quinta-feira, 10 de maio de 2012

VI Mostra de foguetes - 2º lançamento

 Nesta quarta-feira (09/05) realizamos o segundo lançamento de nosso foguete, com algumas correções em sua estrutura e na forma de manejar o propelente.
         Primeiramente colocamos vinagre (ácido acético) no “tanque” do foguete e injetamos as cápsulas contendo bicabornato de sódio, porém uma delas apresentou falha e a reação ocorreu antes do previsto.
         Para evitar tal problema, na segunda tentativa inserimos primeiro as cápsulas, injetando o ácido acético depois. Felizmente deu tudo certo, e o foguete alcançou 43m, uma marca razoável, visto que uma das travas de segurança na base de lançamento soltou antes do previsto, fazendo com que o foguete não fosse lançado com pressão máxima.
         Amanhã (11/05) realizaremos o último lançamento após a prova da XV OBA, com o objetivo de pelo menos dobrar o alcance do foguete.

         Abaixo segue o vídeo com o lançamento e a falha na primeira tentativa e também fotos do lançamento.



Estava parecendo um laboratório de fabricação de drogas, devido ao Bicarbonato de Sódio... mas era só um bando de doidos tentando fazer um foguete!
Galerinha pronta pra ir para o local de lançamento.

Preparando lançamento...

43 metros alcançados! /o/


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Foguete, Meteoros e Fotos

 Hoje (04/05) nos reunimos com os alunos do cursinho preparatório, OBA 2012, para a confecção do foguete, cujo lançamento é atividade prática desta edição da OBA. Ficamos todo o período da tarde montando nosso foguete e discutindo assuntos que envolvem a área de astronáutica.

Galera no laboratório de Física confeccionando o foguete.

         O lançamento do foguete será às 15h30 de segunda (07/05) no próprio IFF Itaperuna.
Também recebemos a visita de Dirk Ross, especialista em meteoritos, que foi instalar um observatório de chuvas de meteoritos no nosso campus. O observatório se constitui em duas câmeras “olho de peixe”, que capturam imagens em 360º, e trabalhará em conjunto com outros dois observatórios instalados pelo pesquisador, em Campos e Vitória. 
  
Prof. Adriano (a direita) e caçador de meteoritos, Dirk Ross (no centro), com o pessoal do Clube de Astronomia
Com mãos na massa!

        

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Corrida ao Ouro Espacial


Asteroide dividido em posiveis áreas de mineração
          A nova corrida do ouro será no espaço. Ou, pelo menos, esse é o plano da Planetary Resouces, empresa criada em 2010 por dois empreendedores da indústria espacial, os engenheiros Eric Anderson e Peter Diamandis. Na semana passada, ambos anunciaram uma das mais ambiciosas aventuras idealizadas: minerar metais preciosos de asteroides que passam próximo à Terra. Em dois anos, a Planetary Resouces pretende pôr cinco satélites em órbita para escolher os asteroides que mais se prestam à mineração entre os 9000 que já foram identificados numa distância menor que 200 milhões de quilômetro e mapeados pelos astrônomos. Em muitos desses asteroides há fortunas em metais valiosos, como platina e ouro. Mesmo um dos pequenos, com 80 metros de diâmetro, pode ter reservas equivalentes a 100 bilhões de dólares.
James Cameron, um dos fiadores do projeto
          Embora pareça mirabolante, o projeto é financiado por um grupo de bilionários com feitos notáveis no currículo. Entre eles estão Lerry Page e Eric Schmidt, respectivamente, fundador e presidente do conselho de administração do Google. O primeiro é dono de uma fortuna de 18,7 bilhões de dólares e o segundo tem 6,7 bilhões no bolso. Figura também Charles Simonyi, o engenheiro que comandou a criação do Office na Microsoft. O cineasta James Cameron, de Titanic e Avatar, é uma espécie de protagonista do projeto.

Empresa responsável pelo projeto de exploração em asteroides
         Os investidores sabem que a ideia de mineração espacial não dará lucro tão cedo. Rastrear um asteroide e alcançá-lo é simples. Já extrair o material e retornar à Terra é um processo que está nos limites da tecnologia hoje disponível. O custo de cada missão é estimado em até 3 bilhões de dólares e, no início, a operação deverá trazer apenas um punhado de metal. “Sabemos que não teremos sucesso nas primeiras tentativas”, admite Eric Andersen, cuja empresa, a Space Adventures, já mandou sete turistas para o espaço. Eric Schmidt resume o espirito que guia os bilionários por trás do projeto: “A busca por  recursos naturais levou a descoberta da América, e ela também será decisiva para superação das fronteiras espaciais.”

