terça-feira, 5 de julho de 2011

EUA diz adeus à ônibus espaciais

O lançamento do Atlantis, programado para sexta-feira, dia 08 de Julho, marcará a última missão do programa de 30 anos de ônibus espaciais dos Estados Unidos, que permitiu a construção da Estação Espacial Internacional (ISS). Este último lançamento do Atlantis para uma missão de 12 dias será o número 135 do programa e estima-se que será presenciado por um milhão de pessoas.


O ônibus espacial está programado para decolar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida às 12h26 de Brasília. A contagem regressiva começa oficialmente na terça-feira às 17h GMT (14h de Brasília). A missão STS-135 tem como finalidade transportar a maior quantidade possível de provisões à ISS, cuja utilização foi prolongada até 2020.
O Atlantis é o quarto ônibus espacial construído pelos Estados Unidos. Ele teve seu batismo espacial no dia 3 de outubro de 1985 e, ao regressar à Terra, terá realizado 33 voos; 14 deles à ISS. Após a última missão, o ônibus será exposto em museu. Apesar de normalmente viajarem sete astronautas nos ônibus espaciais, no Atlantis viajarão apenas quatro, entre eles o piloto Chris Ferguseson, de 49 anos, e o copiloto Doug Hurley, de 44 anos.


Foram necessários 25 voos de ônibus espaciais desde 1998 para terminar o projeto da Estação, no qual participaram 16 países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e vários países europeus, a um custo de 100 bilhões de dólares. O programa de ônibus espaciais viveu dois episódios trágicos: o acidente do Challenger em 1986 e o do Columbia em 2003, que deixaram 14 mortos no total.

"Viramos uma página da história"

O fim do programa de ônibus espaciais é um golpe para a economia local. Cerca de 8 mil empregos diretos e 20 mil indiretos desaparecerão, segundo funcionários dos EUA. "Sabíamos há alguns anos que o programa do ônibus espacial iria terminar; muitos de seus técnicos e engenheiros consagraram 30 anos de sua vida e, com o fim agora próximo, o ânimo é cada vez mais sombrio", disse recentemente Mike Leinbach, diretor do lançamento.
Depois que o Atlantis voltar à Terra, o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos terá fim de forma oficial, deixando a Rússia como o único país no mundo capaz de transportar astronautas ao espaço. Empresas privadas competem para construir a próxima geração de naves espaciais americanas, mas é pouco provável que terminem de construir um veículo deste tipo antes de 2015.

Protótipo do provável substituto dos ônibus espaciais

Com a última missão do ônibus espacial, "viramos uma página da história espacial, mas a liderança americana no espaço continuará", afirmou na sexta-feira o chefe da Nasa, Charles Bolden. "Teremos que fazer as coisas de outra forma", acrescentou, referindo-se às atuais dificuldades orçamentárias dos Estados Unidos. "Devemos nos concentrar na exploração espacial habitada longínqua, desenvolvendo novas tecnologias e incentivando voos sobre a órbita terrestre baixa até a Estação Espacial Internacional", disse Bolden.

Fonte: Terra

Quasar mais distante já encontrado

Astrônomos europeus descobriram o quasar mais distante descoberto até o momento a partir das observações realizadas com o telescópio de longo alcance do Observatório Europeu do Sul (ESO), em Cerro Paranal, no Chile, e outros telescópios.
Segundo os resultados do estudo facilitados por Richard Hook, porta-voz do ESO de Garching, no sul da Alemanha, se trata do objeto mais luminoso descoberto até agora no Universo primordial, que é alimentado por um buraco negro que possui dois bilhões de vezes a massa do Sol.


"Este quasar é uma evidência vital do Universo primordial. É um objeto muito raro que nos ajudará a entender como cresceram os buracos negros supermassivos em poucas centenas de milhões de anos depois do Big Bang", disse Stephen Warren, líder da equipe de astrônomos, em uma nota do ESO.
A luz deste quasar, chamado ULAS J1120+0641, demorou 12,9 bilhões de anos para chegar aos telescópios da Terra, por isso que é visto como era quando o Universo tinha apenas 770 milhões de anos.
Anteriormente já se tinha confirmado a existência de objetos ainda mais distantes, como uma explosão de raios gama com deslocamento ao vermelho de 8,2 e uma galáxia com deslocamento ao vermelho de 8,6, mas o quasar recém descoberto, com deslocamento ao vermelho de 7,1, é centenas de vezes mais brilhante que os anteriores.
O deslocamento ao vermelho cosmológico é uma medida do estiramento total do Universo entre o momento em que a luz foi emitida e o momento em que foi recebida.
Depois do quasar recém descoberto, o mais distante é visto atualmente como era 870 milhões de anos depois do Big Bang, com um deslocamento ao vermelho de 6,4.


