômeno é conhecido como canibalismo galáctico. 

O encontro entre duas galáxias, no entanto, nem sempre resulta em uma fusão. Se a interação entre elas é fraca, ambas podem sobreviver, mas o efeito da maré gravitacional provoca o surgimento de pontes ou caudas em um ou nos dois lados das galáxias.


Fonte: Atlas do Universo

Mais imagens:

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Episódio 16 - Observatórios


Os primeiros observatórios só usavam referências para o olhar. As lentes nos trouxeram os planetas e muitos outros astros. Os espelhos nos levaram às galáxias, e quando fomos para fora da Terra enxergamos coisas cada vez mais surpreendentes.

Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Astrônomos obtém imagem espacial mais precisa da história!


Uma equipe internacional de astrônomos observou o coração de um quasar distante com uma precisão sem precedentes, dois milhões de vezes melhor que a da visão humana. De acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO), as observações, obtidas ao se ligar pela primeira vez o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (Apex) com dois outros situados em continentes diferentes, são "um passo crucial em direção ao objetivo científico do projetoTelescópio de Horizonte de Eventos", que é obter imagens de buracos negros de grande massa situados no centro das galáxias.
Concepção artística do quasar 3C 279
Os astrônomos ligaram o Apex, no Chile, com os americanos Submillimeter Array (SMA), no Hawaii, e o Submillimeter Telescope (SMT), no Arizona. Deste modo, conseguiram fazer a observação direta mais precisa até hoje do centro de uma galáxia distante, o quasar brilhante 3C 279, que contém um buraco negro de elevada massa - cerca de um bilhão de vezes a do Sol - e encontra-se tão distante da Terra que a sua radiação demorou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós.
Posição geográfica dos três telescópios
utilizados na observação
 
Os telescópios foram ligados usando a técnica conhecida como Interferometria de Linha de Base Muito Longa (VLBI, sigla do inglês Very Long Baseline Interferometry). Telescópios maiores obtêm observações mais precisas e a interferometria permite que vários telescópios trabalhem como um só, tão grande quanto à distância entre eles. Para as observações do quasar, os três telescópios criaram um interferômetro com as distâncias intercontinentais de 9.447 km do Chile ao Hawaii, 7.174 km do Chile ao Arizona e 4.627 km do Arizona ao Hawaii. 
As observações foram feitas em ondas de rádio, em um comprimento de onda de 1,3 milímetros. Esta é a primeira vez que observações em um comprimento de onda tão curto foram feitas utilizando distâncias tão grandes. As observações atingiram uma precisão, ou resolução angular, de 28 microssegundos de arco - valor 8 bilhões de vezes menor que um grau angular. Com este valor é possível distinguir detalhes dois milhões de vezes mais precisos do que o conseguido pelo olho humano. As observações foram tão precisas que se observaram escalas menores que um ano-luz ao longo do quasar - o que é um feito extraordinário tendo em conta um objeto que se encontra a vários bilhões de anos-luz de distância.
Telescópios Apex (esquerda), SMA(abaixo), e o SMT (direita).
Estas observações representam um passo importante no sentido de obter imagens de buracos negros de elevada massa e das regiões que os rodeiam. No futuro, pensa-se ligar entre si ainda mais telescópios, de modo a criar o chamado Telescópio de Horizonte de Eventos, capaz de obter imagens da sombra do buraco negro de elevada massa que se situa no centro da nossa Via Láctea, assim como de outros situados em galáxias próximas. A sombra - uma região escura vista em contraste com um fundo mais brilhante - é causada pela curvatura da luz devido ao buraco negro e seria a primeira evidência observacional direta da existência do horizonte de eventos de um buraco negro, a fronteira a partir da qual nem mesmo a luz consegue escapar. 


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Linda conjunção antes do amanhecer no lado leste entre Júpiter, Vênus, Aldebaran, Lua e Pleiades!

