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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Os maiores telescópios terrestres de observação do mundo


As belas imagens de galáxias, nebulosas e planetas que deixam todos fascinados não são simples de obter. Para isso, cientistas investem em modernos telescópios de observação terrestre, com estruturas e espelhos enormes que garantem um bom registro.

 

Os maiores telescópios do mundo:




M. Claro/ ESO
Quatro telescópios formam o VLT (Very Large Telescope), maior conjunto de telescópios ópticos do mundo em uma única localização, no Chile.


ESO
A galáxia NGC 134 foi registrada pelo VLT

O instrumento é o mais avançado do mundo com espelhos principais de 8,2 metros, segundo o ESO (Observatório Europeu do Sul).

Os telescópios podem ser usados separadamente, mas também há a possibilidade de utilizá-los em conjunto, criando uma imagem que permite que os astrônomos observem detalhes com precisão 25 vezes maior do que a dos telescópios individualmente.

A galáxia espiral NGC 134 foi registrada pelo conjunto do VLT. É possível ver na imagem, em vermelho, nuvens brilhantes de gás quente onde as estrelas estão se formando.



Nasa
O LBT (Grande Telescópio Binocular) fica no Mount Graham, a 3.300 metros de altitude nas montanhas do sudoeste do Arizona, nos Estados Unidos. 


Divulgação
DDO 68, galáxia anã

Os dois espelhos do LBT têm 8,4 metros de diâmetro e o telescópio foi criado por um grupo que uniu especialistas italianos, norte-americanos e alemães.

Uma das imagens feitas pelo equipamento (ao lado) mostra a DDO 68, uma galáxia anã com massa muito pequena, mas capaz de aglomerar menores galáxias próximas. A DDO 68 tem uma massa estelar total de 100 milhões de massas solares, cerca de um milésimo da Via Láctea.



Divulgação
O Hobby-Eberly Telesope, vulgo HET, tem um inovador sistema de rastreamento de estrelas que levou a uma redução de 80% nos custos iniciais em comparação com outros telescópios gigantes. Ele foi construído no Texas pela Alemanha e pelos Estados Unidos. O espelho primário do HET tem 11,1 x 9,8 metros.

O telescópio está sendo modificado para "evoluir" para HETDEX (HET Dark Energy Experiment). Serão acrescentados 150 equipamentos que realizam registros fotográficos, o que permitirá que o telescópio mapeie a taxa de expansão do universo primitivo, mostrando como o universo evoluiu.


Santiago Ferrero/ Reuters
Na Espanha, mais precisamente na ilha de La Palma, está instalado o GTC (Gran Telescopio Canarias). O aparelho conta com uma tecnologia avançada e seu espelho refletor tem 10,4 metros de diâmetro. 


Grantecan / Nasmyth-B
A NGC 6946, uma galáxia em espiral

A construção do telescópio, a 2.267 metros de altitude, levou sete anos e foi feita por uma parceria entre instituições da Espanha, México e Estados Unidos. O planejamento começou em 1987, envolvendo mais de mil pessoas e cem empresas. Em 2007, a primeira luz do GTC foi lançada.

O telescópio reproduziu uma imagem da NGC 6946, também conhecida como a galáxia dos fogos de artifício, uma galáxia em espiral que foi descoberta em 1798. O diâmetro da NGC é de aproximadamente 40 mil anos-luz, apenas um terço do tamanho da Via Láctea.



Nasa/JPL
O Observatório W. M. Keck tem dois grandes e potentes telescópios: Keck 1 e Keck 2. Os equipamentos ficam a uma altitude de 4.145 metros, próximos de Mauna Kea, no Havaí. Ambos têm espelhos de 10 metros de diâmetro e começaram a ser planejados em 1997, pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e o laboratório Lawrence Berkeley.  O Keck 1 foi inaugurado em 1993, e "seu irmão", Keck 2, começou a ser usado para observações científicas em 1996.



