terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Primeiro Eclipse Lunar de 2017
O brilho da Lua na madrugada deste sábado (11) foi tão intenso que ainda pela manhã era possível observar o satélite em sua melhor forma. Na noite de sexta-feira esse brilho foi reduzido por algumas horas durante o eclipse lunar penumbral. O efeito é muito suave e de difícil percepção. Veja como foi:
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| Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo |
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| Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo |
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| K.M. Chaudhry/AP |
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| Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo |
Eclipse deixa o brilho da Lua mais suave.
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/11/veja-fotos-do-primeiro-eclipse-lunar-de-2017.htm
Por: Rodrigo de O. França
Quasar
Os Quasares são buracos negros supermassivos que brilham intensamente.
Curioso? Já explico. Para percebermos a natureza destes objectos, é
necessário compreender então primeiro este tipo de buracos negros.
Os
buracos negros supermassivos, ao contrário dos buracos negros estelares
(que se podem formar, juntamente com as estrelas de nêutrons, após a
morte de uma estrela de massa superior a 3 massas solares), têm origem
nos primórdios do Universo, de uma forma ainda não muito consensual,
quando um movimento caótico de matéria formou regiões de maior
densidade. A origem destes buracos negros pode ser semelhante à origem
das galáxias.
Os primeiros quasares foram descobertos, através de rádio-telescópios,
na década de 50, como fontes de rádio sem um objeto visível
correspondente. Na década de 60, foram registados centenas destes
objetos e finalmente foi possível observar um deles opticamente. Em
1964, o astrofísico Hong-Yee Ciu atribuiu-lhes o nome de quasares, que
significa “quasi-stellar” – em português quase-estelar – por parecerem
estrelas mas ao mesmo tempo terem um comportamento completamente
diferente.
Os quasares situam-se a milhares de milhões de anos luz de nós, o que significa que estamos a ver algo que aconteceu há milhares de milhões de anos atrás.
Um quasar, pode muito bem ser uma galáxia em formação, uma visão dos
primórdios do nosso Universo, bem diferente do que conhecemos hoje. O fato de todos os quasares estarem longe de nós, significa que a
formação dos quasares era muito mais frequente no início do Universo do
que atualmente.
Mais Informações: http://www.astronomoamador.net/2011/o-que-e-quasar
Por: Rodrigo de O. França
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Premiação da OBA 2016 e I CFC no Campus Itaperuna do Instituto Federal Fluminense
O Clube de Astronomia do Noroeste Fluminense (Caronte), projeto
desenvolvido há cinco anos no Campus Itaperuna do Instituto Federal Fluminense,
realizou no dia 30 de novembro de 2016 a cerimônia de premiação dos alunos que
participaram da 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), 10ª
Mostra Brasileira de Foguetes e da 1ª Competição de Foguetes Caronte. O evento,
organizado pelo professor de Física e coordenador do Caronte, Adriano Ferrarez,
reuniu alunos e servidores do IFFluminense no auditório do Parque Acadêmico.
Foram premiados
com medalhas de bronze da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica os
alunos Aline Alves Fiuza e Anderson Gabriel Souza Rosário. Os demais participantes
receberam um certificado.
Aline Alves Fiuza recebendo a Medalha de Bronze do Prof. Adriano Ferrarez
Anderson Gabriel Rosário recebendo a Medalha de Bronze do Prof. Adriano Ferrarez
Já a competição interna de lançamento de foguetes do
Caronte teve os seguintes vencedores:
1º Lugar: Foguete Titio Coruja
Membros da Equipe do Foguete Titio Coruja recebendo o troféu de 1o Lugar na CFC
2º Lugar: Foguete Jaburu
Membro da Equipe do Foguete Jaburu recebendo o troféu de 2o Lugar na CFC
3º Lugar: Foguete Avengers The First Bimester
Membro da Equipe do Foguete Avengers recebendo o troféu de 3o Lugar na CFC
Segundo Adriano
Ferrarez, o projeto de Astronomia desenvolvido no tem mostrado um saldo muito positivo.
"É um
projeto de muita importância, tanto na difusão do conhecimento dentro do
próprio IFFluminense, quanto das escolas da rede pública na região. Recebemos a
visita de muitas crianças ao longo do ano, que têm a oportunidade de aprender
sobre Astronomia, conhecer nossos telescópios e outros recursos disponíveis no
campus", ressalta Adriano.
