As luas se formam nos primeiros estágios da vida de um planeta, quando rochas que viajam pelo espaço podem tanto colidir contra ele e lançar restos de volta ao espaço quanto serem atraídas por seu campo gravitacional. As rochas e poeira são gradualmente modeladas em um formato esférico pela gravidade de seu seu planeta hospedeiro até virarem luas.
domingo, 11 de maio de 2014
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Asteroide com seis caudas assombra cientistas
Um estranho
asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo
telescópio espacial Hubble, da Nasa, entre Marte e Júpiter, anunciaram
astrônomos esta quinta-feira.
Ao invés de
se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem
meia dúzia caudas de poeira parecidas com as dos cometas, similares aos raios
de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal
Letters.
"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.
"Ficamos assombrados quando o vimos. Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira", acrescentou.
O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses.
O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram os cientistas.
Eles não acreditam que as caudas tenham resultado de um impacto porque um evento assim faria a poeira se espalhar de uma vez.
Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí.
Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás. Seu padrão de poeira dispersa em espasmos e explosões pode significar que está morrendo lentamente.
"Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão", afirmou. "É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros", prosseguiu.
"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.
"Ficamos assombrados quando o vimos. Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira", acrescentou.
O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses.
O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram os cientistas.
Eles não acreditam que as caudas tenham resultado de um impacto porque um evento assim faria a poeira se espalhar de uma vez.
Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí.
Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás. Seu padrão de poeira dispersa em espasmos e explosões pode significar que está morrendo lentamente.
"Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão", afirmou. "É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros", prosseguiu.
Fonte: Terra
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Nova imagem da Nasa capta Saturno sob eclipse do Sol
A Agência
Espacial Americana (Nasa) divulgou uma nova foto do planeta Saturno, capturada
em julho pela sonda espacial Cassini. A imagem faz parte de uma série do
projeto The Day The Earth Smiled (O Dia em que a Terra Sorriu, em tradução
livre), promovido pela chefe de Imagem da Nasa, Carolyn Porco.
Em 19 de
julho, dia em que a imagem foi produzida, pessoas de todos os cantos do mundo
foram convidadas a saírem de suas casas e olharem para os céus, em uma espécie
de celebração da existência humana em meio à imensidão do Universo. A ideia é
que entre as fotos feitas pela Cassini também estivessem imagens da Terra,
colhidas de um bilhão de quilômetros de distância.
No depoimento abaixo, Carolyn Porco descreve o que mostram as imagens e comenta o significado do evento de 19 de julho.
"Há quatro meses, nossas câmeras na Cassini foram comandadas para executar uma sequência de imagens rotineiras.
No dia 19 de julho, uma série de imagens enquadrando Saturno, seu inteiro sistema de anéis e luas foi capturada enquanto a sonda estava posicionada em uma sombra criada pelo eclipse do sol sobre o planeta.
Outra intenção da ocasião era capturar a imagem de nosso próprio planeta - minúsculo, remoto, sozinho -, visto de um bilhão de quilômetros de distância.
A análise detalhada das imagens nos permite ver algumas das luas mais importantes do planeta, como a brilhante Enceladus e Tethys, que tem um terço do tamanho da nossa. Do outro lado do planeta, na parte superior direita, está Mimas, uma lua crescente que deita sua sombra sobre parte do anel E.
Ao continuar explorando as imagens, é possível ver abaixo dos anéis principais, do lado direito, distante e perdido em meio à cena radiante, um pequeno pontinho azul flutuando em um mar de estrelas.
Esta é a nossa casa, a Terra. E mais do que isso, a imagem daquele pontinho capta um momento, congelado no tempo, em que os habitantes do nosso planeta fizeram uma pausa de suas atividades normais para reconhecer a nossa existência.
Espero que, no futuro, quando as pessoas olharem novamente para esta imagem, elas se lembrem do momento em que por mais inusitado que pareça, elas estavam lá, sabiam que estavam sendo 'fotografadas' e sorriram".