Janus Brink
O maior telescópio do hemisfério sul é o SALT (Grande telescópio Sul-Africano). Ele conta com um espelho primário hexagonal de 11 metros de diâmetro e está em operação integral desde 2011. 


Salt
nebulosa Laguna

Também conhecido como SALT, o aparelho fica em um observatório perto da cidade de Sutherland, na província do Cabo do Norte, e foi financiado por um consórcio de parceiros que uniu África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Índia, Reino Unido e Nova Zelândia.

Uma das imagens que mostra as belezas que o SALT pode captar é a da nebulosa Laguna, uma gigantesca nuvem interestelar na constelação de Sagitário.



ESO
Desenho do E-ELT (European Extremely Large Telescope)
Além dos telescópios já existentes, projetos de uma nova geração de equipamentos estão saindo do papel. "Não podemos dizer que estão quase prontos, não há um prazo estimado, mas existem três projetos buscando fundos para garantir a construção de telescópios muito maiores do que estamos acostumados", afirma Thiago Signorini Gonçalves, do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O trio tecnológico é composto pelo E-ELT (European Extremely Large Telescope), GMT (Giant Magellan Telescope) e pelo TMT (Thirty Meter Telescope).

"Atualmente os maiores telescópios tmê espelhos de 10 metros por diâmetro, mas esses projetos visam espelhos de ao menos 30 metros. Será o início de uma nova geração, mas acho que é algo que acontecerá por volta de 2024", diz Gonçalves.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/07/conheca-os-maiores-telescopios-terrestres-de-observacao.htm

Por: Rodrigo de O. França

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Episódio 16 - Observatórios


Os primeiros observatórios só usavam referências para o olhar. As lentes nos trouxeram os planetas e muitos outros astros. Os espelhos nos levaram às galáxias, e quando fomos para fora da Terra enxergamos coisas cada vez mais surpreendentes.

Fonte: TV Escola
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Astrônomos obtém imagem espacial mais precisa da história!


Uma equipe internacional de astrônomos observou o coração de um quasar distante com uma precisão sem precedentes, dois milhões de vezes melhor que a da visão humana. De acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO), as observações, obtidas ao se ligar pela primeira vez o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (Apex) com dois outros situados em continentes diferentes, são "um passo crucial em direção ao objetivo científico do projetoTelescópio de Horizonte de Eventos", que é obter imagens de buracos negros de grande massa situados no centro das galáxias.
Concepção artística do quasar 3C 279
Os astrônomos ligaram o Apex, no Chile, com os americanos Submillimeter Array (SMA), no Hawaii, e o Submillimeter Telescope (SMT), no Arizona. Deste modo, conseguiram fazer a observação direta mais precisa até hoje do centro de uma galáxia distante, o quasar brilhante 3C 279, que contém um buraco negro de elevada massa - cerca de um bilhão de vezes a do Sol - e encontra-se tão distante da Terra que a sua radiação demorou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós.
Posição geográfica dos três telescópios
utilizados na observação
 
