quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sol - A estrela que nos da à vida

 O Sol... Nossa luz, nossas vidas, tudo o que fazemos é controlado pelo Sol. Dependemos dele, e mais do que isso, o deus grego, Hélios, dirigindo sua carruagem pelo céu, o deus egípcio Ra, renascido todos os dias. O solstício de verão em Stonehenge. Por milhões de anos isso era o mais perto que podíamos ficar face a face com um Deus.

Nossos ancestrais descobriram que suas vidas dependiam do Sol e o tomaram como referência para suas crenças e desejos.
Hoje sabemos que o Sol é uma estrela ordinária e que como ela existem mais de 100 bilhões só em nossa galáxia.
O nosso Sistema Solar tem sua origem a cerca de quatro bilhões de anos atrás. Como o Universo esta repleto de hidrogênio e hélio, na sua totalidade, a existência de elementos mais pesados (fundamentais para a existência de um sistema planetário em torno do Sol) se deve ao fato de o nosso Sol ser uma estrela de segunda geração; ou seja, a nuvem gasosa que se condensou dando origem ao Astro-Rei e aos planetas advém de uma estrela anterior que explodiu (Supernova).
Seu diâmetro é de cerca de 1,400,000 km, sua massa aproximadamente 2 x 1030kg com volume de 6,0877 × 1018 km3 (caberiam mais de 1milhão de Terras dentro do Sol) e sua temperatura varia de cerca de 5,800°C na superfície a cerca de 15,6 x 105 °C no núcleo, quente o suficiente para ativar reações nucleares, transformando milhões de toneladas de matéria em energia, a cada segundo. Muito mais que toda energia já produzida por nós.
A massa do Sol representa mais de 98.8% da massa total do Sistema Solar sendo que o planeta Júpiter contém a maior parte da massa restante.
O Sol se compõe, presentemente, de 92.1% de hidrogênio e 7.8% de hélio, por número de átomos sendo a taxa de 0.1% creditada aos demais "metais". Esses valores mudam lentamente à medida que o Sol vai convertendo hidrogênio em hélio em seu interior.
Camadas solares

A superfície do Sol, chamada fotosfera está a uma temperatura 5,800 °C apresentando manchas solares, que são regiões "frias" com temperaturas de até 3,800°C que parecem escuras devido apenas ao contraste com a superfície em si. As manchas solares podem chegar a 50,000 km de extensão e são causadas por torções locais nas linhas do campo magnético solar. Esse fenômeno ainda não é muito bem compreendido.
Acima da fotosfera existe uma camada irregular chamada cromosfera onde a temperatura varia de 6,000°C a 20,000°C.
A região altamente rarefeita logo acima da cromosfera é chamada coroa solar e se estende por milhões de km, porém só é visível durante os eclipses totais do Sol. A temperatura nessa região pode atingir valores superiores a 1,000,000°C. É nela que se encontram as “protuberâncias” solares, anéis que liberam energia superior a 10 milhões de vulcões em erupção, e quando explodem formam as chamadas manchas solares, regiões mais frias na superfície solar.
O campo magnético do Sol é muito intenso e muito variável (comparado com os padrões terrestres). Suas linhas definem a magnetosfera ou heliosfera, que se estende para além da órbita de Plutão.
Até onde a gravidade do Sol tem influência.

O Sol encontra-se a uma distância média de 149,6 milhões de km da Terra, de modo que ele apagando-se nesse momento, iríamos saber só daqui a 8 minutos, tamanha é sua distância de nós.
Além da luz e do calor, o Sol emite um fluxo de partículas carregadas denominado vento solar. A velocidade de propagação desse fluxo hoje é estimada em cerca de 450 km/s. Variações no vento solar estão associadas às variações nas atividades das manchas solares e nas erupções de labaredas na superfície do Sol (flares).
O efeito combinado dessas manifestações se reflete na interferência em nossa rádio-telecomunicação, nas trajetórias dos satélites artificiais, em linhas de potência e mesmo na aurora boreal. Sem contar no efeito determinante sobre a cauda dos cometas.
Em 1613 Galileu revelou as manchas solares. A partir daí o monitoramento sistemático da atividade solar se tornou constante. Pouco depois da metade do século XVII foi identificado o Mínimo de Maunder, num período de baixa atividade solar. Na continuidade do processo observações acumuladas indicam o intervalo de cerca de onze anos entre os máximos de atividade solar.
Ciclo de atividades solares entre 1996-2006

O Sol tem aproximadamente 4.5 bilhões de anos. E consumiu um pouco mais da metade do hidrogênio disponível em seu núcleo. Ainda possui combustível suficiente para irradiar dessa forma por no mínimo mais 4.5 bilhões de anos quando expandirá sua atmosfera resfriada e contrairá o núcleo ainda aquecido. No resultado sofrerá o processo da ejeção de seu material frio, transformando-se em fim numa nebulosa planetária e com o passar dos anos apenas uma anã-branca.


Evolução de estrelas ordinárias como o Sol

Nebulosa planetária com anã-branca ao centro. Futuro de nosso Sol.

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