sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Poder dos Astros

Astrologia e astronomia nem sempre foram áreas de estudo independentes. Em outros tempos, a observação dos astros e as previsões do destino das pessoas e dos eventos guardavam vínculo bastante estreito.
Durante muito tempo, o estudo dos astros unificou aspectos astronômicos e astrológicos. Assim, era forte a crença de que acontecimentos na vida das pessoas e na Terra teriam correspondência com as posições e os movimentos dos corpos celestes. É um ponto de vista bastante compreensível. Afinal, a posição do Sol em diferentes épocas indicava, por exemplo, climas diversos, o que determinava as mudanças das estações do ano, ao mesmo tempo em que a Lua tinha o poder de influenciar nas marés.


Observações do Sol e da Lua eram importantes para os povos antigos não apenas para compreender o céu, mas, principalmente, para ajudar na sobrevivência humana. A prática agrícola, por exemplo, estava diretamente ligada a fenômenos naturais. Portanto, era necessário saber a época correta do plantio e da colheita. Ao perceber que os astros poderiam influenciar na agricultura, o homem desenvolveu a astrologia para desvendar o futuro. Se era possível antecipar ações da natureza observando os astros, por que não predizer o próprio destino?

        

Aviso dos céus
Os primeiros indícios de que a humanidade estudava os astros com o intuito de prever sua sorte foram entre os caldeus, povo que viveu na região da antiga Babilônia (atual Iraque). Por volta de 3000 a.C., seus sacerdotes procediam estudos dos astros e, a partir de suas interpretações, aconselhavam os governantes a seguirem o que diziam os céus. Chineses, egípcios, indianos e maias também praticavam astrologia e desenvolveram as próprias previsões.
Com a chegada da astrologia na Grécia, por volta de 500 a.C., filósofos como Pitágoras e Platão também dedicaram-se ao estudo da influência dos astros na vida terrena. Desse modo, até o século XVI, astronomia e astrologia eram disciplinas estudadas e ensinadas em conjunto nas universidades européias.

Astronomia e astrologia
A partir das décadas seguintes, com a revolução científica desencadeada pelas descobertas dos estudiosos Nicolau Copérnico e Galileu Galilei e, mais tarde, pelas leis físicas desenvolvidas por Issac Newton, a astronomia e a astrologia tornaram-se cada vez mais incompatíveis.
Já que a Terra não era o centro do universo como se pensava até então, como seria possível que os astros como o Sol e outros planetas pudessem influenciar este mundo e a vida das pessoas? O céu visto da Terra não seria, portanto, muito limitado para que astrólogos pudessem tirar conclusões? A partir desses questionamentos, ocorreu a ruptura entre os dois compôs de estudo. Desse modo, a astronomia e a astrologia passaram a trilhar trajetórias próprias.


Fonte: Atlas do universo

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