Os telescópios foram ligados usando a técnica conhecida como Interferometria de Linha de Base Muito Longa (VLBI, sigla do inglês Very Long Baseline Interferometry). Telescópios maiores obtêm observações mais precisas e a interferometria permite que vários telescópios trabalhem como um só, tão grande quanto à distância entre eles. Para as observações do quasar, os três telescópios criaram um interferômetro com as distâncias intercontinentais de 9.447 km do Chile ao Hawaii, 7.174 km do Chile ao Arizona e 4.627 km do Arizona ao Hawaii. 
As observações foram feitas em ondas de rádio, em um comprimento de onda de 1,3 milímetros. Esta é a primeira vez que observações em um comprimento de onda tão curto foram feitas utilizando distâncias tão grandes. As observações atingiram uma precisão, ou resolução angular, de 28 microssegundos de arco - valor 8 bilhões de vezes menor que um grau angular. Com este valor é possível distinguir detalhes dois milhões de vezes mais precisos do que o conseguido pelo olho humano. As observações foram tão precisas que se observaram escalas menores que um ano-luz ao longo do quasar - o que é um feito extraordinário tendo em conta um objeto que se encontra a vários bilhões de anos-luz de distância.
Telescópios Apex (esquerda), SMA(abaixo), e o SMT (direita).
Estas observações representam um passo importante no sentido de obter imagens de buracos negros de elevada massa e das regiões que os rodeiam. No futuro, pensa-se ligar entre si ainda mais telescópios, de modo a criar o chamado Telescópio de Horizonte de Eventos, capaz de obter imagens da sombra do buraco negro de elevada massa que se situa no centro da nossa Via Láctea, assim como de outros situados em galáxias próximas. A sombra - uma região escura vista em contraste com um fundo mais brilhante - é causada pela curvatura da luz devido ao buraco negro e seria a primeira evidência observacional direta da existência do horizonte de eventos de um buraco negro, a fronteira a partir da qual nem mesmo a luz consegue escapar. 


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Telescópio Hubble descobre 5º satélite natural de Plutão!

As agências espaciais europeia (ESA) e americana (NASA) divulgaram nesta quarta-feira, 11 de julho, a descoberta de uma nova lua em Plutão feita com o uso do telescópio Hubble. Segundo as agências, estima-se que ela tenha entre 10 e 25 km, formato irregular e uma órbita de aproximadamente 95 mil km ao redor do planeta anão.
A maior lua de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978. Somente em 2006, o Hubble foi achar mais dois corpos ao redor do planeta anão - Nix e Hidra. Em 2011, foi encontrado o quarto satélite natural, chamado por enquanto de P4. A nova lua é designada temporariamente como "S/2012 (134340) 1", ou apenas P5.
Imagem feita pelo Hubble mostra a recém-descoberta lua P5, ao lado das já conhecidas Nix, Hidra, Caronte e P4, que orbitam o planeta anão Plutão.
Mas por que Plutão, um corpo tão pequeno que nem é considerado planeta, tem tantos satélites naturais? Uma teoria afirma que isso seria resultado de um choque com outro objeto transneptuniano (aqueles que ficam além de Netuno, o último planeta do Sistema Solar). Os escombros dessa colisão teriam dado origem a P5 e suas "irmãs".
O time de astrônomos, liderados pelo Instituto SETI (sigla em inglês para "busca por inteligência extraterrestre"), utilizou nove conjuntos de imagens registrados pelo telescópio entre 26 de junho e 9 de julho deste ano.
A sonda New Horizons está a caminho de Plutão e deve fazer o primeiro sobrevoo em 2015 - o resultado, espera a NASA, serão as primeiras imagens detalhadas já feitas do planeta anão e suas luas, que estão tão distantes que até mesmo o Hubble tem dificuldade em registrá-los.


Megatelescópio pode revelar segredos da formação do Universo

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.
O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.
Supertelescópio detector de neutrino, na Antártica
O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs - o "tijolo" básico do universo.
"Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol", disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.
O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.
O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.
"Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube", disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. "Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício."
O módulo digital óptico do telescópio
IceCube, instalado na Antártica
para observar neutrinos,
umas das partículas que ajudaram
na formação do universo.
Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.
Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.
Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço. "Os neutrinos... vão apontar para de onde vieram", afirmou Adams.


