quinta-feira, 7 de junho de 2012

Trânsito de Vênus - Imagens

Os trânsitos de Vênus, considerados uma "raridade astronômica", ajudaram os cientistas nos últimos séculos a esclarecer certas questões, como o tamanho do Sistema Solar.
As transições ocorrem em pares, com uma diferença de 105 anos, tempo em que se dá a posição perfeita das órbitas de ambos os planetas e o Sol em um plano que permita ser visto na Terra. Desde a invenção do telescópio, foram registrados trânsitos em 1631, 1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e em junho de 2004.
Para quem não viu a que ocorreu nesta terça-feira terá que esperar até 2117, ano do próximo trânsito.

Imagens:













Mais imagens:

Vênus vs. Sol

Fontes: EFE (matéria), G1 e Terra (fotos)

Observação Indireta - sinais vindos do espaço


Os cientistas não dependem apenas dos olhos para enxergar objetos celestes. Eles podem detectá-los por radiação eletromagnética.
A detecção e o estudo de corpos celestes não se faz apenas por meio d telescópios. Além da luz visível,os astros emitem radiação eletromagnética – em forma de ondas de rádio e raios X, gama, ultravioleta e infravermelho  - que pode ser captada com instrumentos específicos.

Radiotelescópis de Arecibo, Porto Rico
O norte americano Karl Jansky (1905 – 1950) foi o primeiro a constatar que o espaço não vive em permanente silêncio e que os objetos celestes emitem ondas eletromagnéticas. Em 1932, enquanto estudava os efeitos das tempestades nas ondas de rádio terrestres, o engenheiro captou uma emissão de origem desconhecida. Anos depois, descobriu-se que aquela radiação não era originada na atmosfera, mas no centro da Via Láctea.
A partir de então,os astrônomos investiram na construção de radiotelescópios. Eles têm o formato de antenas parabólicas, semelhante às usadas para captar ondas de TV,porém, são bem maiores e captam frequências totalmente inaudíveis para o ser humano.
Em 1963, o governo norte-americano investiu na construção do maior radiotelescópio do planeta. Localizado em Arecibo, em Porto Rico, o aparato dispõe de uma antena principal com cerca de 300 metros de diâmetro. Para efeito de comparação o maior radiotelescópio brasileiro, o Rádio- Observatório Espacial do Nordeste, no Ceará, possui diâmetro de 14,2 metros.

Radiação diversificada

A radiação infravermelha, a ultravioleta e os raios gama são detectados por outros instrumentos. A captação da radiação infravermelha é útil no estudo de estrelas em formação. As ondas ultravioletas fornecem informações sobre gases interestelares. Com os raios gama são estudados eventos catastróficos, como colisões entre estrelas.

Postagens relacionadas:
 Série: Observando o Céu 
Fonte: Coleção - Explorando o Universo

quarta-feira, 6 de junho de 2012

De olhos no espaço

O telescópio espacial Hubble, localizado na órbita da Terra, é um potente olho do universo, capaz de registrar imagens jamais vistas pelo ser humano.
A 600 quilômetros de altura, na órbita terrestre, localiza-se um dos mais importantes instrumentos astronômicos já produzidos: o telescópio espacial Hubble. Instalado em 1990, com o auxílio do ônibus espacial Discovery, o Hubble apresentou ‘’miopia’’ logo que entrou em funcionamento. Foi consertado  por astronautas em uma operação arriscada e, desde então, captou algumas das imagens mais espetaculares já vistas. Menor do que muitos telescópios em terra. Ele conta, porém, com uma grande vantagem: a visão límpida do espaço, quase sem interferência da atmosfera.

