segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Cientista diz que há 3,5 bilhões de anos era possível beber água em Marte
Há 3,5
bilhões de anos, os seres humanos poderiam ter bebido água do planeta Marte e
vivido ali por muito tempo, afirmou neste domingo o cientista da Nasa Joahn
Grotzinger.
Em declarações ao jornal La Tercera, Grotzinger destacou que um ano depois que o robô Curiosity chegou com sucesso ao planeta vermelho, "descobriu que é um meio ambiente similar à Terra, em que se os seres humanos teriam estado há 3,5 bilhões de anos e poderiam ter enchido um copo de água e provavelmente bebê-la".
O investigador indicou que o passo mais importante até agora foi descobrir, a partir da análise de rochas no planeta, que existiu um meio ambiente propício para a vida e que persistiu por centenas ou milhares de anos.
O cientista americano ressalta que nesta terça-feira o robô completará um ano em Marte - planeta que é circundado por dois satélites-, onde em poucos meses conseguiu várias das metas propostas na missão de dois anos: caracterizar a água e a atmosfera e achar meio ambientes que no passado puderam suportar a vida.
Desde então, se transformou na missão mais popular da agência espacial americana. Tem uma conta com mais de 1,3 milhão de seguidores no Twitter e o Curiosity foi postulado como personagem do ano pela revista Time.
"Foi um ano muito bom. Pudemos aterrissar, que era algo sobre o qual todos estávamos nervosos e depois de oito meses conseguimos a meta primária da missão: que a água não era ácida como as missões anteriores detectaram, mas tinha um PH (potencial hidrogênio) neutro", disse.
Grotzinger afirmou que embora Marte tenha perdido umidade e hoje seja um deserto frio, as análises do Curiosity mostram que "pôde ser um local onde microorganismos teriam vivido facilmente".
O cientista explica que o robô realiza atualmente sua viagem mais longa na superfície de Marte. O trajeto foi iniciado em 4 de julho e deverá percorrer oito quilômetros rumo ao monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, em um deslocamento que poderá durar entre sete e nove meses.
"Será uma longa viagem, nos deteremos em algumas ocasiões para fazer medições, mas estamos comprometidos em dirigir ao monte o mais rápido possível", comentou.
O cientista explicou que a ideia original da viagem era aterrisar próximo de sua base, no centro da cratera Gale, pois as imagens do planeta tomadas desde a órbita mostram camadas e camadas no terreno que falam de diferentes idades geológicas, além de cores de minerais que poderia ter água.
Grotzinger, chefe da missão do Curiosity, acredita que nessa zona do planeta Marte, o quarto planeta do sistema solar mais próximo ao sol, há mais possibilidades de encontrar meio ambientes habitáveis.
Em declarações ao jornal La Tercera, Grotzinger destacou que um ano depois que o robô Curiosity chegou com sucesso ao planeta vermelho, "descobriu que é um meio ambiente similar à Terra, em que se os seres humanos teriam estado há 3,5 bilhões de anos e poderiam ter enchido um copo de água e provavelmente bebê-la".
O investigador indicou que o passo mais importante até agora foi descobrir, a partir da análise de rochas no planeta, que existiu um meio ambiente propício para a vida e que persistiu por centenas ou milhares de anos.
O cientista americano ressalta que nesta terça-feira o robô completará um ano em Marte - planeta que é circundado por dois satélites-, onde em poucos meses conseguiu várias das metas propostas na missão de dois anos: caracterizar a água e a atmosfera e achar meio ambientes que no passado puderam suportar a vida.
Desde então, se transformou na missão mais popular da agência espacial americana. Tem uma conta com mais de 1,3 milhão de seguidores no Twitter e o Curiosity foi postulado como personagem do ano pela revista Time.
"Foi um ano muito bom. Pudemos aterrissar, que era algo sobre o qual todos estávamos nervosos e depois de oito meses conseguimos a meta primária da missão: que a água não era ácida como as missões anteriores detectaram, mas tinha um PH (potencial hidrogênio) neutro", disse.