Fontes: Reuters e G1

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrônomos desenvolvem novo método para observar a atmosfera de exoplanetas que não "transitam" em sua estrela

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.
VLT, Cerro Paranal, Chile.
"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.
Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.
Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. E A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

Exoplaneta Tau Boötis b (impressão artística)
 Fonte: Terra

quarta-feira, 6 de junho de 2012

De olhos no espaço

O telescópio espacial Hubble, localizado na órbita da Terra, é um potente olho do universo, capaz de registrar imagens jamais vistas pelo ser humano.
A 600 quilômetros de altura, na órbita terrestre, localiza-se um dos mais importantes instrumentos astronômicos já produzidos: o telescópio espacial Hubble. Instalado em 1990, com o auxílio do ônibus espacial Discovery, o Hubble apresentou ‘’miopia’’ logo que entrou em funcionamento. Foi consertado  por astronautas em uma operação arriscada e, desde então, captou algumas das imagens mais espetaculares já vistas. Menor do que muitos telescópios em terra. Ele conta, porém, com uma grande vantagem: a visão límpida do espaço, quase sem interferência da atmosfera.

Telescópio Hubble

O Hubble tem registrado fotografias belíssimas de galáxias, berçários de estrelas e explosões cósmicas.O espetáculo para os olhos, porém, é apenas uma pequena parte do potencial do telescópio. As imagens são valiosíssimas para a ciência porque revelam dados fundamentais sobre o universo.
Um de seus registros mostra evidências que praticamente confirmam a existência de buracos negros, que os astrônomos supunham existir, mas não tinham como confirmar. Em três galáxias investigadas pelo telescópio, descobriu-se que a massa de centenas de milhões de sóis é comprimida em uma pequena região do espaço, o que parece comprovar a tese dos cientistas obre o comportamento  dos buracos negros.
Entre outros objetivos,o telescópio busca evidências sobre  a origem do universo, um dos maiores enigmas da astronomia. O Hubble está medindo as distâncias das galáxias mais longínquas para que seja possível estimar com maior precisão a idade do cosmos.

Por dentro do Hubble
O Hubble não foi o primeiro instrumento de observação espacial. Em 1972, a Nasa lançou o Copernicus, um telescópio com apenas 81 centímetros de diâmetro. Esta experiência pioneira abriu o caminho para o projeto do Hubble, que, além do espelho principal, com 2,4 metros, conta com espelhos secundários capazes de receber raios visíveis e também ultravioleta e infravermelho. Depois de captados pelos espelhos, os raios são processados para gerar imagens de alta definição -  a capacidade de resolução é dez vezes maior que qualquer telescópio em solo.
Um mês após o lançamento,o Hubble apresentou problemas: a lente refletora principal mostrou-se inadequada para focalizar com a precisão desejada. Em 1993, a Nasa enviou uma missão para corrigir o defeito. Atualmente, o Hubble está em pleno funcionamento. O aparelho leva 95 minutos para dar uma volta ao redor da Terra e é abastecido por dois painéis que coletam a energia solar para alimentar seus equipamentos.

Outros telescópios

Telescópio Spitzer
 O Hubble não é o único telescópio espacial. O Spitzer, lançado em agosto de 2003 e que provavelmente operou até 2008, fotografava objetos distantes. O Soho, por sua vez, permite ver em detalhes interações entre o Sol e a Terra. O Chandra, lançado em 1999, informa a quantidade, a posição e a energia dos raios X por meio de seu dispositivo fotográfico.



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Fonte: Coleção - Explorando o Universo

Postos de Vigília


Desde as civilizações antigas, observatórios dos mais rudimentares aos mais modernos são erguidos para ver o céu. Atualmente, as lentes voltadas para o universo possibilitam enxergar muito além da Via Láctea.
Observatórios astronômicos são tão antigos quanto o interesse do homem pelos mistérios do céu. No início eram construídos com o objetivo de rastrear as posições do Sol e da Lua para demarcar o calendário terrestre. Observar os astros era importante para as comunidades que dependiam da agricultura para sobreviver. Hoje em dia, eles são usados para compreender o cosmo e solucionar questões que intrigam os especialistas.