De acordo com o
professor, o projeto também está contribuindo para o desenvolvimento acadêmico
dos alunos. Dois bolsistas do Caronte pretendem desenvolver seus trabalhos de
conclusão de curso, em 2017, em temas ligados ao projeto: um sobre sistema
embarcado em foguetes confeccionados com garrafa pet e outro sobre a criação de
um aplicativo relacionado ao tema.
Durante a
cerimônia de premiação, os integrantes do Caronte fizeram ainda uma homenagem
ao professor de Biologia Alex Marca, que ficou à frente do projeto de extensão
entre os anos de 2014 e 2015.
Prof. Alex Marca (à esquerda) recebe o Troféu Homenagem das mãos do Prof. Adriano Ferrarez
O
diretor de Pesquisa, Extensão e Políticas Estudantis do IFFluminense Itaperuna,
Roberto da Silva Lanes Filho, também participou da premiação e aproveitou para
mostrar aos alunos o certificado que recebeu da Olimpíada Brasileira de
Astronomia e Astronáutica, em 2005, quando ainda era estudante do ensino médio.
"Guardo com muito carinho esse certificado e vejo com muita alegria os
alunos aqui do nosso campus também participando de um projeto tão interessante
e, hoje, com recursos bem mais avançados dos que aqueles que a gente tinha há
11 anos", contou o diretor.
Comunicação Social Campus Itaperuna
A seguir mais fotos do evento:
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger
- Um dos maiores medos dos terráqueos é o de que um objeto vindo do céu caia sobre nossas cabeças. E não adianta pensar que a tecnologia espacial já evoluiu o bastante para nos proteger. Segundo astrônomos, caso um grande asteroide seja detectado em direção à Terra, não haveria nada que pudesse ser feito hoje em dia.Os pesquisadores possuem diversas estratégias no papel. O difícil seria colocá-las em prática em momento de emergência. "No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa, em um encontro que debateu o tema em San Francisco, nos EUA.Segundo os astrônomos, grandes asteroides, com o poder de acabar com a civilização na Terra, são extremamente raros. A probabilidade de um deles atingir a Terra é de uma vez a cada 50 ou 60 milhões de anos. Contudo, o objeto que exterminou os dinossauros se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos. Pensando assim, o próximo que teria a Terra como alvo já estaria atrasado.E o pior é que os últimos asteroides que despertaram alerta na Terra só foram detectados quando já não havia tempo para evitar um possível evento catastrófico. Em 2014, um cometa que passou perigosamente perto de Marte - e causou calafrios nos cientistas - foi percebido apenas 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vermelho.
- "Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth. Com o exemplo, o especialista mostra que não daria tempo de afastar o risco se o pedregulho estivesse na direção da Terra.Parte da preocupação dos cientistas é com a falta de conhecimento sobre asteroides. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.Como precaução, Nuth sugere que a Nasa construa um foguete para ser guardado e utilizado em caso de aproximação de um grande asteroide ou cometa. O artefato precisaria estar pronto para ser lançado dentro do prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".RyanJLane/Getty Images
Um asteroide de 100 metros de diâmetro (o comprimento de um campo de futebol) que atingisse a Califórnia destruiria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas
"Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko. A Nasa e a o órgão dos EUA responsável por segurança nuclear têm estudado asteroides conjuntamente. Em outubro, foi realizada uma simulação do que aconteceria se um enorme asteroide atingisse Los Angeles.Quais são as armas na cabeça dos cientistas?
Ainda não há nada disponível. Mas as ideias para conter, bloquear, desviar ou destruir um asteroide ou cometa que esteja na rota de colisão com a Terra são várias. A mais comum é a de lançar um foguete com explosivos potentes, como bombas atômicas. A explosão poderia desviar a rota do objeto destruidor.O uso de ogivas nucleares contra asteroides tem a vantagem da rapidez. Contudo, seus efeitos colaterais incluem estilhaços radiativos caindo sobre a Terra. A alternativa seria o uso de explosivos convencionais ou o lançamento de um objeto que desviasse o asteroide com o impacto. Contudo, a grande carga a ser levada e o tempo que demoraria para calcular a trajetória de choque para desviar o corpo celeste pesam contra esses métodos.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/15/nao-temos-nada-o-que-fazer-contra-asteroide-diz-cientista-da-nasa.htm
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Os maiores telescópios terrestres de observação do mundo
As belas imagens de galáxias, nebulosas e planetas que deixam todos fascinados não são simples de obter. Para isso, cientistas investem em modernos telescópios de observação terrestre, com estruturas e espelhos enormes que garantem um bom registro.
