quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Por que a Lua fica laranja de vez em quando? E ela pode ficar azul?
Nesta segunda, a maior superlua em
68 anos chamou a atenção dos brasileiros e do mundo. Tudo isso porque o
fenômeno —que acontece quando o astro está mais próximo da Terra— deixa
a Lua maior, mais brilhante e, consequentemente, ainda mais bonita, do
que estamos acostumados.
E com tanta atenção (e câmeras
fotográficas) voltada para ela, talvez você tenha percebido que, em
alguns momentos, a Lua ficou com um tom mais avermelhado (ou
alaranjado). Sabe por que isso acontece?
Antes da explicação, é
bom lembrar que a Lua reflete a luz branca que vem do Sol —que é formada
por ondas de vários comprimentos, portanto, formada por várias cores. Embora nosso satélite pareça muito brilhante, reflete apenas 6,7% da luz que recebe do Sol.
As partes mais brilhantes de sua superfície são as regiões mais altas e
com crateras, compostas de rochas ricas em cálcio e alumínio. As
regiões mais escuras são zonas mais baixas, chamadas 'mares', compostas
de rochas basálticas que refletem muito pouco a luz, daí sua cor
acinzentada.
E quando fica alaranjada?
![]() |
| Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo |
Lua é vista da ponte Rio Negro, em Manaus
A coloração alaranjada acontece ao anoitecer e ao amanhecer, da mesma
maneira que vemos o Sol ou céu nesse horário. Quando nasce, a Lua está
tão próxima do horizonte que a luz por ela refletida precisa passar por
uma espessa camada de atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos
olhos, diferentemente do que acontece quando o satélite aparece alto no
céu, onde o ar é mais rarefeito. Quando atravessa a
atmosfera da Terra, a luz refletida pela Lua se dissipa pelo ar. Em
contato com as moléculas de gases que compõem o ar, algumas cores se
dispersam e ficam imperceptíveis. No caso da Lua (e até o Sol) próxima
do horizonte, a atmosfera mais densa "absorve" a cor verde, azul e
violeta e deixa passar somente os tons vermelhos.
O tom avermelhado fica mais intenso quando há partículas de queimadas, erupções vulcânicas ou poluição na atmosfera.
Agora, quando ela está bem no alto do céu, a luz refletida conserva a
cor original, que é o branco (reunião de todas as cores). Isso porque o
ar rarefeito das altitudes elevadas faz com que a perda das tonalidades
azul, verde e violeta sejam pequenas.
Lua azul existe?
![]() |
Bill Ingalls/NASA
|
É claro que quando dizemos "lua
azul", o primeiro pensamento é que, se olharmos para o céu, o astro
estará azulado. Mas não se trata disso. O termo não está
relacionado com uma possível mudança na cor da Lua, mas sim às suas
fases. Cada um dos quatro ciclos da Lua (nova, cheia, minguante e
crescente) dura, em média, sete dias. Como os meses possuem quatro
semanas, dificilmente uma fase se repete no mesmo mês.
No
entanto, os movimentos da Lua ao redor da Terra não têm esse ciclo
mensal perfeito. Por isso, a cada dois anos e meio ou três, a Lua cheia
ocorre duas vezes em um mesmo mês. E é essa segunda Lua cheia que recebe
o nome de "lua azul". O termo foi usado pela primeira vez na década de
1940.
Fora a repetição no calendário, a "lua azul" não tem nada
de especial. O astro aparece com o mesmo tamanho e brilho que as outras
luas cheias.
Como o acontecimento é raro, no inglês, a expressão
"once in a blue moon" (uma vez a cada lua azul) é usada quando queremos
dizer que determinado acontecimento dificilmente ocorre.
Mas
não precisa eliminar todas as esperanças de ver uma Lua com a cor azul
de verdade. Acontecimentos raros, como a erupção de um vulcão, podem
deixar a "cor" do astro momentaneamente azulada. Isso por conta das
partículas expelidas pela erupção que ficam no ar.
Fontes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Leandro Guedes, astrônomo do Planetário do Rio de Janeiro
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/11/15/por-que-a-lua-fica-laranja-de-vez-em-quando-e-ela-pode-ficar-azul.htm
Por: Rodrigo de O. França
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016
SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO?

O ser humano foi talhado para viver na Terra - viver fora dela exigirá vencer muitos desafios.
Quais e quantas lembranças os astronautas conseguiriam ter após retornar de uma viagem a Marte?
Parece uma pergunta irrelevante, mas esta é uma das maiores preocupações dos especialistas devido a um fenômeno conhecido como "cérebro espacial" (space brain), que descreve os sintomas após uma exposição prolongada aos raios cósmicos.