Stonehenge, observatório celta na ilha de Bretanha

Acredita-se que uma das primeiras estruturas para a observação do céu tenha sido Stonehenge, construída na Inglaterra entre 2500 a.C e 1700 a.C. As ruínas do sítio arqueológico, que parecem estar dispostas de forma caótica, na verdade marcaram com precisão os solstícios de inverno e de verão, quando o Sol se posiciona exatamente entre as pedras principais. Contemporâneos à Stonehenge são os zigurates, espécies de torres com abertura para os céus, de onde os babilônios faziam suas observações dos astros. As civilizações pré colombianas, por sua vez, erguiam construções nas quais, em determinado dia do ano, o reflexo do Sol se encaixava perfeitamente.
Observatório em Chichen-Itzá, uma cidade Maia
 Os observatórios que conhecemos atualmente nasceram no mundo islâmico entre os séculos IX e X, nas cidades de Damasco e Bagdá.Neles, os astrônomos dedicavam-se á observação dos astros não apenas com objetivos religiosos ou interesses práticos – como a atualização de calendários - , mas com propostas científicas.
Entre os que obtiveram mais êxito está o de Maragheh, no atual Irã. Lá, os astrônomos começaram a colocar à prova, por volta de 1260, as teorias ptolomaicas. Cerca de 150 anos depois, o muçulmano Ulug Beg ergueu em Samarcanda, no atual Uzbequistão, outro observatório no qual foram catalogadas centenas de estrelas, anos antes de os europeus as descobrirem.
O primeiro grande observatório moderno foi construído em 1576, na ilha de Hven, pelo rei Frederick, da Dinamarca, a pedido do astrônomo  Tycho Brahe. Depois da invenção do telescópio,no início do século XVII, a Inglaterra criou em Greenwich o primeiro grande centro de observação astronômica da Europa, famoso por ser o marco zero do horário oficial do mundo. Recentemente, Greenwich foi transformado em museu.

Olho Vivo
Observatório de Palomar
O observatório de Mauna Kea, no Havaí,é um dos mais importantes em função da localização e do clima propícios para estudos. Construído em 1964, está a cerca de 4 mil metros de altitude – onde as condições climáticas São ideais para a detecção de raios infravermelhos, que são bloqueados pelo vapor atmosférico. O observatório havaiano é o principal centro de estudos desse tipo de radiação cósmica. Seu maior telescópio é o Keck,com dez metros de diâmetro
Outro observatório famoso é o de Monte Palomar, em San Diego, na costa oeste dos Estados Unidos. Ali localiza-se o telescópio Hale,considerado até 1976 o maior do mundo, com cinco metros de abertura. Inaugurado em 1948, foi responsável por um grande levantamento, realizado durante e década de 1950, que produziu o maior atlas de estrelas e nebulosas até então. O resultado foi publicado pela National Geographic Society. O mapeamento foi repetido na década de 1980 e é um dos mais completos já realizados.

Cerro Paranal

O observatório astronômico de Cerro Paranal, ao norte do Chile,é um dos mais avançados do mundo. Cerro Paranal localiza-se na parte mais seca do Deserto do Atacama,onde as condições para a observação astronômica são extraordinárias. O monte de 2.635 metros de altitude oferece cerca de 350 noites sem nuvens por ano com estabilidade atmosférica pouco comum.
O complexo conta com o Very Large telescope (VLT),conjunto formado por quatro telescópios idênticos de 8,2 metros de diâmetro e três telescópios auxiliares de 1,8 metro de diâmetro,com capacidade para,por exemplo, identificar um astronauta na lua. 

Cerro Paranal, ao norte do Chile

Para evitar que o espelho principal deforme imagens, o VLT conta com um sistema chamado óptica ativa, que mantém a forma ideal do espelho a qualquer momento, graças a 150 pistões que o sustentam e corrigem sua posição de modo sincronizado.Inaugurado m 2006, o VLT é operado por um consórcio científico integrado por oito países europeus. Um de seus objetivos é encontrar novos mundos ao redor de outras estrelas.