"Demoramos cinco anos para encontrar este objeto", afirmou Bram Venemans, um dos autores do estudo, em referência à nova descoberta. A equipe de astrônomos, que procurava um quasar com deslocamento ao vermelho maior que 6,5 teve uma surpresa ao "encontrar um que está inclusive mais longe, com um deslocamento ao vermelho maior que 7".
"Ao permitir-nos olhar em profundidade a era de reionização, este quasar representa uma oportunidade única para explorar uma janela de 100 milhões de anos na história do cosmos que até agora não estava a nosso alcance", ressaltou.
Segundo Daniel Mortlock, principal autor do estudo, se considera que "só há cerca de 100 quasares brilhantes com deslocamento ao vermelho superior a 7 em todo o céu". "Encontrar este objeto envolveu uma busca minuciosa, mas o esforço valeu a pena para poder desvelar alguns dos mistérios do Universo primitivo".
O brilho dos quasares, dos quais se acredita que sejam galáxias distantes muito luminosas alimentadas por um buraco negro supermassivo em seu centro, os transforma em poderosas luzes que podem ajudar a obter informações sobre a época em que foram formadas as primeiras estrelas e galáxias.


Fonte: Terra

Brasil, um alvo constante

Cientistas da Universidade Southampton, na Inglaterra, criaram um ranking de países que mais sofreriam no caso da queda de um asteroide na Terra. Na lista de 10 nações, o Brasil ocupa o 9º lugar, o que significaria que o País sofreria graves perdas estruturais e ocorreria um grande número de mortes na população. As informações são do site do jornal britânicoThe Telegraph.
O estudo foi divulgado poucos dias após uma pedra do tamanho de um ônibus passar a 12 mil km de distância da Terra. Apesar de seu tamanho, o meteoro dificilmente resistiria à passagem pela atmosfera terrestre e se desintegraria antes de colidir com a superfície do planeta. Mas a proximidade de sua rota com a Terra e o fato de que ele não foi detectado até cinco dias antes de sua passagem foram o bastante para levantar preocupações.
De acordo com os pesquisadores britânicos, a China, por sua grande população, enfrentaria as piores consequências no caso da queda de um asteroide em seu território. No ranking, seguem Indonésia, Índia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Itália, Inglaterra, Brasil e Nigéria. A lista foi compilada com um software chamado NEOimpactor, a partir da análise de dados fornecidos pelo programa de objetos próximos à Terra da Nasa.


Fonte: Terra

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lixo espacial, uma ameaça constante

O lixo espacial que obrigou os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a refugiarem-se nas naves Soyuz passou a 250 m da plataforma, segundo fontes do setor aeroespacial russo.


"À tripulação disse que o lixo passou ao lado da estação e que puderam deixar as naves Soyuz", disseram as fontes, citadas pela agência Interfax. Pelos dados preliminares, a emergência ocorreu por volta das 9h (de Brasília).
Ao detectarem o lixo, os tripulantes da ISS refugiaram-se nas duas naves Soyuz que estão conectadas à plataforma orbital. "O lixo espacial foi detectado muito tarde e não deu tempo para que a estação fizesse uma manobra para sair da rota".
Os cosmonautas russos Aleksandr Samokutiayev e Sergei Volkov, e o astronauta da Nasa Ronald Garan subiram a bordo da Soyuz TMA-21, enquanto o russo Andrei Borisenko, o americano Michael Fossum e o japonês Satosi Furukawa refugiaram-se na Soyuz TMA-02M.
Os seis tripulantes da ISS integram a 28ª missão permanente na plataforma orbital.

O que é Lixo Espacial?

Lixo espacial é o nome dado aos objetos criados na Terra e lançados à órbita que após desempenharem suas funções permanecem em volta do planeta inutilmente. O lixo espacial possui desde luvas e ferramentas até pedaços de satélites, naves, foguetes e outros.