Telescópio Hubble

O Hubble tem registrado fotografias belíssimas de galáxias, berçários de estrelas e explosões cósmicas.O espetáculo para os olhos, porém, é apenas uma pequena parte do potencial do telescópio. As imagens são valiosíssimas para a ciência porque revelam dados fundamentais sobre o universo.
Um de seus registros mostra evidências que praticamente confirmam a existência de buracos negros, que os astrônomos supunham existir, mas não tinham como confirmar. Em três galáxias investigadas pelo telescópio, descobriu-se que a massa de centenas de milhões de sóis é comprimida em uma pequena região do espaço, o que parece comprovar a tese dos cientistas obre o comportamento  dos buracos negros.
Entre outros objetivos,o telescópio busca evidências sobre  a origem do universo, um dos maiores enigmas da astronomia. O Hubble está medindo as distâncias das galáxias mais longínquas para que seja possível estimar com maior precisão a idade do cosmos.

Por dentro do Hubble
O Hubble não foi o primeiro instrumento de observação espacial. Em 1972, a Nasa lançou o Copernicus, um telescópio com apenas 81 centímetros de diâmetro. Esta experiência pioneira abriu o caminho para o projeto do Hubble, que, além do espelho principal, com 2,4 metros, conta com espelhos secundários capazes de receber raios visíveis e também ultravioleta e infravermelho. Depois de captados pelos espelhos, os raios são processados para gerar imagens de alta definição -  a capacidade de resolução é dez vezes maior que qualquer telescópio em solo.
Um mês após o lançamento,o Hubble apresentou problemas: a lente refletora principal mostrou-se inadequada para focalizar com a precisão desejada. Em 1993, a Nasa enviou uma missão para corrigir o defeito. Atualmente, o Hubble está em pleno funcionamento. O aparelho leva 95 minutos para dar uma volta ao redor da Terra e é abastecido por dois painéis que coletam a energia solar para alimentar seus equipamentos.

Outros telescópios

Telescópio Spitzer
 O Hubble não é o único telescópio espacial. O Spitzer, lançado em agosto de 2003 e que provavelmente operou até 2008, fotografava objetos distantes. O Soho, por sua vez, permite ver em detalhes interações entre o Sol e a Terra. O Chandra, lançado em 1999, informa a quantidade, a posição e a energia dos raios X por meio de seu dispositivo fotográfico.



Postagens relacionadas:

Fonte: Coleção - Explorando o Universo

Postos de Vigília


Desde as civilizações antigas, observatórios dos mais rudimentares aos mais modernos são erguidos para ver o céu. Atualmente, as lentes voltadas para o universo possibilitam enxergar muito além da Via Láctea.
Observatórios astronômicos são tão antigos quanto o interesse do homem pelos mistérios do céu. No início eram construídos com o objetivo de rastrear as posições do Sol e da Lua para demarcar o calendário terrestre. Observar os astros era importante para as comunidades que dependiam da agricultura para sobreviver. Hoje em dia, eles são usados para compreender o cosmo e solucionar questões que intrigam os especialistas.

Stonehenge, observatório celta na ilha de Bretanha

Acredita-se que uma das primeiras estruturas para a observação do céu tenha sido Stonehenge, construída na Inglaterra entre 2500 a.C e 1700 a.C. As ruínas do sítio arqueológico, que parecem estar dispostas de forma caótica, na verdade marcaram com precisão os solstícios de inverno e de verão, quando o Sol se posiciona exatamente entre as pedras principais. Contemporâneos à Stonehenge são os zigurates, espécies de torres com abertura para os céus, de onde os babilônios faziam suas observações dos astros. As civilizações pré colombianas, por sua vez, erguiam construções nas quais, em determinado dia do ano, o reflexo do Sol se encaixava perfeitamente.
Observatório em Chichen-Itzá, uma cidade Maia
 Os observatórios que conhecemos atualmente nasceram no mundo islâmico entre os séculos IX e X, nas cidades de Damasco e Bagdá.Neles, os astrônomos dedicavam-se á observação dos astros não apenas com objetivos religiosos ou interesses práticos – como a atualização de calendários - , mas com propostas científicas.
Entre os que obtiveram mais êxito está o de Maragheh, no atual Irã. Lá, os astrônomos começaram a colocar à prova, por volta de 1260, as teorias ptolomaicas. Cerca de 150 anos depois, o muçulmano Ulug Beg ergueu em Samarcanda, no atual Uzbequistão, outro observatório no qual foram catalogadas centenas de estrelas, anos antes de os europeus as descobrirem.
O primeiro grande observatório moderno foi construído em 1576, na ilha de Hven, pelo rei Frederick, da Dinamarca, a pedido do astrônomo  Tycho Brahe. Depois da invenção do telescópio,no início do século XVII, a Inglaterra criou em Greenwich o primeiro grande centro de observação astronômica da Europa, famoso por ser o marco zero do horário oficial do mundo. Recentemente, Greenwich foi transformado em museu.

