segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nasa revela que energia escura é real

Uma pesquisa que durou cinco anos e cobriu 200.000 galáxias, levou a uma das melhores confirmações de que é mesmo a energia escura que está acelerando a expansão do Universo. 

O estudo, que representa um retorno de até sete bilhões de anos no tempo cósmico, usou dados da sonda espacial Galex (Galaxy Evolution Explorer: Exploração da Evolução das Galáxias) e do Telescópio Anglo-Australiano instalado na montanha Siding Spring, na Austrália.
Os resultados dão suporte para a principal interpretação sobre como funciona a energia escura - como uma força constante, afetando uniformemente o Universo e impulsionando sua expansão.
Por decorrência, os dados contradizem uma teoria alternativa, que propõe que seria a gravidade, e não a energia escura, a força que impulsionaria a expansão do Universo. De acordo com esta teoria alternativa, com a qual os novos resultados não são consistentes, o conceito de Albert Einstein da gravidade estaria errado, e gravidade tornar-se-ia repulsiva, ao invés de atrativa, quando atuando em grandes distâncias.

Lei da gravidade revisada pode dispensar matéria escura

"Os resultados nos dizem que a energia escura é uma constante cosmológica, como Einstein propôs. Se a gravidade fosse a responsável, então não estaríamos vendo esses efeitos constantes da energia escura ao longo do tempo," explica Chris Blake, da Universidade de Tecnologia Swinburne, na Austrália, e líder da pesquisa.

Energia escura

Acredita-se que a energia escura domine o nosso Universo, perfazendo cerca de 74 por cento dele. A matéria escura, uma substância não menos misteriosa, é responsável por 22 por cento. A chamada matéria normal, ou matéria bariônica - qualquer coisa que tenha átomos - representa apenas cerca de 4% do cosmos.
A idéia da energia escura foi proposta durante a última década, com base em estudos de estrelas distantes que explodiram, conhecidas como supernovas. As supernovas emitem uma luz constante e mensurável, o que as torna uma referência inigualável, que permite o cálculo de sua distância da Terra com grande precisão. As observações revelaram que algo - que veio a ser chamado de energia escura - estava fazendo aumentar a aceleração desses objetos celestes.

Energia escura versus gravidade

A energia escura disputa um cabo-de-guerra com a gravidade. A teoria atual propõe que, no início do Universo, a gravidade assumiu a liderança, dominando a energia escura. Cerca de 8 bilhões de anos após o Big Bang, com o espaço se ampliando e a matéria se diluindo, as atrações gravitacionais enfraqueceram e a energia escura tirou o atraso. Se isto estiver correto, daqui a bilhões de anos a energia escura será ainda mais dominante.
Os astrônomos prevêem que o nosso Universo será um verdadeiro deserto cósmico, com as galáxias se distanciando tanto umas das outras que quaisquer seres que viverem dentro delas não serão capazes de ver outras galáxias.

Era da energia escura

Esta é a primeira vez que astrônomos fazem essa checagem cobrindo todo o período de vida do Universo desde que ele foi dominado pela energia escura. A equipe começou montando o maior mapa tridimensional já feito das galáxias do Universo distante. Isto foi feito pelo Telescópio de ultravioleta GALEX, que mapeou cerca de três quartos do céu, observando centenas de milhões de galáxias.
O Telescópio Anglo-Australiano coletou informações detalhadas sobre a luz de cada galáxia, o que permitiu estudar o padrão de distância entre elas - ondas sônicas do Universo jovem deixaram marcas nos padrões de galáxias, fazendo com que pares de galáxias sejam separados por aproximadamente 500 milhões de anos-luz.
Essa "régua padrão" foi usada para determinar a distância entre os pares de galáxias e a Terra - quanto mais próximo um par de galáxias estiver de nós, mais distantes elas irão aparecer uma da outra no céu.
Tal como acontece com os estudos de supernovas, estes dados de distância foram combinados com informações sobre as velocidades nas quais os pares estão se afastando de nós, revelando, mais uma vez, que o tecido do espaço está se esticando cada vez mais rápido.                                                                                                         

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A última missão

O ônibus espacial Endeavour foi lançado às 8:56 a.m. EDT (9h56 horário de Brasilia) desta segunda-feira (16) no Kennedy Space Center, na Flórida. A subida até a órbita levou cerca de 8 minutos e meio. A missão STS-134 é o último voo orbital da Endeavour e o penúltimo realizado pela agência espacial americana, que vai encerrar o programa de ônibus espaciais. 


