terça-feira, 17 de julho de 2012

Teorias desconcertantes - Entendendo a Física Moderna


Para entender os fenômenos do céu, físicos e astrônomos trabalham com teorias cada vez complexas que levam a descobertas inimagináveis e novas perguntas por vezes incompreensíveis para o censo comum.
A física e astronomia moderna deram enormes saltos entre o final do século XIX e o início do século XX. Jamais descobertas tão importantes haviam sido feitas nesses campos da ciência em tão curto intervalo de tempo. Teorias revolucionárias derrubaram dogmas que imperavam há séculos.
Até hoje, no entanto, muitas dessas descobertas não estão totalmente esclarecidas para os cientistas e configuram-se ainda mais complexas para os leigos. Diferentemente da física elaborada na época de Isaac Newton, cujas teorias podem ser facilmente traduzidas por exemplos práticos – como uma maçã desprendendo-se de uma árvore ou bolas de bilhar chocando-se umas contra as outras -, a física moderna desenvolve teorias e hipóteses que não são facilmente reproduzíveis nem visualizadas no dia-a-dia.
Trata-se de um mundo praticamente conceitual, cuja compreensão está ao alcance quase exclusivo de cientistas, por englobar desde análise de partículas muito pequenas, imperceptíveis a olho nu, a estudos de objetos que viajam a velocidades próximas à da luz. A nomenclatura adotada inclui termos e conceitos ainda difíceis de ser compreendidos, como espaço-curvo, quanta, massa, energia, partículas e ondas.

O LHC atualmente é o principal laboratório para desvendar os mistérios da Física Moderna
 As pesquisas astronômicas atuais baseiam-se nas teorias desenvolvidas pela física moderna. Elas ajudam a entender, Por exemplo, como um buraco negro se forma ou atrai tudo o que está ao seu redor. Imaginar como o ser humano poderia, em um futuro distante, realizar viagens interestelares implica investigar o comportamento do tempo e do espaço em velocidades muito altas. Do mesmo modo, estudar a origem do universo requer a utilização de conceitos formulados pelos físicos a partir do século XX.

Ideias traduzidas

O mais interessante para o ‘’nosso mundo’’ talvez seja tentar traduzir os resultados dessas descobertas mais recentes. Alguns exemplos podem ser extraídos a partir dos estudos de Albert Einstein. O primeiro é a famosa equação E = mc2, que explica não apenas o processo de geração de energia da bomba atômica, como ajuda a entender como a energia pode ser transformar em matéria ou vice-versa ou, ainda, por que, teoricamente, nenhum objeto com massa pode atingir a velocidade da luz, que é de 300 mil Km/s no vácuo.
Outro exemplo: o efeito da curvatura do espaço-tempo previsto por Einstein. Imagine que o universo tenham forma de um cubo gelatinoso. Agora, coloque sobre o cubo uma bolinha de gude. O efeito observado seria uma deformação no cubo pelo afundamento da bolinha. É exatamente o que acontece com os planetas, as estrelas e todos os demais objetos com massa do universo.
Já a chamada dilatação temporal prevê que um relógio a bordo de um carro em movimento bate mais devagar do que outro que esteja imóvel sobre uma mesa. Mais uma vez, o fenômeno não é perceptível no cotidiano, mas apenas a velocidades altíssimas, próximas à da luz. Assim é a física moderna, às vezes difícil de entender, mas instigante por natureza.


Fonte: Atlas do universo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

10 anos 10th IMAA ABC da Astronomia Adonai Lopes Alinhamento anã fria andrômeda Antimatéria Asteroides Astrobiologia Astrofísica Astronauta Astronáutica Astronomia Astronomia na Praça Bibliografias Big Bang bolha Brasil Buraco Negro C.E.C Calendários calourada Caravana da Ciência e Cidadania Carl Sagan Caronte CARONTE 2016 Caronte no 10th IMAA Cassini Cataclismos Centro Educacional Caminhar CERN céu cfc China chuva Ciência Cinturão de Kuiper Clube Caronte Cometa Cometas competição Constelações Corpos Extrasolares Cosmologia Curiosidades Curiosity descoberta Divulgação Eclipse Eclipse Lunar efeitos Efeméredes Einstein Elias Cloy Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica Eratóstenes ESA ESO espaço estrela Estrelas Eventos Exoplanetas Exploração Espacial Extensão Fenômenos Naturais Fim do Universo Física Moderna Foguete Foguetes foto Gagarin Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo galaxia Galáxias garrafa pet Gigantes Vermelhas Grandes astrônomos Gravidade Grécia Greenglow História Astronômica IAU IFF IFFluminense Campus Itaperuna IMAA Imagens da Semana Índia Início dos trabalhos ISS Itaperuna Júpiter Kepler laranjada Lixo Espacial Louis Cruls Lua Maikon Vieira Mark Zuckerberg Marte Matéria e Energia Escura membros do clube Mercúrio Meteorologia Meteoros Missão Marte mistériio Mitologia Mitologia Indígena MOBFOG MOFOG mundo Nasa NASA publica a maior foto mundo!! Nely Bastos Nicolau Copérnico Nobel Notícias Notícias de Astronomia O projeto misterioso OBA objerto Observação celeste oficina Ondas Gravitacionais ONU Origem da Vida Pesquisas Públicas Planeta anão Planetas planetas habitáveis Plutão Poluição Luminosa Popularização da Ciência Premiação I Competição de Foguetes Caronte Premiação OBA 2016 Prof. Adriano Ferrarez Pulsar Quasar Radiotelescópios Relatividade robô Rodrigo de O. França Ron Evans Rússia Salvar a Humanidade Samanta Meireles Satélites Satélites Artificiais Saturno Sávio Andrade SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO? Sistema Solar Sol Sonda Sondas SpaceX Stephen Hawking superlua Telescópio Hubble Telescópios Tempestade Solar Terça dia 22/03/2016 Terra Universo Vênus Very Large Telescope (VLT) Via Láctea Viagem Interestelar Vida Extraterrestre Vídeos