Olho Vivo
Observatório de Palomar
O observatório de Mauna Kea, no Havaí,é um dos mais importantes em função da localização e do clima propícios para estudos. Construído em 1964, está a cerca de 4 mil metros de altitude – onde as condições climáticas São ideais para a detecção de raios infravermelhos, que são bloqueados pelo vapor atmosférico. O observatório havaiano é o principal centro de estudos desse tipo de radiação cósmica. Seu maior telescópio é o Keck,com dez metros de diâmetro
Outro observatório famoso é o de Monte Palomar, em San Diego, na costa oeste dos Estados Unidos. Ali localiza-se o telescópio Hale,considerado até 1976 o maior do mundo, com cinco metros de abertura. Inaugurado em 1948, foi responsável por um grande levantamento, realizado durante e década de 1950, que produziu o maior atlas de estrelas e nebulosas até então. O resultado foi publicado pela National Geographic Society. O mapeamento foi repetido na década de 1980 e é um dos mais completos já realizados.

Cerro Paranal

O observatório astronômico de Cerro Paranal, ao norte do Chile,é um dos mais avançados do mundo. Cerro Paranal localiza-se na parte mais seca do Deserto do Atacama,onde as condições para a observação astronômica são extraordinárias. O monte de 2.635 metros de altitude oferece cerca de 350 noites sem nuvens por ano com estabilidade atmosférica pouco comum.
O complexo conta com o Very Large telescope (VLT),conjunto formado por quatro telescópios idênticos de 8,2 metros de diâmetro e três telescópios auxiliares de 1,8 metro de diâmetro,com capacidade para,por exemplo, identificar um astronauta na lua. 

Cerro Paranal, ao norte do Chile

Para evitar que o espelho principal deforme imagens, o VLT conta com um sistema chamado óptica ativa, que mantém a forma ideal do espelho a qualquer momento, graças a 150 pistões que o sustentam e corrigem sua posição de modo sincronizado.Inaugurado m 2006, o VLT é operado por um consórcio científico integrado por oito países europeus. Um de seus objetivos é encontrar novos mundos ao redor de outras estrelas.

Hemisfério Sul
Observatório de Siding Spring Mountain

O maior conjunto de observatórios do Hemisfério Sul está na Austrália .próximo a Canberra fica o maior deles, o de Mount Stromlo, fundado em 1924. Localizado a aproximadamente 800 metros acima do nível do mar, o Mount Stromlo tem um telescópio refletor de quase dois metros.mas o crescimento da cidade vizinha, cuja luz noturna dificulta a análise das estrelas, demandou a construção de um novo observatório em uma região mais remota.
Em 1975, o governo da Austrália,com o auxílio da Grã-Bretanha, construiu o observatório de Siding Spring Mountain, no estado de Nova Gales do Sul. Ele é atualmente um dos mais modernos do mundo, contando com um telescópio principal de 1,2 metro de diâmetro, siilar ao do norte-americano de Monte Palomar.
O Observatório Nacional, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, é o principal do Brasil. Fundado em 1827 por D. Pedro I, é o mais antigo em funcionamento na América do Sul. Possui um telescópio óptico de 1,6 metro.

Fonte: Atlas do Universo

terça-feira, 22 de maio de 2012

SpaceX lança primeiro foguete privado rumo a ISS


Um foguete não tripulado privado da empresa SpaceX decolou de Cabo Canaveral, Flórida, nesta terça-feira (22) numa missão teste cujo destino é a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), tornando-se o primeiro voo comercial a viajar rumo ao complexo orbital.