No depoimento abaixo, Carolyn Porco descreve o que mostram as imagens e comenta o significado do evento de 19 de julho.
"Há quatro meses, nossas câmeras na Cassini foram comandadas para executar uma sequência de imagens rotineiras.
No dia 19 de julho, uma série de imagens enquadrando Saturno, seu inteiro sistema de anéis e luas foi capturada enquanto a sonda estava posicionada em uma sombra criada pelo eclipse do sol sobre o planeta.
Outra intenção da ocasião era capturar a imagem de nosso próprio planeta - minúsculo, remoto, sozinho -, visto de um bilhão de quilômetros de distância.
A análise detalhada das imagens nos permite ver algumas das luas mais importantes do planeta, como a brilhante Enceladus e Tethys, que tem um terço do tamanho da nossa. Do outro lado do planeta, na parte superior direita, está Mimas, uma lua crescente que deita sua sombra sobre parte do anel E.
Ao continuar explorando as imagens, é possível ver abaixo dos anéis principais, do lado direito, distante e perdido em meio à cena radiante, um pequeno pontinho azul flutuando em um mar de estrelas.
Esta é a nossa casa, a Terra. E mais do que isso, a imagem daquele pontinho capta um momento, congelado no tempo, em que os habitantes do nosso planeta fizeram uma pausa de suas atividades normais para reconhecer a nossa existência.
Espero que, no futuro, quando as pessoas olharem novamente para esta imagem, elas se lembrem do momento em que por mais inusitado que pareça, elas estavam lá, sabiam que estavam sendo 'fotografadas' e sorriram".
Fonte: Terra
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Simulação da Nasa mostra Marte jovem e com oceanos
A Nasa
divulgou na quarta-feira uma simulação que mostra o planeta vermelho quando ele
era jovem. Os cientistas acreditam que há bilhões de anos Marte era bem
diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente
para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como
conhecemos.
A baixa pressão atmosférica e o frio da superfície marciana não permite a água em estado líquido atualmente no planeta. "Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas.
O vídeo mostra a passagem desses bilhões de anos, quando a água seca, o planeta se torna frio e a atmosfera perde seu azul. Não se sabe se Marte teve água líquida tempo o suficiente para desenvolver vida. Não se tem certeza também qual foi o motivo para essa mudança drástica no planeta.
A nova sonda da agência, a Maven, que será lançada ainda este mês, irá investigar a mudança no clima de Marte.
A baixa pressão atmosférica e o frio da superfície marciana não permite a água em estado líquido atualmente no planeta. "Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas.
O vídeo mostra a passagem desses bilhões de anos, quando a água seca, o planeta se torna frio e a atmosfera perde seu azul. Não se sabe se Marte teve água líquida tempo o suficiente para desenvolver vida. Não se tem certeza também qual foi o motivo para essa mudança drástica no planeta.
A nova sonda da agência, a Maven, que será lançada ainda este mês, irá investigar a mudança no clima de Marte.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Nasa lança sonda que tenta descobrir o que deu errado em Marte
Por que Marte
não deu certo? Esta é, a grosso modo, a grande pergunta feita pela missão
Maven, da Nasa, que será lançada na madrugada de segunda-feira. Estudos acharam
indícios de que o planeta vermelho já teve muito azul no passado.
Foram
descobertas substâncias que se formam apenas na presença de água líquida.
Formações geológicas e simulações por computador indicam a presença de rios,
lagos e até mesmo oceanos que montam um retrato completamente diferente do
planeta do que temos hoje. Além disso, a atmosfera seria mais densa e quente,
para permitir a água em estado líquido, com um céu de safira. O que falta
descobrir é quando e o quê deu errado no nosso vizinho.
Maven é a sigla em inglês para Evolução da Atmosfera e Voláteis de Marte (volátil é uma substância que evapora a temperatura relativamente baixa - e o que interessa mais aos cientistas é a água). A sonda será dotada de instrumentos como magnetômetro, espectrômetros e detectores de elétrons, íons e outras partículas do Sol. O estudo da influência solar se deve a teorias que indicam que nossa estrela teve um papel importante na "destruição" da atmosfera marciana.