A missão final do Endeavour está programada para durar 16 dias. O ônibus espacial será acoplado à Estação Espacial Internacional, na manhã de quarta-feira (18) e deve voltar para a Terra no dia 1 junho.
Além dos seis astronautas, a Endeavour também transporta um detector de partículas, o chamado Espectrômetro Magnético Alfa-2 (AMS, da sigla em inglês). O AMS será montado no exterior da Estação Espacial Internacional em uma posição que lhe permita apanhar sinais de raios cósmicos que passam no universo. O projeto é liderado pelo prêmio Nobel Samuel Ting, a expectativa é que os resultados do estudo sejam revolucionários para a física de partículas.

Tripulação da missão (da esquerda p/ direita): Greg Jhonson, Mike Fincke, Greg Chamitoff,  Mark Kelly (capitão), Drew Feustel, Roberto Vittori
A nave partiria no dia 29 de abril para sua missão final, mas teve o processo cancelado por causa da detecção de problemas no sistema de aquecimento momentos antes da decolagem.
O Endeavour foi lançado ao espaço pela primeira vez em 1991. A missão STS-134 será seu último voo, o de número 25 do ônibus espacial e o 134° do programa da Nasa. Quando o Endeavour regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar - o Discovery encerrou suas atividades em março.
A aposentadoria do Endeavour é mais um passo para o fim da era dos ônibus espaciais, restando apenas o último voo da Atlantis, ainda neste ano. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço. O Challenger explodiu, em 1986, minutos após o lançamento e o Columbia explodiu em 2003, quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro, e voltou em março.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Telescópios espaciais revelam em camadas a galáxia de Andrômeda

Usando observatórios orbitais, cientistas conseguem enxergar estrelas e galáxias distantes de uma forma que é impossível para o olho humano.


Dois telescópios espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA), o Herschel e o XMM-Newton, foram utilizados para fotografar a galáxia de Andrômeda em luz infravermelha e raios X, pondo em destaque as estrelas mais jovens e mais antigas dessa vizinha da Via-Láctea, localizada a 2,5 milhões de anos-luz da Terra.
Fotografada em luz visível por telescópios baseados no solo ou no espaço, Andrômeda, também chamada de M-31 pelos cientistas, revela a luz emitida por suas estrelas na faixa do espectro que vai do vermelho ao violeta. Esta é, no entanto, apenas uma fração de toda a radiação emitida pela galáxia.

 (Primeira imagem fotografada em luz visível; Segundo em luz infravermelha, revela estrelas jovens; Terceiro Em raios-X, a galáxia revela suas estrelas mais antigas e de maior massa; Por ultimo a Combinação de imagens infravermelha e de raios-X mostra o ciclo de vida das estrelas)

             Na imagem do Telescópio Espacial Herschel, vê-se a luz infravermelha gerada pela galáxia. Esse tipo de radiação é emitido por partículas de poeira de temperatura relativamente elevada, que se acumulam nos braços espirais da galáxia, onde novas estrelas estão nascendo.
Já o Telescópio XMM-Newton capta os raios-X e a luz ultravioleta emitidos por Andrômeda. As principais fontes desses dois tipos de radiação são estrelas muito velhas, que se aproximam do fim de suas vidas, ou vestígios de astros que já explodiram. Perto do núcleo da galáxia, aparecem diversas estrelas variáveis, algumas das quais sofrem explosões periódicas.
A luz ultravioleta também revela estrelas de massa enorme, que não têm vida longa. Elas esgotam seu combustível e explodem poucas dezenas de milhões de anos após terem nascido. O Sol, em comparação, está no meio de seu ciclo de vida, aos 4,5 bilhões de anos.
Ao combinar as imagens em ultravioleta e infravermelho, os astrônomos mapeiam a história de vida das estrelas de Andrômeda.

Erupção inédita em luminosidade vindo da nebulosa intriga os astrônomos

A estrutura espacial chamada Nebulosa do Caranguejo impressionou os astrônomos ao emitir uma quantidade inédita de raios gama, uma forma de energia extremamente luminosa.





A Nebulosa do Caranguejo consiste em detritos de uma estrela supernova que foi destruída em uma explosão. O que motivou a erupção sem precedentes de raios gama, ocorrida em meados de abril, é um grande mistério para os cientistas.
Aparentemente, ela vem de uma pequena área da nebulosa, há tempos considerada uma fonte constante de luz. A novidade é que o telescópio Fermi, que observa a nebulosa, detectou uma atividade luminosa ainda mais intensa na estrutura.
A emissão de raios gama durou cerca de seis dias, alcançando níveis 30 vezes maiores que o normal e, em alguns momentos, com variações a cada hora.