Os maiores telescópios do mundo:
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| M. Claro/ ESO |
Quatro telescópios formam o VLT (Very Large Telescope), maior conjunto de telescópios ópticos do mundo em uma única localização, no Chile.
A galáxia NGC 134 foi registrada pelo VLT
O instrumento é o mais avançado do mundo com espelhos principais de 8,2 metros, segundo o ESO (Observatório Europeu do Sul).

Os telescópios podem ser usados separadamente, mas também há a possibilidade de utilizá-los em conjunto, criando uma imagem que permite que os astrônomos observem detalhes com precisão 25 vezes maior do que a dos telescópios individualmente.
A galáxia espiral NGC 134 foi registrada pelo conjunto do VLT. É possível ver na imagem, em vermelho, nuvens brilhantes de gás quente onde as estrelas estão se formando.
O LBT (Grande Telescópio Binocular) fica no Mount Graham, a 3.300 metros de altitude nas montanhas do sudoeste do Arizona, nos Estados Unidos.
DDO 68, galáxia anã
Os dois espelhos do LBT têm 8,4 metros de diâmetro e o telescópio foi criado por um grupo que uniu especialistas italianos, norte-americanos e alemães.
Uma das imagens feitas pelo equipamento (ao lado) mostra a DDO 68, uma galáxia anã com massa muito pequena, mas capaz de aglomerar menores galáxias próximas. A DDO 68 tem uma massa estelar total de 100 milhões de massas solares, cerca de um milésimo da Via Láctea.
O Hobby-Eberly Telesope, vulgo HET,
tem um inovador sistema de rastreamento de estrelas que levou a uma
redução de 80% nos custos iniciais em comparação com outros telescópios
gigantes. Ele foi construído no Texas pela Alemanha e pelos Estados
Unidos. O espelho primário do HET tem 11,1 x 9,8 metros.
O telescópio está sendo modificado para "evoluir" para HETDEX (HET Dark Energy Experiment). Serão acrescentados 150 equipamentos que realizam registros fotográficos, o que permitirá que o telescópio mapeie a taxa de expansão do universo primitivo, mostrando como o universo evoluiu.
Na Espanha, mais precisamente na ilha de La Palma, está instalado o GTC (Gran Telescopio Canarias). O aparelho conta com uma tecnologia avançada e seu espelho refletor tem 10,4 metros de diâmetro.
A NGC 6946, uma galáxia em espiral
A construção do telescópio, a 2.267 metros de altitude, levou sete anos e foi feita por uma parceria entre instituições da Espanha, México e Estados Unidos. O planejamento começou em 1987, envolvendo mais de mil pessoas e cem empresas. Em 2007, a primeira luz do GTC foi lançada.
O telescópio reproduziu uma imagem da NGC 6946, também conhecida como a galáxia dos fogos de artifício, uma galáxia em espiral que foi descoberta em 1798. O diâmetro da NGC é de aproximadamente 40 mil anos-luz, apenas um terço do tamanho da Via Láctea.
O Observatório W. M. Keck tem dois grandes e potentes telescópios: Keck 1 e Keck 2. Os equipamentos ficam a uma altitude de 4.145 metros, próximos de Mauna Kea, no Havaí.
Ambos têm espelhos de 10 metros de diâmetro e começaram a ser
planejados em 1997, pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e o
laboratório Lawrence Berkeley. O Keck 1 foi inaugurado em 1993, e "seu
irmão", Keck 2, começou a ser usado para observações científicas em
1996.
O maior telescópio do hemisfério sul é o SALT (Grande telescópio Sul-Africano). Ele conta com um espelho primário hexagonal de 11 metros de diâmetro e está em operação integral desde 2011.
nebulosa Laguna
Também conhecido como SALT, o aparelho fica em um observatório perto da cidade de Sutherland, na província do Cabo do Norte, e foi financiado por um consórcio de parceiros que uniu África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Índia, Reino Unido e Nova Zelândia.
Uma das imagens que mostra as belezas que o SALT pode captar é a da nebulosa Laguna, uma gigantesca nuvem interestelar na constelação de Sagitário.
Desenho do E-ELT (European Extremely Large Telescope)
Além dos telescópios já existentes, projetos de uma nova geração de equipamentos estão saindo do papel.