O planeta vermelho, quando era azul
Os cientistas acreditam que, há bilhões de anos, Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. Marte teria até mesmo um céu azul, como o da Terra.
"Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas.
Na quarta-feira, a Nasa divulgou uma simulação que mostra como a quarta pedra do Sistema Solar seria há 4 bilhões de anos. De oceanos e céu azul, Marte se tornou no árido planeta vermelho que conhecemos hoje.
Maven é a sigla em inglês para Evolução da Atmosfera e Voláteis de Marte (volátil é uma substância que evapora a temperatura relativamente baixa - e o que interessa mais aos cientistas é a água). A sonda será dotada de instrumentos como magnetômetro, espectrômetros e detectores de elétrons, íons e outras partículas do Sol. O estudo da influência solar se deve a teorias que indicam que nossa estrela teve um papel importante na "destruição" da atmosfera marciana.
O planeta vermelho, quando era azul
Os cientistas acreditam que, há bilhões de anos, Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. Marte teria até mesmo um céu azul, como o da Terra.
"Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas.
Na quarta-feira, a Nasa divulgou uma simulação que mostra como a quarta pedra do Sistema Solar seria há 4 bilhões de anos. De oceanos e céu azul, Marte se tornou no árido planeta vermelho que conhecemos hoje.
Fonte: Terra
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Cientistas identificam explosão mais brilhante já vista
Uma explosão
cósmica provocou a morte de um estrela gigante que estava sendo estudada pelos
cientistas. A explosão da radiação, conhecida como explosão de raio gama, foi
registrada no começo do ano por telescópios posicionados no espaço, e foi
recentemente confirmada como a mais brilhante já vista.
Pesquisadores acreditam que a estrela possui de 20 a 30 vezes uma massa superior à do Sol. As descobertas foram publicadas na revista científica Science.
Os pesquisadores afirmam que a luz da explosão demorou quatro bilhões de anos para chegar à Terra. O astrônomo Paul O'Brein, da Universidade de Leicester, disse: "Esses acontecimentos podem ocorrer em qualquer galáxia a qualquer tempo. Mas não temos nenhuma forma de prever isso."
A explosão enorme da estrela foi captada pelos telescópios espaciais Swift e Fermi. Ela teria durado menos de um minutos e espalhado radiação ao seu redor. "A estrela estava 'vivendo feliz', fundindo matéria em seu centro. E de repente, acabou ficando sem 'combustível'", explica O'Brien.
Pesquisadores acreditam que a estrela possui de 20 a 30 vezes uma massa superior à do Sol. As descobertas foram publicadas na revista científica Science.
Os pesquisadores afirmam que a luz da explosão demorou quatro bilhões de anos para chegar à Terra. O astrônomo Paul O'Brein, da Universidade de Leicester, disse: "Esses acontecimentos podem ocorrer em qualquer galáxia a qualquer tempo. Mas não temos nenhuma forma de prever isso."
A explosão enorme da estrela foi captada pelos telescópios espaciais Swift e Fermi. Ela teria durado menos de um minutos e espalhado radiação ao seu redor. "A estrela estava 'vivendo feliz', fundindo matéria em seu centro. E de repente, acabou ficando sem 'combustível'", explica O'Brien.
O centro da
estrela teria sido engolida por um buraco negro, liberando muita energia na
explosão de raio gama. Uma onda de explosão teria feito com que a estrela
se expandisse, criando outro acontecimento visual, conhecido como supernova. "Podemos
ver a luz se apagando - o final dos dois acontecimentos - por semanas ou até
mesmo meses."
Apesar de a explosão ter acontecido razoavelmente "perto" do planeta Terra, a radiação não traz qualquer tipo de perigo. A energia não seria capaz de atravessar a atmosfera do planeta com intensidade.
Mas caso a explosão tivesse acontecido a uma distância de mil anos luz, a radiação poderia danificar a camada de ozônio, o que teria consequências graves para a vida na Terra.