Os objetos que estão inutilmente em órbita são bastante perigosos tanto onde estão, por colocarem em risco a vida de astronautas, quanto para os satélites de comunicações que estão em órbita e para a vida no planeta, pois podem a qualquer momento entrar na atmosfera e atingir algo ou alguém. Esses objetos são projetados para serem destruídos ao tentar adentrar na atmosfera, alguns objetos conseguem passar pela atmosfera e atingir áreas habitadas comprometendo a área e a saúde das pessoas. 
Por incrível que pareça, existem aproximadamente nove mil fragmentos inoperantes sobre o planeta, quantidade essa que tende a aumentar com o passar do tempo, já que os lançamentos são constantes. Apesar de existir a preocupação com o lixo espacial, não existem métodos eficientes e econômicos para resolver ou amenizar o problema. 
Infelizmente não há nada que obrigue o país ou a instituição privada que lança algo no espaço e deixa o lixo por lá, a assumir as responsabilidades por qualquer problema proveniente de lixos espaciais que provocam danos no espaço ou dentro do planeta. A legislação nesse ponto é falha, pois nada relata a respeito desse grave problema. Também não é interesse para nenhum país desenvolvido que sejam criadas regras que limitem seus lançamentos ou suas ações espaciais.


Fontes: Brasil EscolaTerra

Supernova fará com que Hemisfério Sul fique às claras por um mês

Entre todos os fenômenos descritos na Ciência, a explosão de uma supernova está entre os mais potentes no que diz respeito à liberação de energia. Ao explodirem, essas estrelas produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Se muito próxima da Terra, uma supernova poderia liberar radiação gama e X suficiente para aquecer a superfície do nosso planeta e fazer a atmosfera e os oceanos evaporarem.
Contudo, conforme explica o astrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Kepler Oliveira, essa possibilidade não representa uma ameaça, já que as explosões realmente perigosas teriam que ocorrer a menos de 30 anos-luz de distância e não existe nenhuma candidata a supernova tão perto do nosso planeta. Por outro lado, explosões a uma distância bem maior podem acontecer e, mesmo longe, o brilho seria tão intenso que praticamente faria a noite virar dia por um mês inteiro.

A estrela Eta Carinae pode se tornar uma supernova e sua explosão transformaria a noite em dia. Contudo, os cientistas não sabem quando isso pode ocorrer

Eta Carinae

A próxima explosão de uma supernova a ser observada na nossa vizinhança pode ser a de Eta Carinae, uma estrela a 7,5 mil anos-luz do nosso planeta. Visível apenas no Hemisfério Sul, ela chegou a rivalizar com Sirius no ano de 1843 como uma das estrelas mais brilhantes do céu.
           Décadas depois, foi observado que Eta Carinae estava perdendo sua luz até que, surpreendentemente, ela dobrou de brilho. Graças às pesquisas realizadas pelo professor do Instituto de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP) Augusto Damineli foi possível provar que a estrela é na realidade um sistema duplo e passa por eventos de baixa excitação, algo como "apagões", a cada 5 anos e meio. E o próximo já tem data: será no inverno de 2014.
Felizmente, quando Eta Carinae explodir, a maior parte da energia liberada será espalhada ou absorvida pela imensidão do espaço. Por estarmos a uma distância suficientemente grande da estrela, a explosão de raios gama também não atingirá a Terra. Não é possível prever com exatidão quando isso vai acontecer, mas quando o astro se for, a luminosidade será como a de 10 luas no Hemisfério Sul. "Seria praticamente um mês sem noite", diz Damineli.

Supernovas no passado

Enquanto supernovas foram observadas em galáxias vizinhas, elas são eventos raros na Via Láctea, e as que observamos nem fizeram um "espetáculo" como o que pode ser causado por Eta Carinae. "Nos anos 1054, 1572 e 1612 explodiram como supernovas estrelas dentro de um raio de cerca de 7500 anos-luz, que foram visíveis durante o dia, mas como o planeta Venus, que é a estrela D'alva", diz Oliveira.


Tipos

Há dois tipos básicos de Supernova, o tipo I e o II. O tipo II é uma estrela de massa maior que o Sol, que exaure seu combustível nuclear. Quando isso acontece, a região central da estrela colapsa devido à sua alta gravidade. Forma-se um núcleo muito compacto, que será o seu remanescente, como uma estrela de nêutrons ou até um buraco negro. Quando o resto da estrela cai em direção a esse núcleo, ele ricocheteia com alta energia. Daí acontece a explosão.
Acredita-se que a Supernova tipo I seja um remanescente estelar de massa mais baixa, como uma anã branca que ganha matéria de uma estrela companheira, num sistema duplo. Ao atingir certo limite de massa, iniciam-se reações nucleares de forma explosiva, que antes a estrela não tinha condições de iniciar.