Foguete da SpaceX.
Futuras missões da NASA
serão em foguetes como esse.
          A mineração espacial não procura apenas metais. Um dos maiores desafios para a expansão dos limites do homem no espaço diz respeito aos recursos necessários para viagem. Ou, melhor, à falta deles. A necessidade de um grande estoque de água, oxigênio e combustível é um dos fatores que impedem os astronautas de ir além da Lua. Os asteroides podem ser a solução para garantir os recursos para sobrevivência em viagens prolongadas. Explica o engenheiro Louis Friedman, coordenador de um estudo da NASA sobre como explorar asteroides: “Muitos deles tem água em abundância, essa água pode ser consumida ou quebrada em oxigênio e hidrogênio, que é combustível”. Coletar a água e produzir combustível no espaço cortaria enormemente o custo de enviar esse material da superfície com o uso de foguetes. A exploração pela iniciativa privada do espaço próxima a Terra será submetida a um teste na semana que vem (provavelmente será adiado devido à incompatibilidade da nave a ser lançada com o sistema informático da ISS, porém o lançamento está previsto para ocorrer mais tardar até o fim deste mês). A empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk, criador do sistema de pagamento pela internet PayPal, lançará a primeira nave privada que visitará a ISS (Estação Espacacial Internacional, sigla inglesa), a serviço da NASA. Isso será um marco na corrida pelo espaço, que desta vez pode envolver muito ouro dos asteroides.
         
Arte representando exploração de minerias em um asteroide

         Fonte: Veja, 2 de maio de 2012

Este post foi realizado por indicação de Vinícius Pereira Cabral, assíduo leitor de nosso blog e aluno do cursinho preparatório da XV OBA.

Astronomos observam uma estrela sendo destruida por um Buraco Negro pela primeira vez


Astrônomos da NASA identificaram pela primeira vez uma “vítima”, ou melhor,  uma estrela, engolida por um buraco negro supermaciço. A estrela, composta por gás hélio, estava a 2,7 bilhões de anos-luz da Terra, e os pesquisadores suspeitam que ela já estivesse no final de sua vida quando desapareceu. Esse fenômeno só acontece, em média, a cada 10 mil anos em uma galáxia.
De acordo com os astrônomos, no dia 31 de maio de 2010, o telescópio Pan-STARRS 1, no Havaí, detectou uma inesperada luz emanada desta galáxia. A luz foi aumentando até atingir seu ponto máximo no dia 12 de julho antes de desaparecer lentamente. O estudo sobre esse “homicídio estelar” está publicado na edição online da revista Nature.
De acordo com os pesquisadores, a estrela estava tão próxima que as forças produzidas pelo campo gravitacional do buraco negro a destruíram. Os gases da estrela aumentaram a temperatura do buraco negro e produziram a luz detectada pelo telescópio.
Acredita-se que boa parte das galáxias abrigue um buraco negro supermaciço, cuja massa é entre um milhão e um bilhão de vezes maior do que a do nosso sol. 



A simulação acima, mostra uma estrela que está sendo esmagada pela gravidade de um buraco negro supermassivo. 
Alguns dos detritos estelares caem dentro do buraco negro e uma parte é ejectado para o espaço a altas velocidades. 
As áreas em branco são regiões de maior densidade, e as cores avermelhadas correspondem a regiões de densidades mais baixas. Os azuis, por sua vez, apontam pontos de localização do buraco negro. 
O tempo decorrido corresponde à quantidade de tempo que leva para uma estrela semelhante ao Sol ser rasgada por um buraco negro de um milhão de vezes mais massivo que o mesmo.
(Crédito: NASA; S. Gezari, The Johns Hopkins University, e J. Guillochon, University of California, Santa Cruz)

Postagens relacionadas:

Fontes: History, NASA e Nature  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Leis de Kepler


O astrônomo Tycho Brahe (1546-1601) realizou medições de notável precisão. Johannes Kepler (1571-1630), discípulo de Tycho Brahe, utilizando os dados colhidos por seu mestre, descreveu, de modo singelo e preciso, os movimentos planetários.

1.a Lei (Lei das órbitas):

Tomando o Sol como referencial, todos os planetas movem-se em órbitas elípticas, localizando-se o Sol em dos focos da elipse descrita. 