Hemisfério Sul
Observatório de Siding Spring Mountain

O maior conjunto de observatórios do Hemisfério Sul está na Austrália .próximo a Canberra fica o maior deles, o de Mount Stromlo, fundado em 1924. Localizado a aproximadamente 800 metros acima do nível do mar, o Mount Stromlo tem um telescópio refletor de quase dois metros.mas o crescimento da cidade vizinha, cuja luz noturna dificulta a análise das estrelas, demandou a construção de um novo observatório em uma região mais remota.
Em 1975, o governo da Austrália,com o auxílio da Grã-Bretanha, construiu o observatório de Siding Spring Mountain, no estado de Nova Gales do Sul. Ele é atualmente um dos mais modernos do mundo, contando com um telescópio principal de 1,2 metro de diâmetro, siilar ao do norte-americano de Monte Palomar.
O Observatório Nacional, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, é o principal do Brasil. Fundado em 1827 por D. Pedro I, é o mais antigo em funcionamento na América do Sul. Possui um telescópio óptico de 1,6 metro.

Fonte: Atlas do Universo

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Telescópio Gregor é inaugurado na Espanha


O maior telescópio solar da Europa, chamado Gregor, foi inaugurado nesta segunda-feira no Observatório do Teide (Tenerife) para auxiliar a observação e compreensão dos processos solares produzidos na maioria das estrelas do universo.
Durante a inauguração de Gregor, promovido por um consórcio alemão, o diretor do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), Francisco Sánchez, explicou que esta infraestrutura é uma prova de cooperação que ajuda o desenvolvimento conjunto.


Os custos deste telescópio e de seus primeiros instrumentos são de aproximadamente 12,85 milhões de euros, custeados em grande parte pelo consórcio alemão, que inclui o Instituto de Astrofísica de Potsdam-Leibinz e o Instituto de Pesquisa Solar Max Planck em Katlenburg-Lindau, como parceiros.
O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), assim como o Instituto de Astrofísica de Göttingen e o Instituto Astronômico da Academia de Ciência da República Tcheca, também participam deste projeto.
O telescópio solar Gregor ajudará a compreender melhor os processos físicos que são produzidos na maioria das estrelas do universo, além de resolver questões sobre como a atividade solar afeta e danifica os satélites e as redes de energia da Terra.
O novo satélite também permitirá uma observação da atmosfera solar com uma resolução nunca vista até agora. Isso porque, o Gregor possui uma abertura de 1,5 metros, um número superior ao do resto dos telescópios solares instalados nos observatórios do IAC.
 A resolução espacial, espectral e temporal permite que os pesquisadores possam seguir os processos físicos na superfície do Sol em escalas menores - como 70 quilômetros, por exemplo.
Ao contrário do que ocorre com o resto de telescópios solares, o desenho do Gregor é totalmente aberto, já que sua cúpula é substituída por um teto retrátil. Esse mecanismo evita o superaquecimento da estrutura e dos espelhos. 

Fonte: EFE

Pesquisadores do IFCE registram imagens de gigantesca mancha solar

Estudantes do IFCE observando mancha solar
 
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) anunciou o registro de imagens de manchas solares captadas pelo Núcleo de Astronomia de campus da cidade de Juazeiro do Norte. O registro ocorreu nos dias 10 e 14 de maio. São imagens do um grupo de manchas solares AR 1476, ou Região Ativa 1476, descoberto recentemente por cientistas da NASA. De acordo com o N-Astro, a “mancha monstro”, como foi apelidada o grupo, pode ser observada sem instrumentos ópticos, mas é necessário um filtro adequado para evitar danos permanentes nos olhos.
"Conseguimos imagens muito boas dessas manchas solares que têm um tamanho anormal das outras”, afirma o coordenador do N-Astro, Wilame Teixeira. O professor de física explica que o surgimento das manchas são comuns e a quantidade delas determina o período da atividade solar. Além das imagens feitas pelos pesquisadores, os estudantes e professores do campus de Juazeiro do Norte também observaram a “mancha monstro” no telescópio.


