segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pesquisadores do IFCE registram imagens de gigantesca mancha solar

Estudantes do IFCE observando mancha solar
 
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) anunciou o registro de imagens de manchas solares captadas pelo Núcleo de Astronomia de campus da cidade de Juazeiro do Norte. O registro ocorreu nos dias 10 e 14 de maio. São imagens do um grupo de manchas solares AR 1476, ou Região Ativa 1476, descoberto recentemente por cientistas da NASA. De acordo com o N-Astro, a “mancha monstro”, como foi apelidada o grupo, pode ser observada sem instrumentos ópticos, mas é necessário um filtro adequado para evitar danos permanentes nos olhos.
"Conseguimos imagens muito boas dessas manchas solares que têm um tamanho anormal das outras”, afirma o coordenador do N-Astro, Wilame Teixeira. O professor de física explica que o surgimento das manchas são comuns e a quantidade delas determina o período da atividade solar. Além das imagens feitas pelos pesquisadores, os estudantes e professores do campus de Juazeiro do Norte também observaram a “mancha monstro” no telescópio.


Segundo o núcleo, que trabalha para a divulgação científica, a segurança para observação visual e fotográfica da “mancha monstro” do Sol foi possível com a utilização de um filtro solar especial acoplado ao telescópio. As manchas solares medem um diâmetro estimado de cerca de 160.000 km, o equivalente a uma área coberta na superfície do Sol de 12 planetas Terra.

Manchas solares

"Mancha Monstro", registrada pelo NASA
De acordo com a descrição da N-Astro, a imagem em alta resolução obtida pelo telescópio do núcleo mostra que as manchas solares são formadas por regiões escuras, chamada “umbras” e com temperatura que chega a 3.800°C, cercadas de regiões menos escuras, que são as “penumbras” e apresentam temperaturas da ordem de 5.300° C.
Segundo o núcleo, as manchas solares aparecem escuras na “superfície” do Sol porque ficam em regiões “frias” em relação às outras regiões vizinhas de temperaturas mais altas. Ao contrário da cor escura no registro fotográfico, as manchas são aproximadamente 10 vezes mais brilhantes do que a Lua cheia, segundo os pesquisadores.

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