segunda-feira, 28 de março de 2016

O Projeto misterioso que quer controlar a Gravidade








Ron Evans, a mente por trás do Projeto Greenglow
Ron Evans, a mente por trás do Projeto Greenglow



Na ciência há uma parceria poderosa entre teoria e engenharia. É o que originou a energia atômica, o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider ou Grande Colisor de Hádrons) e os voos espaciais, para citar exemplos mais famosos.
Os teóricos dizem: "Isso é possível teoricamente". Os engenheiros então buscam descobrir como fazer, confiantes na correção da matemática e da teoria.
As áreas, claro, não se excluem. Teóricos entendem de engenharia. Engenheiros partem de um conhecimento profundo da teoria. Costuma ser uma relação harmoniosa - e competitiva.
Mas às vezes esses mundos podem colidir. Teóricos dizem que algo não é possível e engenheiros respondem: "Vamos tentar assim mesmo - vale conferir."
Há um campo da ciência em que uma disputa como essa se arrasta por anos, talvez a área mais controversa em toda a ciência/engenharia - o controle da gravidade.

 

Tentativa pioneira


Quando o engenheiro aeroespacial Ron Evans procurou seus chefes no final dos anos 1980 na BAE Systems (multinacional britânica de tecnologia aeroespacial e de defesa) e perguntou se o autorizariam a buscar alguma forma de controle da gravidade, eles provavelmente pediram que tomasse um chá e se acalmasse.
O controle da gravidade era uma ideia de ficção científica que todo físico teórico respeitado dizia ser impossível.
Evans admite que convencer os chefes foi tarefa difícil. "Muitos na empresa achavam que não deveríamos tentar porque fazíamos aviões e isso era muito especulativo."
Enfrentar a gravidade com asas e turbinas era o negócio bilionário da BAE, então por que se aventurar em heresias científicas? Evans justifica: "O potencial era absolutamente enorme. Poderia mudar totalmente a engenharia aeroespacial."
Se fosse possível fazer a gravidade empurrar em vez de puxar, eles teriam uma fonte potencialmente infinita - e gratuita - de propulsão. Isso colocaria a BAE Systems na dianteira da maior revolução tecnológica desde a invenção do voo a motor. Talvez valesse tentar.
Pediram a Evans que se reunisse com sua equipe e voltasse com alguns conceitos. Ele apresentou um desenho de um avião de decolagem vertical, alimentado por um "motor de gravidade" ainda inexistente.
Para o rascunho ficar ainda mais visionário, ele pediu ao desenhista incluir alguns raios verdes saindo do avião - um brilho verde. Quando os chefes de Evans decidiram autorizar uma pequena verba e um escritório, nasceu o Projeto Greenglow (brilho verde, em inglês).
Evans logo descobriu que poderia convidar engenheiros em universidades britânicas de ponta para colaborar com a pesquisa, e não era apenas curiosidade acadêmica. Como a BAE, todos estavam atrás do novo paradigma da propulsão - asas e turbinas tinham chegado no limite.



Um dos rascunhos originais do Projeto Greenglow

 

Esforços paralelos

Na Nasa (agência espacial americana), o engenheiro aeroespacial Marc Millis começou um projeto paralelo - o programa Breakthrough Physics Propulsion. A Nasa tinha prometido ir além do Sistema Solar em uma geração, mas sabia que foguetes convencionais nunca levariam seus astronautas até lá.
"Se você quiser ir até nossa estrela vizinha mais próxima, e digamos que queira fazer isso em 50 anos, você teria que ir a um décimo da velocidade da luz. Bem, a quantidade de propulsor que precisaria é aproximadamente a massa de todo o Sol. Precisamos de algo completamente diferente", diz Millis. Como Evans, o conselho a ele foi: "Pense radicalmente, e pense grande."
Sem aviso prévio, um cientista russo chamado Eugene Podkletnov disse ter encontrado a resposta por acidente. Ainda na década de 1990, ele relatou ter observado um "escudo antigravitacional" ser formado em um objeto suspenso sobre um supercondutor giratório.
Centros de pesquisa pelo mundo, como o Greenglow e a Nasa, embarcaram na onda e tentaram reproduzir a proposta de Podkletnov. Falharam.
Em Dresden, na Alemanha, Martin Tajmar recebeu recursos para tentar toda alternativa possível. O programa espacial alemão estava tão sedento como os EUA por uma revolução nessa área. "A antigravidade é como dizer: 'Sim, estou tentando fazer o impossível'. Mas fique sempre pronto para uma surpresa", afirma Tajmar.

