segunda-feira, 16 de abril de 2012

Observatório Alma entra em ação no ESO


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (12) um estudo sobre o sistema planetário da estrela Formalhaut, a cerca de 25 anos-luz da Terra.

Observatório Alma revela o tamanho dos planetas do sistema Fomalhaut

Foi a primeira pesquisa feita com base em imagens obtidas pelo novo observatório Alma, que ainda está em construção no Chile.
Com a nova tecnologia, foi possível observar a região com mais precisão, e os astrônomos viram as bordas do disco de poeira em torno da estrela mais bem delineada. Juntando isso a simulações de computador, eles conseguiram calcular o tamanho dos planetas do sistema.
Os planetas encontrados em torno de Formalhaut são, no máximo, poucas vezes maiores que a Terra. Em 2008, dados do Telescópio Espacial Hubble levaram a crer que eles seriam do tamanho de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar.

Alguns dos radiotelescópios do Observatório Alma
Fonte: G1

Crateras podem ser o refúgio para vida em Marte



Um estudo sugere que crateras abertas por impactos de asteroides podem ser os melhores lugares para procurar por vida em Marte. Segundo o jornal britânico Daily Mail, cientistas encontraram micróbios se proliferando a quase 2 km no interior de uma cratera nos Estados Unidos, que se formou quando uma rocha espacial colidiu com a Terra há 35 milhões de anos.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo perfuraram a maior cratera no estado americano da Virgínia e encontraram micróbios se espalhando de forma desigual no interior da rocha. Eles acreditam que, além de proteger insetos de fenômenos como eras glaciais e aquecimento global, as fraturas profundas permitem que água e nutrientes entrem e possam manter algum tipo de vida nas rochas. "Os achados sugerem que o subsolo das crateras em Marte podem ser um lugar promissor para encontrarmos evidências de vida nesse planeta", afirma Charles Cockell, professor da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Edimburgo. 

Ligando os Pontos


São catalogadas 88 constelações, que foram descritas ao longo da história da humanidade. Entre as mais conhecidas estão a de Órion e a do Cruzeiro do Sul.
De tanto observar os céus, os astrônomos da Antiguidade começaram a traçar desenhos a partir das estrelas mais brilhantes, na forma de figuras de animais e objetos. O que começou como passatempo deu origem às chamadas constelações. Elas ganharam nomes e passaram a ser referências para astrólogos e navegadores, que se orientavam pelas estrelas. O s astrônomos delimitaram, no século XX, 88 grupos de estrelas brilhantes que aparecem na esfera celestial - entre elas as 12 zodiacais. Muitas conservam os mesmos nomes dados pelos gregos.

Algumas das constelações que atualmente encontram-se no Céu Austral. Na imagem: Cruzeiro do Sul, Gêmeos, Câncer, Órion, Cão Maior e Touro figuram entre as mais conhecidas constelações.

Por volta de 4000 a.C., os sumérios já ligavam os pontos estelares e imaginavam formas como vasos, sinais e tabuleiros. A constelação de Aquário, por exemplo, foi batizada pelos sumérios em homenagem ao deus dos céus Na, que jogava águas de imortalidade sobre a Terra. Em 450  a.C., os babilônios dividiram o céu nas 12 constelações que deram origem ao zodíaco. Egípcios, romanos e gregos também desenharam suas coleções de estrelas. Uma descrição mais organizada do céu só foi feita quando o astrônomo e matemático grego Ptolomeu – que vivia em Alexandria, no Egito – catalogou 48 constelações. Até hoje, 47 mantêm os nomes dados pelo astrônomo.

CÉU DO SUL

Até o século XVI, as constelações identificadas eram apenas as observadas no Hemisfério Norte. Porém, com o início da exploração dos mares do sul, os navegadores começaram a traçar um mapa do céu setentrional com o objetivo de usá-lo como guia. Graças ao trabalho de dois navegadores holandeses, Pieter Dirkszoon Keiser e Frederich de Houtman, 12 novas constelações foram acrescidas. Um outro holandês, Petrus Plancius,identificou outra três. O mapa foi completado com 11 novas figuras criadas pelo astrônomo polonês Johannes Hevelius,ilustradas em Firmamentum Sobiescianum, um atlas estelar publicado em 1960. O astrônomo francês Nicolas de Lacaille aresentou, em 1750, 14 novas constelações.
Como elaborar constelações parecia um trabalho sem fim, a União Astronômica Internacional determinou, em 1875, a adoção de limites oficiais. Em 1930, a entidade estabeleceu o padrão de 88 constelações, resultado do trabalho do astrônomo belga Eugène Delporte.

