segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Premiação da OBA 2016 e I CFC no Campus Itaperuna do Instituto Federal Fluminense




O Clube de Astronomia do Noroeste Fluminense (Caronte), projeto desenvolvido há cinco anos no Campus Itaperuna do Instituto Federal Fluminense, realizou no dia 30 de novembro de 2016 a cerimônia de premiação dos alunos que participaram da 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), 10ª Mostra Brasileira de Foguetes e da 1ª Competição de Foguetes Caronte. O evento, organizado pelo professor de Física e coordenador do Caronte, Adriano Ferrarez, reuniu alunos e servidores do IFFluminense no auditório do Parque Acadêmico.

Foram premiados com medalhas de bronze da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica os alunos Aline Alves Fiuza e Anderson Gabriel Souza Rosário. Os demais participantes receberam um certificado. 

 Aline Alves Fiuza recebendo a Medalha de Bronze do Prof. Adriano Ferrarez

Anderson Gabriel Rosário recebendo a Medalha de Bronze do Prof. Adriano Ferrarez

Já a competição interna de lançamento de foguetes do Caronte teve os seguintes vencedores:

1º Lugar: Foguete Titio Coruja

Membros da Equipe do Foguete Titio Coruja recebendo o troféu de 1o Lugar na CFC
2º Lugar: Foguete Jaburu

Membro da Equipe do Foguete Jaburu recebendo o troféu de 2o Lugar na CFC
3º Lugar: Foguete Avengers The First Bimester

Membro da Equipe do Foguete Avengers recebendo o troféu de 3o Lugar na CFC
Segundo Adriano Ferrarez, o projeto de Astronomia desenvolvido no tem mostrado um saldo muito positivo.

"É um projeto de muita importância, tanto na difusão do conhecimento dentro do próprio IFFluminense, quanto das escolas da rede pública na região. Recebemos a visita de muitas crianças ao longo do ano, que têm a oportunidade de aprender sobre Astronomia, conhecer nossos telescópios e outros recursos disponíveis no campus", ressalta Adriano.

De acordo com o professor, o projeto também está contribuindo para o desenvolvimento acadêmico dos alunos. Dois bolsistas do Caronte pretendem desenvolver seus trabalhos de conclusão de curso, em 2017, em temas ligados ao projeto: um sobre sistema embarcado em foguetes confeccionados com garrafa pet e outro sobre a criação de um aplicativo relacionado ao tema.

Durante a cerimônia de premiação, os integrantes do Caronte fizeram ainda uma homenagem ao professor de Biologia Alex Marca, que ficou à frente do projeto de extensão entre os anos de 2014 e 2015.

Prof. Alex Marca (à esquerda) recebe o Troféu Homenagem das mãos do Prof. Adriano Ferrarez
O diretor de Pesquisa, Extensão e Políticas Estudantis do IFFluminense Itaperuna, Roberto da Silva Lanes Filho, também participou da premiação e aproveitou para mostrar aos alunos o certificado que recebeu da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2005, quando ainda era estudante do ensino médio. "Guardo com muito carinho esse certificado e vejo com muita alegria os alunos aqui do nosso campus também participando de um projeto tão interessante e, hoje, com recursos bem mais avançados dos que aqueles que a gente tinha há 11 anos", contou o diretor.

Comunicação Social Campus Itaperuna

A seguir mais fotos do evento:






 


   
 