 Depois das 4 da madrugada e até o Sol nascer, portanto, do lado leste, não deixe de observar uma linda conjunção dos dois planetas mais brilhantes do sistema solar: VÊNUS (super brilhante) e JÚPITER (bastante brilhante) estão formando uma linha reta com a estrela Aldebaran (a super gigante vermelha e a mais brilhante da constelação do Touro). Na mesma linha reta, mas do lado oposto a Aldebaran, ou seja, mais perto de Júpiter, os mais atentos poderão ver (principalmente moradores de pequenas cidades ou zonas rurais) também as PLÊIADES.
Quem se levanta antes do Sol nascer, não deixe de olhar para o nascente e será impossível não identificar, perto do horizonte leste estes três astros. Contudo, no dia 7/7/12 será quando os três astros vão estar mais pertos uns dos outros e mais alto no horizonte leste. Aldebaran vai estar muito próximo de Vênus. Mas o momento
IMPERDÍVEL será no dia 15/7/12, quando a LUA também estará junto aos três, formando um QUADRILÁTERO!

Dia 07/07:
Linha reta entre Pleiades-Júpiter-Vênus-Aldebaran

Dia 15/07:
Quadrilátero Júpiter-Lua-Vênus-Aldebaran (Início do evento)

Quadrilátero Júpiter-Lua-Vênus-Aldebaran (Fim do evento / nascer do Sol)


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Episódio 5 - Distâncias


Estamos falando de distâncias “astronômicas” e para isso precisamos de técnicas especiais de medida. Os ângulos e os efeitos que enganam nossos olhos e os que nos ajudam a criar métodos de medida no desafio de conhecer o universo.

Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior
 
Todos Episódios

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Trânsito de Vênus - Imagens

Os trânsitos de Vênus, considerados uma "raridade astronômica", ajudaram os cientistas nos últimos séculos a esclarecer certas questões, como o tamanho do Sistema Solar.
As transições ocorrem em pares, com uma diferença de 105 anos, tempo em que se dá a posição perfeita das órbitas de ambos os planetas e o Sol em um plano que permita ser visto na Terra. Desde a invenção do telescópio, foram registrados trânsitos em 1631, 1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e em junho de 2004.
Para quem não viu a que ocorreu nesta terça-feira terá que esperar até 2117, ano do próximo trânsito.

Imagens:













Mais imagens:

Vênus vs. Sol

Fontes: EFE (matéria), G1 e Terra (fotos)

domingo, 29 de abril de 2012

Primeiras aulas - Cursinho Preparatório XV OBA


         Como predito, o Clube de Astronomia Caronte, deu suas primeiras aulas do Cursinho Preparatório para a OBA 2012.


         Os encontros ocorreram quarta e sexta-feira (25 e 27/04), com inicio às 14h e término a hora que o pessoal do cursinho quiser, pois após o curso observamos o céu com nosso telescópio.
         Nessas duas primeiras aulas focamos no Sistema Solar, Mitologia Greco-romana e Origem da Astronomia, Ciclo de vida de uma estrela, Terra e Lua (equinócios e solstícios, ciclos da maré, etc.) e começamos a debater sobre astronáutica (tipos de satélites e foguetes, Leis de Newton e prováveis missões tripuladas no futuro).
         Na observação realizada após o cursinho, direcionávamos as lentes do telescópio para estrelas/planetas que foram citados na aula do dia. Assim observamos os seguintes astros:

Dia 25/04:
  • Lua
  • Vênus
  • Marte
  • Saturno
  • Sirius (α Cão Maior)
  • Betelgeuse (α Órion)
  • Rigel (β Órion)
  • Grande Nébula em Órion

Dia 27/04:
  • Lua
  • Marte
  • Saturno
  • Sirius (α Cão Maior)
  • Canopus (α Popa)
  • Arcturus (α Pastor)
  • Rigil Kent (α1 Centauro)

Nas próximas aulas focaremos mais na Física, com aulas de óptica e mecânica aplicada a foguetes. E confeccionaremos um foguete em conjunto com os alunos na sexta (04/05), com lançamento do mesmo na segunda (07/05).