Esses raios carregam tanta energia que podem penetrar o casco de uma nave espacial. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), a exposição a partículas carregadas de alta energia - os raios cósmicos não são exatamente raios, mas partículas - pode causar danos de longo prazo ao cérebro.
Inflamação no cérebro
Entre os efeitos do cérebro espacial estão alterações cognitivas e demência. Possíveis danos causados pelos raios cósmicos ao corpo já eram conhecidos, mas acreditava-se que eram de curto prazo.
Em experimentos em camundongos, porém, Charles Limoli e sua equipe descobriram que os níveis de inflamação no cérebro continuavam significativamente elevados e danosos aos neurônios mesmo após seis meses, afetando comportamento, memória e aprendizagem.
"São más notícias para astronautas que embarcarem em uma viagem de ida e volta a Marte de dois ou três anos", comentou Limoli.
Extinção do medo
Para o Limoli, entre outros possíveis problemas decorrentes do fenômeno do cérebro espacial estão a diminuição do rendimento, ansiedade, depressão e alterações na hora de tomar decisões.
Quais e quantas lembranças os astronautas conseguiriam ter após retornar de uma viagem a Marte?
Parece uma pergunta irrelevante, mas esta é uma das maiores preocupações dos especialistas devido a um fenômeno conhecido como "cérebro espacial" (space brain), que descreve os sintomas após uma exposição prolongada aos raios cósmicos.
Esses raios carregam tanta energia que podem penetrar o casco de uma nave espacial. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), a exposição a partículas carregadas de alta energia - os raios cósmicos não são exatamente raios, mas partículas - pode causar danos de longo prazo ao cérebro.
Inflamação no cérebro
Entre os efeitos do cérebro espacial estão alterações cognitivas e demência. Possíveis danos causados pelos raios cósmicos ao corpo já eram conhecidos, mas acreditava-se que eram de curto prazo.
Em experimentos em camundongos, porém, Charles Limoli e sua equipe descobriram que os níveis de inflamação no cérebro continuavam significativamente elevados e danosos aos neurônios mesmo após seis meses, afetando comportamento, memória e aprendizagem.
"São más notícias para astronautas que embarcarem em uma viagem de ida e volta a Marte de dois ou três anos", comentou Limoli.
Extinção do medo
Para o Limoli, entre outros possíveis problemas decorrentes do fenômeno do cérebro espacial estão a diminuição do rendimento, ansiedade, depressão e alterações na hora de tomar decisões.
Os testes realizados na Terra não
conseguem estudar os efeitos da radiação espacial sobre os astronautas
porque o escudo magnético da Terra nos protege deles. [Imagem: NASA]"Muitas dessas consequências adversas podem continuar e progredir ao longo da vida. O ambiente espacial traz perigos únicos para os astronautas", afirmou Limoli.
Os pesquisadores também descobriram que a radiação afeta a "extinção do medo", processo pelo qual o cérebro reprime experiências desagradáveis e estressantes do passado - por exemplo, quando alguém sofre uma queda de cavalo e volta a montar.
"O déficit na extinção do medo pode torná-los (astronautas) propensos à ansiedade," assinalou Limoli. "Isso poderia ser problemático em uma viagem de três anos de ida e volta a Marte."
Proteção ou prevenção
Os raios cósmicos descarregam muita energia ao se chocar com o corpo humano. Na Estação Espacial Internacional, onde os astronautas vivem de seis meses a um ano, eles estão protegidos porque se encontram ainda dentro da magnetosfera da Terra, que atua como escudo contra radiação. O mesmo não aconteceria em uma aventura rumo à Marte.
Construir naves espaciais com uma capa protetora dupla pode não ser útil, pois nada parece resistir a essas partículas de alta energia. Por isso, os especialistas sugerem o desenvolvimento de tratamentos preventivos para proteção do cérebro.
BBC de 28.10.2016
Por: Rodrigo de O. França
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Paradeiro de robô Schiaparelli é incerto após problemas com pouso em Marte
![]() |
| A trajetória da aterrisagem do robô não ocorreu conforme previsto pelos cientistas da ESA |
A Agência Espacial Europeia (ESA) analisa dados de satélites para
identificar o paradeiro e a condição do robô Schiaparelli, que deveria
ter aterrissado em Marte na quarta-feira, mas teve problemas no momento
do pouso.
Segundo os cientistas, o trajeto seguiu como esperado
até o momento em que o módulo entrou na atmosfera marciana: o escudo
térmico parece ter funcionado para a desaceleração, e o paraquedas abriu
como esperado para continuar desacelerando a sonda.
Mas dados
telemétricos que já foram recuperados pela ESA mostram que o paraquedas
pode ter sido ejetado cedo demais. Além disso, os foguetes que deveriam
manter o robô estável a poucos metros da superfície funcionaram por
menos tempo que o previsto.
