sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Com nova descoberta, Hubble eleva para 14 número de luas em Netuno

Imagem obtida pelo telescópio Hubble mostra a localização da lua S/2004 N 1, na órbita de Netuno, a cerca de 4,8 bilhões de quilômetros da Terra.
O telescópio espacial Hubble descobriu uma nova lua na órbita de Netuno, elevando para 14 o número de satélites naturais ao redor do planeta gigante. A lua, denominada S/2004 N 1, tem diâmetro estimado em pouco mais de 19 quilômetros, o que a torna a menor do sistema netuniano.

Ela é tão pequena e escura que tem o brilho aproximadamente 100 milhões de vezes mais fraco que o menor brilho de uma estrela possível de ser vista a olho nu.

A novidade passou despercebida pela sonda Voyager 2, que cruzou Netuno em 1989 e explorou seus anéis e luas. O satélite foi descoberto em 1º de julho deste ano pelo cientista Mark Showalter, do Seti Institute, da Califórnia, enquanto estudava a região no entorno do planeta. "As luas e arcos orbitam muito rapidamente, então tivemos de inventar uma maneira de seguir seu movimento a fim de descobrir os detalhes do sistema", afirmou o pesquisador.

O método desenvolvido para encontrar essa nova lua envolveu rastrear o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 imagens de arquivo de Netuno tiradas pelo Hubble entre 2004 e 2009.


Fonte: Terra

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um grande salto para a humanidade: primeiro passo na Lua completa 44 anos

Há exatos 44 anos, em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou realidade o sonho mais antigo das civilizações humanas quando se converteu no primeiro homem a caminhar na Lua. 
Neil Armstrong fotografou Buzz Aldrin descendo a escada do Módulo Lunar para também dar seus primeiros passos na Lua.
Enquanto 500 milhões de pessoas em torno do mundo esperavam ansiosamente aglomeradas junto a rádios e telas de televisão de imagem borrada, Armstrong desceu a escada do módulo sobre a superfície lunar.

"Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade", recitou Armstrong com a voz levemente distorcida pela distância e pelos equipamentos de comunicação, uma frase que ficaria gravada para sempre nos livros de história da Terra.

As multidões ovacionaram o momento quando Armstrong foi alcançado por seu companheiro Buzz Aldrin, que descreveu a "magnífica desolação" da paisagem lunar, nunca antes testemunhada em primeiro plano vista da Terra. Apenas 12 terráqueos caminharam desde então pela superfície da Lua, o solitário e misterioso satélite da Terra que alimentou nossos sonhos desde que os primeiros humanos caminharam sobre o planeta.

Em plena Guerra Fria, o programa Apollo foi usado para provar o domínio americano na corrida espacial. Colocar uma bandeira dos Estados Unidos na superfície da Lua em 1969 marcou pontos muitos importantes em relação à União Soviética. O programa Apollo, que tornou possível seis alunissagens bem sucedidas entre 1969 e 1972, começou oito anos antes, em 1961, quando o presidente John F. Kennedy lançou o desafio ao Congresso de levar o homem à Lua ainda naquela década.

"Creio que esta nação deve se comprometer em alcançar a meta, antes de terminar esta década, de aterrissar o homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra sem perigo", disse então Kennedy. Foi aí que os EUA desenvolvem o programa Apollo, que transformou-se em uma arma bem sucedida na prova de domínio na corrida espacial que culminou com os passos do americano Neil Armstrong na lua durante a missão Apollo 11, em 1969.

A União Soviética foi a primeira nação a colocar um satélite em órbita, em 1957, com o lançamento do Sputnik e, em 1961, Yuri Gagarin se converteu no primeiro homem a viajar ao espaço. A corrida espacial se converteu no símbolo da batalha da Guerra Fria pelo domínio entre ideologias enfrentadas e poderes mundiais polarizados.