    ‘Quebra-cabeças’

O entendimento do fenômeno deve levar algum tempo, opina o pesquisador Rolf Buehler. “É incomum que algo coloque toda a sua energia em raios gama”, disse. “Estamos diante de um grande quebra-cabeças e provavelmente precisaremos de alguns anos para entendê-lo.”


 A principal suspeita até agora é de que, em uma região próxima ao pulsar, intensos campos magnéticos vão em direções opostas, reorganizando-se repentinamente e acelerando partículas a uma velocidade próxima à da luz.
           À medida que eles se movem em caminhos curvados, as partículas emitiriam os raios gama observados no Fermi.
             A cientista Julie McEnery, participante do projeto do Fermi, diz que a descoberta é uma demonstração do poder do telescópio para elucidar a física do cosmos.
“Com o Fermi, temos a oportunidade de captar (o fenômeno) nesse estado extraordinário de luminosidade. É a vantagem de ter um instrumento que olha todo o céu todo o tempo – você capta o inesperado.”
O telescópio, parceria da Nasa (agência espacial americana) com alguns países europeus e asiáticos, foi lançado em 2008. Seu nome é uma homenagem a Enrico Fermi, físico ítalo-americano que trabalhou no desenvolvimento do primeiro reator nuclear e que recebeu o Nobel de Física em 1938 por sua pesquisa sobre a radiatividade.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Lua - O mais longe que nossos pés alcançaram


Dados básicos:
  • Distância com relação à Terra: Perigeu: 363.104 km - Apogeu: 405.696 km
  • Diâmetro: 3474,8 km
  • Variação da temperatura na superfície: -173,1ºC – 116,9°C
  • Rotação: 29,5 dias
  • Translação (em torno da Terra): 29,5 dias
  • Planeta: Terra
            Um céu permanentemente negro, enormes crateras de até 200 km de diâmetro, ausência de atmosfera e temperaturas que variam de 100ºC a dezenas de graus abaixo de zero. Apesar do aspecto sombrio, a Lua sempre exerceu um fascínio na humanidade, inspirando tanto artistas e casais apaixonados como astrônomos e observadores do céu. Na década de 1960, o encanto pelo satélite natural da Terra tornou-se obsessão com a corrida espacial, empreendida por norte-americanos e soviéticos, rumo a Lua.

Origem:


            Apesar dos estudos e dos dados científicos existentes, a origem da Lua permanece até hoje envolta em mistério. Não se sabe se ela é um corpo celeste capturado pela gravidade terrestre, se é fruto da colisão de um objeto com a Terra (teoria mais aceita) – que teria lançado fragmentos ao espaço e formando a Lua – ou se foi constituída na mesma época que nosso planeta.
            Seja como for, no início de seu processo de formação, a Lua era recoberta de lava fundida. O resfriamento gradual desse material criou uma crosta uniforme, com rochas claras, submetidas posteriormente a intensos e constantes choques e meteoritos, o que fez com que ela ficasse repleta de crateras. A energia provocada pelos impactos aqueceu novamente o interior lunar e fundiu o magma, que formou as regiões baixas, visíveis na Terra com manchas escuras.
            Chamadas de mares lunares, essa regiões possuem poucas crateras e constituem uma pequena parte da superfície. Depois que os grandes choques cessaram, a cerca de 2 bilhões de anos, os poucos impactos ocorridos fragmentaram as rochas superficiais, gerando os minúsculos grãos de poeira que compõem o solo lunar. As montanhas, ao contrário têm o maior número de crateras e são os locais mais brilhantes quando observados da Terra.

Mundo de fases:


Uma mesma fase lunar ocorre para o mundo todo, não importa a localização do observador. Porém, elas não são vistas da mesma forma. No hemisfério Norte o aspecto da Lua é invertido em relação ao visto por um observador no hemisfério Sul.
Fases:

Nova: é quando o hemisfério lunar voltado para a Terra não reflete nenhuma luz do Sol. Dizemos também que a Lua está em conjunção com o Sol. A Lua Nova só é visível durante os eclipses do Sol que, aliás, só acontecem quando é Lua Nova. Nessa fase, o ângulo entre Sol, Terra e Lua é praticamente zero. A Lua Nova nasce por volta das seis horas da manhã e se põe às seis da tarde. Ou seja, ela transita pelo céu durante o dia.