 

Impasse nas pesquisas


Para cientistas como John Ellis, do Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear), não foi surpresa quando nada de novo apareceu. "Esse sujeito tinha a ideia que brincando com supercondutores poderia mudar a força do campo gravitacional da Terra? Besteira!"
Novos trabalhos de Podkletnov não atingiram o mesmo sucesso do primeiro, e não faltaram físicos para apontar as razões.
Primeiro de tudo, havia o problema de escala, como Clifford Johnson, da Universidade do Sul da Califórnia, explica.
"Tendemos a pensar na gravidade como muito forte - afinal é o que nos segura à Terra. Mas é a mais fraca das forças que conhecemos na natureza. É, por exemplo, 10 vezes elevado à 40ª potência mais fraca do que o eletromagnetismo - é 1 com 40 zeros na frente."
Parecia que mesmo se alguém conseguisse manipular a gravidade em laboratório, não havia nada de útil a fazer com ela. Em suma, para alterar a gravidade de um planeta, você precisa da massa de outro planeta.

 

Luz no fim do túnel


E justamente quando os engenheiros pareciam estar ficando sem ideias, os físicos teóricos jogaram uma boia nesse oceano.
Uma descoberta recente mostrou que o universo não está apenas se expandindo, mas acelerando em sua expansão, e de repente os teóricos tinham coisas a explicar.
Como conta Tamara Davis, da Universidade de Queensland, na Austrália. "Algo está acelerando as galáxias umas das outras. A gravidade parece estar 'empurrando'."
Alguns teóricos agora estão desafiando padrões para apresentar explicações radicais. Entre eles está Dragan Hajdukovic, do Cern, que desenvolveu uma teoria que aponta a existência da chamada polaridade gravitacional.
"Até agora acreditamos que a gravidade é apenas uma força de atração. Pode ser que seja também uma força de repulsão, mas não entre matéria e matéria, mas entre matéria e antimatéria."
É uma teoria que o Cern se prepara para testar no próximo ano. Se Hajdukovic conseguir provar que partículas de antimatéria caem "para cima", abrirá a possibilidade para alguma forma de antigravidade demonstrável na Terra - e certamente levaria um prêmio Nobel nessa história.
Mesmo se ele estiver certo, explorar um fenômeno desse em qualquer sentido prático pode estar além de nossa capacidade de engenharia.

 

Empurrando os limites


Ideias ainda mais ousadas estão agora na mesa. Por exemplo, uma proposta encabeçada por Tajmar é usar um conceito puramente teórico, o de massa negativa.
Teoricamente, quando a massa negativa é aproximada da massa positiva, poderia criar uma força de repulsão potente - uma força de aceleração infinita, ou a dobra espacial, para usar o termo da série de ficção Jornada nas Estrelas.
Johnson, da Universidade do Sul da Califórnia, logo aponta alguns obstáculos teóricos - isso inverteria o modelo aceito de espaço-tempo universal de Einstein e tornaria a física atual um pesadelo.
A objeção de Davis, de Queensland, é mais prática: "É melhor que você não goste das pessoas que você quiser visitar em sua dobra espacial, porque você iria aniquilá-las no processo de chegar até lá."
Agora que existem teorias de como a antigravidade pode funcionar, são os engenheiros que aparentemente não conseguem meios práticos de tirá-las do papel.
Ron Evans se aposentou quando o Projeto Greenglow finalmente foi encerrado, em 2005, sem nenhuma forma prática de controle da gravidade a oferecer. Mas a história não terminou ali.

 

Um novo caminho?


