quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Titã - O Principal Satélite de Saturno

Titã é o décimo quinto e o maior dos satélites conhecidos de Saturno. Pensava-se, há muito tempo, que Titã fosse o maior satélite do sistema solar - observações mostraram que a atmosfera de Titã é tão densa que sua superfície sólida é ligeiramente menor que a de Ganimedes. Titã, mesmo assim, tem diâmetro maior que o de Mercúrio, e é maior e mais volumoso que Plutão. Um dos principais objetivos da missão espacial Voyager 1 era o estudo de Titã. O encontro da Voyager com Titã deu-se num raio de 4000 km da superfície do satélite. Em poucos minutos, ficamos sabendo mais com esse encontro que nos 300 anos que o antecederam. No entanto, nosso conhecimento é frustrantemente incompleto.


Dados Básicos:
  • Diâmetro: 5150 km
  • Gravidade Equatorial: 0,14 G (1G é igual a 9,8 m/s², que é a gravidade terrestre)
  • Período orbital: 15,9 dias terrestres
  • Distância de Saturno: 1.221.830 km
  • Massa: 1,35 x 1023 kg
Titã é cercado por uma atmosfera densa e opaca; a superfície não pode ser vista em luz visível. Possui uma pequena variação de cor entre os hemisférios norte e sul. Alguns detalhes da superfície são visíveis no infravermelho com o HST. Em suas propriedades globais, Titã assemelha-se a GanimedesCalistoTritão e (provavelmente) Plutão.
Titã é aproximadamente metade gelo de água e metade material rochoso. É provável que se diferencie em várias camadas, com um centro rochoso de 3400 km circundado por várias camadas compostas de diferentes formas de cristais de gelo. Seu interior ainda pode ser quente. Embora sua composição se assemelhe à de Réia e a das outras luas de Saturno.



Titã é mais denso porque, sendo bastante grande, sua gravidade comprime seu interior. De todos os satélites em nosso sistema solar, Titã é o que apresenta a atmosfera mais significativa. Na superfície, sua pressão é superior a 1,5 bar (50% maior que a da Terra). Compõe-se basicamente de nitrogênio molecular (como a Terra), não apresentando mais que 6% de argônio e baixos teores de metano. É interessante observar que também há traços de pelo menos uma dúzia de compostos orgânicos (i.e. etano, cianeto de hidrogênio, dióxido de carbono). Os compostos orgânicos são formados como metano, que predomina na atmosfera superior de Titã e é destruído pela luz solar. O resultado é semelhante ao nevoeiro que se vê sobre as grandes cidades, embora muito mais espesso. Em vários aspectos, isso se assemelha às condições que predominavam em nosso planeta no início de sua história, quando a vida estava começando. Titã não possui campo magnético e, às vezes, gravita fora da magnetosfera de Saturno. Está, portanto, diretamente exposto ao vento solar . Isso pode resultar na ionização e escoamento de algumas moléculas do topo da atmosfera. Na superfície, a temperatura de Titã é cerca de 94 K (-179 ºC). A essa temperatura, o gelo de água não é sublimado e a água superficial não pode participar da química da atmosfera. Mesmo assim, parece haver um amplo processo químico em operação; o resultado final parece assemelhar-se muito a um nevoeiro bastante denso. Provavelmente, há duas camadas de nuvens a cerca de 200-300 km acima da superfície. Outros compostos químicos mais complexos, em pequenas quantidades, devem ser responsáveis pela cor laranja vista do espaço.
É provável que as nuvens de etano produzam uma chuva de etano líquido sobre a superfície, resultando, possivelmente, num "oceano" de etano (ou uma mistura de etano/metano) de até 1000 metros de profundidade.
Acima, como seria as chuvas de metano líquido em Titã.

Recentes observações por radar em terra, entretanto, colocaram essa questão em dúvida. Imagens do telescópio espacial Hubble mostram imagens da superfície de Titã, em infravermelho e notavelmente próximas.
A câmera da Voyager não conseguiu ver através da densa superfície de Titã, mas em infravermelho a névoa tornou-se transparente, e as imagens do HST sugerem que um enorme "continente" brilhante existe no hemisfério de Titã que está voltado na direção de sua órbita. Esses resultados do Hubble, entretanto, não provam que existam "mares"líquidos em Titã, mas apenas que existem grandes regiões brilhantes e escuras em sua superfície. O local de pouso da sonda Huygens provavelmente foi escolhido, em parte, examinando-se essas imagens. Não muito longe do maior "continente", a 18,1 graus Norte, 208,7 graus de longitude.


Lua de Saturno tem mais petróleo que a Terra



A lua Titã de Saturno possui reservas de hidrocarbonetos superiores a todas as de petróleo e gás natural conhecidas na Terra, segundo observações realizadas pela sonda Cassini.

 

Segundo cientistas do Laboratório de Físicas Aplicadas da Universidade de Johns Hopkins, esses hidrocarbonetos caem do céu e formam grandes depósitos em forma de lagos e dunas.
"Titã esta coberta por material que contém carbono. É uma gigantesca fábrica de materiais orgânicos", manifestou Ralph Lorenz, membro da equipe de cientistas que controla as operações do radar da Cassini no laboratório. "Estas enormes jazidas de carbono são uma importante janela para a geologia e a história meteorológica da lua Titã", acrescentou.
Para a Nasa, cada uma das várias dúzias desses corpos "líquidos" contém mais hidrocarbonetos que todas as reservas de gás e petróleo conhecidas na Terra. Além disso, suas dunas contêm um volume de materiais orgânicos centenas de vezes maior que as reservas de carvão da Terra.
"Estes cálculos se baseiam nas observações dos lagos das regiões polares setentrionais. Acreditamos que no sul podem ser similares", assinalou Lorenz. A missão da Cassini é um projeto conjunto da Nasa, a Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana.




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