Grotzinger afirmou que embora Marte tenha perdido umidade e hoje seja um deserto frio, as análises do Curiosity mostram que "pôde ser um local onde microorganismos teriam vivido facilmente".
O cientista explica que o robô realiza atualmente sua viagem mais longa na superfície de Marte. O trajeto foi iniciado em 4 de julho e deverá percorrer oito quilômetros rumo ao monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, em um deslocamento que poderá durar entre sete e nove meses.
"Será uma longa viagem, nos deteremos em algumas ocasiões para fazer medições, mas estamos comprometidos em dirigir ao monte o mais rápido possível", comentou.
O cientista explicou que a ideia original da viagem era aterrisar próximo de sua base, no centro da cratera Gale, pois as imagens do planeta tomadas desde a órbita mostram camadas e camadas no terreno que falam de diferentes idades geológicas, além de cores de minerais que poderia ter água.
Grotzinger, chefe da missão do Curiosity, acredita que nessa zona do planeta Marte, o quarto planeta do sistema solar mais próximo ao sol, há mais possibilidades de encontrar meio ambientes habitáveis.
Fonte: Terra
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Descoberto recentemente, planeta rosa tem tamanho similar a Júpiter
Nasa divulgou
ilustração do exoplaneta GJ 504b. Ele fica a 57 anos-luz do nosso Sistema
Solar.
| Novo exoplaneta GJ 504b. |
A Nasa,
agência espacial americana, divulgou, nesta quarta-feira (7), uma ilustração
que mostra o exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) GJ 504b, descoberto
recentemente, de cor rosa. Ele fica a 57 anos-luz da Terra e orbita uma estrela
não muito diferente do nosso Sol. O GJ 504 tem o tamanho aproximado de Júpiter,
mas massa quatro vezes maior, por ser mais denso. Sua idade é de cerca de 160
milhões de anos, estima a Nasa.
Fonte: Terra
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Sol concluirá inversão de campo magnético nos próximos meses
Nos próximos três a quatro meses o campo magnético do Sol
completará uma inversão de polaridade, um processo que ocorre dentro de um
ciclo de 11 anos que está quase na metade, informou nesta quarta-feira a Nasa
(agência espacial americana).
| Imagem da Nasa mostra o Sol em meio a uma erupção, em maio deste ano |
"Esta mudança terá repercussões em todo o Sistema
Solar", disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford
(Califórnia), em declarações para a agência espacial. A inversão de polaridade
- norte e sul trocam de posição - ocorre quando o dínamo magnético interno do
Sol se reorganiza.
Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta.
Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.
Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar".
O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.
Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta.
Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.
Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar".
O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.
Fonte: G1
domingo, 11 de agosto de 2013
Chuva de meteoros Perseidas terá auge entre os dias 12 e 13 de agosto
A anual chuva
de meteoros das Perseidas, conhecida popularmente como as "lágrimas de San
Lorenzo", alcançará sua máxima intensidade na meia-noite do dia 12 de
agosto, anunciou nesta quarta-feira (7) o Instituto de Astrofísica das Canárias
(IAC).
As Perseidas
poderão ser vistas com maior intensidade na madrugada de 12 para 13, uma vez
que seu ponto radiante, localizável na direção nordeste, saia sobre o horizonte
por volta das 23h30 nas ilhas Canárias - às 18h30, no fuso de Brasília -, no
Atlântico, segundo informou o IAC em comunicado.
Assim, a Lua
estará em fase crescente e será ocultada no momento no qual será possível
avistar os meteoros, por isso que o IAC assegura que o satélite natural da
Terra "não será um obstáculo para sua observação".
As estrelas cadentes,
lembra o centro de pesquisa, são pequenas partículas de pó de diferentes
tamanhos, algumas menores que grãos de areia, que são deixadas pelos cometas ao
longo de suas órbitas ao redor do Sol.