Em 1970, meses depois das alunissagens, o dissidente soviético Andrei Sakharov escreveu, em uma carta aberta ao Kremlin, que a capacidade dos Estados Unidos de colocar um homem na Lua provou a superioridade de uma democracia. Graças à crescente prosperidade dos Estados Unidos e seus êxitos científicos e técnicos, o país colocou rapidamente em marcha o programa Apollo.

Mas a conquista da Lua não foi o único resultado da corrida espacial. Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje - como a comunicação mundial instantânea, via satélite e o uso de computadores pessoais - foram criados na época durante pesquisas de aprimoramento das missões espaciais.


Fonte: Terra


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Marte sofreu perda precoce da maior parte da atmosfera

Quando era um jovem com menos de 500 milhões de anos, Marte sofreu uma catástrofe que desligou seu campo magnético, deixou-o exposto a fortes ventos solares e o fez perder quase toda a sua atmosfera. Essa é a história mais plausível para a infância do planeta, de acordo com as descobertas mais recentes do jipe-robô Curiosity. A conclusão está em dois estudos publicados hoje na revista "Science", que revelam com precisão inédita a composição do ar em Marte.

Já se desconfiava que o planeta tinha perdido ar no passado, mas ao analisar detalhes na composição de diferentes gases, cientistas se deram conta de que a erosão atmosférica inicial foi muito mais brusca do que se pensava, e só depois se amainou.

Após nascer com uma atmosfera espessa, com pressão centenas de vezes maior que a da Terra, Marte rapidamente perdeu quase todo seu ar e se tornou, talvez, parecido com nosso planeta. A erosão continuou, porém, e hoje o ar marciano é tão rarefeito que sua pressão é de menos de um centésimo daquela na superfície terrestre.

Os cientistas conseguiram deduzir esse histórico de perda de atmosfera porque os átomos mais leves de um gás se concentram no alto da atmosfera, e o vento solar os empurra para fora do planeta com mais facilidade. A proporção de gás argônio com peso atômico 36 para o argônio com peso atômico 40, por exemplo, era maior antes de a atmosfera sofrer erosão.

Cientistas ainda debatem o que pode ter causado essa perda de atmosfera tão brusca, e isso deve ter a ver com o campo magnético do planeta, que dependia de um fluxo de magma em seu interior. Caso esse magma tenha se solidificado, o magnetismo se esvaiu e deixou o planeta exposto ao vento solar, que era mais forte naquela época. Outra hipótese é a de uma grande colisão ter desestabilizado o fluxo de magma.

Para Paul Mahaffy, líder de um dos estudos, impactos com asteroides e cometas podem ter dado conta de afinar a antiga atmosfera marciana. A missão do Curiosity é investigar a possibilidade de Marte ter tido condições favoráveis à vida no passado, mas ainda não está claro se a história da perda precoce da atmosfera do planeta é notícia boa ou ruim para isso.

Certamente, não é um impeditivo, pois ao menos durante algum tempo a pressão atmosférica do planeta foi adequada para manter água líquida, cujo fluxo deixou sinais em rochas. "A questão é quanto tempo essa água durou", disse Mahaffy à Folha. "É plausível que ela tenha persistido bastante tempo sob uma atmosfera não tão pesada quanto a inicial."

Chris Webster, líder do outro estudo da Nasa que sai hoje, se diz otimista. Mesmo que a atmosfera de Marte tenha sido reduzida a um décimo do tamanho original logo no início, diz, ela ainda teria um valor razoável, e só ao longo do tempo teria sido encolhida para o valor atual.

"Houve um período em que a atmosfera de Marte era similar à nossa, e havia água líquida", diz. "É preciso levar em conta, claro, que a superfície de Marte é muito cruel, com muita radiação ultravioleta, mas abaixo da superfície há a possibilidade de ter havido um monte de ingredientes necessários à vida."