O “Falcon 9” partiu às 3h44 (hora local) da mesma plataforma de lançamento – reformada – de onde a NASA lançava seus ônibus espaciais que agora estão aposentados. O foguete leva a cápsula “Dragon”, com carga para os seis astronautas que ocupam a ISS.

 A carga de pouco mais de 500 kg leva suprimentos simples, como alimentos, que, apesar de úteis, não são indispensáveis para os astronautas que estão na ISS. Isso porque esse voo ainda é visto como um teste, uma forma de mostrar que a empresa e capaz de levar carga e, posteriormente, astronautas até a estação.

 A Space X, cujo nome completo é Space Exploration Technologies, recebeu da Nasa US$ 1,6 bilhão para fazer 12 voos de reabastecimento para a estação após a aposentadoria dos ônibus espaciais no ano passado. Ao lado dela, outra empresa, a Orbital Technologies, também está sob contrato para realizar esses voos robóticos.
Rastro do primeiro foguete privado a decolar rumo
à ISS.
Se as empresas conseguirem provar que podem voar com segurança, os americanos – que estão sem naves próprias desde a aposentadoria de Discovery, Endeavour e Atlantis – finalmente poderão voltar ao espaço por conta própria.
Atualmente, a Nasa dependente da Rússia para enviar tripulação à estação espacial, a um custo de mais de US$ 60 milhões por pessoa.








Fontes: Reuters, AFP, NASA e G1

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Telescópio Gregor é inaugurado na Espanha


O maior telescópio solar da Europa, chamado Gregor, foi inaugurado nesta segunda-feira no Observatório do Teide (Tenerife) para auxiliar a observação e compreensão dos processos solares produzidos na maioria das estrelas do universo.
Durante a inauguração de Gregor, promovido por um consórcio alemão, o diretor do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), Francisco Sánchez, explicou que esta infraestrutura é uma prova de cooperação que ajuda o desenvolvimento conjunto.


Os custos deste telescópio e de seus primeiros instrumentos são de aproximadamente 12,85 milhões de euros, custeados em grande parte pelo consórcio alemão, que inclui o Instituto de Astrofísica de Potsdam-Leibinz e o Instituto de Pesquisa Solar Max Planck em Katlenburg-Lindau, como parceiros.
O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), assim como o Instituto de Astrofísica de Göttingen e o Instituto Astronômico da Academia de Ciência da República Tcheca, também participam deste projeto.
O telescópio solar Gregor ajudará a compreender melhor os processos físicos que são produzidos na maioria das estrelas do universo, além de resolver questões sobre como a atividade solar afeta e danifica os satélites e as redes de energia da Terra.
O novo satélite também permitirá uma observação da atmosfera solar com uma resolução nunca vista até agora. Isso porque, o Gregor possui uma abertura de 1,5 metros, um número superior ao do resto dos telescópios solares instalados nos observatórios do IAC.
 A resolução espacial, espectral e temporal permite que os pesquisadores possam seguir os processos físicos na superfície do Sol em escalas menores - como 70 quilômetros, por exemplo.
Ao contrário do que ocorre com o resto de telescópios solares, o desenho do Gregor é totalmente aberto, já que sua cúpula é substituída por um teto retrátil. Esse mecanismo evita o superaquecimento da estrutura e dos espelhos. 

Fonte: EFE

Pesquisadores do IFCE registram imagens de gigantesca mancha solar

Estudantes do IFCE observando mancha solar
 
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) anunciou o registro de imagens de manchas solares captadas pelo Núcleo de Astronomia de campus da cidade de Juazeiro do Norte. O registro ocorreu nos dias 10 e 14 de maio. São imagens do um grupo de manchas solares AR 1476, ou Região Ativa 1476, descoberto recentemente por cientistas da NASA. De acordo com o N-Astro, a “mancha monstro”, como foi apelidada o grupo, pode ser observada sem instrumentos ópticos, mas é necessário um filtro adequado para evitar danos permanentes nos olhos.
"Conseguimos imagens muito boas dessas manchas solares que têm um tamanho anormal das outras”, afirma o coordenador do N-Astro, Wilame Teixeira. O professor de física explica que o surgimento das manchas são comuns e a quantidade delas determina o período da atividade solar. Além das imagens feitas pelos pesquisadores, os estudantes e professores do campus de Juazeiro do Norte também observaram a “mancha monstro” no telescópio.