Quando um
cometa se aproxima de regiões interiores do Sistema Solar, seu núcleo, formado
por gelo e rochas, se sublima devido à ação da radiação solar e gera as
características caudas de pó e gás, e a corrente de partículas resultante se
dispersa pela órbita do cometa e é atravessada todos os ano pela Terra em seu
percurso ao redor do Sol.
É neste
encontro, quando as partículas de pó se desintegram ao entrar em grande
velocidade na atmosfera terrestre, onde os conhecidos traços luminosos recebem
o nome científico de meteoros, explica o comunicado.
A cada ano, a
Terra cruza a órbita do cometa Swift-Tuttle, que passou próximo do Sol pela
última vez em 1992. A chuva de meteoros produzida costuma ter sua máxima
atividade entre 12 e 13 de agosto, mas o fenômeno é apreciável em menor
intensidade desde a segunda metade de julho até finais de agosto.
sábado, 10 de agosto de 2013
Observatório capta imagens de 'berçário' colorido de estrelas
Astrônomos do
Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) conseguiram obter imagens
de um "berçário" colorido de estrelas. Com a ajuda
do chamado Very Large Telescope ("Telescópio Muito Grande", em
tradução livre), que fica no Chile, os cientistas fizeram as fotos de uma
região de formação estelar muito ativa na Grande Nuvem de Magalhães, uma das
galáxias vizinhas à Via Láctea.
A Grande
Nuvem de Magalhães fica a apenas 163 mil anos-luz de distância da Via Láctea.
Pode parecer muito, mas é considerado muito próximo na escala cósmica. A imagem
nítida mostra duas nebulosas de gás brilhante, uma avermelhada e outra azul.
A nebulosa
vermelha é composta principalmente de hidrogênio. Seu tom avermelhado se deve à
presença de estrelas jovens com temperaturas de cerca de 25 mil graus celsius.
A radiação
dessas estrelas leva à saída de elétrons dos átomos de hidrogênio. A ionização
provoca o brilho característico, com essa cor.
Grandes
estrelas jovens também produzem fortes ventos solares, levando gás
superaquecido a se dispersar. Isso pode ser observado na nebulosa azul, onde
uma estrela com altíssima temperatura aparece dentro de círculo de gás.
A estrela no
centro destra nebulosa é muito mais quente do que as encontradas na vizinha
vermelha. Acredita-se que sua temperatura chegue aos 50 mil graus.
"Ela
[estrela] ioniza o gás, forçando os elétrons para fora dos atomos, e os átomos
então brilham em linhas espectrais [a manifestação visual, colorida, dessa
ionização] . Isso significa que esta nebulosa é azul porque está emitindo a
maior parte dessa radiação em algumas poucas linhas [espectrais]", disse
Jeremy Walsh, astrônomo do observatório.
sábado, 3 de agosto de 2013
Nasa quer achar sinais de vidas passadas em Marte a partir de 2020
| Concepção artística do futuro equipamento que será enviado a Marte em 2020. |
O próximo
veículo robótico que vai explorar Marte em 2020 deverá investigar de forma
intensa a superfície do planeta em busca de sinais de vidas passadas, de acordo
com técnicos da Agência espacial americana (Nasa).
Eles falaram nesta terça-feira (9) após apresentarem um relatório, preparado durante cinco meses, que contém propostas para o próximo veículo marciano.
A missão poderá utilizar pela primeira vez equipamentos de análise microscópica, recolher as primeiras amostras de rochas para um possível regresso à Terra e fazer testes com os recursos naturais do planeta para uma possível utilização deles no futuro.
A missão Marte 2020 vai se basear no trabalho realizado pelo jipe Curiosity, que explora o planeta desde 2012 e já encontrou sinais de ambientes com potencial para serem habitados.
Segundo Jim Green, diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, a missão será “um grande passo para buscar sinais de vida”.