Essas condições amenas, porém, estariam com os dias contados, pois o fim do campo magnético de Marte o levaria a continuar a perder atmosfera e pressão.
Em novembro, a Nasa enviará a Marte a sonda Maven, que vai investigar a atual taxa de perda atmosférica.



Fonte: Terra

terça-feira, 30 de julho de 2013

Nasa divulga foto rara da Terra tirada perto de Saturno

A agência espacial americana divulgou nesta terça-feira uma foto da Terra e da Lua tirada de um ponto de vista inédito, perto de Saturno e de seus anéis, uma imagem única e rara. A foto colorida foi tirada pela sonda Cassini a 1,4 bilhão de quilômetros da Terra, segundo a Nasa. 
Rara imagem feita no dia 19 de julho pela lente grande-angular da sonda Cassini mostra os anéis de Saturno com o planeta Terra e a Lua ao fundo: um mesmo ponto brilhante à distância de 1,5 bilhão de quilômetros. Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute / Divulgação
A esta distância, apesar de os anéis de Saturno serem bem reconhecíveis, a Terra é apenas um pequeno ponto de luz ao fundo. A foto foi tirada em 19 de julho passado.

"Esta é a primeira vez que sabíamos de antemão que a Terra seria fotografada a uma distância interplanetária", afirmou a Nasa. "Também é a primeira vez que a resolução da câmera da Cassini registra a Terra e a Lua como dois objetos distintos", acrescentou.

O ângulo pouco comum foi possível graças ao fato de que o Sol estava por trás de Saturno, do ponto de vista da sonda. O planeta bloqueou a maior parte da luz, que, de outro modo, teria sido tão intensa que teria podido danificar o sensor da câmera. A foto foi tirada com uma câmera dos anos 1990 (a sonda Cassini foi lançada em 1997) - nem de perto tão sofisticada quanto os instrumentos ópticos atuais.

"Não se pode ver os continentes ou as pessoas neste retrato da Terra, mas este pequeno ponto azul é um resumo de onde estávamos em 19 de julho", explicou Linda Spilker, cientista da sonda Cassini. "As imagens da sonda Cassini nos recordam que nosso planeta é muito pequeno no Universo", acrescentou.

A nave espacial Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997 para estudar Saturno e seus inúmeros satélites. O aparelho se aproximou do planeta dos anéis em 2004 depois de passar perto de Júpiter.



Fonte: Terra

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Hubble revela pela primeira vez a verdadeira cor de exoplaneta

Astrônomos determinaram pela primeira vez a verdadeira cor de um planeta na órbita de uma estrela diferente do Sol. Se visto por olhos humanos, o planeta conhecido como HD 189733b seria de um profundo azul cobalto - parecido com as cores da Terra quando vista do espaço. As semelhanças, porém, acabam por aí. 
Impressão artística do planeta azul HD 189733b mostra cores que lembram a Terra.
Esse planeta extrassolar azul é um gigante gasoso que orbita muito próximo de sua estrela. A atmosfera ali é abrasadora, com uma temperatura que ultrapassa os 1000 ºC, e lá chove vidro - em partículas de silicato condensado carregadas por ventos de 7 mil quilômetros por hora.

À distância de 63 anos-luz da Terra, esse mundo alienígena é um dos exoplanetas mais próximos de nós que pode ser visto cruzando sua estrela. O HD 189733b tem sido intensivamente estudado pelo Hubble e outros telescópios, e astrônomos descobriram que sua atmosfera é muito variável e exótica, com nevoeiros e violentas erupções. Agora, o planeta foi alvo de um estudo que determinou de maneira inédita a cor visível de um exoplaneta.

"Esse planeta foi bem estudado no passado, mas medir sua cor é algo realmente novo - podemos imaginar de verdade como esse planeta seria se fôssemos capazes de vê-lo diretamente", afirmou Frédéric Pont, da Universidade de Exeter, autor do estudo que será publicado na edição de agosto da revista Astrophysical Journal Letters.