"A previsão é que deve ocorrer uma explosão de raio gama perto da Terra a ponto de nos colocar em perigo a cada 500 milhões de anos", diz O'Brien.
"Em algum momento na história da Terra, nós provavelmente fomos atingidos por radiação de uma explosão de raio gama, e isso vai voltar a acontecer em algum ponto no futuro. Mas as chances de isso acontecer durante o período em que estamos vivos agora são muito pequenas."
Apesar de a explosão ter acontecido razoavelmente "perto" do planeta Terra, a radiação não traz qualquer tipo de perigo. A energia não seria capaz de atravessar a atmosfera do planeta com intensidade.
Mas caso a explosão tivesse acontecido a uma distância de mil anos luz, a radiação poderia danificar a camada de ozônio, o que teria consequências graves para a vida na Terra.
"A previsão é que deve ocorrer uma explosão de raio gama perto da Terra a ponto de nos colocar em perigo a cada 500 milhões de anos", diz O'Brien.
"Em algum momento na história da Terra, nós provavelmente fomos atingidos por radiação de uma explosão de raio gama, e isso vai voltar a acontecer em algum ponto no futuro. Mas as chances de isso acontecer durante o período em que estamos vivos agora são muito pequenas."
Fonte: Terra
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Com efeito estufa, Marte pode ter tido água líquida há 3,8 bi de anos
Um estudo
divulgado neste domingo na revista especializada Nature Geoscience indica que
Marte pode ter passado por um período de efeito estufa causado por pelo menos
dois gases há 3,8 bilhões de anos, o que teria elevado as temperaturas o
suficiente para que tivesse água em estado líquido.
Vales
marcianos indicam que existiu água em estado líquido que esculpiu os esguios
paredões marcianos. Contudo, simulações anteriores indicam que a quantidade de
gás carbônico que existiu na atmosfera não era suficiente para subir a
temperatura acima do ponto de congelamento.
O novo estudo indica, contudo, que o CO2 não foi o único gás a ter papel no aquecimento de Marte. Há 3,8 bilhões de anos, o planeta vermelho tinha também muito hidrogênio molecular na atmosfera, o que, em conjunto com o gás carbônico, teria causado aquecimento para que o planeta tivesse grande quantidade de água na superfície.
"Isso é animador porque explica como Marte pode ter sido quente e úmido o suficiente para formar os antigos vales que fazem os cientistas coçarem a cabeça nos últimos 30 anos", diz M. Ramirez, estudante de doutorado da universidade Penn State (EUA) e membro do grupo de pesquisa. "Acreditamos ter elaborado uma solução crível para esse grande mistério."
Ramirez e o pesquisador Ravi Kopparapu desenvolveram um modelo no qual os vulcões marcianos liberaram uma grande quantidade de gás carbônico e hidrogênio na atmosfera, o que explicaria o aquecimento.
"A molécula de hidrogênio em si é um pouco desinteressante", diz Ramirez. "Contudo, com outros gases, como o dióxido de carbono, ela pode ficar perturbada e funcionar como um poderoso gás de efeito estufa em comprimentos de onda que o dióxido de carbono e a água não absorvem muito. Assim, hidrogênio preenche a lacuna deixada pelos outros gases de efeito estufa", diz Ramirez.
O novo estudo indica, contudo, que o CO2 não foi o único gás a ter papel no aquecimento de Marte. Há 3,8 bilhões de anos, o planeta vermelho tinha também muito hidrogênio molecular na atmosfera, o que, em conjunto com o gás carbônico, teria causado aquecimento para que o planeta tivesse grande quantidade de água na superfície.
"Isso é animador porque explica como Marte pode ter sido quente e úmido o suficiente para formar os antigos vales que fazem os cientistas coçarem a cabeça nos últimos 30 anos", diz M. Ramirez, estudante de doutorado da universidade Penn State (EUA) e membro do grupo de pesquisa. "Acreditamos ter elaborado uma solução crível para esse grande mistério."