Crescente: cerca de sete dias e meio depois da Lua Nova, a Lua deslocou-se 90° em relação ao Sol e está na quadratura ou primeiro quarto. É o quarto-crescente. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite. Seu aspecto é o de um semicírculo voltado para o Oeste. Vista do hemisfério Sul, a aparência do quarto-crescente lembra a letra “C”, de crescente. Mas no hemisfério Norte, ao contrário, a Lua crescente se parece um “D”.

Cheia: passados 15 dias da Lua Nova, dizemos que a Lua está em oposição ao Sol. É Lua Cheia. Os raios solares incidem verticalmente sobre o nosso único satélite natural, iluminando 100% do hemisfério voltado para a Terra. O ângulo Sol-Terra-Lua agora é de 180 graus. Lua e Sol estão em lados diametralmente opostos do céu.
             Curiosamente, essa é a pior ocasião para observar a Lua ao telescópio, pois a luz do Sol que incide sobre o satélite quase não produz sombra, o que dificulta o reconhecimento de crateras e outros acidentes do terreno. A Lua Cheia é visível durante toda a noite, nascendo por volta das dezoito horas e se pondo às seis da manhã. Somente numa noite de Lua Cheia pode acontecer um eclipse lunar.

Minguante: uma nova quadratura surge quando a diferença angular é de 270°. Neste dia, o aspecto da Lua é de um semicírculo voltado para o Leste. A Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia, aproximadamente. O quarto-minguante é também conhecido como quarto-decrescente e, visto do hemisfério Sul, a Lua realmente lembra uma letra “D” (de decrescente). 



The Dark Side of the Moon”:


A Lua está sempre com uma mesma face voltada para a Terra, mas isso não significa que ela não se mova. Na verdade, a Lua gira ao redor de seu eixo e, ao mesmo tempo, em torno da Terra. Os dois movimentos, no entanto, coincidem de tal modo que um lado do satélite está sempre visível e o outro, oculto.  

Perigeu e Apogeu:


            A órbita lunar não é circular. O astrônomo alemão Johannes Kepler mostrou que os corpos celestes se movem em elipses em volta de outros objetos mais massivos que eles próprios, como estrelas e planetas.
            À primeira vista, as elipses se apresentam de formas muito diferentes, podendo ser bastante alongadas (como as órbitas dos cometas) ou quase indistinguíveis de uma circunferência (como a órbita da Terra). Porém, toda órbita elíptica tem um ponto de maior e de menor aproximação com o astro central. Chamamos a menor distância de perigeu (do grego peri, próximo, e gee, derivado de Terra) e a maior de apogeu.

Exploração lunar:


            “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. Uma das mais célebres frases da história foi pronunciada exatamente às 23h 56 min e 20s de 20 de Julho de 1969, por Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pisar em solo lunar.
            Após a USS enviar ao espaço o primeiro homem, os EUA não poderiam deixar de dar troco, afinal era época de corrida espacial.
O Então presidente norte-americano, John Kennedy, pronunciou: “Faremos uma nave espacial que chegue a Lua, com o propósito de poder enviar um homem e trazê-lo de volta à Terra, antes do fim deste década”.
E assim foi feito. Com o programa espacial Apollo o homem pela primeira vez chegou a Lua.
Ao todo foram 6 expedições que conseguiram com sucesso pousar em terreno lunar: Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17. (Em breve post com mais detalhes das expedições).


“Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua, em Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda humanidade”. 
Placa deixada em solo lunar  


Fontes: Atlas do Universo; Astronomia no Zênite

Asteroide gigantesco passará próximo a Terra

Um asteróide gigante que se move em direção à Terra vai passar por nosso planeta em novembro, segundo a previsão de especialistas da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês). O asteróide foi descoberto no dia 28 de dezembro de 2005 por Robert McMillan, do Programa de Observação Espacial, perto de Tucson, no Arizona, Estados Unidos. As informações são do jornal The Sun e da Nasa.


            A rocha do espaço possui quase 400 m de largura e pesa 55 milhões de toneladas, sendo o maior objeto a se aproximar tão perto da Terra. O objeto vai passar a uma distância de 324 mil km do nosso planeta, o que para um astrônomo é considerado como um "fio de cabelo cósmico”.
Essa distância é mais próxima da Terra que a Lua, que órbita a mais de 384 mil km.

