domingo, 31 de agosto de 2014
Como se sabe a idade do universo?
Há várias formas de fazer esse cálculo. Uma delas é utilizar um índice numérico conhecido como constante de Hubble, que relaciona a velocidade atual de expansão do universo com a distância entre as galáxias. A partir dessa relação é possível descobrir desde quando as galáxias estão se movimentando e, conseqüentemente, quando o universo nasceu.
Outra forma é considerar a idade das galáxias como o limite mínimo para a idade do universo inteiro. Pode-se estabelecer esse tempo pela análise das características das estrelas. Cor, temperatura e massa variam de acordo com o estágio evolutivo em que o astro se encontra. Existem ainda cálculos de física nuclear, que rastreiam isótopos radioativos em meteoritos. É o equivalente ao carbono 14 usado para a datação de fósseis.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Por que a Lua tem tantas crateras?
Ao contrário da Terra, ela não possui uma atmosfera para frear ou desintegrar os meteoros que se dirigem à sua superfície. Resultado: esses corpos celestes acabam atingindo o solo lunar com força total, causando buracos que variam conforme a dimensão e a forma de cada um.
A maioria das grandes crateras da Lua foi formada por uma tremenda chuva de meteoros ocorrida há cerca de quatro bilhões de anos, que atingiu todo o Sistema Solar. "Foi tamanho o fenômeno que deixou as luas de Júpiter e Saturno com os mesmos tipos de marcas", diz o astrônomo Augusto de Minelli, da USP.
A maior parte das crateras da Lua fica em sua face oculta, pois a Terra atraiu os meteoros que iriam atingir a face visível. Nosso planeta também foi golpeado, mas a atmosfera brecou ou destruiu por atrito muitos dos fragmentos - daí o nosso número reduzido de crateras. Na Terra, temos ainda a chuva e o vento para jogar terra dentro dos buracos até tapá-los.
Na Lua não há nenhum desses fenômenos e eles permanecem intactos. Por isso, até as micropartículas cósmicas que atingem sua superfície acabam formando orifícios com menos de 1 mm de diâmetro, obviamente invisíveis para o olho humano.
A rotação da Lua sobre seu próprio eixo e sua translação ao redor da Terra têm a mesma duração. O efeito dessa sincronia, para um observador terrestre, é como se a Lua estivesse parada - por isso, enxergamos sempre a mesma face lunar.
Novas imagens revelam suposto osso animal na superfície de Marte
Imagens feitas recentemente pelo jipe-robô Curiosity estão chamando bastante a atenção. As cenas mostram diversas estruturas espalhadas sobre a superfície de Marte, uma delas muito semelhante ao osso de um suposto animal pré-histórico.
As imagens foram divulgadas recentemente pelo Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, da Nasa, que coordena todas as missões dos jipes-robôs em atividade no Planeta Vermelho, mas que ainda não divulgou qualquer nota sobre o que poderia ser o objeto em forma de osso encontrado no local de prospecção.
Observando-se a imagem, chama a atenção o objeto que aparece em primeiro plano, que lembra um osso semelhante aos encontrados na Terra ao lado de fragmentos de algum sítio arqueológico da Idade de Pedra.
Até o momento, não existe qualquer evidência de que alguma forma de vida tenha se desenvolvido no passado marciano, embora os estudos mostrem que possivelmente o planeta já teve condições de desenvolve-la há milhões de anos.
Ao que tudo indica, o objeto em forma de osso visto na superfície de Marte é mais um dos inúmeros casos de pareidolia, um fenômeno psicológico que faz com que nosso cérebro tente dar alguma ordem à imagens ou sons sem algum significado real. É comum ver imagens nas nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas, etc.
Fenômeno Astrofísico: estrela Eta Carinae está prestes a se apagar
O fenômeno, conhecido como "apagão de Eta Carinae" ocorre quando uma das estrelas do sistema binário, a menor e mais quente, penetra na atmosfera da companheira, maior e mais fria. O resultado é uma espécie de eclipse estelar de alta energia, que faz com que certas faixas do espectro eletromagnético, em especial os raios X, sejam bloqueados.
Isso começará a acontecer a partir de 23 de julho de 2014 e será acompanhado aqui da Terra.
Segundo o professor Augusto Damineli, pesquisador do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, o apagão não ocorre apenas em decorrência da passagem de Eta Carinae A na frente de Eta Carinae B, as duas estrelas envolvidas diretamente no processo.
Utilizando dados registrados em diversos telescópios da América do Sul durante o último apagão do objeto, Damineli e seu colega Mairan Teodoro concluíram que o evento é constituído de uma série de fenômenos distintos e entrelaçados.
"O apagão é a combinação da entrada de Eta B dentro do vento solar de eta A, somado ao eclipse propriamente dito e por fim do colapso da estrutura de colisão (choque) entre os ventos das estrelas", explicou Damineli.
Netuno em oposição
Nasa revela visão de "Sparky", o lugar de formação de uma enorme galáxia
A agência espacial americana indicou que o lugar, denominado "Sparky", consiste de um núcleo galáctico denso que resplandece com a proliferação rápida de novas estrelas.