O veículo poderá recolher cerca de 31 amostras que poderão ser enviadas à Terra, o que representa, na opinião de Jack Mustard, professor da Universidade Brown, “um legado para a compreensão do desenvolvimento da habitabilidade do planeta”, explicou.
A Nasa ainda não desenvolveu uma tecnologia própria para trazer amostras à Terra, sem alterar o seu conteúdo.
Eles falaram nesta terça-feira (9) após apresentarem um relatório, preparado durante cinco meses, que contém propostas para o próximo veículo marciano.
A missão poderá utilizar pela primeira vez equipamentos de análise microscópica, recolher as primeiras amostras de rochas para um possível regresso à Terra e fazer testes com os recursos naturais do planeta para uma possível utilização deles no futuro.
A missão Marte 2020 vai se basear no trabalho realizado pelo jipe Curiosity, que explora o planeta desde 2012 e já encontrou sinais de ambientes com potencial para serem habitados.
Segundo Jim Green, diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, a missão será “um grande passo para buscar sinais de vida”.
O veículo poderá recolher cerca de 31 amostras que poderão ser enviadas à Terra, o que representa, na opinião de Jack Mustard, professor da Universidade Brown, “um legado para a compreensão do desenvolvimento da habitabilidade do planeta”, explicou.
A Nasa ainda não desenvolveu uma tecnologia própria para trazer amostras à Terra, sem alterar o seu conteúdo.
Fonte: Terra
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Com nova descoberta, Hubble eleva para 14 número de luas em Netuno
| Imagem obtida pelo telescópio Hubble mostra a localização da lua S/2004 N 1, na órbita de Netuno, a cerca de 4,8 bilhões de quilômetros da Terra. |
O telescópio
espacial Hubble descobriu uma nova lua na órbita de Netuno, elevando para 14 o
número de satélites naturais ao redor do planeta gigante. A lua, denominada
S/2004 N 1, tem diâmetro estimado em pouco mais de 19 quilômetros, o que a
torna a menor do sistema netuniano.
Ela é tão
pequena e escura que tem o brilho aproximadamente 100 milhões de vezes mais
fraco que o menor brilho de uma estrela possível de ser vista a olho nu.
A novidade passou despercebida pela sonda Voyager 2, que cruzou Netuno em 1989 e explorou seus anéis e luas. O satélite foi descoberto em 1º de julho deste ano pelo cientista Mark Showalter, do Seti Institute, da Califórnia, enquanto estudava a região no entorno do planeta. "As luas e arcos orbitam muito rapidamente, então tivemos de inventar uma maneira de seguir seu movimento a fim de descobrir os detalhes do sistema", afirmou o pesquisador.
O método desenvolvido para encontrar essa nova lua envolveu rastrear o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 imagens de arquivo de Netuno tiradas pelo Hubble entre 2004 e 2009.
A novidade passou despercebida pela sonda Voyager 2, que cruzou Netuno em 1989 e explorou seus anéis e luas. O satélite foi descoberto em 1º de julho deste ano pelo cientista Mark Showalter, do Seti Institute, da Califórnia, enquanto estudava a região no entorno do planeta. "As luas e arcos orbitam muito rapidamente, então tivemos de inventar uma maneira de seguir seu movimento a fim de descobrir os detalhes do sistema", afirmou o pesquisador.
O método desenvolvido para encontrar essa nova lua envolveu rastrear o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 imagens de arquivo de Netuno tiradas pelo Hubble entre 2004 e 2009.
Fonte: Terra
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Um grande salto para a humanidade: primeiro passo na Lua completa 44 anos
Há exatos 44
anos, em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou
realidade o sonho mais antigo das civilizações humanas quando se converteu no
primeiro homem a caminhar na Lua.
| Neil Armstrong fotografou Buzz Aldrin descendo a escada do Módulo Lunar para também dar seus primeiros passos na Lua. |
Enquanto 500
milhões de pessoas em torno do mundo esperavam ansiosamente aglomeradas junto a
rádios e telas de televisão de imagem borrada, Armstrong desceu a escada do
módulo sobre a superfície lunar.
"Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade", recitou Armstrong com a voz levemente distorcida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, uma frase que ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.
As multidões ovacionaram o momento quando Armstrong foi alcançado por seu companheiro Buzz Aldrin, que descreveu a "magnífica desolação" da paisagem lunar, nunca antes testemunhada em primeiro plano vista da Terra. Apenas 12 terráqueos caminharam desde então pela superfície da Lua, o solitário e misterioso satélite da Terra que alimentou nossos sonhos desde que os primeiros humanos caminharam sobre o planeta.
Em plena Guerra Fria, o programa Apollo foi usado para provar o domínio americano na corrida espacial. Colocar uma bandeira dos Estados Unidos na superfície da Lua em 1969 marcou pontos muitos importantes em relação à União Soviética. O programa Apollo, que tornou possível seis alunissagens bem sucedidas entre 1969 e 1972, começou oito anos antes, em 1961, quando o presidente John F. Kennedy lançou o desafio ao Congresso de levar o homem à Lua ainda naquela década.
"Creio que esta nação deve se comprometer em alcançar a meta, antes de terminar esta década, de aterrissar o homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra sem perigo", disse então Kennedy. Foi aí que os EUA desenvolvem o programa Apollo, que transformou-se em uma arma bem sucedida na prova de domínio na corrida espacial que culminou com os passos do americano Neil Armstrong na lua durante a missão Apollo 11, em 1969.
A União Soviética foi a primeira nação a colocar um satélite em órbita, em 1957, com o lançamento do Sputnik e, em 1961, Yuri Gagarin se converteu no primeiro homem a viajar ao espaço. A corrida espacial se converteu no símbolo da batalha da Guerra Fria pelo domínio entre ideologias enfrentadas e poderes mundiais polarizados.
Em 1970, meses depois das alunissagens, o dissidente soviético Andrei Sakharov escreveu, em uma carta aberta ao Kremlin, que a capacidade dos Estados Unidos de colocar um homem na Lua provou a superioridade de uma democracia. Graças à crescente prosperidade dos Estados Unidos e seus êxitos científicos e técnicos, o país colocou rapidamente em marcha o programa Apollo.
Mas a conquista da Lua não foi o único resultado da corrida espacial. Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje - como a comunicação mundial instantânea, via satélite e o uso de computadores pessoais - foram criados na época durante pesquisas de aprimoramento das missões espaciais.
"Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade", recitou Armstrong com a voz levemente distorcida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, uma frase que ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.
As multidões ovacionaram o momento quando Armstrong foi alcançado por seu companheiro Buzz Aldrin, que descreveu a "magnífica desolação" da paisagem lunar, nunca antes testemunhada em primeiro plano vista da Terra. Apenas 12 terráqueos caminharam desde então pela superfície da Lua, o solitário e misterioso satélite da Terra que alimentou nossos sonhos desde que os primeiros humanos caminharam sobre o planeta.
Em plena Guerra Fria, o programa Apollo foi usado para provar o domínio americano na corrida espacial. Colocar uma bandeira dos Estados Unidos na superfície da Lua em 1969 marcou pontos muitos importantes em relação à União Soviética. O programa Apollo, que tornou possível seis alunissagens bem sucedidas entre 1969 e 1972, começou oito anos antes, em 1961, quando o presidente John F. Kennedy lançou o desafio ao Congresso de levar o homem à Lua ainda naquela década.
"Creio que esta nação deve se comprometer em alcançar a meta, antes de terminar esta década, de aterrissar o homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra sem perigo", disse então Kennedy. Foi aí que os EUA desenvolvem o programa Apollo, que transformou-se em uma arma bem sucedida na prova de domínio na corrida espacial que culminou com os passos do americano Neil Armstrong na lua durante a missão Apollo 11, em 1969.