Segundo o núcleo, que trabalha para a divulgação científica, a segurança para observação visual e fotográfica da “mancha monstro” do Sol foi possível com a utilização de um filtro solar especial acoplado ao telescópio. As manchas solares medem um diâmetro estimado de cerca de 160.000 km, o equivalente a uma área coberta na superfície do Sol de 12 planetas Terra.

Manchas solares

"Mancha Monstro", registrada pelo NASA
De acordo com a descrição da N-Astro, a imagem em alta resolução obtida pelo telescópio do núcleo mostra que as manchas solares são formadas por regiões escuras, chamada “umbras” e com temperatura que chega a 3.800°C, cercadas de regiões menos escuras, que são as “penumbras” e apresentam temperaturas da ordem de 5.300° C.
Segundo o núcleo, as manchas solares aparecem escuras na “superfície” do Sol porque ficam em regiões “frias” em relação às outras regiões vizinhas de temperaturas mais altas. Ao contrário da cor escura no registro fotográfico, as manchas são aproximadamente 10 vezes mais brilhantes do que a Lua cheia, segundo os pesquisadores.

Eclipse Total Anelar


Este raro eclipse anelar aconteceu no domingo (19h30 no horário de Brasília – 7h30 de segunda no horário de Tóquio). Os mais sortudos puderam observar o fenômeno na Ásia e na América do Norte.


O fenômeno acontece quando a órbita da Lua atinge o ponto mais distante encontrando-se assim mais próxima do Sol.
A justaposição entre os dois astros permite à lua bloquear 90% dos raios solares, criando assim o chamado anel de fogo.
Do extremo-oriente até aos Estados Unidos, o fenômeno foi observado por milhares de pessoas.
Na capital japonesa, Tóquio, o céu nublado estragou a festa. Há 173 anos que este fenômeno não era observado por lá.
Nos Estados Unidos, o estado de Utah foi o melhor local de observação.
Quem perdeu o espetáculo terá que aguardar até 2023, data do próximo eclipse total anelar. Porém em Tóquio o fenômeno só poderá ser visto novamente em três séculos.

Eclipse total anelar, visto de Tóquio - Japão


Fontes: Euronews e G1 (Fotos)

sábado, 19 de maio de 2012

A Explosão Primordial


          De onde viemos? A pergunta sempre intrigou os cientistas e até hoje não tem resposta definitiva. Existe, inclusive, um ramo específico da astronomia, a cosmologia, que se dedica ao estudo da origem e evolução do universo. A cosmologia ganhou impulso principalmente a partir da década de 1920, quando novas descobertas mostraram indícios de que a chave do mistério do universo poderia ser uma explosão primordial, há certa de 15 bilhões de anos, conhecida como Big Bang.

         A primeira pista foi desvendada pelo cientista norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953). Nos anos de 1920, o astrônomo percebeu que o universo estava em expansão – ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras.
         Como ele chegou a essa conclusão? Hubble observou com um potente telescópio e notou que o espectro de luz emitido por elas tendia ao vermelho – um sinal de que todas estavam se distanciando. A medição usada por Hubble foi baseada no efeito Dopple, pelo qual os componentes de luz enviados por objetos luminosos se deslocam para o vermelho quando se afastam e tendem ao azul quando se aproximam.
         Dessa forma, Hubble não somente constatou que as galáxias não moviam aleatoriamente, mas descobriu que seguiam uma tendência de afastamento. Com isso, percebeu que o universo provavelmente seria bem maior do que supunha até então e que seu movimento de expansão é constante. Hoje sabemos que isso ocorre a uma velocidade aproximadamente 50km/s.