As observações em questão foram feitas a partir dos telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa; o Herschel, da Agência Espacial Europeia, e o W.M. Keck, instalado em Mauna Kea, no Havaí.
Segundo os astrônomos envolvidos, "Sparky" é uma galáxia elíptica plenamente desenvolvida, ou seja, uma congregação de estrelas antigas na qual há uma deficiência de gases e que, segundo a teoria, se desenvolve a partir de um núcleo compacto.
Neste caso, o núcleo teria estado ali a cerca de 3 bilhões de anos após a Grande Explosão, um fenômeno que, segundo os cientistas, deu origem ao Universo em que a Terra se encontra.
"Sparky" tem uma largura de seis mil anos luz, muito pequeno em comparação com os 100 mil anos luz da extensão da Via Láctea, mas contém duas vezes mais estrelas que a galáxia que compreende o sistema solar da Terra.
Se os cientistas estiverem certos em suas conclusões, "Sparky" apresentou uma visão quase única: desde a Grande Explosão o Universo esteve se expandindo e é tão difuso agora que aglomerações tão densas como a observada raramente são encontradas.
Primeiro foguete brasileiro com etanol será testado em Alcântara
O Foguete VS-30 será lançado nesta sexta-feira (29) do Centro de Alcântara, no Maranhão, para testes com o motor movido a combustível líquido, desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) da Aeronáutica. O 13º voo do foguete está previsto para as 16h, em direção ao Oceano Atlântico.
A carga útil, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, utiliza etanol e oxigênio líquido, explicou o coordenador do projeto, coronel-aviador Avandelino Santana Júnior. "O que estamos tentando obter com este voo são dados do desempenho do motor em elevadas altitudes e condições de ambiente espacial", disse, explicando que o sistema já é conhecido e foi exaustivamente testado em laboratório.
O objetivo é a utilização do combustível líquido no lançamento de satélites, que suporta massas maiores e maior altitude. Até então, os lançamentos no Brasil eram feitos apenas com propulsores sólidos. "Os maiores satélites colocados em órbita são por meio de motores com carga líquida, mas, até então, o país não dominava essa tecnologia. Com ela, temos a vantagem do desempenho e de operações com maior precisão", disse o coronel Santana.
Segundo ele, serão abertas novas possibilidades no desenvolvimento de motores e na aplicação em outros veículos aeroespaciais brasileiros.
Telescópio registra nuvem de poeira capaz de formar planetas
Splitzer registrou erupção de poeira causada pela colisão de dois entre asteroides
O telescópio espacial Splitzer da Nasa registrou uma erupção de poeira em volta de uma estrela jovem, possivelmente resultante da colisão entre grandes asteroides. Esse tipo de impacto pode eventualmente levar à formação de planetas.
Cientistas rastreavam a estrela batizada de NGC 2547-ID8, quando surgiu uma enorme quantidade de poeira entre agosto de 2012 e janeiro de 2013. "Nós acreditamos que dois grandes asteroides colidiram um com o outro, criando uma enorme nuvem de grãos semelhantes a areia bem fina, que estão se quebrando em pedaços menores e se afastando lentamente da estrela", disse o principal autor do estudo e estudante de graduação Huan Meng, da Universidade do Arizona (EUA). A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (28) na revista Science.
O Splitzer já tinha observado poeiras oriundas da colisão entre asteroides, mas essa é a primeira que vez que os cientistas conseguem coletar dados antes e depois da colisão. A visualização oferece um vislumbre do violento processo de formação de planetas rochosos como a Terra.
O telescópio espacial Splitzer da Nasa registrou uma erupção de poeira em volta de uma estrela jovem, possivelmente resultante da colisão entre grandes asteroides. Esse tipo de impacto pode eventualmente levar à formação de planetas.
Cientistas rastreavam a estrela batizada de NGC 2547-ID8, quando surgiu uma enorme quantidade de poeira entre agosto de 2012 e janeiro de 2013. "Nós acreditamos que dois grandes asteroides colidiram um com o outro, criando uma enorme nuvem de grãos semelhantes a areia bem fina, que estão se quebrando em pedaços menores e se afastando lentamente da estrela", disse o principal autor do estudo e estudante de graduação Huan Meng, da Universidade do Arizona (EUA). A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (28) na revista Science.
O Splitzer já tinha observado poeiras oriundas da colisão entre asteroides, mas essa é a primeira que vez que os cientistas conseguem coletar dados antes e depois da colisão. A visualização oferece um vislumbre do violento processo de formação de planetas rochosos como a Terra.
Centro espacial francês dá por perdidos primeiros satélites do Galileu
Satélites do sistema de navegação geoespacial Galileu entraram em órbita errada
Os dois primeiros satélites operacionais do sistema de navegação geoespacial europeu Galileu, situados em uma órbita errada, não servirão para o mesmo, segundo o representante no projeto e presidente do CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais) da França, Jean-Yves Le Gall.