A Agência Espacial Europeia ainda não revelou se houve uma colisão, mas o clima entre os cientistas é de pessimismo.
Matéria completa: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/10/20/paradeiro-de-robo-schiaparelli-e-incerto-apos-problemas-com-pouso-em-marte.htm
Por: Rodrigo de O. França
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Planeta que orbita Proxima Centauri pode ter oceano
Um planeta rochoso descoberto na zona "habitável" da estrela mais
próxima do nosso Sistema Solar, a 'Proxima Centauri', pode estar coberto
de oceanos, afirmaram cientistas do instituto de pesquisa francês CNRS
nesta quinta-feira.
Uma equipe de pesquisadores, incluindo
astrofísicos do CNRS, calculou o tamanho do planeta apelidado 'Proxima
b', assim como as propriedades da sua superfície, e concluíram que este
pode ser um "planeta de oceanos" semelhante à Terra.
Cientistas anunciaram a descoberta do 'Proxima b' em agosto,
e disseram que este pode ser o primeiro exoplaneta (planeta fora do
nosso Sistema Solar) a ser visitado, um dia, por robôs da Terra.
O planeta orbita dentro de uma zona "temperada" da sua estrela 'Proxima Centaur'i, localizada a 'apenas' 4,2 anos-luz da Terra.
Estima-se que o 'Proxima b' tem uma massa de cerca de 1,3 vezes a da
Terra e que orbita a cerca de 7,5 milhões de km da sua estrela - cerca
de um décimo da distância a que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo
do Sol.
"Ao contrário do que se poderia esperar, tal proximidade
não significa necessariamente que a superfície do 'Proxima b' seja
muito quente" para a água existir na forma líquida, disse um comunicado
do CNRS.
'Proxima Centauri' é menor e 1.000 vezes mais fraca do
que o nosso Sol, o que significa que o 'Proxima b' está exatamente na
distância certa para as condições serem potencialmente habitáveis.
"O planeta pode muito bem conter água líquida em sua superfície e,
portanto, também algumas formas de vida", disse o comunicado.
O
tamanho de exoplanetas é geralmente calculado medindo a quantidade de
luz que eles bloqueiam, a partir da perspectiva da Terra, quando passam
na frente da sua estrela hospedeira.
Mas nenhum trânsito deste
tipo do 'Proxima b' foi observado ainda, então a equipe teve que confiar
em simulações para estimar a composição e o raio do planeta.
Eles calcularam que o raio é de entre 0,94 e 1,4 vez o da Terra, que é de 6.371 km, em média.
Presumindo um raio mínimo de 5.990 km, o planeta seria muito denso, com
um núcleo metálico que corresponde a dois terços de toda a massa do
planeta, envolvido por um manto rochoso.
Caso exista água na
superfície, esta corresponderia a 0,05% da massa total do planeta,
indicou a equipe. Não é muito diferente da Terra, onde essa porcentagem é
de 0,02%.
No cenário em que o 'Proxima b' é maior, com um raio
de 8.920 km, sua massa seria dividida, em partes iguais, entre um centro
rochoso e a água circundante.
"Neste caso, o 'Proxima b' seria coberto por um único oceano líquido, de 200 km de profundidade", disse o CNRS.
"Em ambos os casos, poderia haver uma atmosfera fina e gasosa cercando o
planeta, como na Terra, tornando o 'Proxima b' potencialmente
habitável", concluiu o instituto.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2016/10/06/planeta-habitavel-proximo-ao-sistema-solar-pode-ter-oceano.htm
Por: Rodrigo de O. França
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Asteroide x cometa: Como a missão da Nasa quer superar a da ESA
Aterrissar no asteroide Bennu, recolher uma amostra e trazê-la de volta
é um desafio e tanto. Numa jornada de sete anos, a sonda OSIRIS-REx
deve explorar o corpo celeste "próximo" à Terra.
Há alguns dias a
ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou que finalmente encontrara o
robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Correu mundo a tocante
imagem do robozinho numa escura fissura do cometa, dois anos depois de
concluir com (relativo) sucesso o primeiro pouso num cometa.
Philae estava encarregado de uma série de experimentos científicos no
67P, tendo conseguido realizar 80% da tarefa antes que sua bateria
acabasse. A sonda Rosetta, que o transportara, orbitou o cometa para
estudar seu núcleo e cercanias. Feito isso, e com Philae localizado um
mês antes do fim da missão, Rosetta deverá se chocar contra a superfície
do cometa em 30 de setembro. Que jeito de terminar.