A União Soviética foi a primeira nação a colocar um satélite em órbita, em 1957, com o lançamento do Sputnik e, em 1961, Yuri Gagarin se converteu no primeiro homem a viajar ao espaço. A corrida espacial se converteu no símbolo da batalha da Guerra Fria pelo domínio entre ideologias enfrentadas e poderes mundiais polarizados.
Em 1970, meses depois das alunissagens, o dissidente soviético Andrei Sakharov escreveu, em uma carta aberta ao Kremlin, que a capacidade dos Estados Unidos de colocar um homem na Lua provou a superioridade de uma democracia. Graças à crescente prosperidade dos Estados Unidos e seus êxitos científicos e técnicos, o país colocou rapidamente em marcha o programa Apollo.
Mas a conquista da Lua não foi o único resultado da corrida espacial. Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje - como a comunicação mundial instantânea, via satélite e o uso de computadores pessoais - foram criados na época durante pesquisas de aprimoramento das missões espaciais.
Fonte: Terra
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Marte sofreu perda precoce da maior parte da atmosfera
Quando era um
jovem com menos de 500 milhões de anos, Marte sofreu uma catástrofe que
desligou seu campo magnético, deixou-o exposto a fortes ventos solares e o fez
perder quase toda a sua atmosfera. Essa é a história mais plausível para a
infância do planeta, de acordo com as descobertas mais recentes do jipe-robô
Curiosity. A conclusão está em dois estudos publicados hoje na revista
"Science", que revelam com precisão inédita a composição do ar em
Marte.Já se desconfiava que o planeta tinha perdido ar no passado, mas ao analisar detalhes na composição de diferentes gases, cientistas se deram conta de que a erosão atmosférica inicial foi muito mais brusca do que se pensava, e só depois se amainou.
Após nascer com uma atmosfera espessa, com pressão centenas de vezes maior que a da Terra, Marte rapidamente perdeu quase todo seu ar e se tornou, talvez, parecido com nosso planeta. A erosão continuou, porém, e hoje o ar marciano é tão rarefeito que sua pressão é de menos de um centésimo daquela na superfície terrestre.
Os cientistas conseguiram deduzir esse histórico de perda de atmosfera porque os átomos mais leves de um gás se concentram no alto da atmosfera, e o vento solar os empurra para fora do planeta com mais facilidade. A proporção de gás argônio com peso atômico 36 para o argônio com peso atômico 40, por exemplo, era maior antes de a atmosfera sofrer erosão.
Cientistas ainda debatem o que pode ter causado essa perda de atmosfera tão brusca, e isso deve ter a ver com o campo magnético do planeta, que dependia de um fluxo de magma em seu interior. Caso esse magma tenha se solidificado, o magnetismo se esvaiu e deixou o planeta exposto ao vento solar, que era mais forte naquela época. Outra hipótese é a de uma grande colisão ter desestabilizado o fluxo de magma.
Para Paul Mahaffy, líder de um dos estudos, impactos com asteroides e cometas podem ter dado conta de afinar a antiga atmosfera marciana. A missão do Curiosity é investigar a possibilidade de Marte ter tido condições favoráveis à vida no passado, mas ainda não está claro se a história da perda precoce da atmosfera do planeta é notícia boa ou ruim para isso.
Certamente, não é um impeditivo, pois ao menos durante algum tempo a pressão atmosférica do planeta foi adequada para manter água líquida, cujo fluxo deixou sinais em rochas. "A questão é quanto tempo essa água durou", disse Mahaffy à Folha. "É plausível que ela tenha persistido bastante tempo sob uma atmosfera não tão pesada quanto a inicial."
Chris Webster, líder do outro estudo da Nasa que sai hoje, se diz otimista. Mesmo que a atmosfera de Marte tenha sido reduzida a um décimo do tamanho original logo no início, diz, ela ainda teria um valor razoável, e só ao longo do tempo teria sido encolhida para o valor atual.