A cor azul desse planeta não é derivada do reflexo de um oceano tropical, mas se deve à turbulenta atmosfera que, acreditam os cientistas, está misturada com partículas de silicato que dispersam luz azul. Para determinar como seria o planeta aos olhos humanos, os astrônomos mediram quanta luz era refletida da superfície do HD 189733b - uma propriedade conhecida como "albedo".



Fonte: Terra

Colisão de estrelas cria o equivalente a 10 Luas em ouro

Cientistas registraram uma explosão de raios gama após a colisão de duas estrelas de nêutrons. O resultado do efeito cataclísmico foi a criação de diversos elementos - foi ejetado o equivalente a 100 vezes a massa do Sol em material. 
Concepção artística mostra a colisão das estrelas de nêutrons.
Entre essa gigantesca quantidade de matéria, muito ouro - os cientistas estimam que 10 vezes a massa da Lua do metal. O estudo foi divulgado na revista Astrophysical Journal Letters nesta quarta-feira.

Ao contrário de elementos mais comuns, como carbono ou ferro, o ouro não é criado dentro das estrelas. Para isso, são necessários eventos mais extremos. No caso registrado, duas estrelas de nêutrons - o núcleo que sobrou de duas estrelas que explodiram como supernova - colidiram, o que levou a uma explosão de raios gama. Diversos elementos foram criados, entre eles o metal.

"Nós estimamos que a quantidade de ouro produzida e ejetada durante a colisão das duas estrelas de nêutrons foi grandes como 10 massas lunares", diz o autor principal do artigo, Edo Berger, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (EUA). A explosão ocorreu a 3,9 bilhões de anos da Terra - uma das mais próximas já registradas - e foi vista pelo satélite Swift, da Nasa, em 3 de junho. Ela durou menos de dois décimos de segundo.

"Parafraseando Carl Sagan, somos todos produtos das estrelas, e nossas joias são produtos de colisões de estrelas", diz Berger.



Fonte: Terra

Cientistas ligam nº de estrelas em galáxia a sua velocidade de criação

Telescópios ALMA
Uma equipe de astrônomos europeus conseguiu relacionar a velocidade em que se encontram estrelas em uma galáxia com seu número total, já que uma intensa geração de astros pode expulsar o gás do qual elas se nutrem para crescer.

O descobrimento foi possível graças às melhores imagens obtidas da galáxia espiral do Escultor, ou NGC 253, a apenas 11,5 milhões de anos-luz do Sistema Solar, nas quais são vistas "esfumaçadas colunas de gás denso e frio fugindo do centro do disco galático", informou hoje o Observatório Europeu do Sul (Eso).

Com o telescópio Alma, situado na região do Atacama (Chile), os especialistas europeus observaram como a formação estelar acelerada pode "arrancar o gás de uma galáxia", produzindo "imagens impactantes que mostram enormes jatos de gás molecular expulsos" a vácuo, como detalha um estudo publicado na revista científica Nature.

"Com a extraordinária resolução e precisão do Alma, podemos ver claramente, e pela primeira vez, concentrações maciças de gás frio expulsas por ondas expansivas de intensa pressão criadas pelas estrelas jovens" afirma Alberto Bolatto, astrônomo da Universidade de Maryland.

"A quantidade de gás que medimos nos dá demonstrações evidentes que algumas galáxias em crescimento lançam mais gás do que absorvem. É possível que estejamos vendo um exemplo atual de algo muito comum que ocorria no universo cedo", acrescentou Bolatto.

Concretamente, os pesquisadores determinaram que estava sendo ejetado gás molecular por uma massa equivalente à de dez vezes a do Sol por ano a uma velocidade de entre 150 mil e 1 milhão de km/h.

A principal consequência disso é que as futuras gerações de estrelas ficam sem o combustível necessário para se formar e crescer. Essa descoberta ajuda a explicar a escassez de galáxias com uma alta densidade de estrelas no universo, algo que causava estranheza à comunidade científica.