Mais fotos aqui:
Cursinho XV OBA - 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Observatório Alma entra em ação no ESO


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (12) um estudo sobre o sistema planetário da estrela Formalhaut, a cerca de 25 anos-luz da Terra.

Observatório Alma revela o tamanho dos planetas do sistema Fomalhaut

Foi a primeira pesquisa feita com base em imagens obtidas pelo novo observatório Alma, que ainda está em construção no Chile.
Com a nova tecnologia, foi possível observar a região com mais precisão, e os astrônomos viram as bordas do disco de poeira em torno da estrela mais bem delineada. Juntando isso a simulações de computador, eles conseguiram calcular o tamanho dos planetas do sistema.
Os planetas encontrados em torno de Formalhaut são, no máximo, poucas vezes maiores que a Terra. Em 2008, dados do Telescópio Espacial Hubble levaram a crer que eles seriam do tamanho de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar.

Alguns dos radiotelescópios do Observatório Alma
Fonte: G1

Ligando os Pontos


São catalogadas 88 constelações, que foram descritas ao longo da história da humanidade. Entre as mais conhecidas estão a de Órion e a do Cruzeiro do Sul.
De tanto observar os céus, os astrônomos da Antiguidade começaram a traçar desenhos a partir das estrelas mais brilhantes, na forma de figuras de animais e objetos. O que começou como passatempo deu origem às chamadas constelações. Elas ganharam nomes e passaram a ser referências para astrólogos e navegadores, que se orientavam pelas estrelas. O s astrônomos delimitaram, no século XX, 88 grupos de estrelas brilhantes que aparecem na esfera celestial - entre elas as 12 zodiacais. Muitas conservam os mesmos nomes dados pelos gregos.

Algumas das constelações que atualmente encontram-se no Céu Austral. Na imagem: Cruzeiro do Sul, Gêmeos, Câncer, Órion, Cão Maior e Touro figuram entre as mais conhecidas constelações.

Por volta de 4000 a.C., os sumérios já ligavam os pontos estelares e imaginavam formas como vasos, sinais e tabuleiros. A constelação de Aquário, por exemplo, foi batizada pelos sumérios em homenagem ao deus dos céus Na, que jogava águas de imortalidade sobre a Terra. Em 450  a.C., os babilônios dividiram o céu nas 12 constelações que deram origem ao zodíaco. Egípcios, romanos e gregos também desenharam suas coleções de estrelas. Uma descrição mais organizada do céu só foi feita quando o astrônomo e matemático grego Ptolomeu – que vivia em Alexandria, no Egito – catalogou 48 constelações. Até hoje, 47 mantêm os nomes dados pelo astrônomo.

CÉU DO SUL

Até o século XVI, as constelações identificadas eram apenas as observadas no Hemisfério Norte. Porém, com o início da exploração dos mares do sul, os navegadores começaram a traçar um mapa do céu setentrional com o objetivo de usá-lo como guia. Graças ao trabalho de dois navegadores holandeses, Pieter Dirkszoon Keiser e Frederich de Houtman, 12 novas constelações foram acrescidas. Um outro holandês, Petrus Plancius,identificou outra três. O mapa foi completado com 11 novas figuras criadas pelo astrônomo polonês Johannes Hevelius,ilustradas em Firmamentum Sobiescianum, um atlas estelar publicado em 1960. O astrônomo francês Nicolas de Lacaille aresentou, em 1750, 14 novas constelações.
Como elaborar constelações parecia um trabalho sem fim, a União Astronômica Internacional determinou, em 1875, a adoção de limites oficiais. Em 1930, a entidade estabeleceu o padrão de 88 constelações, resultado do trabalho do astrônomo belga Eugène Delporte.

ÓRION E ESCORPIÃO

A constelação de Órion, visível nos dois hemisférios terrestres, é uma das mais conhecidas.Apresenta o formato de um caçador que carrega uma adega, e pod ser observada no céu noturno apenas entre outubro e março. Par identificar Órion é preciso primeiramente localizar as Três Marias – três estrelas próximas entre si, alinhadas e de mesmo brilho -, que formam o cinturão da constelação de Órion.