2.a Lei (Lei das Áreas):

O segmento de reta traçado do centro de massa do Sol ao centro de massa de um planeta do Sistema Solar varre áreas iguais em tempos iguais.


O ponto mais próximo do Sol chama-se periélio e o mais afastado, afélio.
a) No periélio, a velocidade escalar de um planeta tem módulo máximo, enquanto que, no afélio, tem módulo mínimo.
b) Do periélio para o afélio, um planeta descreve movimento retardado, enquanto que, do afélio para o periélio, movimento acelerado.

3.a Lei (Lei dos Períodos):

Para qualquer planeta do sistema solar, o quociente entre o cubo do raio médio (r) da órbita e o quadrado do período de revolução (T) em torno do Sol é constante. 


 Na figura, as distâncias do afélio e do periélio ao centro de massa do Sol são a e p.

Raio médio da órbita (r) – A média aritmética entre a e p: 


T é o período de revolução do planeta em torno do Sol (intervalo de tempo também chamado de ano do planeta).


Fontes: Colegioweb

domingo, 29 de abril de 2012

Cientistas testam traje espacial para futura missão à Marte


O Programa de Pesquisa Análoga sobre Marte testou neste sábado (28) um traje espacial que está sendo desenvolvido pelo Fórum Espacial da Áustria para futuras visitas ao chamado "Planeta Vermelho".
A roupa, batizada de Aouda.X, foi mostrada para a imprensa em uma caverna de gelo no monte Dachstein, perto da vila de Obertraun. Ela permite simular uma possível missão tripulada a Marte.
O Programa de Pesquisa Análoga sobre Marte é uma iniciativa internacional que envolve estudos em diferentes países, desenvolvendo tecnologia para uma futura viagem espacial ao planeta.


Físico Daniel Schildhammer com provavel roupa espacial que será utilizada na missão Marte

Fonte: G1 e Reuters

Primeiras aulas - Cursinho Preparatório XV OBA


         Como predito, o Clube de Astronomia Caronte, deu suas primeiras aulas do Cursinho Preparatório para a OBA 2012.


         Os encontros ocorreram quarta e sexta-feira (25 e 27/04), com inicio às 14h e término a hora que o pessoal do cursinho quiser, pois após o curso observamos o céu com nosso telescópio.
         Nessas duas primeiras aulas focamos no Sistema Solar, Mitologia Greco-romana e Origem da Astronomia, Ciclo de vida de uma estrela, Terra e Lua (equinócios e solstícios, ciclos da maré, etc.) e começamos a debater sobre astronáutica (tipos de satélites e foguetes, Leis de Newton e prováveis missões tripuladas no futuro).
         Na observação realizada após o cursinho, direcionávamos as lentes do telescópio para estrelas/planetas que foram citados na aula do dia. Assim observamos os seguintes astros:

Dia 25/04:
  • Lua
  • Vênus
  • Marte
  • Saturno
  • Sirius (α Cão Maior)
  • Betelgeuse (α Órion)
  • Rigel (β Órion)
  • Grande Nébula em Órion

Dia 27/04:
  • Lua
  • Marte
  • Saturno
  • Sirius (α Cão Maior)
  • Canopus (α Popa)
  • Arcturus (α Pastor)
  • Rigil Kent (α1 Centauro)

Nas próximas aulas focaremos mais na Física, com aulas de óptica e mecânica aplicada a foguetes. E confeccionaremos um foguete em conjunto com os alunos na sexta (04/05), com lançamento do mesmo na segunda (07/05).

Mais fotos aqui:
Cursinho XV OBA - 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cientistas descobrem estruturas em forma de espiral em Marte ‎


A região dos Vales de Athabasca, em Marte, desperta a curiosidade de cientistas há anos. Os estranhos canais da região levaram a discussões sobre como foram formados - alguns diziam que por gelo, outros, por vulcões. Agora, cientistas da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto estranhas espirais na região que, segundo eles, só podem ter sido formadas por lava. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira no site da revista especializada Science e estará na edição de amanhã da publicação.


Os pesquisadores identificaram através de um satélite na órbita marciana 269 espirais na região, que variam entre 5 e 30 m de diâmetro e que, segundo eles, combinam com formas parecidas que ocorrem no solo da Terra e são formadas por lava. Estruturas parecidas são encontradas no Havaí e em regiões submarinas do Pacífico, próximo das ilhas Galápagos.
Por outro lado, as formas não batem com aquelas produzidas pelo gelo. As placas, espirais e até polígonos que se formam na região costumam ser de origem vulcânica. Além disso, a região é muito próxima do equador marciano, o que dificultaria a presença de gelo na região.
"Não temos certeza se essas espirais de lava ocorrem em outras regiões de Marte. (...) Elas se infiltram em qualquer lugar ou este é literalmente o único ponto onde ocorrem? De qualquer modo, elas vão levantar questões interessantes", diz Andrew Ryan, autor do estudo, ao site da revista New Scientist.