"Não podemos dizer que estão quase prontos, não há um prazo estimado,
mas existem três projetos buscando fundos para garantir a construção de
telescópios muito maiores do que estamos acostumados", afirma Thiago
Signorini Gonçalves, do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro).
O trio tecnológico é composto pelo E-ELT (European Extremely Large Telescope), GMT (Giant Magellan Telescope) e pelo TMT (Thirty Meter Telescope).
"Atualmente os maiores telescópios tmê espelhos de 10 metros por diâmetro, mas esses projetos visam espelhos de ao menos 30 metros. Será o início de uma nova geração, mas acho que é algo que acontecerá por volta de 2024", diz Gonçalves.
![]() |
| ESO |
O instrumento é o mais avançado do mundo com espelhos principais de 8,2 metros, segundo o ESO (Observatório Europeu do Sul).
Os telescópios podem ser usados separadamente, mas também há a possibilidade de utilizá-los em conjunto, criando uma imagem que permite que os astrônomos observem detalhes com precisão 25 vezes maior do que a dos telescópios individualmente.
A galáxia espiral NGC 134 foi registrada pelo conjunto do VLT. É possível ver na imagem, em vermelho, nuvens brilhantes de gás quente onde as estrelas estão se formando.
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| Nasa |
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| Divulgação |
Os dois espelhos do LBT têm 8,4 metros de diâmetro e o telescópio foi criado por um grupo que uniu especialistas italianos, norte-americanos e alemães.
Uma das imagens feitas pelo equipamento (ao lado) mostra a DDO 68, uma galáxia anã com massa muito pequena, mas capaz de aglomerar menores galáxias próximas. A DDO 68 tem uma massa estelar total de 100 milhões de massas solares, cerca de um milésimo da Via Láctea.
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| Divulgação |
O telescópio está sendo modificado para "evoluir" para HETDEX (HET Dark Energy Experiment). Serão acrescentados 150 equipamentos que realizam registros fotográficos, o que permitirá que o telescópio mapeie a taxa de expansão do universo primitivo, mostrando como o universo evoluiu.
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Santiago Ferrero/ Reuters
|
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| Grantecan / Nasmyth-B |
A construção do telescópio, a 2.267 metros de altitude, levou sete anos e foi feita por uma parceria entre instituições da Espanha, México e Estados Unidos. O planejamento começou em 1987, envolvendo mais de mil pessoas e cem empresas. Em 2007, a primeira luz do GTC foi lançada.
O telescópio reproduziu uma imagem da NGC 6946, também conhecida como a galáxia dos fogos de artifício, uma galáxia em espiral que foi descoberta em 1798. O diâmetro da NGC é de aproximadamente 40 mil anos-luz, apenas um terço do tamanho da Via Láctea.
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| Nasa/JPL |
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| Janus Brink |
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| Salt |
Também conhecido como SALT, o aparelho fica em um observatório perto da cidade de Sutherland, na província do Cabo do Norte, e foi financiado por um consórcio de parceiros que uniu África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Índia, Reino Unido e Nova Zelândia.
Uma das imagens que mostra as belezas que o SALT pode captar é a da nebulosa Laguna, uma gigantesca nuvem interestelar na constelação de Sagitário.
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| ESO |
O trio tecnológico é composto pelo E-ELT (European Extremely Large Telescope), GMT (Giant Magellan Telescope) e pelo TMT (Thirty Meter Telescope).
"Atualmente os maiores telescópios tmê espelhos de 10 metros por diâmetro, mas esses projetos visam espelhos de ao menos 30 metros. Será o início de uma nova geração, mas acho que é algo que acontecerá por volta de 2024", diz Gonçalves.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/07/conheca-os-maiores-telescopios-terrestres-de-observacao.htm
Por: Rodrigo de O. França
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Universo
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo

Esse é o objeto mais esférico do Universo que já foi estudado.
Se tem algo raro de se encontrar no Universo, é uma esfera perfeita.
Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos.
Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC
11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do
objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.
A sua
esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max
Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na
Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio
às turbulências do espaço.
"Kepler 11145123 é o objeto natural
mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o
astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.
Para chegar a esta
conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como
sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna
das estrelas e determina a esfericidade do objeto.
Passo de tartaruga
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.
O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua
circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos
pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.
Já
a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros,
incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de
1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.
Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites:
"A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes
mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse
Gizon à BBC.
"Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou.
Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.
Campo magnético
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.
Também existe o campo magnético.
"Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista.