 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger

  • Um dos maiores medos dos terráqueos é o de que um objeto vindo do céu caia sobre nossas cabeças. E não adianta pensar que a tecnologia espacial já evoluiu o bastante para nos proteger. Segundo astrônomos, caso um grande asteroide seja detectado em direção à Terra, não haveria nada que pudesse ser feito hoje em dia.
    Os pesquisadores possuem diversas estratégias no papel. O difícil seria colocá-las em prática em momento de emergência. "No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa, em um encontro que debateu o tema em San Francisco, nos EUA.
    Segundo os astrônomos, grandes asteroides, com o poder de acabar com a civilização na Terra, são extremamente raros. A probabilidade de um deles atingir a Terra é de uma vez a cada 50 ou 60 milhões de anos. Contudo, o objeto que exterminou os dinossauros se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos. Pensando assim, o próximo que teria a Terra como alvo já estaria atrasado.
    E o pior é que os últimos asteroides que despertaram alerta na Terra só foram detectados quando já não havia tempo para evitar um possível evento catastrófico. Em 2014, um cometa que passou perigosamente perto de Marte - e causou calafrios nos cientistas - foi percebido apenas 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vermelho.
  • "Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth. Com o exemplo, o especialista mostra que não daria tempo de afastar o risco se o pedregulho estivesse na direção da Terra.
    Parte da preocupação dos cientistas é com a falta de conhecimento sobre asteroides. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.
    Como precaução, Nuth sugere que a Nasa construa um foguete para ser guardado e utilizado em caso de aproximação de um grande asteroide ou cometa. O artefato precisaria estar pronto para ser lançado dentro do prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".
    RyanJLane/Getty Images
    Um asteroide de 100 metros de diâmetro (o comprimento de um campo de futebol) que atingisse a Califórnia destruiria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas
    "Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko. A Nasa e a o órgão dos EUA responsável por segurança nuclear têm estudado asteroides conjuntamente. Em outubro, foi realizada uma simulação do que aconteceria se um enorme asteroide atingisse Los Angeles.

    Quais são as armas na cabeça dos cientistas?

    Ainda não há nada disponível. Mas as ideias para conter, bloquear, desviar ou destruir um asteroide ou cometa que esteja na rota de colisão com a Terra são várias. A mais comum é a de lançar um foguete com explosivos potentes, como bombas atômicas. A explosão poderia desviar a rota do objeto destruidor.
    O uso de ogivas nucleares contra asteroides tem a vantagem da rapidez. Contudo, seus efeitos colaterais incluem estilhaços radiativos caindo sobre a Terra. A alternativa seria o uso de explosivos convencionais ou o lançamento de um objeto que desviasse o asteroide com o impacto. Contudo, a grande carga a ser levada e o tempo que demoraria para calcular a trajetória de choque para desviar o corpo celeste pesam contra esses métodos.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/15/nao-temos-nada-o-que-fazer-contra-asteroide-diz-cientista-da-nasa.htm

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Os maiores telescópios terrestres de observação do mundo


As belas imagens de galáxias, nebulosas e planetas que deixam todos fascinados não são simples de obter. Para isso, cientistas investem em modernos telescópios de observação terrestre, com estruturas e espelhos enormes que garantem um bom registro.

 

Os maiores telescópios do mundo:




M. Claro/ ESO
Quatro telescópios formam o VLT (Very Large Telescope), maior conjunto de telescópios ópticos do mundo em uma única localização, no Chile.


ESO
A galáxia NGC 134 foi registrada pelo VLT

O instrumento é o mais avançado do mundo com espelhos principais de 8,2 metros, segundo o ESO (Observatório Europeu do Sul).

Os telescópios podem ser usados separadamente, mas também há a possibilidade de utilizá-los em conjunto, criando uma imagem que permite que os astrônomos observem detalhes com precisão 25 vezes maior do que a dos telescópios individualmente.

A galáxia espiral NGC 134 foi registrada pelo conjunto do VLT. É possível ver na imagem, em vermelho, nuvens brilhantes de gás quente onde as estrelas estão se formando.



Nasa
O LBT (Grande Telescópio Binocular) fica no Mount Graham, a 3.300 metros de altitude nas montanhas do sudoeste do Arizona, nos Estados Unidos. 


Divulgação
DDO 68, galáxia anã

Os dois espelhos do LBT têm 8,4 metros de diâmetro e o telescópio foi criado por um grupo que uniu especialistas italianos, norte-americanos e alemães.