Um aparelho sobreviveu, quase sem ser notado, dos dias do Greenglow - um motor de propulsão eletromagnética chamado EM Drive, criado pelo engenheiro aeroespacial britânico Roger Shawyer.
E o que diferencia o EM Drive de outros conceitos? "Não estamos mais tentando controlar a gravidade em si. Estamos vencendo a gravidade da maneira mais esperta."
Em testes, o EM Drive parece se mover pela sua própria propulsão.
Shawyer diz que seu conceito usa uma propriedade conhecida da energia de micro-ondas chamada "cut-off" para gerar empuxo.
Segundo Shawyer, a forma cônica da caixa fechada faz com que as micro-ondas efetivamente parem em um extremo da cavidade, enquanto continuam a vibrar uma contra as outras, criando uma diferença de pressão.
Com um suprimento de energia solar, Shawyer diz que poderia acelerar o EM Drive em qualquer direção de maneira quase contínua.
"Você de repente teria um motor de elevação, que simplesmente paira ali ou de fato acelera para cima. Então você pode vislumbrar o lançamento de grandes cargas no espaço, controlado por uma espaçonave guiada por um EM Drive."
Teóricos são céticos sobre essas afirmações, porque o EM Drive parece desafiar a lei de Newton sobre a conservação do momento linear.
"Com o EM Drive, diferentemente de um foguete, nada sai dele. Não sei como você pode gerar movimento de nada", diz John Ellis, do Cern.
Engenheiros como Ron Evans são mais pragmáticos. "É o experimento que conta. Se funciona, cabe aos teóricos colocar de pé uma teoria que o explique."
Os testes e os debates continuam. Enquanto isso, a fabricante de aviões Boeing aparentemente já patenteou sua própria versão do EM Drive e o Pentágono demonstrou interesse na tecnologia. Vale ficar de olho.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/03/23/greenglow-o-projeto-misterioso-que-quer-controlar-a-gravidade.htm

sexta-feira, 25 de março de 2016

Cometa dará "rasante" sobre a Terra

Cometa fará "rasante" sobre a Terra nesta terça.

(Outro só em 150 anos) 





  • Imagem: @Stationcdrkelly/Nasa

    • Dois cometas cruzam a vizinhança da Terra nesta segunda-feira, 21, e na terça, 22, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, a agência espacial americana. Não existe risco de colisão, mas o segundo cometa chegará bem perto do planeta, em termos astronômicos: 3,5 milhões de quilômetros.
      Até hoje só foram registrados dois cometas com trajetórias mais próximas à Terra, em 1770 e em 1983. Só haverá outro cometa tão próximo dentro de 150 anos.
      De acordo com o JPL, o 252P/Linear, com 230 metros de diâmetro, passou no fim da manhã desta segunda a 5,2 milhões de quilômetros da Terra. Já o cometa P/2016 BA14, descoberto em 2016, tem cerca de 115 metros de diâmetro e fará o seu "rasante" de 3,5 milhões de quilômetros nesta terça.

      Gêmeos?

      Os cientistas acreditaram inicialmente que os P/2016 BA14 era um asteroide, quando ele foi descoberto, no dia 22 de janeiro, pelo telescópio PanStarrs da Universidade do Havaí, em Haleakala, na ilha de Maui.
      Mas outras observações feitas por pesquisadores da Universidade de Maryland (Estados Unidos) e do Observatório Lowell, usando o telescópio patrocinado pelo canal de TV a cabo Discovery, mostraram que o objeto possuía uma pálida cauda, indicando que se tratava de fato de um cometa.
      Logo após a descoberta, ao estudar sua trajetória, os cientistas tiveram outra surpresa: o P/2016 BA14 tem uma órbita que se assemelha de forma incomum à do cometa 242P/Linear. Este último foi descoberto em abril de 2000, por cientistas do projeto Lincoln de Pesquisa sobre Asteroides Próximos à Terra (Linear, na sigla em inglês) do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT).
      A aparente coincidência, segundo os cientistas, pode ser uma indicação de que os dois cometas sejam "gêmeos". O P/2016 BA14 tem aproximadamente a metade do tamanho do 252P/Linear e poderia ter se originado do "irmão" maior em um passado distante.
      "O P/2016 BA14 é provavelmente um fragmento do 242P/Linear. Os dois podem estar relacionados porque suas órbitas são notavelmente similares", disse Paul Chodas, pesquisador do JPL em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos).
      "Nós sabemos que os cometas são objetos relativamente frágeis, porque em 1993, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 foi descoberto, seus pedaços se desviaram para perto de Júpiter. É possível que em passagem anterior pelo Sistema Solar interno, um pedaço do 252P possa ter se despedaçado, dando origem ao BA14", disse Chodas.

      Hubble

      Segundo o cientista, a fim de investigar a natureza dos dois cometas, o 252P/Linear será observado com o Telescópio Espacial Hubble - que funciona no espectro da luz visível - e o P/2016 BA14 será observado com o Telescópio Espacial Spitzer, que funciona no espectro do infravermelho.
      O 252P/Linear fez sua menor aproximação da Terra às 7h15 desta segunda-feira. O P/2016 BA14 chegará à menor aproximação nesta terça, por volta das 10h30 da manhã (horários de Brasília). Para observar os objetos é preciso usar poderosos telescópios profissionais. 