Ovo cósmico

         A descoberta de Hubble foi fundamental para que o belga Georges Edward Lemaître (1894-1966) fosse adiante na explicação da origem do universo. Lemaître concluiu que no tempo zero havia uma massa minúscula, chamada por ele de ovo cósmico – ou superátomo – que se contraia e se expandia a um efeito gravitacional, como já havia comprovado Hubble. Esse movimento fez com que sua temperatura interna aumentasse muito. Quando atingiu uma temperatura elevadíssima, o ovo explodiu criando tudo o que existe hoje, como as estrelas e os plantas, dando também origem ao espaço e ao tempo.


         Para explicar o acumulo de energia que explodiu repentinamente o russo George Gamow cunhou o fenômeno com a expressão Big Bang – criado em 1915 pelo cosmólogo inglês Fred Hoyll. Assim, a teoria sustenta a ideia de algo infinitamente pequeno, denso e quente, comprimido em um tamanho menor do que um núcleo de um átomo. Em um lapso de tempo (menos que um milésimo de se segundo), o universo cresceu exponencialmente.
         Em 1964, mais uma descoberta foi acrescentada as provas da teoria do Big Bang. Arno Penzias e Robert Wilson constataram que no espaço a uma radiação cósmica originária do tempo em que houve a explosão primordial – é a maior evidência para a comprovação da teoria, também chamada de “Modelo Padrão”, por ser aceita pela comunidade científica internacional.

Idade do universo

Estudos mais recentes estimam que o universo tem
13,7 bilhoes de anos
         E como podemos mensurar a idade do universo? Se as galáxias estão se afastando é porque, em algum momento no passado, todos os elementos estavam juntos. Hubble calculou a velocidade e a distância entre várias galáxias e chegou a conclusão de que o universo teria aproximadamente 2 bilhões. Era uma estimativa insustentável, afinal, já se sabia que a Terra tinha mais que o dobro dessa idade e, portanto, o universo não poderia ser mais novo do que ela.
         Atualmente, vários métodos são usados para estimar a idade do universo. Um deles é calcular a idade de estrelas mais velhas de aglomerados estelares, que são formados por milhares de estrelas atraídas entre si pela ação da gravidade. Uma estrela evolui com a queima de hidrogênio e, analisando os estágios dessa evolução, pode-se calcular sua idade aproximada. Si conferirmos ao universo a mesma idade dessas estrelas anciãs, é possível chegar a números que variam entre 10 e 20 bilhões de anos. O número mais aceito entre os cientistas é 15 bilhões de anos. De qualquer modo, independentemente da determinação do instante da explosão inicial e da idade exata do universo, a teoria do Big Bang é, até agora, a mais viável para explicar seu nascimento.

Um fim distante

         Para onde vamos? Essa é, talvez, a segunda pergunta que mais intriga os astrônomos. A ciência tem especulado se o universo pode chegar ao fim. A resposta é sim. Se não continuar a se expandir suficientemente rápido, como acontece desde o Big Bang, o material que forma o cosmos acabará por estacionar-se. Isso poderá provocar uma contração, decorrente da ação da força gravitacional, e o universo voltará a um ponto central, ocasionando um colapso chamado pelo pelos cientistas de Big Crunch – ou grande esmagamento.
No fim tudo pode retroceder a um ponto primordial - Big Crunch
         Foi em 1992 que estudiosos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, descobriram que 90% da matéria encontrada no universo é formada por vastos tufos de gás. Esses elementos, mais o resto das estrelas extintas, podem criar um campo gravitacional bastante forte para que o material do universo, desprendido no Big Bang, volte a se juntar. Para que isso ocorra, no entanto, as galáxias devem parar de se afastar e começar a se aproximar. Como o cosmo continua sua expansão, e de maneira acelerada, o fim, dessa maneira parece estar muito distante e improvável.

Os três prováveis fins - Big Crunch, Big Freeze e Big Rip
          Porém há outra teoria, onde o universo tornar-se-ia demasiado frio para poder abrigar a vida devido à contínua expansão. Nesta teoria, denominada Big Freeze, o universo se expandiria a tal ponto que até mesmo as estrelas de uma galáxia ficariam muito distantes uma das outras, e com suas mortes, o universo passaria ser um lugar frio e sem vida.
Paralelo ao Big Freeze há uma teoria mais recente, cujo afastamento da matéria chegaria ao nível molecular. A chave desta hipótese é a quantidade de energia escura no Universo. Se o Universo contém suficiente energia escura, poderia terminar tendendo a uma desagregação de toda a matéria. Tal teoria é chamada de Big Rip – ou grande ruptura.