Uma das imagens feitas pelo equipamento (ao lado) mostra a DDO 68, uma galáxia anã com massa muito pequena, mas capaz de aglomerar menores galáxias próximas. A DDO 68 tem uma massa estelar total de 100 milhões de massas solares, cerca de um milésimo da Via Láctea.



Divulgação
O Hobby-Eberly Telesope, vulgo HET, tem um inovador sistema de rastreamento de estrelas que levou a uma redução de 80% nos custos iniciais em comparação com outros telescópios gigantes. Ele foi construído no Texas pela Alemanha e pelos Estados Unidos. O espelho primário do HET tem 11,1 x 9,8 metros.

O telescópio está sendo modificado para "evoluir" para HETDEX (HET Dark Energy Experiment). Serão acrescentados 150 equipamentos que realizam registros fotográficos, o que permitirá que o telescópio mapeie a taxa de expansão do universo primitivo, mostrando como o universo evoluiu.


Santiago Ferrero/ Reuters
Na Espanha, mais precisamente na ilha de La Palma, está instalado o GTC (Gran Telescopio Canarias). O aparelho conta com uma tecnologia avançada e seu espelho refletor tem 10,4 metros de diâmetro. 


Grantecan / Nasmyth-B
A NGC 6946, uma galáxia em espiral

A construção do telescópio, a 2.267 metros de altitude, levou sete anos e foi feita por uma parceria entre instituições da Espanha, México e Estados Unidos. O planejamento começou em 1987, envolvendo mais de mil pessoas e cem empresas. Em 2007, a primeira luz do GTC foi lançada.

O telescópio reproduziu uma imagem da NGC 6946, também conhecida como a galáxia dos fogos de artifício, uma galáxia em espiral que foi descoberta em 1798. O diâmetro da NGC é de aproximadamente 40 mil anos-luz, apenas um terço do tamanho da Via Láctea.



Nasa/JPL
O Observatório W. M. Keck tem dois grandes e potentes telescópios: Keck 1 e Keck 2. Os equipamentos ficam a uma altitude de 4.145 metros, próximos de Mauna Kea, no Havaí. Ambos têm espelhos de 10 metros de diâmetro e começaram a ser planejados em 1997, pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e o laboratório Lawrence Berkeley.  O Keck 1 foi inaugurado em 1993, e "seu irmão", Keck 2, começou a ser usado para observações científicas em 1996.



Janus Brink
O maior telescópio do hemisfério sul é o SALT (Grande telescópio Sul-Africano). Ele conta com um espelho primário hexagonal de 11 metros de diâmetro e está em operação integral desde 2011. 


Salt
nebulosa Laguna

Também conhecido como SALT, o aparelho fica em um observatório perto da cidade de Sutherland, na província do Cabo do Norte, e foi financiado por um consórcio de parceiros que uniu África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Índia, Reino Unido e Nova Zelândia.

Uma das imagens que mostra as belezas que o SALT pode captar é a da nebulosa Laguna, uma gigantesca nuvem interestelar na constelação de Sagitário.



ESO
Desenho do E-ELT (European Extremely Large Telescope)
Além dos telescópios já existentes, projetos de uma nova geração de equipamentos estão saindo do papel. "Não podemos dizer que estão quase prontos, não há um prazo estimado, mas existem três projetos buscando fundos para garantir a construção de telescópios muito maiores do que estamos acostumados", afirma Thiago Signorini Gonçalves, do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O trio tecnológico é composto pelo E-ELT (European Extremely Large Telescope), GMT (Giant Magellan Telescope) e pelo TMT (Thirty Meter Telescope).

"Atualmente os maiores telescópios tmê espelhos de 10 metros por diâmetro, mas esses projetos visam espelhos de ao menos 30 metros. Será o início de uma nova geração, mas acho que é algo que acontecerá por volta de 2024", diz Gonçalves.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/07/conheca-os-maiores-telescopios-terrestres-de-observacao.htm

Por: Rodrigo de O. França
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