       Por: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/03/21/cometa-fara-rasante-sobre-terra-nesta-terca-outro-so-em-150-anos.htm

      segunda-feira, 21 de março de 2016

      O que são ondas gravitacionais?

       Charge de Aroeira

      Sete perguntas e respostas para entender a descoberta realizada pelo instrumento LIGO


      As ondas gravitacionais são vibrações no espaço-tempo, o material do qual é feito o universo. Em 1916, Albert Einstein propôs, em sua Teoria Geral da Relatividade, que os corpos mais violentos do cosmo liberam parte da sua massa em forma de energia através dessas ondas. O físico alemão imaginou que não seria possível detectá-las porque elas se originam muito longe e seriam imperceptíveis ao chegar à Terra. Nesta quinta-feira, porém, um grupo de pesquisadores divulgou a primeira detecção dessas ondas.

      Como as ondas gravitacionais se comportam?

      Elas são comparáveis às ondas que se deslocam na superfície de um lago ou com o som no ar. As ondas gravitacionais distorcem o tempo e o espaço e, em teoria, viajam à velocidade da luz. Sua passagem pode modificar a distância entre os planetas, embora muito ligeiramente. Como explica Kip Thorne, um dos pioneiros na busca por essas ondas, esses efeitos devem ser especialmente intensos nas proximidades da fonte, onde são produzidas as “tempestades selvagens” que distorcem o espaço e aceleram e desaceleram o tempo.
      Ondas gravitacionais distorcem o tempo e o espaço e viajam à velocidade da luz

      É possível escutar essas ondas?

      As frequências de algumas ondas coincidem com as do som, por isso podem ser traduzidas para serem escutadas em forma de suaves assovios.

      De onde vêm?

      As explosões estelares de supernovas, os pares de estrelas de nêutrons e outros eventos produzem ondas gravitacionais que têm mais energia do que bilhões e bilhões de bombas atômicas. A fusão de dois buracos negros supermaciços é a mais poderosa fonte dessas ondas, mas esses fenômenos não são muito frequentes, e, além disso, acontecem a milhões de anos-luz do Sistema Solar. Quando as ondas atingem nossa vizinhança, são tão fracas que detectá-las representa um dos maiores desafios tecnológicos enfrentados pela humanidade.
      Esse fenômeno permite saber o que está acontecendo onde até agora não víamos nada – em um buraco negro, por exemplo

      Por que são importantes?

      Abrem uma nova era na compreensão do universo. Até agora, toda informação que temos do cosmo (apenas sabemos 5%) é pela luz em seus diferentes comprimentos de onda: visível, infravermelha, ondas de rádio, raios-X... As ondas gravitacionais nos dão mais um sentido e permitem saber o que está acontecendo onde até agora não víamos nada — em um buraco negro, por exemplo. A intensidade e frequência das ondas permitem reconstruir o que aconteceu no ponto de origem, se foi causado por uma estrela ou por um buraco negro, quais as propriedades desses corpos, e compreender melhor essas tempestades no espaço-tempo mencionadas por Thorne. Também permitem saber se a Teoria Geral da Relatividade permanece válida nos intervalos de pressão e gravidade mais intensa que podem ser concebidos. Detectar essas ondas pela primeira vez é um achado histórico, que provavelmente receberá um Prêmio Nobel de Física.

      O que se observou?

      De acordo com o anúncio, o Observatório de Interferometria a Laser de Ondas Gravitacionais (LIGO), nos EUA, captou as ondas produzidas pela fusão de dois buracos negros. Seria a primeira vez que ondas gravitacionais são captadas, e isso ocorre justamente um século depois de Einstein antever sua existência. Até agora, só havia provas indiretas dessas ondas. Em 1978, Rusell Hulse e Joseph Taylor demonstraram que um pulsar binário (duas estrelas orbitando juntas, uma delas um pulsar) estavam alterando ligeiramente sua órbita devido à liberação de energia em forma de ondas gravitacionais, numa quantidade idêntica à prevista pela Teoria da Relatividade. Os dois cientistas receberam o Nobel de Física em 1993 por esse trabalho. Em 2003, foi confirmado que o mesmo acontece com outra dupla estelar, neste caso de dois pulsares.
      O LIGO é capaz de identificar variações equivalentes a um décimo de milésimo do diâmetro de um núcleo atômico, a medição mais precisa já obtida por um instrumento científico

      O que é o LIGO?