 Conta a lenda grega que o caçador Órion apaixonou-se por uma princesa. O pai dela, ciumento, cegou o enamorado. Pa ganhar de volta a visão Órion consultou um oráculo e foi aconselhado a olhar o céu quando o dia estivesse nascendo. Ele assim o fez, e acabou apaixonando-se pelo que viu: a Aurora. Mas esse amor teve vida curta: um escorpião picou o caçador, que adoeceu, morrendo em seguida.
No céu, como se fosse por um capricho dos deuses, as duas constelações nunca se encontram. Com o movimento de rotação da Terra, quando uma delas surge, a outra desaparece – uma alegoria da perseguição de escorpião a Órion.

CRUZEIRO DO SUL

No Hemisfério Sul, umas das constelações mais conhecidas é a do Cruzeiro do Sul, com suas cinco estrelas. A 25 graus no sentido sul, próxima da pólo sul celeste e na altura do equador terrestre, a constelação servia como guia para as navegações. Américo Vespúcio, famoso navegador dos mares do sul, fez anotações sobre a constelação em seu livro de bordo de 1507.
O Cruzeiro do Sul integra os símbolos nacionais de cinco países do Hemisfério Sul – marca presença nas bandeiras do Brasil, da Austrália e da Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e Samoa.

Fonte: Atlas do Universo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

10 anos 10th IMAA ABC da Astronomia Adonai Lopes Água Alinhamento anã fria andrômeda Antimatéria Asteroid day Asteroides Astrobiologia Astrofísica Astronauta Astronáutica Astronomia Astronomia na Praça Atmosfera Bibliografias Big Bang bolha Brasil Buraco Negro C.E.C Calendários calourada Caravana da Ciência e Cidadania Carl Sagan Caronte CARONTE 2016 Caronte no 10th IMAA Cassini Cataclismos Centro Educacional Caminhar CERN céu cfc China chuva Ciência Cinturão de Kuiper Clube Caronte Cometa Cometas competição Constelações Corpos Extrasolares Cosmologia Curiosidades Curiosity descoberta Divulgação Eclipse Eclipse Lunar efeitos Efeméredes Einstein Elias Cloy Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica Eratóstenes ESA ESO espaço estrela Estrelas Eventos Exoplanetas Exploração Espacial Extensão Fenômenos Naturais Fim do Universo Física Moderna Foguete Foguetes foto Fundação São José Gagarin Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo galaxia Galáxias garrafa pet Gigantes Vermelhas Grandes astrônomos Gravidade Grécia Greenglow História Astronômica IAU IFF IFFluminense Campus Itaperuna IMAA Imagens da Semana Índia Início dos trabalhos ISS Itaperuna IV Semana da Fundação Júpiter Kepler laranjada Lixo Espacial Louis Cruls Lua Maikon Vieira Mark Zuckerberg Marte Matéria e Energia Escura Matheus Vieira membros do clube Mercúrio Meteorologia Meteoros Missão Marte mistériio Mitologia Mitologia Indígena MOBFOG MOFOG mundo Nasa NASA publica a maior foto mundo!! Nely Bastos Nicolau Copérnico Nobel Notícias Notícias de Astronomia O projeto misterioso OBA objerto Observação celeste oficina Ondas Gravitacionais ONU Origem da Vida Pesquisas Públicas Planeta anão Planetas planetas habitáveis Plutão Poluição Luminosa Popularização da Ciência Premiação I Competição de Foguetes Caronte Premiação OBA 2016 Prof. Adriano Ferrarez Pulsar Quasar Radiotelescópios Relatividade robô Rodrigo de O. França Ron Evans Rússia Salvar a Humanidade Samanta Meireles Satélites Satélites Artificiais Saturno Sávio Andrade SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO? Sistema Solar Sol Sonda Sondas SpaceX Stephen Hawking superlua Telescópio Hubble Telescópios Tempestade Solar Terça dia 22/03/2016 Terra Universo Vênus Very Large Telescope (VLT) Via Láctea Viagem Interestelar Vida Extraterrestre Vídeos