Os modelos teóricos criados por computador previam que as galáxias mais antigas e vermelhas deveriam ter muito mais massa e mais estrelas do que se poderia medir na prática.



Fonte: Terra

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pode haver vida em 60 bilhões de exoplanetas na Via Láctea, diz estudo

Apesar de apenas alguns exoplanetas potencialmente habitáveis terem sido detectados até hoje, cientistas afirmam que o universo deve estar repleto de mundo alienígenas capazes de abrigar vida.

Ilustração mostra uma simulada cobertura de nuvens (em branco) sobre um planeta (azul) orbitando uma estrela anã-vermelha: condições podem ajudar sistema a abrigar vida ao gerar calor.
A Via Láctea sozinha pode ter 60 bilhões desses planetas em torno de estrelas anãs-vermelhas, conforme aponta uma nova estimativa.

Baseando-se em informações do "caçador de planetas" Kepler, telescópio espacial utilizado pela Nasa - a agência espacial americana - para a busca de exoplanetas, cientistas calcularam que deve haver um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada anã-vermelha, o tipo de estrela mais comum. Agora, porém, um grupo de pesquisadores dobrou essa estimativa, depois de considerar que a cobertura de nuvens pode ajudar um mundo alienígena a sustentar formas de vida.

"As nuvens provocam aquecimento e tornam a Terra mais fria", afirmou em um comunicado o cientista Dorian Abbot. "Elas refletem a luz do Sol para esfriar as coisas, e absorvem radiação infravermelha da superfície para fazer o efeito estufa. Isso é parte do que torna o planeta quente o suficiente para abrigar vida", disse o pesquisador da Universidade de Chicago.

A zona habitável é definida como a região onde o planeta conta com temperatura adequada para conservar água em estado líquido na superfície - o que, segundo se entende, é uma condição necessária para o desenvolvimento das formas de vida como as conhecemos. Se o planeta está muito distante de sua estrela, a água congela; se está muito próximo, a água evapora. Como as anãs-vermelhas são mais escuras e frias que o nosso sol, sua zona habitável é mais "aconchegante" que a do Sistema Solar.


Fonte: Terra


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Espaço será destino turístico em 5 anos e dará origem a novo mercado

Tomar um refrigerante em um hotel lunar com vista para a Terra será possível em menos de 20 anos, segundo especialistas em turismo espacial, um novo ramo comercial que levanta questões típicas de histórias de ficção científica que ainda precisam de respostas baseadas em fatos reais.

Em meia década já será uma moda entre mais ricos experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra no espaço.
O fundador da Space Tourism Society, John Spencer, disse à Agência Efe que a exploração econômica da órbita terrestre e dos corpos celestes próximos é inevitável. O que ainda não foi estabelecido é como a expansão humana pelo sistema solar será administrada.

Em meia década já será uma moda entre mais ricos experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra a bordo de um voo da Virgin Galactic ou da SpaceX. Além disso, haverá uma estação orbital de uso turístico que será construída pela Bigelow Aerospace.

"Daqui a seis ou sete anos teremos o primeiro hotel no espaço com capacidade para 40 pessoas. Na próxima década, retornaremos à Lua e cinco anos mais tarde um hotel será construído lá", explicou Spencer.

Nessa época, a Planetary Resources estará perfurando algum dos 1,5 mil asteroides que orbitam regularmente próximos à Terra em busca de água e minerais, e saltos estratosféricos como o de Felix Baumgartner serão um novo tipo de esporte radical.

Os cruzeiros espaciais, as corridas de carros pela Lua, e a colonização de Marte parecem tecnicamente possíveis, mas fazer é mais fácil do que conseguir manter.

Para que estes avanços deem origem a um lucrativo mercado será necessária uma rede de serviços atualmente inexistente que facilite, entre outras coisas, que um hóspede lunar possa pagar uma bebida ou um passeio a uma cratera, responder e-mails e atualizar o perfil do Facebook.

