sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Olhar para o infiinito


Imagem da Galáxia de Andromeda

Olhar para o céu noturno e procurar desvendar os mistérios de estrelas, planetas, cometas e dos demais corpos celestes é algo que acompanha a humanidade há tempos. As primeiras observações, no entanto, eram realizadas a olho nu e o alcance limitava-se à visão humana. Nos primórdios, os povos antigos perguntavam-se o que eram  os pontos brilhantes; posteriormente, passaram a desenhar figuras  a partir das estrelas que, mais tarde, deram origem às constelações. A invenção da luneta de Galileu Galilei, no início do século xvii, representou um marco nas técnicas de observação. Antes de Galileu, nunca o ser humano havia chegado tão perto das crateras da Lua ou visto os maiores satélites naturais de júpiter. Atualmente, potentes telescópios e outros instrumentos rastreiam o universo e protagonizam descobertas fascinantes e surpreendentes, que vamos descobrir ao longo de toda essa edição. 


Fonte: Atlas do Universo

sábado, 5 de novembro de 2011

Viradão Astronômico - 08 de Novembro de 2011!

             Um asteroide de 400m passará a apenas 324 mil km da nossa casa, e aproveitaremos para fazer um momento de astronomia e cultura no IFF Itaperuna!
             O Viradão começará com o pôr-do-Sol, às 18h e terminará quando o grande caçador Orion aparecer no céu, às 22h do dia 08/11. E a programação conta com observação do Asteroide, de Vênus, Júpiter e da Lua. Além de rodas de música e histórias sobre mitologia! 
             Traga seu violão e venha participar! 


A participação ao Viradão é aberta a toda comunidade de Itaperuna!
Há ônibus no IFF-Campus Itaperuna até as 22h, então transporte não é desculpa para não vir!
Saiba mais sobre o asteroide que passará a uma distância inferior a que separa a Terra da Lua, clicando aki: Asteroide gigantesco passará próximo a Terra.


Caso esteje chovendo não haverá o evento e avisaremos depois sobre uma outra data, porém sem observação do asteroide, visto que o mesmo estará a vista nos céus apenas nos dias 08 e 09 de Novembro.

Depois de 520 dias termina simulação de viagem ao "Planeta Vermelho"

Terminou nesta sexta-feira (4) a missão Mars500, uma parceria entre Rússia, China e a agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) que faz por merecer o apelido de “Big Brother Marte”.
Durante mais de um ano, seis homens simularam uma viagem ao planeta vermelho, presos em uma "nave espacial" localizada em Moscou, na Rússia. Eles "voltaram à Terra" no início da manhã, no horário de Brasília.

Os seis "tripulantes" posam para foto após a conclusão da missão Mars500.

Os seis homens, de diferentes nacionalidades, embarcaram em 3 de junho de 2010. Na "nave", eles só podiam tomar banho uma vez por semana, tinham diversas tarefas a cumprir e para falar com o mundo exterior tinham que respeitar o tempo que demora para uma mensagem de verdade ir da Terra até Marte – o que pode chegar a até meia hora.
A "nave" é na verdade um conjunto de módulos construídos dentro do prédio do Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia, um dos parceiros do projeto. O site da instituição colocou imagens em 360º da nave Mars500.
Mais de 6 mil pessoas de 40 países se candidataram para participar do projeto. No fim, os escolhidos foram o cirurgião russo Sukhrob Kamolov, o engenheiro francês Romain Charles, o médico russo Alexandr Smoleevskyi, o engenheiro ítalo-colombiano Diego Urbina, o instrutor de astronautas chinês Wang Yue e o engenheiro russo Alexey Sitev, comandante da missão.
Smoleevskyi, Urbina e Yue simularam também uma visita à superfície do planeta. Durante uma caminhada espacial, Urbina fingiu ter machucado a perna em uma pedra para testar o atendimento médico interplanetário de Smoleevski.

 




Objetivos

O objetivo do projeto era avaliar as condições psicológicas de uma tripulação forçada a ficar em um espaço reduzido, sem contato com o mundo exterior por tanto tempo.
Para levar o homem a Marte, além dos diversos desafios técnicos, como o tamanho do foguete e as experiências que precisam ser feitas, as agências espaciais precisam também resolver dilemas psicológicos e práticos. Por exemplo: será que seis pessoas nessas condições tão extremas não vão ficar loucas? Ou deixar de trabalhar em equipe?
Os primeiros resultados são positivos. O grupo do Mars500 reagiu bem ao isolamento de mentira, segundo a ESA.
O momento mais crítico foi em agosto, quando a missão chegou ao seu ponto mais monótono e a comunicação com o mundo exterior mais difícil. Os “astronautas” acabaram mais deprimidos, mas conseguiram completar todas as suas tarefas.