Agora é a
vez da Nasa. Só que a agência espacial americana quer ir mais um passo
adiante: sua sonda OSIRIS-REx voará até o asteroide "próximo à Terra"
Bennu e - se um monte de coisas derem certo - trará uma amostra para os
cientistas a estudarem na Terra.
Matéria Completa: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/09/10/asteroide-x-cometa-como-a-missao-da-nasa-quer-superar-a-da-esa.htm
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Vida na Lua de Júpiter
Depois que a Nasa confirmou na última segunda-feira (26) que Europa, uma das mais intrigantes luas de Júpiter, expele vapores de plumas de água (espécie de gêiseres), começou uma nova rodada de discussões sobre a possibilidade de acharmos formas de vida no satélite.
É verdade que o caminho ficou mais fácil, já que aumenta a chance de
colheremos amostras de água, mas será que estamos preparados para achar
vida extraterrestre?
Segundo um dos cientistas da Nasa que
participou da conferência de imprensa sobre a descoberta, ainda não
temos "experiência" em buscar vida --por isso, é melhor baixarmos
as expectativas.
A questão é: como achar algo que não sabemos o que é?
Primeiro, buscaremos formas de vida já conhecidas, ou seja, parecidas com os seres vivos que existem na Terra.
"Procuramos
vida baseada em moléculas orgânicas, vida que usa água. Apesar de não
termos experiência em encontrar vida fora da Terra, vamos procurar
indícios deste tipo de vida que conhecemos"
Douglas Galante, astrobiólogo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP)
Matéria completa: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/09/27/estamos-preparados-para-encontrar-vida-na-lua-de-jupiter.htm
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Supertelescópio desvenda segredos de bolha gigante no espaço
Simulação da bolha Lyman-alpha criada pelo supercomputador Pleiades da Nasa, mostrando a distribuição de gás da bolha
Um grupo internacional de pesquisadores utilizou telescópios gigantes para identificar os segredos e a natureza de um objeto muito distinto no universo, chamado de bolha Lyman-alpha (LAB).
Essas bolhas são enormes nuvens de hidrogênio e para descobrir mais sobre sua composição foram necessários diversos telescópios gigantes, entre eles o Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array) e o ESO Very Large Telescope, ou VLT.
Até então, os astrônomos ainda não sabiam por que essas grandes nuvens de gás eram tão brilhantes, mas os telescópios identificaram duas galáxias no coração de um desses objetos que estão passando por uma formação estelar que provoca a iluminação no entorno.
Essas galáxias, em contrapartida, estão no centro de um "cacho" de outras menores, no que parece ser a fase inicial de formação de um grupo massivo de galáxias.
De acordo com os pesquisadores, as duas galáxias observadas dentro da bolha de Lyman-alpha devem evoluir para uma grande galáxia elíptica.
As bolhas Lyman-Alpha podem cobrir centenas de milhares de anos luz e são encontradas a longas distâncias cósmicas. O nome reflete a característica das ondas ultravioletas que elas emitem, conhecidas como radiação Lyman-alpha.
Desde a descoberta dessas bolhas, os processos que levam à criação dessas estruturas têm sido um quebra-cabeças para os astrônomos. Mas novas observações do Alma podem agora ter solucionado o mistério.
Matéria completa:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/09/21/supertelescopio-desvenda-segredos-de-bolha-gigante-no-espaco.htm
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Chuva de Meteoros Perseidas
Chuva de meteoros é maior no hemisfério norte, mas também pode ser vista no Brasil.
A chuva de meteoros Perseidas, que ocorre anualmente no mês de agosto,
terá seu ápice na madrugada desta quinta (11) para sexta-feira (12),
segundo a Nasa. O fenômeno é muito mais intenso no hemisfério norte, mas
também será possível observar a olho nu no Brasil. De acordo com
Gustavo Lanfranchi, professor de astrofísica da Universidade Cruzeiro do
Sul, estão previstas de 60 a 80 estrelas cadentes por hora no céu do
país durante esta noite.
Espera-se que o evento deste ano seja o
mais brilhante em anos: no hemisfério norte, a previsão é de 200
estrelas cadentes por hora no pico - apesar do popular nome, a luz brilhante não se trata de uma estrela em queda, mas do rastro de um meteoro.
As Perseidas, que têm este nome porque os meteoros parecem vir da
constelação de Perseus, poderão ser melhor observadas ao olhar para o
norte a partir de uma da manhã de sexta.
"Dá para ver bem sim a
olho nu, o problema é a poluição e luminosidade em cidade grande.
Olhando para o norte se tem mais chances de ver porque a constelação
fica por ali. De madrugada é possível ver melhor, já que a Lua vai se
pôr por volta de 1 da manhã", explicou Lanfranchi.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/08/11/grande-chuva-anual-de-meteoros-ocorre-nesta-madrugada---e-voce-pode-ver.htm
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