O asteróide, chamado de YU55, é tido oficialmente como um objeto potencialmente perigoso. Se atingir a Terra, teria a força de mais de 65 mil bombas atômicas, deixando uma cratera de quase 10 km de largura e de 600 m de profundidade.
            O YU55 órbita em torno do Sol de 14 em 14 meses, porém os especialistas acreditam que o objeto não colidirá contra a Terra até dentro de 100 anos. O asteróide vai poder ser visível com pequenos telescópios por volta do dia 8 de novembro.

Possível rota do asteróide YU55 entre os dias 8 e 9 de novembro, deste ano.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Comprovada teoria de Einstein sobre distorção espaço-tempo

A força da gravidade dos grandes corpos do Universo distorcem o tempo e o espaço, afirmaram cientistas nesta quarta-feira, após uma sonda da Nasa confirmar dois elementos fundamentais da teoria geral da relatividade de Albert Einstein.


"No Universo de Einstein, o tempo e o espaço são deformados pela gravidade. A Terra distorce ligeiramente o espaço ao seu redor, devido à sua gravidade", disse, explicando a teoria que o físico judeu alemão observou há quase 100 anos, muito antes de existir a tecnologia necessária para observá-la. "Imaginem que a Terra estivesse submersa em mel. À medida que o planeta gira, o mel ao seu redor formaria um redemoinho. Ocorre o mesmo com o tempo e o espaço", detalhou Everitt.
A sonda “GP-B" confirmou duas das mais importantes previsões do Universo de Einstein, com implicações de longo alcance para toda a pesquisa astrofísica", disse, prevendo que a missão "deixará um legado duradouro na Terra e no espaço".
O satélite levava quatro giroscópios avançados para medir o efeito geodésico, ou seja, a curvatura do espaço e do tempo em torno de um corpo gravitacional, e o "frame-dragging", ou fricção do marco de referência, ou seja, quanto espaço-tempo é arrastado quando um objeto gira. Se "os giroscópios apontassem na mesma direção sempre que estivessem em órbita", a teoria de Einstein teria sido refutada, disse a Nasa em um comunicado.  "Mas como confirmação da teoria geral da relatividade de Einstein, os giroscópios experimentaram mudanças mensuráveis na direção de seu giro à medida que eram atraídos pela gravidade da Terra".

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Terra - "Nosso pequeno Universo..."


Dados básicos:
  • Distância média do Sol: 149,6 milhões de km
  • Diâmetro: 12.756 km
  • Variação da temperatura na superfície: -50ºC – 58°C
  • Rotação: 1 dia
  • Translação: 365 dias
  • Satélites: 1 (Lua)
      O princípio:

Tudo começou a 4,6 bilhões de anos, com uma nuvem de gás e poeira. O Sistema Solar se formava... E só o tempo revelaria que ali seria o berço da vida como conhecemos.


O Sol, os planetas e tudo que existe no Sistema Solar originaram-se a partir de nuvens de gás e poeira cósmica, m torno das quais foram agregando-se, com o tempo, materiais sólidos vindos de choques e fragmentos de rocha cada vez maiores. O mesmo processo foi responsável pela formação da Terra.
Uma combinação de elementos químicos teria gerado um intenso calor, fazendo da Terra uma enorme massa esférica pastosa. Os materiais mais densos, ricos em ferro e níquel, foram empurrados em direção ao núcleo da Terra pela gravidade. Os menos densos chegaram à superfície e cristalizaram-se, formando a primeira crosta terrestre, acima de outra camada mais densa, chamada de manto.


Durante o processo de resfriamento dessa esfera incandescente, gases e vapores eram jogados para a atmosfera. Além disso, durante 500 milhões de anos, todos os novos componentes do Sistema Solar foram intensamente bombardeados por cometas e asteróides.
Com a abundância de vapor d’água, em razão dos fatores apresentados acima, provocou sua condensação, e chuvas ininterruptas formaram lagos, mares e um oceano, que envolvia a terra firme. A presença de água em estado líquido foi fundamental para o surgimento da vida na Terra.