Exemplo de Supernova de tipo I

+ Super novas, clik aqui (em breve)
Fonte: Terra 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Io, Europa, Ganimedes, Calisto e outros 59...

       Tudo começou com o astrônomo chinês Gan De, em 364 a.C. Porem a primeira observação sem incertezas dos satélites de Júpiter só aconteceu em 1609, com Galileu Galilei e seu lendário telescópio.
       Galilei descobriu as quatro maiores luas - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - deixando o restante, de 59 outros satélites, para serem descobertos entre o final do século XIX e início do século XXI.
       Devido ao grande número de satélites que Júpiter possui, estes foram divididos em grupos:



Satélites regulares
Estes estão divididos em dois grupos:
grupo Amalteia ou satélites interiores é composto por satélites que orbitam muito próximos a Júpiter: MétisAdrasteia,Amalteia e Tebe, organizados em ordem crescente de distância do planeta. Os dois primeiros orbitam em torno do planeta em menos de um dia jupiteriano, enquanto que os dois últimos são respectivamente o quinto e o sétimo maiores satélites do sistema jupiteriano.
Satélites de Galileu ou grupo principal é composto pelos quatro maiores satélites de Júpiter: IoEuropaGanímedes e Calisto, organizados em ordem crescente de distância do planeta. Os quatro possuem diâmetros maiores do que qualquer planeta anão descoberto, e Ganímedes é o objeto mais massivo do Sistema Solar, quando o Sol e os oito planetas não são incluídos, além de possuir um diâmetro maior do que Mercúrio.



Satélites irregulares
Os satélites irregulares de Júpiter são substancialmente menores do que os satélites regulares, possuindo órbitas mais distantes e excêntricas. Estes satélites formam famílias que possuem parâmetros orbitais similares (tais como eixo semi-maior, inclinação e excentricidade) e composição. Acredita-se que estes grupos sejam, ao menos parcialmente, famílias dinâmicas que foram criados quando os corpos maiores (embora ainda relativamente pequenos) originais foram despedaçados em pedaços menores via impactos de asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Estas famílias possuem os nomes de seus maiores membros. 

Famílias de satélites e alguns satélites irregulares de Júpiter com suas órbitas

Embora não exista um consenso rígido distinguindo uma família das outras, estas são tipicamente identificadas como:
            Satélites prógrados:
Temisto é o satélite irregular mais próximo do planeta, e não faz parte de qualquer família conhecida;  Os membros do grupo Himalia; Carpo é o satélite prógrado mais distante do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida.
            Satélites retrógrados:
S/2003 J 12 é o satélite retrógrado mais próximo do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida; As órbitas dos satélites do grupo Carme;  Os satélites do grupo Ananke; Os satélites do grupo Pasife; e S/2003 J 2 é o satélite mais longíquo do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida.

Principais satélites:



Io
O mais internos deles, faz uma revolução completa ao redor de Júpiter em 42 horas e tem dimensões próximas a da nossa Lua.
As imagens transmitidas pelas sondas exibem um grande número de centros vulcânicos em atividade (os primeiros encontrados fora da Terra), fazendo de Io um dos objetos mais ativos do sistema solar. Isto deve-se a sua grande proximidade com Júpiter, caso contrário seria tão inativo quanto a Lua.
Não se detectou crateras de impacto em sua superfície, apesar da grande atividade de meteoritos em sua região. Isso revela que Io tem uma superfície recente e bastante dinâmica, capaz de modificar-se com rapidez.
As estruturas dominantes de sua superfície são as vulcânicas que geralmente são rodeadas por manchas escuras com algumas dezenas de quilômetros. 
Nas regiões polares os sistemas vulcânicos estão em menor número, mas são numerosas as montanhas com vários quilômetros de altura. Por estar muito próximo do planeta, Io está sujeito a muitas tensões, principalmente as de marés, que é intensificado por Europa. Essas tensões são fontes de energia que fundem grandes quantidades de matéria no núcleo do satélite e provocam fraturas em sua superfície.
Os principais componentes expelidos pelos vulcões são o enxofre e o anidrido sulfuroso, a uma temperatura máxima de 17ºC.