"É por isso que também atribuimos sua forma à presença do campo magnético".
"Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o
do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade",
relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.
Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.
"Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/11/18/o-misterio-do-objeto-mais-esferico-ja-encontrado-no-universo.htm
Por: Rodrigo de O. França
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Por que a Lua fica laranja de vez em quando? E ela pode ficar azul?
Nesta segunda, a maior superlua em
68 anos chamou a atenção dos brasileiros e do mundo. Tudo isso porque o
fenômeno —que acontece quando o astro está mais próximo da Terra— deixa
a Lua maior, mais brilhante e, consequentemente, ainda mais bonita, do
que estamos acostumados.
E com tanta atenção (e câmeras
fotográficas) voltada para ela, talvez você tenha percebido que, em
alguns momentos, a Lua ficou com um tom mais avermelhado (ou
alaranjado). Sabe por que isso acontece?
Antes da explicação, é
bom lembrar que a Lua reflete a luz branca que vem do Sol —que é formada
por ondas de vários comprimentos, portanto, formada por várias cores. Embora nosso satélite pareça muito brilhante, reflete apenas 6,7% da luz que recebe do Sol.
As partes mais brilhantes de sua superfície são as regiões mais altas e
com crateras, compostas de rochas ricas em cálcio e alumínio. As
regiões mais escuras são zonas mais baixas, chamadas 'mares', compostas
de rochas basálticas que refletem muito pouco a luz, daí sua cor
acinzentada.
E quando fica alaranjada?
![]() |
| Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo |
Lua é vista da ponte Rio Negro, em Manaus
A coloração alaranjada acontece ao anoitecer e ao amanhecer, da mesma
maneira que vemos o Sol ou céu nesse horário. Quando nasce, a Lua está
tão próxima do horizonte que a luz por ela refletida precisa passar por
uma espessa camada de atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos
olhos, diferentemente do que acontece quando o satélite aparece alto no
céu, onde o ar é mais rarefeito. Quando atravessa a
atmosfera da Terra, a luz refletida pela Lua se dissipa pelo ar. Em
contato com as moléculas de gases que compõem o ar, algumas cores se
dispersam e ficam imperceptíveis. No caso da Lua (e até o Sol) próxima
do horizonte, a atmosfera mais densa "absorve" a cor verde, azul e
violeta e deixa passar somente os tons vermelhos.
O tom avermelhado fica mais intenso quando há partículas de queimadas, erupções vulcânicas ou poluição na atmosfera.
Agora, quando ela está bem no alto do céu, a luz refletida conserva a
cor original, que é o branco (reunião de todas as cores). Isso porque o
ar rarefeito das altitudes elevadas faz com que a perda das tonalidades
azul, verde e violeta sejam pequenas.
Lua azul existe?
![]() |
Bill Ingalls/NASA
|
É claro que quando dizemos "lua
azul", o primeiro pensamento é que, se olharmos para o céu, o astro
estará azulado. Mas não se trata disso. O termo não está
relacionado com uma possível mudança na cor da Lua, mas sim às suas
fases. Cada um dos quatro ciclos da Lua (nova, cheia, minguante e
crescente) dura, em média, sete dias. Como os meses possuem quatro
semanas, dificilmente uma fase se repete no mesmo mês.
No
entanto, os movimentos da Lua ao redor da Terra não têm esse ciclo
mensal perfeito. Por isso, a cada dois anos e meio ou três, a Lua cheia
ocorre duas vezes em um mesmo mês. E é essa segunda Lua cheia que recebe
o nome de "lua azul". O termo foi usado pela primeira vez na década de
1940.
Fora a repetição no calendário, a "lua azul" não tem nada
de especial. O astro aparece com o mesmo tamanho e brilho que as outras
luas cheias.
Como o acontecimento é raro, no inglês, a expressão
"once in a blue moon" (uma vez a cada lua azul) é usada quando queremos
dizer que determinado acontecimento dificilmente ocorre.
Mas
não precisa eliminar todas as esperanças de ver uma Lua com a cor azul
de verdade. Acontecimentos raros, como a erupção de um vulcão, podem
deixar a "cor" do astro momentaneamente azulada. Isso por conta das
partículas expelidas pela erupção que ficam no ar.
Fontes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Leandro Guedes, astrônomo do Planetário do Rio de Janeiro
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/11/15/por-que-a-lua-fica-laranja-de-vez-em-quando-e-ela-pode-ficar-azul.htm
Por: Rodrigo de O. França
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