      É um grande instrumento óptico de precisão desenvolvido pelos institutos tecnológicos da Califórnia (Caltech) e Massachusetts (MIT) e pela Colaboração Científica LIGO, que tem a participação de aproximadamente 1.000 cientistas de 15 países, inclusive o Brasil. A instalação consta de dois detectores a laser com formato de L. Cada braço desse L tem quatro quilômetros, e há dois detectores idênticos, um na Louisiana e outro no Estado de Washington, a 3.000 quilômetros um do outro.
      Estes detectores estão desde 2002 procurando ondas gravitacionais. Em setembro de 2015, começou a funcionar o LIGO Avançado, uma versão aprimorada do detector que multiplica por 10 a sensibilidade dos braços de laser e, portanto, a distância à qual podem captar ondas gravitacionais. Atualmente, é possível detectar alterações nos braços de laser equivalentes a um décimo de milésimo do diâmetro de um núcleo atômico, a medição mais precisa já obtida por uma ferramenta científica, segundo o LIGO.
      São necessários pelo menos dois detectores para evitar falsos positivos causados por qualquer vibração local, como terremotos, tráfego ou flutuações do próprio laser. Diferentemente desses fatores, uma onda gravitacional causa uma perturbação exatamente igual na Louisiana ou em Washington.

      O que acontecerá agora?

      A busca pelas ondas gravitacionais está apenas começando. Com a configuração atual, o LIGO pode enxergar a uma distância de aproximadamente um bilhão de anos-luz da Terra, mas sua equipe já prepara novas melhorias tecnológicas para aumentar sua sensibilidade. Além disso, no segundo semestre deste ano deve entrar em funcionamento uma versão aprimorada do detector europeu VIRGO, semelhante ao LIGO, e a Agência Espacial Europeia desenvolve atualmente o LISA, um observatório espacial de ondas gravitacionais. O LIGO, por sua vez, alcançará sua máxima potência em 2020.

      domingo, 13 de março de 2016

      Iniciando os trabalhos CARONTE 2016


      Da esquerda para a direita: Deyvison, Prof. Adriano Ferrarez e Rodrigo.

      sexta-feira, 20 de novembro de 2015

      Um Planeta com ventos mais rápidos que o som e temperatura de 1.200ºC



      Uma ilustração do HD 189733b, um dos exoplanetas mais estudados pelos astrônomos (Imagem: Universidade de Warwick)

      Pesquisadores britânicos descobriram um exoplaneta no qual os ventos sopram a uma velocidade de 8.690 quilômetros por hora, sete vezes acima da velocidade do som, e com temperatura ambiente de 1.200 graus.

      O HD 189733b fica a 63 anos-luz da Terra, fora do Sistema Solar, na constelação Vulpecula. Ele foi descoberto em 2005, mas apenas agora os cientistas da Universidade de Warwick conseguiram observar o clima no planeta.

      Os ventos no HD 189733b são 20 vezes mais velozes dos que os mais rápidos já registrados em nosso planeta.
      A medição da velocidade foi feita graças a observações do telescópio Harps, no observatório La Silla, no Chile.

      Fonte:UOL

      domingo, 3 de maio de 2015

      Misteriosos pontos de luz reaparecem no planeta anão Ceres

      Os misteriosos pontos brilhantes no planeta anão Ceres estão de volta.

      A sonda Dawn, da Nasa, chegou a este pequeno mundo em 6 de março e, agora, está se instalando em sua primeira órbita, a cerca de 13,5 mil quilômetros de sua superfície.

      A aproximação da sonda foi feita pela parte de trás de Ceres, por seu lado "noturno", o que ocultou os pontos luminosos de seu sistema de câmeras e de instrumentos de detecção remota.

      Mas, a cada dia que passa, uma porção cada vez maior do solo iluminado pelo Sol pode ser vista por Dawn, o que inclui um de seus aspectos mais enigmáticos.

      Uma nova sequência de imagens foi feita há uma semana, quando a sonda ainda estava a 22 mil quilômetros da superfície.

      E ela mostra claramente um ponto mais brilhante em meio à paisagem escura.

      Observa-se claramente os pontos de luz no Planeta Anão.

      Famosos Pilares da criação desaparecerão em 3 milhões de anos

      Em 1995, o Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, registrou imagens dos chamados "Pilares da Criação", na Nebulosa da Águia, ou M16

      Os "Pilares da Criação", as nuvens gigantescas de gás e pó localizadas na Nebulosa da Águia, a cerca de 7.000 anos-luz da Terra, desaparecerão completamente em 3 milhões de anos, segundo a pesquisa de uma equipe internacional de astrônomos. 