Europa
Pouco menor que a Lua, tem uma translação de cerca de 3,5 dias. Parece ser recoberto de gelo e outros materiais claros.
Esse satélite foi o menos estudado devido a posição de sua órbita, quando as Voyagers passaram por Júpiter.
Sabe-se que sua densidade é cerca de 3 g/cm3, sua composição é rochosa com pontos onde há uma mistura de silicatos com metais formando áreas com densidade pouco mais elevada, sendo detectada grande quantidade de água e gelo.
As fotos da Voyager apesar da baixa resolução, indicaram que grande parte de sua superfície é de gelo, que reflete mais de 60% da luz incidente. Nessas imagens pode-se observar que o satélite é atravessado por grandes linhas de até 3.000 km, que se entrecruzam. Elas podem ser resultados de movimentos tectônicos em todo o satélite.
A ausência de crateras de impacto pode indicar algumas semelhanças com Io.
Acredita-se que logo após sua formação o núcleo ainda quente provocou uma desgasificação das rochas, que deu origem a uma fina camada de água sob a crosta. Devido aos movimentos tectônicos, essa água subiu para a superfície e em contato com o ambiente frio externo congelou-se, fazendo de Europa o objeto celeste mais liso do sistema solar.



Ganimedes
Ganimedes é o maior satélite do sistema solar com 78% do diâmetro de Marte. Sua translação é cerca de sete dias.
O estudo do seu espectro indica uma absorção característica do gelo, que deve recobrir grande parte de sua superfície. Supõem-se que sua constituição seja gelo e silicato em quantidades mais ou menos iguais. Isso pode ser evidenciado pela sua baixa densidade.
Dois tipos de solo podem ser distiguidos no satélite: Os solos escuros - que são basicamente planos, apresentando um elevado número de crateras e os solos claros, que apresentam vales paralelos de aspecto ondulado.
A aparência de crateras deformadas nessas regiões é sinal de mudanças ocorridas na crosta gelada. O maior número de crateras mostra que as regiões escuras são bem mais antigas em relação ãs regiões claras.



Calisto
O mais externo, é quase do tamanho de Mercúrio. Porém, é o que reflete menos luz devido a presença de mateiras escuros misturados ao gelo na sua superfície.
Seu período de translação é de pouco mais de duas semanas.
Com densidade de 1,8 g/cm3 , acredita-se que tenha a mesma constituição de Ganimedes, porém seu processo de evolução permitiu maior estabilidade na crosta. Isso é evidenciado pelo grande número de crateras, em relação aos demais satélites.
As grandes depressões do satélite podem ter tido a mesma origem das depressões lunares (impactos de grandes meteoritos).
Para sua estrutura interna é previsto um núcleo de silicatos com raio de 1.200 km e sobre esse núcleo um manto de 1.000 km de espessura, constituido de gelo e água. E por último a crosta com espessura de 100 a 200 km formada de gelo e compostos escuros de sílicio.



Curiosidades mitológicas: o nome dos quatro maiores satélites de Júpiter é uma analogia às quatro amantes de Zeus (Júpiter, na mitologia romana) na Terra.

Tabela com dados detalhados de todos os 63 satélites de Júpiter, clik aqui.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Júpiter – O Maior do Olimpo

             O primeiro planeta dos chamados gigantes gasosos teve seus nome inspirado no deus grego Zeus, o rei do Olimpo. A composição de Júpiter – Hélio e Hidrogênio – é muito similar à de estrelas como nosso Sol. O maior planeta do Sistema Solar possui um campo magnético muito intenso e sua pressão é 3 milhões de vezes mais forte que a da Terra. Chama a atenção pela Grande Mancha Vermelha – uma região de tempestades – e por ter o dia mais curto, com rotação de 9h50min.
Dados básicos:
·         Distância média do Sol: 778 milhões de km;
·         Diâmetro: 143.000 km;
·         Variação da temperatura na superfície: -140ºC a 22ºC;
·         Rotação: 9h e 50min;
·         Translação: 11,9 anos;
·         Satélites: 63 (Io, Europa, Ganimedes e Calisto, são os mais conhecidos).

            O maior dos planetas do Sistema Solar é chamado de gigante gasoso. A denominação tem sua razão de ser. Júpiter é formado principalmente de gases e não tem uma superfície definida como a da Terra. Em outras palavras, não é possível determinar o ponto em que termina a atmosfera e começa a terra firme. Como decorrência o planeta possui um volume colossal – mais de mil vezes superior ao da Terra. Sua massa, porém, é “apenas” 318 vezes maior.

