domingo, 25 de março de 2012

Lentes para o céu

Com a invenção e o aprimoramento dos telescópios, a astronomia pôde caminhar a passos largos rumo a novas descobertas.
Qualquer astrônomo amador da atualidade consegue observar mais estrelas no céu do que os maiores estudiosos da Antiguidade. Tudo porque existem hoje instrumentos que permitem trazer para mais perto dos olhos objetos tremendamente distantes. Comparando aos dias atuais, em que os cientistas dispõe das mais diversas ferramentas para vasculhar o universo, é até difícil imaginar como os primeiros astrônomos conseguiam realizar suas descobertas sem contar sequer com o auxílio de uma simples luneta.

Telescópio Hubble

Por isso, até a invenção das lunetas e telescópios, observar as estrelas com propósitos científicos era algo bastante complicado. Sem a ajuda de lentes que aproximassem os objetos celestes,  os astrônomos podiam contar somente com os próprios olhos e com a sorte.
O primeiro passo para facilitar o trabalho dos astrônomos e ‘’trazer’’ o céu para o mais perto do ser humano foi criar lentes mais potentes, que começaram a ser desenvolvidas a partir do século XIV.Em 1607, um fabricante de lentes, o holandês Han Lippershey, percebeu que elas poderiam servir para algo mais do que a confecção de simples pares de óculos. Ao encaixar uma lente diante da outra, ele notou que era possível observar detalhes de uma distante torre de igreja A descoberta foi compartilhada por outros compatriotas e Lippershey não conseguiu assumir a ‘’paternidade’’ da invenção, que rapidamente se espalhou pela Europa.

Invento de Galileu

A Luneta de Galileu
Em 1609, o astrônomo Galileu Galilei, tendo tomado conhecimento do instrumento,decidiu construir um semelhante, capaz de aumentar três vezes o tamanho da imagem focalizada – era a primeira luneta criada espacialmente para estudar o céu.
Com o sucesso do invento,Galileu resolveu construir uma luneta ainda mais sofisticada,com 1,5 metro de comprimento,cujas lentes aumentavam os astros em trinta vezes. Assim, o cientista pôde estudar,por exemplo, os quatro satélites de Júpiter, s diversas fases de Vênus, os aspectos do Sol e as montanhas e vales da Lua, antes impossíveis d se ver a olho nu.



Novos instrumentos

Telescópio Newtoniano
O alemão Johannes Kepler e o britânico Issaac Newton dedicaram-se à construção de instrumentos mais sofisticados, chamados telescópios. Graças ao seu interesse pelo assunto, Kepler criou um modelo de refração cuja lente captava as imagens de forma invertida.Mais tarde, adicionou uma nova lente o seu telescópio a fim de melhorar o foco. Newton, utilizando o trabalho de Kepler como base para suas experiências, desenvolveu décadas depois um telescópio ainda mais eficaz.
O aprimoramento do telescópio permitiu que o estudo dos astros se desenvolvesse rapidamente. O astrônomo inglês William Herschel, por exemplo, só pôde descobrir o planeta Urano graças à construção de um enorme instrumento de observação. Localizado a cidade de Slough, Inglaterra, e finalizado em 1789, o telescópio era considerado o maior da época e tinha 122 centímetros de diâmetro.

Telescópios Ópticos

Observatório de Kitt Peak, no Arizona
 O funcionamento da maior parte dos modernos telescópios é baseado na captação e no aumento da luz visível das estrelas ou do reflexo delas na superfície dos planetas. Tais instrumentos são chamados telescópios ópticos.
Um dos maiores instrumentos de observação do mundo está localizado no topo do monte Tukhov, na cadeia montanhosa de Cáucaso, na Rússia. Com espelhos de seis metros de diâmetro, capta com bastante precisão planetas e estrelas distantes.
O observatório de Kitt Peak, próximo à cidade de Tucson, no estado norte-americano do Arizona, possui inúmeros telescópios e entre os mais notáveis está o McMath, o maior instrumento para observação do Sol existente no mundo. Para evitar que os olhos do observador sejam danificados pelos raios solares, o McMath recebeu lentes especiais.

Fonte: Atlas do Universo

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