Segundo o núcleo, que trabalha para a divulgação científica, a segurança para observação visual e fotográfica da “mancha monstro” do Sol foi possível com a utilização de um filtro solar especial acoplado ao telescópio. As manchas solares medem um diâmetro estimado de cerca de 160.000 km, o equivalente a uma área coberta na superfície do Sol de 12 planetas Terra.

Manchas solares

"Mancha Monstro", registrada pelo NASA
De acordo com a descrição da N-Astro, a imagem em alta resolução obtida pelo telescópio do núcleo mostra que as manchas solares são formadas por regiões escuras, chamada “umbras” e com temperatura que chega a 3.800°C, cercadas de regiões menos escuras, que são as “penumbras” e apresentam temperaturas da ordem de 5.300° C.
Segundo o núcleo, as manchas solares aparecem escuras na “superfície” do Sol porque ficam em regiões “frias” em relação às outras regiões vizinhas de temperaturas mais altas. Ao contrário da cor escura no registro fotográfico, as manchas são aproximadamente 10 vezes mais brilhantes do que a Lua cheia, segundo os pesquisadores.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Observatório Alma entra em ação no ESO


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (12) um estudo sobre o sistema planetário da estrela Formalhaut, a cerca de 25 anos-luz da Terra.

Observatório Alma revela o tamanho dos planetas do sistema Fomalhaut

Foi a primeira pesquisa feita com base em imagens obtidas pelo novo observatório Alma, que ainda está em construção no Chile.
Com a nova tecnologia, foi possível observar a região com mais precisão, e os astrônomos viram as bordas do disco de poeira em torno da estrela mais bem delineada. Juntando isso a simulações de computador, eles conseguiram calcular o tamanho dos planetas do sistema.
Os planetas encontrados em torno de Formalhaut são, no máximo, poucas vezes maiores que a Terra. Em 2008, dados do Telescópio Espacial Hubble levaram a crer que eles seriam do tamanho de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar.

Alguns dos radiotelescópios do Observatório Alma
Fonte: G1

sexta-feira, 30 de março de 2012

Via Láctea abriga dezenas de bilhões de planetas habitáveis, segundo ESO!


Um estudo publicado nesta quarta-feira (28) descobriu que a nossa galáxia, a Via Láctea, abriga dezenas de bilhões de “superterras” em zonas habitáveis. “Superterra” é o termo usado pelos astrônomos para definir planetas com a massa um pouco maior que a da Terra. Já a zona habitável é uma distância da estrela parecida com a que separa a Terra e o Sol, que permite a existência de água líquida.

'superterra' Gliese 667 Cc (concepção artística)

Pelas características semelhantes, estes planetas são os principais candidatos a abrigar vida fora da Terra, e por isto são um objeto de pesquisa importante na astronomia.
Um dos teléscopios do ESO
O estudo foi conduzido pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), um projeto que conta com participação brasileira. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo Harps, um aparelho colocado dentro de um telescópio, feito especialmente para procurar planetas.
Esta pesquisa foi focada nas anãs vermelhas, um tipo de estrela brilhante e menor que o nosso Sol que constitui cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
Os cientistas concluíram que cerca de 40% das estrelas deste tipo têm “superterras” em seu redor. Como há cerca de 160 bilhões de anãs vermelhas na Via Láctea, o estudo estima que haja dezenas de bilhões de planetas teoricamente habitáveis na galáxia. 
Por outro lado, os planetas mais massivos, semelhantes a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar, são considerados raros em torno de anãs vermelhas. Menos de 12% de anãs vermelhas deverão ter planetas gigantes (com massa de 100 e 1000 vezes maior do que a Terra).


Fonte: G1 e Abril
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