"Houve um período em que a atmosfera de Marte era similar à nossa, e havia água líquida", diz. "É preciso levar em conta, claro, que a superfície de Marte é muito cruel, com muita radiação ultravioleta, mas abaixo da superfície há a possibilidade de ter havido um monte de ingredientes necessários à vida."
Essas condições amenas, porém, estariam com os dias contados, pois o fim do campo magnético de Marte o levaria a continuar a perder atmosfera e pressão.
Em novembro, a Nasa enviará a Marte a sonda Maven, que vai investigar a atual taxa de perda atmosférica.
Fonte: Terra
Assinar:
Postagens (Atom)
Marcadores
10 anos
10th IMAA
ABC da Astronomia
Adonai Lopes
Água
Alinhamento
anã fria
andrômeda
Antimatéria
Asteroid day
Asteroides
Astrobiologia
Astrofísica
Astronauta
Astronáutica
Astronomia
Astronomia na Praça
Atmosfera
Bibliografias
Big Bang
bolha
Brasil
Buraco Negro
C.E.C
Calendários
calourada
Caravana da Ciência e Cidadania
Carl Sagan
Caronte
CARONTE 2016
Caronte no 10th IMAA
Cassini
Cataclismos
Centro Educacional Caminhar
CERN
céu
cfc
China
chuva
Ciência
Cinturão de Kuiper
Clube Caronte
Cometa
Cometas
competição
Constelações
Corpos Extrasolares
Cosmologia
Curiosidades
Curiosity
descoberta
Divulgação
Eclipse
Eclipse Lunar
efeitos
Efeméredes
Einstein
Elias Cloy
Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica
Eratóstenes
ESA
ESO
espaço
estrela
Estrelas
Eventos
Exoplanetas
Exploração Espacial
Extensão
Fenômenos Naturais
Fim do Universo
Física Moderna
Foguete
Foguetes
foto
Fundação São José
Gagarin
Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo
galaxia
Galáxias
garrafa pet
Gigantes Vermelhas
Grandes astrônomos
Gravidade
Grécia
Greenglow
História Astronômica
IAU
IFF
IFFluminense Campus Itaperuna
IMAA
Imagens da Semana
Índia
Início dos trabalhos
ISS
Itaperuna
IV Semana da Fundação
Júpiter
Kepler
laranjada
Lixo Espacial
Louis Cruls
Lua
Maikon Vieira
Mark Zuckerberg
Marte
Matéria e Energia Escura
Matheus Vieira
membros do clube
Mercúrio
Meteorologia
Meteoros
Missão Marte
mistériio
Mitologia
Mitologia Indígena
MOBFOG
MOFOG
mundo
Nasa
NASA publica a maior foto mundo!!
Nely Bastos
Nicolau Copérnico
Nobel
Notícias
Notícias de Astronomia
O projeto misterioso
OBA
objerto
Observação celeste
oficina
Ondas Gravitacionais
ONU
Origem da Vida
Pesquisas Públicas
Planeta anão
Planetas
planetas habitáveis
Plutão
Poluição Luminosa
Popularização da Ciência
Premiação I Competição de Foguetes Caronte
Premiação OBA 2016
Prof. Adriano Ferrarez
Pulsar
Quasar
Radiotelescópios
Relatividade
robô
Rodrigo de O. França
Ron Evans
Rússia
Salvar a Humanidade
Samanta Meireles
Satélites
Satélites Artificiais
Saturno
Sávio Andrade
SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO?
Sistema Solar
Sol
Sonda
Sondas
SpaceX
Stephen Hawking
superlua
Telescópio Hubble
Telescópios
Tempestade Solar
Terça dia 22/03/2016
Terra
Universo
Vênus
Very Large Telescope (VLT)
Via Láctea
Viagem Interestelar
Vida Extraterrestre
Vídeos