Ramirez e o pesquisador Ravi Kopparapu desenvolveram um modelo no qual os vulcões marcianos liberaram uma grande quantidade de gás carbônico e hidrogênio na atmosfera, o que explicaria o aquecimento.
"A molécula de hidrogênio em si é um pouco desinteressante", diz Ramirez. "Contudo, com outros gases, como o dióxido de carbono, ela pode ficar perturbada e funcionar como um poderoso gás de efeito estufa em comprimentos de onda que o dióxido de carbono e a água não absorvem muito. Assim, hidrogênio preenche a lacuna deixada pelos outros gases de efeito estufa", diz Ramirez.
Fonte: Terra
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
COMETA ISON: Nasa divulga imagem de 'cometa do século' e alerta para desintegração
As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e
americana (Nasa) divulgaram na segunda-feira uma imagem registrada em 9 de
outubro pelo telescópio espacial Hubble mostrando o cometa Ison - apelidado,
devido ao seu brilho, de "cometa do século".
| O cometa Ison poderá brilhar tão intenso quanto a Lua Cheia quando passar no ponto mais próximo ao Sol. |
Na imagem, o núcleo sólido do cometa é muito pequeno, mas
íntegro. Se tivesse se partido - uma possibilidade considerada pelos
astrônomos, uma vez que o Sol esquenta lentamente o cometa durante sua
aproximação e poderia até destruí-lo -, o telescópio teria provavelmente
identificado evidência de múltiplos fragmentos.
O cometa Ison (chamado de C/2012 S1 por cientistas) atingirá seu brilho máximo para quem o olha da Terra no final de novembro, quando o objeto celestial passa pelo Sol. Quanto mais brilhante fica, mais visível é para o observador humano - e maiores ficam as chances de se poder ver o cometa a olho nu antes de ele desaparecer dos céus do nosso planeta, por volta de dezembro, quando será registrada sua aproximação mais próxima.
Dependendo do destino do cometa ao passar perto do Sol, o cometa Ison poderia se tornar um espetáculo nos céus ou, pelo contrário, uma decepção. De acordo com a Agência Espacial Europeia, o corpo celeste poderia se desintegrar completamente. Qualquer que seja seu destino, o cometa será observado com muito intersse por missões da Nasa, da ESA e de outros observatórios, dedicados a estudar esse visitante gelado pelos próximos meses.
Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi chamado de "cometa do século" após algumas previsões que indicavam que ele poderia aparecer tão grande como a Lua Cheia para quem vê da superfície da Terra. Contudo, isso depende de sua passagem pelo Sol.
Descoberta
O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network.
No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela.
Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014.
No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.
O cometa Ison (chamado de C/2012 S1 por cientistas) atingirá seu brilho máximo para quem o olha da Terra no final de novembro, quando o objeto celestial passa pelo Sol. Quanto mais brilhante fica, mais visível é para o observador humano - e maiores ficam as chances de se poder ver o cometa a olho nu antes de ele desaparecer dos céus do nosso planeta, por volta de dezembro, quando será registrada sua aproximação mais próxima.
Dependendo do destino do cometa ao passar perto do Sol, o cometa Ison poderia se tornar um espetáculo nos céus ou, pelo contrário, uma decepção. De acordo com a Agência Espacial Europeia, o corpo celeste poderia se desintegrar completamente. Qualquer que seja seu destino, o cometa será observado com muito intersse por missões da Nasa, da ESA e de outros observatórios, dedicados a estudar esse visitante gelado pelos próximos meses.
Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi chamado de "cometa do século" após algumas previsões que indicavam que ele poderia aparecer tão grande como a Lua Cheia para quem vê da superfície da Terra. Contudo, isso depende de sua passagem pelo Sol.
Descoberta
O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network.
No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela.
Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014.
No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.