 Esquema do simulador da missão a Marte

Outras perguntas ainda ficam sem resposta, pelo menos por enquanto. Ainda não existe, por exemplo, um consenso sobre se uma viagem a Marte deveria ser feita por uma tripulação mista ou apenas de um dos sexos, como foi a da Mars500.
Um grupo misto, tanto tempo isolado, pode gerar conflitos amorosos na tripulação. Por outro lado, colocar apenas homens ou apenas mulheres no voo pode parecer preconceito para o público (e não significa que relações amorosas não vão acontecer).
Além disso, os astronautas de verdade vão enfrentar problemas de saúde bem mais sérios, por causa da ausência de gravidade e da radiação solar – coisas que são impossíveis de simular adequadamente em Terra. E, por mais isolados que estivessem, os participantes da Mars500 sabiam que estavam em Moscou e que podiam ir para casa a qualquer momento (embora nenhum tenha pedido para sair da nave).
A tripulação que for a Marte não vai ter esse conforto. Qualquer problema, acidente ou morte que ocorra a bordo vai precisar ser resolvido sem ajuda externa. No espaço, o controle de missão não está no corredor ao lado. E não há como voltar a nave de volta para a Terra no meio do voo.

Aprovação

Os participantes estão convictos de que a missão atingiu seu objetivo. “Todos adquirimos grande experiência valiosa, que vai ajudar a arquitetar e planejar futuras missões a Marte. Estamos prontos para embarcar na próxima nave para lá”, disse o francês Romain Charles.
“Na missão Mars500, fizemos na Terra a viagem espacial mais longa da história, para que a humanidade um dia veja um novo amanhecer em um planeta distante, mas alcançável”, completou o ítalo-colombiano Diego Urbina.
Nos próximos dias, os participantes passarão por exames médicos e psicológicos minuciosos, e terão também a oportunidade de relaxar. Até dezembro, eles ainda terão de responder a questionários e fazer novos testes, na última fase de coleta de dados.



Fontes: G1 e ESA

NASA registra Mancha Solar Gigantesca



Um telescópio da Nasa registrou, nesta quinta-feira (03/11) uma mancha solar gigante.
A região do Sol onde a mancha se encontra está sendo chamada pelos pesquisadores de “monstro benevolente”.
Depois de anos em estado de calmaria, o Sol passa por um período com muitas tempestades e explosões, o que chamou a atenção dos cientistas.

Fonte: Band

"Céu Amarelo" prende atenção de moradores de Itaperuna e região

            Na tarde de 28 de Outubro, sexta-feira passada, ocorreu um fenômeno meteorológico que intrigou itaperunenses e demais habitantes da região Noroeste Fluminense.

Foto sem edições da tarde de 28 de Outubro em São José de Ubá. (Foto: Cásio Meirelles) 

            Nós do Clube Caronte de Astronomia ficamos em dúvida a respeito de que fenômeno físico estava ocorrendo, e procuramos saber junto a nosso coordenador que por sua vez consultou um especialista em meteorologia, o Prof. Alexandre Viana de Poço de Caldas (MG).
            Segundo ele as aparições mostradas nas fotos se tratam de uma variedade de nuvem conhecida por "mamma" ou "mammatus", aplicável principalmente aos gêneros "Altocumulus", "Altostratus" e "Cumulonimbus". Nas fotos, as nuvens são mais parecidas com Altostratus, que muito provavelmente decorreram de uma nuvem de Cumulonimbus (nuvem de tempestade) dissipada. E na tarde deste dia ocorreu pancadas de granizo em Varre-sai e regiões rurais próximas a cidade de Itaperuna.

Pôr-do-Sol em Itaperuna no dia do fenômeno. (Foto: Filipe Machado)
           Continuando ele disse que as formações em forma de protuberâncias decorrem de correntes descendentes que se tornam predominantes em relação às correntes ascendentes após o estágio de maturação de uma nuvem de tempestade. Após esse estágio, as partes mais baixas da nuvem se dissipam e o que sobra são as partes médias e altas em forma de véus em cuja parte inferior às vezes aparecem protuberâncias, que, quando iluminadas pela luz alaranjada do Sol poente, assumem formas espetaculares, tais como as vistas.
            Em Poço de Caldas, cidade do professor, ocorreu a 2 meses atrás, um fenômeno parecido, porem antes ao pôr-do-Sol, e assim não apresentou os mesmos tons de alaranjado que o ocorrido no fim de tarde de 28 de Outubro.

 Fotos de Poço de Caldas - MG (Foto: Prof. Alexandre Viana)

Saiba mais sobre tipos de nuvens no site do Prof. Alexandre Viana: http://www.avvsilva.net/
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