Terra e suas camadas:


O planeta Terra apresenta 4 camadas principais, que são:
·        Atmosfera: é uma camada relativamente fina de gases e material particulado (aerossóis) que envolve a Terra. Esta camada é essencial para a vida e o funcionamento ordenado dos processos físicos e biológicos sobre a Terra. A atmosfera protege os organismos da exposição a níveis arriscados de radiação ultravioleta, contém os gases necessários para os processos vitais de respiração celular e fotossíntese e fornece a água necessária para a vida.
·        Crosta terrestre ou litosfera: é a parte mais superficial. Basicamente é formada por composição de granito nos continentes e basalto nos oceanos. Essa camada é onde a vida se desenvolve, e sua espessura é de 5 a 70 km.
·        Manto: é formado por minerais, como o silício, ferro e magnésio, sua temperatura varia de 100° Celsius a 3500°Celsius, e a profundidade pode variar conforme a localização: oceano ou continente (30 km a 2900 km).
·        Núcleo: o núcleo corresponde a 1/3 da massa da Terra e contém basicamente elementos metálicos (ferro e níquel). É dividido em núcleo interno e externo, sendo que os dois possuem um raio de 1250 km, e as temperaturas são altíssimas (5000°C).

“A Terra é azul.”:
                 
A célebre frase foi pronunciada em 12 de abril de 1961 pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a observar a Terra do espaço. O aspecto azulado deve-se ao fato de mais de 70% de sua superfície ser recoberta por água. Dentro da combinação de fatores responsáveis pela ocorrência de vida no planeta, destaca-se a presença abundante deste elemento em estado líquido, fato, até onde se sabe, único no Sistema Solar.


Vida e sua evolução: 

Como já vimos à água em estado líquido é um grande fator que tornou possível o surgimento de vida na Terra. Porém não único. os principais fatores além da presença de água líquida são:
1)      A localização da Terra na órbita solar. Se estivéssemos mais próximos ou mais distantes seria impossível a formação de água em estado líquido.
2)      A presença de uma atmosfera, que controla a manutenção da temperatura terrestre, nos protegendo dos raios solares. O efeito estufa é de essencial importância para vida.
3)      A Terra apresenta energia interna suficiente para gerar diversas atividades geológicas, fundamentais para renovação dos elementos que compõem sua superfície.
4)      A presença dos “ingredientes” para vida, provavelmente oriundos de um cometa que atingiu o planeta.

A primeira forma de vida na Terra teria surgido num passado muito remoto – segundo os cientistas, há cerca de 3,6 bilhões de anos – a partir de uma combinação de elementos do ácido desoxirribonucléico (DNA), chamado molécula da vida. Os primeiros seres vivos desenvolveram-se no oceano primitivo, porque só ali existiam condições especiais para o desenvolvimento do DNA.
A vida evoluiu e está evoluindo por longo desses 3,6 milhões de anos, nós surgimos e interagimos com a criação, desenvolvendo-a. O futuro... pra que pensar no futuro!? Vamos apreciar esse maravilhoso planeta e continuar evoluindo com ele! Nosso lar! A Terra...


“A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital.”
 Freeman Dyson – Físico-Matemático inglês


Fontes: Atlas do Universo; UFPR; e Brasil Escola

Super colisão galática

A Nasa divulgou imagens impressionantes de uma das maiores colisões cósmicas já registradas, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer (um "irmão" do Hubble que enxerga em infravermelho). Ao todo, quatro galáxias estão envolvidas no evento, reunindo bilhões de estrelas.
"A maioria das fusões de galáxias que já conhecíamos eram como batidas de carros de passeio. O que temos aqui são quatro grandes caminhões carregados de areia colidindo e espalhando areia para todos os lados", explica o astronômo Kenneth Rines, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.
Os cientistas crêem que a colisão vai resultar em uma monstruosa galáxia única, até 10 vezes mais massiva que a nossa Via Láctea. O estudo que revela esse achado será publicado na revista especializada "Astrophysical Journal Letters".

O aglomerado de galáxias, chamado apenas de "CL0958+4702" está a quase 5 bilhões de anos-luz da Terra. No detalhe é possível ver os quatro pontos de luz que são as quatro galáxias em colisão. O resultado será a formação de uma única e gigantesca nova galáxia.

 Fonte: Astrofísicos

terça-feira, 3 de maio de 2011

Caronte no 4° EIAA

          No dia 21 de abril de 2011, a Equipe Caronte esteve presente no 4° Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, primeiro evento que a mesma participa.
          
Galera que participou do 4° EIAA
          Fotos:     
Bancada do 4° EIAA
Da esquerda p/ direita: João Vitor, Adriano H. Ferrarez (coord. do projeto) e Antônio Paulo
Equipe Caronte e Teatro Municipal Trianon, local que ocorreu o evento, ao fundo.
Cosmonautas Russo - Oleg Kotov e Pavel Vinogradov.
Um dos doze - Charles Duke
O 1° brasileiro no espaço - Marcos Pontes



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