Enquanto a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) se mostra prudente sobre o uso desses dois aparelhos, posicionados na sexta-feira passada em uma órbita errada e com os quais se tem contato da Terra, Le Gall foi muito mais taxativo ao indicar que não servirão para o sistema de navegação via satélite com o qual a Europa quer concorrer com o GPS dos Estados Unidos.
"Não serão recuperáveis (para a navegação) porque sua órbita não é circular como deveria ter sido e portanto não estão em boa situação em um plano orbital. Não poderão, portanto, servir à missão Galileu", disse o ex-astronauta em entrevista publicada pela revista "Usine Nouvelle".
Enquanto a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) se mostra prudente sobre o uso desses dois aparelhos, posicionados na sexta-feira passada em uma órbita errada e com os quais se tem contato da Terra, Le Gall foi muito mais taxativo ao indicar que não servirão para o sistema de navegação via satélite com o qual a Europa quer concorrer com o GPS dos Estados Unidos.
"Não serão recuperáveis (para a navegação) porque sua órbita não é circular como deveria ter sido e portanto não estão em boa situação em um plano orbital. Não poderão, portanto, servir à missão Galileu", disse o ex-astronauta em entrevista publicada pela revista "Usine Nouvelle".
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Por que a Lua não parece ter movimento de rotação?
Ela diz que à medida que a Lua gira em torno da Terra, ela gira também em torno do seu eixo. Por isso sempre vemos a mesma face do astro. "Uma analogia interessante pode ser realizada com uma experiência caseira: girar em torno de uma cadeira olhando para ela. Depois de um giro completo, além de dar uma volta na cadeira, teremos feito o movimento de rotação", exemplifica. Isso acontece porque a Terra, com sua imensa força gravitacional, acaba freando a rotação da Lua. Isso se chama força de maré. "Conhecemos as marés produzidas pela Lua na Terra, mas a Terra produz uma força de maré ainda mais forte sobre a Lua", diz.
Assinar:
Postagens (Atom)
Marcadores
10 anos
10th IMAA
ABC da Astronomia
Adonai Lopes
Água
Alinhamento
anã fria
andrômeda
Antimatéria
Asteroid day
Asteroides
Astrobiologia
Astrofísica
Astronauta
Astronáutica
Astronomia
Astronomia na Praça
Atmosfera
Bibliografias
Big Bang
bolha
Brasil
Buraco Negro
C.E.C
Calendários
calourada
Caravana da Ciência e Cidadania
Carl Sagan
Caronte
CARONTE 2016
Caronte no 10th IMAA
Cassini
Cataclismos
Centro Educacional Caminhar
CERN
céu
cfc
China
chuva
Ciência
Cinturão de Kuiper
Clube Caronte
Cometa
Cometas
competição
Constelações
Corpos Extrasolares
Cosmologia
Curiosidades
Curiosity
descoberta
Divulgação
Eclipse
Eclipse Lunar
efeitos
Efeméredes
Einstein
Elias Cloy
Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica
Eratóstenes
ESA
ESO
espaço
estrela
Estrelas
Eventos
Exoplanetas
Exploração Espacial
Extensão
Fenômenos Naturais
Fim do Universo
Física Moderna
Foguete
Foguetes
foto
Fundação São José
Gagarin
Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo
galaxia
Galáxias
garrafa pet
Gigantes Vermelhas
Grandes astrônomos
Gravidade
Grécia
Greenglow
História Astronômica
IAU
IFF
IFFluminense Campus Itaperuna
IMAA
Imagens da Semana
Índia
Início dos trabalhos
ISS
Itaperuna
IV Semana da Fundação
Júpiter
Kepler
laranjada
Lixo Espacial
Louis Cruls
Lua
Maikon Vieira
Mark Zuckerberg
Marte
Matéria e Energia Escura
Matheus Vieira
membros do clube
Mercúrio
Meteorologia
Meteoros
Missão Marte
mistériio
Mitologia
Mitologia Indígena
MOBFOG
MOFOG
mundo
Nasa
NASA publica a maior foto mundo!!
Nely Bastos
Nicolau Copérnico
Nobel
Notícias
Notícias de Astronomia
O projeto misterioso
OBA
objerto
Observação celeste
oficina
Ondas Gravitacionais
ONU
Origem da Vida
Pesquisas Públicas
Planeta anão
Planetas
planetas habitáveis
Plutão
Poluição Luminosa
Popularização da Ciência
Premiação I Competição de Foguetes Caronte
Premiação OBA 2016
Prof. Adriano Ferrarez
Pulsar
Quasar
Radiotelescópios
Relatividade
robô
Rodrigo de O. França
Ron Evans
Rússia
Salvar a Humanidade
Samanta Meireles
Satélites
Satélites Artificiais
Saturno
Sávio Andrade
SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO?
Sistema Solar
Sol
Sonda
Sondas
SpaceX
Stephen Hawking
superlua
Telescópio Hubble
Telescópios
Tempestade Solar
Terça dia 22/03/2016
Terra
Universo
Vênus
Very Large Telescope (VLT)
Via Láctea
Viagem Interestelar
Vida Extraterrestre
Vídeos