Fonte: Terra
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Satélite registra núcleo de maior estrutura cósmica do Universo Local
O satélite Planck da Agência Espacial Europeia (ESA, na
sigla em inglês) capturou imagens de alguns dos maiores objetos existentes no
Universo atualmente: aglomerados e superaglomerados de galáxias.
| Superaglomerado de galáxias de Shapley é considerada uma das maiores estruturas do Universo. |
Enquanto rastreava pelo espaço em busca da luz cósmica mais
antiga, o satélite encontrou centenas de galáxias entremeadas por uma imensa
quantidade de gás, e registrou uma imagem do núcleo do superaglomerado de
Shapley, a estrutura cósmica com a maior concentração de matéria do Universo
Local.
Esse superaglomerado foi descoberto nos anos 1930 pelo astrônomo americano Harlow Shapley: uma notável concentração de galáxias na constelação do Centauro. Com mais de 8 mil galáxias e uma massa total superior a 10 milhões de bilhões (10 quadrilhões, ou 10.000.000.000.000.000) de vezes a massa do Sol, essa é a estrutura mais maciça a uma distância de aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea.
Esse superaglomerado foi descoberto nos anos 1930 pelo astrônomo americano Harlow Shapley: uma notável concentração de galáxias na constelação do Centauro. Com mais de 8 mil galáxias e uma massa total superior a 10 milhões de bilhões (10 quadrilhões, ou 10.000.000.000.000.000) de vezes a massa do Sol, essa é a estrutura mais maciça a uma distância de aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea.
Fonte: Terra
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Número de planetas extrassolares ultrapassa marca de 1 mil
A busca do homem por planetas extraterrestres e pela
possibilidade de haver vida fora da Terra atingiu hoje um marco simbólico,
porém histórico.
O número de planetas descobertos fora do sistema solar
ultrapassou a marca de 1 mil, chegando a 1.010 na Enciclopédia de Planetas
Extrassolares, um dos principais catálogos de referência nessa área de
pesquisa.
A lista é atualizada quase que diariamente pelo pesquisador Jean Schneider, do Observatório de Paris, à medida que novas descobertas são anunciadas – algo que já se tornou rotina nesses últimos 21 anos, desde a detecção dos primeiros exoplanetas (como também são chamados), em 1992.
A marca foi ultrapassada ontem com a inclusão da descoberta de 11 novos planetas pelo projeto WASP (Wise Angle Search for Planets), na Europa. Outros catálogos ainda não chegaram a 1 mil, mas estão todos próximos dessa marca (acima de 900). O Arquivo de Exoplanetas da Nasa, por exemplo, contabilizava até ontem 919 planetas, ao redor de 709 estrelas.
As variações devem-se a diferentes critérios para inclusão de novos planetas nas listas. O arquivo da Nasa, por exemplo, só inclui descobertas publicadas ou já aceitas para publicação em revistas científicas, enquanto que a enciclopédia de Schneider aceita anúncios pré-publicação, desde que feitos por grupos com respaldo científico reconhecido. “A Nasa é um pouco mais rígida nesse sentido. Mas todos os planetas acabam entrando nos dois catálogos; é só o tempo de inclusão que é diferente”, avalia o professor Sylvio Ferraz Mello, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. “O número, na verdade, já passou de 1 mil faz tempo, pois há muitos planetas já descobertos que ainda não foram anunciados”, completa ele.
Seja qual for o número exato, essa amostra de 1 mil e tantos planetas já permite aos pesquisadores fazer uma série de análises e extrapolações sobre a diversidade e abundância de planetas existentes fora do sistema solar, que não eram possíveis 10 ou 20 anos atrás. E, com base nessas estimativas, fazer inferências sobre a possibilidade de haver vida fora da Terra — que estatisticamente falando é alta, segundo a maioria dos cientistas, apesar de não haver nenhuma prova direta disso.