Fontes: Terra e Science

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Estudo revela que Terra e Lua foram atingidos por mais e maiores asteroides

Há aproximadamente 3,8 bilhões de anos, a Terra e a Lua receberam impacto de inúmeros asteroides gigantes, maiores do que os que extinguiram os dinossauros, e durante um período mais longo do que se achava, informou nesta quarta-feira a revista científica "Nature".
"Descobrimos que asteroides gigantes, similares ou maiores aos que acabaram com os dinossauros, se chocaram contra a Terra com muito mais frequência do que se pensava", explicou à Agência Efe o astrofísico William Bottke, do Southwest Research Institute (Colorado, EUA).

Autor de um dos dois artigos publicados na última edição da "Nature", sobre o impacto dos meteoritos, Bottke defende que ao cerca de 70 asteroides de grandes dimensões impactaram contra a Terra durante o período Arqueano, que está compreendido entre 2,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás. Segundo Bottke, esses asteroides também atingiram a Lua.
"Nosso trabalho sugere que o Arqueano, um período de formação da vida e de nossa biosfera, foi também uma época marcada por muitos impactos de meteoritos de grande magnitude. Isto nos ajudará a entender melhor os primeiros períodos da história da vida na Terra", declarou Bottke.
Já Brandon Johnson, da Universidade de Purdue (Indiana, EUA), argumenta que estes violentos impactos tiveram um papel maior do que imaginávamos na evolução das primeiras formas de vida terrestre.
"Apesar de sempre pensarmos nos meteoritos como um detrimento para a vida, eles poderiam ter contribuído para a formação da mesma ao trazer material orgânico à Terra e produzir sistemas hidrotermal capazes de gerar vidas", detalhou Johnson à Agência Efe.
As descobertas de ambos os cientistas respaldam o "Modelo de Nice", uma hipótese que defende que os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) migraram a partir de uma distribuição inicial mais compacta até suas atuais posições.
O deslocamento destes planetas originou muitos asteroides, que, posteriormente, se viram atraídos em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns destes asteroides impactaram violentamente contra a Terra, a Lua e outros corpos, um fenômeno conhecido como bombardeio intenso tardio.
"Estes impactos geraram grandes crateras sobre a superfície lunar, que, por sinal, foram conservados muito melhor do que as da Terra. Esse fato pode apresentar uma grande quantidade de informações e compreender melhor este fenômeno", explicou Bottke.
Devido a ausencia de atmosfera, as crateras
estão preservadas em solo lunar.
No total, os cientistas contabilizaram na Lua 30 crateras com um diâmetro maior que 300 quilômetros e com idades que oscilam entre os 4.1 bilhões e os 3.8 bilhões de anos, mais antigos que as crateras encontradas na Terra.
Muitas crateras da superfície terrestre se perderam por causa da erosão e dos movimentos das placas tectônicas, sendo que poucas rochas dessa era sobreviveram e, por isso, os estudos de impacto de meteoritos há mais de 2 bilhões de anos possui uma maior dificuldade.
No entanto, o choque desses meteoritos fundiu algumas das rochas salpicadas que se esfriaram até se transformar em pequenos pedaços de vidro, denominadas esférulas. A partir dessas amostras, Bottke e Johnson estimaram a data do impacto, além do número e do tamanho dos asteroides.
Existem aproximadamente 20 jazidas de esférulas na Terra, que, segundo os especialistas, serão de grande utilidade para futuros. 

Fontes: EFE, Terra e G1

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cursinho preparatório - XV OBA


Contamos com a presença de todos os inscritos!
Na primeira semana será apenas um dia (25), porém como a olimpíada já está muito próxima nas outras semanas que antecedem o evento serão dois encontros semanais, que ocorrerão quarta e sexta à tarde.
Assim, teremos o cursinho preparatório nos seguintes dias: 
  • 25/04
  • 02/05
  • 04/05
  • 07/05
  • 09/05 
Após o término dos encontros de estudo haverá observações astronômicas, se as condições climáticas permitirem.
 
Para mais informações sobre a XV Olimpíada de Astronomia e Astronáutica acesse este link
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