Resumindo:

O vídeo explica em detalhes a origem do universo e sua evolução, segundo a teoria do Big Bang.

Postagens relacionadas: 
Fontes: Atlas do Universo e Universe Today

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rio de Janeiro sediará Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica


Cartaz da IOAA
 O Rio de Janeiro será sede em agosto da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), primeira competição científica de alcance mundial realizada no país. Reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU), a competição vai acontecer de 4 a 14 de agosto e envolver estudantes de ensino médio de todo o mundo. No Brasil, os estudantes são selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente desde 1998. 
Todos os estudantes competem nas três modalidades de prova: observacional, na qual demonstram seus conhecimentos sobre o céu que podemos ver; teórica, na qual resolvem problemas de astronomia e astrofísica; e, finalmente, a prova prática, em que utilizam e interpretam dados como um astrônomo profissional.


Fonte: G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

10 anos 10th IMAA ABC da Astronomia Adonai Lopes Água Alinhamento anã fria andrômeda Antimatéria Asteroid day Asteroides Astrobiologia Astrofísica Astronauta Astronáutica Astronomia Astronomia na Praça Atmosfera Bibliografias Big Bang bolha Brasil Buraco Negro C.E.C Calendários calourada Caravana da Ciência e Cidadania Carl Sagan Caronte CARONTE 2016 Caronte no 10th IMAA Cassini Cataclismos Centro Educacional Caminhar CERN céu cfc China chuva Ciência Cinturão de Kuiper Clube Caronte Cometa Cometas competição Constelações Corpos Extrasolares Cosmologia Curiosidades Curiosity descoberta Divulgação Eclipse Eclipse Lunar efeitos Efeméredes Einstein Elias Cloy Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica Eratóstenes ESA ESO espaço estrela Estrelas Eventos Exoplanetas Exploração Espacial Extensão Fenômenos Naturais Fim do Universo Física Moderna Foguete Foguetes foto Fundação São José Gagarin Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo galaxia Galáxias garrafa pet Gigantes Vermelhas Grandes astrônomos Gravidade Grécia Greenglow História Astronômica https://portal1.iff.edu.br/nossos-campi/itaperuna/noticias/alunos-do-iff-itaperuna-podem-se-inscrever-na-olimpiada-de-astronomia-e-mostra-de-foguetes-ate-29-04 IAU IFF IFFluminense Campus Itaperuna IMAA Imagens da Semana Índia Início dos trabalhos ISS Itaperuna IV Semana da Fundação Júpiter Kepler laranjada Lixo Espacial Louis Cruls Lua Maikon Vieira Mark Zuckerberg Marte Matéria e Energia Escura Matheus Vieira membros do clube Mercúrio Meteorologia Meteoros Missão Marte mistériio Mitologia Mitologia Indígena MOBFOG MOFOG mundo Nasa NASA publica a maior foto mundo!! Nely Bastos Nicolau Copérnico Nobel Notícias Notícias de Astronomia O projeto misterioso OBA objerto Observação celeste oficina Ondas Gravitacionais ONU Origem da Vida Pesquisas Públicas Planeta anão Planetas planetas habitáveis Plutão Poluição Luminosa Popularização da Ciência Premiação I Competição de Foguetes Caronte Premiação OBA 2016 Prof. Adriano Ferrarez Pulsar Quasar Radiotelescópios Relatividade robô Rodrigo de O. França Ron Evans Rússia Salvar a Humanidade Samanta Meireles Satélites Satélites Artificiais Saturno Sávio Andrade SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO? Sistema Solar Sol Sonda Sondas SpaceX Stephen Hawking superlua Telescópio Hubble Telescópios Tempestade Solar Terça dia 22/03/2016 Terra Universo Vênus Very Large Telescope (VLT) Via Láctea Viagem Interestelar Vida Extraterrestre Vídeos