“A possibilidade de haver vida em outros planetas é muito grande. Não temos nada de especial, então não faz sentido pensar que aconteceu só aqui”, diz o professor Eduardo Janot Pacheco, também do IAG. A grande maioria dos exoplanetas descobertos e confirmados até agora é composta de gigantes gasosos, como Júpiter ou Netuno, incapazes de abrigar vida como a conhecemos. Quando se inclui os planetas “candidatos” descobertos mais recentemente pelo telescópio espacial Kepler, porém, as estatísticas indicam que os planetas mais comuns no espçao são justamente os pequenos e rochosos, parecidos com a Terra. O problema é que, por serem pequenos, eles são muitos mais difíceis de serem detectados; por isso as listas atuais têm ainda um “viés tecnológico” que favorece numericamente os planetas gigantes.
“Inicialmente, na década de 1990, só tínhamos os gigantes, tipo Júpiter. Depois começaram a aparecer os mais parecidos com Urano e Netuno, que também são gigantes gasosos, só que menores. Agora começam a aparecer os planetas com massa e raio semelhantes aos da Terra”, diz o professor Jorge Melendez, também do IAG. “Os mais comuns, aparentemente, são esses menores; o que é muito promissor.”
A lista é atualizada quase que diariamente pelo pesquisador Jean Schneider, do Observatório de Paris, à medida que novas descobertas são anunciadas – algo que já se tornou rotina nesses últimos 21 anos, desde a detecção dos primeiros exoplanetas (como também são chamados), em 1992.
A marca foi ultrapassada ontem com a inclusão da descoberta de 11 novos planetas pelo projeto WASP (Wise Angle Search for Planets), na Europa. Outros catálogos ainda não chegaram a 1 mil, mas estão todos próximos dessa marca (acima de 900). O Arquivo de Exoplanetas da Nasa, por exemplo, contabilizava até ontem 919 planetas, ao redor de 709 estrelas.
As variações devem-se a diferentes critérios para inclusão de novos planetas nas listas. O arquivo da Nasa, por exemplo, só inclui descobertas publicadas ou já aceitas para publicação em revistas científicas, enquanto que a enciclopédia de Schneider aceita anúncios pré-publicação, desde que feitos por grupos com respaldo científico reconhecido. “A Nasa é um pouco mais rígida nesse sentido. Mas todos os planetas acabam entrando nos dois catálogos; é só o tempo de inclusão que é diferente”, avalia o professor Sylvio Ferraz Mello, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. “O número, na verdade, já passou de 1 mil faz tempo, pois há muitos planetas já descobertos que ainda não foram anunciados”, completa ele.
Seja qual for o número exato, essa amostra de 1 mil e tantos planetas já permite aos pesquisadores fazer uma série de análises e extrapolações sobre a diversidade e abundância de planetas existentes fora do sistema solar, que não eram possíveis 10 ou 20 anos atrás. E, com base nessas estimativas, fazer inferências sobre a possibilidade de haver vida fora da Terra — que estatisticamente falando é alta, segundo a maioria dos cientistas, apesar de não haver nenhuma prova direta disso.
“A possibilidade de haver vida em outros planetas é muito grande. Não temos nada de especial, então não faz sentido pensar que aconteceu só aqui”, diz o professor Eduardo Janot Pacheco, também do IAG. A grande maioria dos exoplanetas descobertos e confirmados até agora é composta de gigantes gasosos, como Júpiter ou Netuno, incapazes de abrigar vida como a conhecemos. Quando se inclui os planetas “candidatos” descobertos mais recentemente pelo telescópio espacial Kepler, porém, as estatísticas indicam que os planetas mais comuns no espçao são justamente os pequenos e rochosos, parecidos com a Terra. O problema é que, por serem pequenos, eles são muitos mais difíceis de serem detectados; por isso as listas atuais têm ainda um “viés tecnológico” que favorece numericamente os planetas gigantes.
“Inicialmente, na década de 1990, só tínhamos os gigantes, tipo Júpiter. Depois começaram a aparecer os mais parecidos com Urano e Netuno, que também são gigantes gasosos, só que menores. Agora começam a aparecer os planetas com massa e raio semelhantes aos da Terra”, diz o professor Jorge Melendez, também do IAG. “Os mais comuns, aparentemente, são esses menores; o que é muito promissor.”
Fonte: Estadão
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