"Qual é o endereço IP do espaço?", questiona em voz alta o diretor de comunicações do PayPal, Anuj Najjar, em entrevista à Efe sobre a iniciativa PayPal Galactic, apresentada oficialmente pela empresa, pertencente a eBay, em um evento na sede do Instituto SETI, na Califórnia.

O PayPal Galactic surge, segundo seus idealizadores, para fomentar um debate público que permita solucionar os desafios de fazer negócios fora do planeta.

"As perguntas são muitas e complexas para uma companhia possa respondê-las sozinha", disse Najjar. Ele acrescentou que o modelo de pagamentos do PayPal poderia ser utilizado no espaço se houvesse a infraestrutura adequada.

A Space Tourism Society e o SETI também apoiam o projeto do PayPal que ainda precisa do envolvimento de organismos internacionais e de países dispostos a fixar um marco regulador das atividades espaciais.

"Os governos se organizam, normalmente, no âmbito de fronteiras nacionais, mas discutimos desafios aos quais esses limites não se aplicam. Talvez os governos não sejam um modelo adequado, e devamos pensar em algum tipo de ONG", sugeriu Jill Tarter, diretor do SETI.

Tarter esclareceu que, no SETI, apenas um pequeno grupo de cientistas se dedica à busca de sinais alienígenas. A maioria deles são astrobiólogos que pesquisam a existência de vida no universo de maneira multidisciplinar, característica com a qual a iniciativa do PayPal Galactic se identifica.

"Acho que teremos que começar a pensar em algo equivalente à Teoria Especial da Relatividade de Einstein para as finanças e em como definimos o tempo quando nem todos estiverem na Terra, atual marco de referência", comentou a astrônoma cuja carreira inspirou a personagem de Jodi Foster no filme "Contato" (1997).

"Uma coisa é certa: não haverá dinheiro no espaço", afirmou Najjar que também não dúvida de que "o sistema bancário terá que ser adaptado" ao novo contexto. Isso poderia levar à criação de uma divisa específica, como os créditos imperiais de "Guerra nas Estrelas", os federais de "Jornada nas Estrelas" ou os cubits de "Galactica: Astronave de Combate".


Fonte: Terra


terça-feira, 9 de julho de 2013

Quarta e quinta luas de Plutão passam a se chamar Kerberos e Styx

A quarta e a quinta lua de Plutão receberão oficialmente os nomes Kerberos e Styx, respectivamente, escolhidos por meio de votação popular online, informou nesta terça-feira a União Astronômica Internacional (IAU).

As luas, descobertas em 2011 e 2012, eram conhecidas como P4 e P5, mas o líder da equipe responsável pelo seu descobrimento, graças às observações do telescópio Hubble da Nasa, decidiu organizar um concurso para batizá-las.

A IAU costuma assessorar os pesquisadores no processo de nomenclatura de corpos celestiais, e se encarrega também de comprovar que as palavras escolhidas não causarão problemas e confusões de qualquer tipo relacionados aos diferentes idiomas e culturas.
Neste caso, para manter a coerência em relação aos nomes das outras luas de Plutão - Caronte, Nix e Hidra -, as opções disponíveis para voto tinham a ver com a mitologia clássica.

Entre os nomes Vulcano, Cerberus e Styx que faziam parte da lista de favoritos, a equipe da IAU resolver excluir Vulcano e Cerberus após uma análise. O primeiro já se refere a um "planeta hipotético" situado entre Mercúrio e o Sol, além de o termo "vulcanoide" estar associado a qualquer asteroide na órbita de Mercúrio.
Já o nome, Styx, cumpria todos os requisitos, por se referir ao rio do submundo na mitologia grega.


A equipe da IAU também preferiu trocar Cerberus pela grafia grega Kerberos para evitar que fosse confundido com um asteroide chamado 1865 Cerberus.
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