terça-feira, 17 de julho de 2012

Planetas extra-solares - Mundos distantes de nós


Não é apenas o Sol que possui mundos ao seu redor. A descoberta de planetas na órbita de outras estrelas próximas, alguns que podem ser semelhantes à Terra, estimula a busca por vida extraterrestre.


Uma das maiores dúvidas dos astrônomos foi desfeita na primeira metade da década de 1990: a existência de planetas orbitando outras estrelas. O primeiro planeta extra-solar foi detectado em outubro de 1995 na órbita da estrela 51, na constelação de Pégaso. O planeta situa-se a 40 anos-luz da Terra. Considerando as distâncias interestelares, equivale a dizer que ele está na vizinhança do sistema solar.
Com o aperfeiçoamento das técnicas de detecção, já foram identificados mais de 200 planetas em órbitas de estrelas próximas. As descobertas foram fundamentais para comprovar que o sistema solar não é o único do universo e que o processo de formação de planetas ao redor de outras estrelas é relativamente comum.

Até 2004, nenhum desses planetas havia sido visto de fato, mas apenas por meio de observação indireta. Os cientistas monitoravam as estrelas e verificavam pequenas oscilações em sua órbita, causadas pela influência de planetas. O método de detecção permitia localizar apenas planetas gigantes, de porte similar ao de Júpiter.
Em março de 2005, um passo inédito e fundamental foi dado. Utilizando o telescópio Spitzer, a NASA conseguiu, pela primeira vez, captar a luz refletida por dois planetas extra-solares. Para isso, os astrônomos mediram a luz de duas estrelas não muito distantes. Assim, o Spitzer pôde analisar diretamente o brilho infravermelho dos dois planetas, que são semelhantes a Júpiter e foram batizados de HD 209458b e Tr-Es
Os planetas detectados são gigantes, localizados próximos aos seus sóis, a mais de 150 anos-luz de distância de Terra. Eles emitem grandes quantidades de radiação infravermelha. De acordo com os cálculos iniciais, a temperatura nesses planetas seria de 787°C e 857°C , respectivamente. A descoberta marcou o início de uma nova era da ciência espacial.

Busca por vida

Telescópio espacial Kepler
Outras missões em busca de planetas fora do sistema solar estão sendo organizadas. Um conglomerado de países, do qual fazem parte França, Alemanha, Espanha, Itália e Brasil, enviou em 2005 ao espaço o satélite Corot com o objetivo de vasculhar as estelas vizinhas em busca de planetas extra-solares. A expectativa é de estudar 60 mil estrelas para tentar detectar planetas e, entre eles, aqueles que apresentam condições favoráveis à vida. A contribuição brasileira consiste no recebimento – na Estação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de Natal, no Rio Grande do Norte  - dos dados enviados pelo satélite. Os primeiros sinais já estão sendo analisados pela equipe responsável pela missão.
Em março de 2007, astrônomos europeus revelaram a descoberta de um planeta que pode ser similar à Terra. O novo planeta orbita a anã vermelha Gliese 581, localizada na constelação de Libra, a cerca de 20 anos-luz do Sol. Estima-se que sua temperatura superficial varie entre 0°C e 40°C, compatível, portanto, com a existência de água líquida, elemento até onde se sabe primordial para o desenvolvimento da vida.
Atualmente a principal ferramenta para buscar novos planetas extra-solares e uma possível presença de vida neles é o telescópio Kepler, que desde o final de 2007 esta em órbita e suas imagens nos dá cada vez mais certeza de que é improvável estarmos sozinhos no universo.

Veja mais postagens sobre exoplanetas:

Fonte: Atlas do Universo

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