ÓRION E ESCORPIÃO

A constelação de Órion, visível nos dois hemisférios terrestres, é uma das mais conhecidas.Apresenta o formato de um caçador que carrega uma adega, e pod ser observada no céu noturno apenas entre outubro e março. Par identificar Órion é preciso primeiramente localizar as Três Marias – três estrelas próximas entre si, alinhadas e de mesmo brilho -, que formam o cinturão da constelação de Órion.

 Conta a lenda grega que o caçador Órion apaixonou-se por uma princesa. O pai dela, ciumento, cegou o enamorado. Pa ganhar de volta a visão Órion consultou um oráculo e foi aconselhado a olhar o céu quando o dia estivesse nascendo. Ele assim o fez, e acabou apaixonando-se pelo que viu: a Aurora. Mas esse amor teve vida curta: um escorpião picou o caçador, que adoeceu, morrendo em seguida.
No céu, como se fosse por um capricho dos deuses, as duas constelações nunca se encontram. Com o movimento de rotação da Terra, quando uma delas surge, a outra desaparece – uma alegoria da perseguição de escorpião a Órion.

CRUZEIRO DO SUL

No Hemisfério Sul, umas das constelações mais conhecidas é a do Cruzeiro do Sul, com suas cinco estrelas. A 25 graus no sentido sul, próxima da pólo sul celeste e na altura do equador terrestre, a constelação servia como guia para as navegações. Américo Vespúcio, famoso navegador dos mares do sul, fez anotações sobre a constelação em seu livro de bordo de 1507.
O Cruzeiro do Sul integra os símbolos nacionais de cinco países do Hemisfério Sul – marca presença nas bandeiras do Brasil, da Austrália e da Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e Samoa.

Fonte: Atlas do Universo

terça-feira, 10 de abril de 2012

Assembleia Constituinte do Clube de Astronomia Caronte


Enfim, no dia 09 de abril no auditório do IFF – Campus Itaperuna, deu-se a assembleia inaugural para se estabelecer o estatuto do clube e a eleição da primeira diretoria do mesmo.


Após várias considerações dos presentes, começou-se a deliberar sobre o estatuto do clube, e assim que aprovado pela maioria absoluta procedeu-se à eleição da diretoria.
A assembleia propôs a formação de uma chapa única para a diretoria do Clube ficando assim constituída:
·        Presidente: Adriano Henrique Ferrarez
·        Vice-presidente: Isaack Esdras de Negreiros Encarnação
·        Diretor Financeiro: Paulo César Encarnação
·        Diretor Técnico-científico: João Vitor de Souza Boechat
·        Diretor de Divulgação Científica: Antônio Paulo Pimentel da França

E assim começa a sina do Clube de Astronomia do Noroeste Fluminense. Estamos na torcida para que dê tudo certo daqui pra frente.



O Diário de uma abobrinha espacial


O crescimento de um pé de abobrinha pode render mais assunto do que parece. Ainda mais quando é plantado no espaço. O nascimento e crescimento da plantinha é tema do blog “O Diário de uma abobrinha espacial” (Diary of Space Zucchini, em tradução livre)”, divulgado pelo site da Nasa.
Com narrativa muito bem humorada escrita pelo astronauta Don Pettit, o leitor fica sabendo passo a passo da “rotina” da planta em plena estação espacial norte-americana (ISS, na sigla em inglês).

 No poste inicial, a abobrinha ironiza sua própria condição diante do clima adverso.
"Eu brotei, introduzida neste mundo sem ninguém me consultar. Eu não sou a mais bonita; (...) Eu sou o tipo que faz moleques quererem vomitar na mesa do jantar e serem mandados para a cama sem sua sobremesa; Eu sou útil, a matéria vegetativa saudável que pode prosperar sob condições adversas. Eu sou uma abobrinha – e estou no espaço”.
As “peripécias” da abobrinha são contadas do dia 5 de janeiro a 16 de fevereiro. Em mais uma de suas divagações, ela reclama do hábito de um dos astronautas de cheirar suas folhas.
“Meu jardineiro fica agitado com as minhas folhas. Eu não tenho certeza se eu gosto disso. Agora eu tenho quatro delas e eu não entendo muito bem porque ele se comporta dessa maneira. Ele mete o nariz nelas. Será que ele me pegou para ser algum tipo de lenço? Aparentemente, ele tem prazer em meu cheiro de terra verde. (...) Talvez este seja um dos meus papéis como um tripulante nesta expedição”.
Em seu último depoimento, a abobrinha, já florida, brinca com sua condição de ser a única mulher da tripulação.
“Eles estavam animados com minhas flores hoje. Estavam todos ansiosos para ver pequenas abobrinhas no espaço. Mas eu não tenho coragem de contar-lhes um pequeno detalhe. Eu produzo dois tipos de flores; masculinas com estames e femininas, que produzem abobrinhas. Mas como faço parte dessa tripulação masculina, seria mais apropriado produzir apenas flores masculinas”.

Fontes: NASA e G1
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