      O trabalho, publicado na revista "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society", é apoiado na primeira imagem tridimensional destas famosas colunas de pó cósmicas, que revela sua "iminente" destruição, segundo informou em comunicado o Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês). 

      Com a ajuda do instrumento "MUSE" instalado no telescópio de grande tamanho (VLT, em inglês) do ESO no Chile, os astrônomos viram que os "Pilares da Criação" perdem a cada milhão de anos o equivalente a 70 vezes a massa solar. 

      Partindo de uma massa atual de 200 vezes a do sol, "espera-se que tenham uma vida útil de talvez 3 milhões de anos mais, - uma piscada de olhos em tempo cósmico", destacou o observatório.

      A partir desta nova descoberta, os astrônomos sugerem voltar a batizar as famosas colunas cósmicas como os "Pilares da Destruição".

      Matéria escura pode ter ligação com câncer e extinções em massa

      No começo deste ano, a dra. Sabine Hossenfelder, física teórica de Estocolmo, na Suécia, fez a sugestão surpreendente de que a matéria escura pode causar câncer. Ela não se referia à "matéria escura" do genoma (outro termo para a DNA lixo), mas às partículas teóricas, sem luz, que os cosmólogos acreditam impregnar o universo e manter as galáxias juntas.

      Embora ainda necessite ser detectada diretamente, presume-se que a matéria escura exista porque nós podemos ver os efeitos de sua gravidade. À medida que suas partículas invisíveis passam por nossos corpos, elas podem provocar mutações no DNA, assegura a teoria, somando-se em uma escala extremamente baixa ao índice total de câncer.

      Foi perturbador ver dois reinos aparentemente diferentes, cosmologia e oncologia, de repente serem justapostos. Porém, esse foi apenas o começo. Logo após Hossenfelder ter puxado o assunto em ensaio publicado na internet, Michael Rampino, professor da Universidade de Nova York, acrescentou geologia e paleontologia ao cenário.

      Em artigo para a Real Sociedade Astronômica, ele propôs que a matéria escura é responsável pelas extinções em massa que periodicamente varreram a Terra, incluindo a que matou os dinossauros.

      A ideia é baseada em especulações de outros cientistas segundos os quais a Via Láctea é fatiada horizontalmente pelo centro por um disco fino de matéria escura. À medida que o Sol, viajando pela galáxia, sobe e desce através desse plano escuro, ele gera ecos gravitacionais capazes de deslocar cometas distantes de suas órbitas, enviando-os em rota de colisão com a Terra.

      Embora ainda necessite ser detectada diretamente, presume-se que a matéria escura exista porque nós podemos ver os efeitos de sua gravidade

      Fonte:Uol

      O momento exato em que os Russos perdem o controle da Progress!

       
      Os operadores de voo russos perderam o controle da Progress, uma nave espacial sem tripulação que abasteceria a Estação Espacial Internacional (ISS) e que agora cairá na Terra.

      A Sonda Messenger da NASA se choca com Mercúrio !


      A espaçonave Messenger da Nasa, em órbita ao redor de Mercúrio há quatro anos, encerrou suas atividades.

      O caminho da Messenger vai cruzar com a superfície do planeta. O impacto da espaçonave de 500 quilos a 14.000 quilômetros por hora deve abrir uma cratera de 15 metros de diâmetro.

      Esse será o fim de uma missão que exibiu uma imagem inusitada de Mercúrio, que até pouco tempo era visto como uma rocha sem graça, não muito diferente da lua terrestre. Mercúrio, o menor planeta do sistema solar, é pouco maior que a lua, embora passe por variações de temperatura muito mais drásticas – de 425o Celsius durante o dia a 185o negativos durante a noite.

      A missão Messenger descobriu que o planeta diminuiu de tamanho à medida que foi resfriado ao longo de bilhões de anos; encontrou antigos fluxos de lava; revelou algumas depressões enigmáticas que estão entre as características mais recentes da superfície de Mercúrio; além de confirmar a presença de gelo nas crateras eternamente escuras próximas aos polos.

      O gelo, que talvez tenha alguns bilhões de toneladas, não foi uma surpresa completa. Observações feitas com telescópios a rádio indicavam que alguma coisa refletia nessas crateras, que são extremamente frias. Além de confirmar o que os cientistas já suspeitavam, a espaçonave Messenger fez uma nova descoberta: o gelo está coberto por uma inexplicável camada escura.

      Fonte: Uol
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