            Em média, Júpiter localiza-se a 778 milhões de quilômetros do Sol, mas sua órbita faz com que ele chegue a ficar até 960 milhões de quilômetros afastado da estrela. Essa longa distância da fonte de calor faz com que sua temperatura média seja bastante baixa, cerca de -147ºC.
            Júpiter é um globo multicolorido de gás, 85% hidrogênio, o elemento químico mais abundante e mais simples do Universo, com apenas um elétron e um próton. O hidrogênio é também principal constituinte de uma estrela. E “por pouco” Júpiter não se transformou numa delas.



Porque não uma estrela!?


            Júpiter tem um núcleo muito quente e libera para o espaço o triplo da energia que recebe do Sol. Esse planeta só não é uma estrela como o Sol, porque sua massa não consegue elevar-se a pressão e temperatura suficiente para os gases produzirem reações nucleares. Caso isso acontecesse ele poderia ser considerado um sistema solar em miniatura, com sua coleção de mais de 60 satélites naturais.
Mais detalhes, clik aqui

Composição e atmosfera

            O modelo da estrutura de Júpiter baseia-se em medidas de densidade e propõe três camadas. Um núcleo compacto de rocha e gelo, com espessura de 40 mil quilômetros, que corresponde a 4% da massa total, recoberto por uma camada de hidrogênio metálico, até uma distância de 0,7 do raio.
            Nessas condições, a alta condutividade elétrica do Hidrogênio aliada à velocidade de rotação explicam o grande campo magnético de Júpiter, 12 vezes maior do que o da Terra. 
            Uma transição entre essa camada e outra, formada por uma mistura líquida de hélio e hidrogênio molecular, é sobreposta pela atmosfera de Júpiter, composta por hidrogênio e hélio gasosos e supõe-se que tenha 200 km de espessura.
            Também já foi detectado metano, amoníaco e um pouco de vapor d'água, além de etileno, acetileno e metano deuterado.




Gigante, mas também veloz

            A rotação de Júpiter é a mais rápida entre os planetas do Sistema Solar, leva apenas 9h50min para dar uma volta em si mesmo, a uma velocidade de 12 km/s. Sua alta velocidade de rotação faz com que o planeta tenha seus pólos bastante achatados. 
Já sua translação, em virtude da longa órbita que descreve, corresponde a quase 12 anos terrestres.

Faixas multi-coloridas e tempestades que perduram por séculos

            Com instrumentos de observação, pode-se ver que o planeta apresenta, a partir dos pólos, grandes faixas amarelas horizontais, além de outra estreita na zona equatorial. As quatro faixas principais possuem cores que vão do violeta ao rosa, que seriam traços de sua espessa atmosfera gasosa. A grande Mancha Vermelha é uma enorme tempestade que, supõe-se, dura vários séculos. Ela tem aproximadamente 25 mil quilômetros de diâmetro – equivalente a três diâmetros terrestres – e os ventos atingem cerca de 400 km/h.



Exploração de Júpiter

             Em 1610 o astrónomo italiano Galileo Galilei com seu telescópio rudimentar descobre as quatro grandes luas de Júpiter. As luas de Júpiter; Io, Calisto, Ganymedes e Europa são tambem conhecidas como luas galileanas.
             Assim começava a exploração e admiração humana sobre Júpiter. Após Galileu veio as sondas espacias Pioneer e Voyager, que tinham como objetivo alcançar os confins do Sistema Solar. Já no final da década de 1980 foi lançada a sonda espacial Galileu que tem como objetivo estudar a atmosfera do planeta os satélites e a magnetosfera.



Satélites e anéis
          
            Em 1610, o astrônomo Galileu Galilei foi a observar, com seu famoso telescópio, quatro satélites naturais de Júpiter. Eram os que mais brilhavam e por consequência mais visíveis: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Outras luas – Amaltéia, Himalaia, Elara, Pasifae, Sínope, Lisitéia, Carme, Ananque, Leda, Tebe, Métis e Adrastéia – foram descobertos mais tarde, principalmente entre 1892 e 1979.
            As sondas norte-americanas enviadas ao planeta a partir da década de 1970, colheram mais informações sobre Júpiter. Descobriram, por exemplo, um sistema de anéis – bem mais discreto que os de Saturno – que circunda o planeta. Os anéis são finos e compostos por partículas de poeira, sendo que os dois mais externos têm menos de mil metros de espessura.



Mais sobre luas de Júpiter, clik aqui


Série: Sistema Solar - Nosso refúgio no Universo
Fontes: Atlas do universo; Ciência e cultura; Astronomia no Zênite
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