quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um Universo de Galáxias


Imensidão Galáctica

Os cientistas estimam que existam pelo menos 125 bilhões de galáxias no universo. Diante disso, a via láctea – a galáxia onde se localiza a Terra seria apenas como uma gota d`água em um vasto oceano.
Um ano-luz é uma distância e tanto. Equivale a 9,5 trilhões de quilômetros -  algo inimaginável para a nossa escala cotidiana, no entanto íntimo para a astronomia, que está acostumada a trabalhar com números e escalas bem maiores. Para sermos mais precisos, um ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo durante o período de um ano à velocidade de 300.000 Km/s. A Via Láctea, a galáxia onde se localiza o sistema solar, têm diâmetro de 100 mil anos-luz. Ou seja, para ir de um extremo ao outro seriam necessários 100 mil anos viajando na velocidade da luz! Pode parecer bastante mas para as dimensões do universo ainda é bem pouco.

Andrômeda, galáxia mais próxima da Via láctea e mesmo assim muito distante
A galáxia de Andrômeda, vizinha da Via Láctea, localiza-se a aproximadamente 2,3 milhões de anos-luz de distância. Retomando a comparação, para chegar a Andrômeda um viajante gastaria mais de 2 milhões de anos cruzando o espaço na velocidade da luz. 
É impressionante, mas é bom lembrar que, levando em conta as distâncias astronômicas, ir da Via Láctea a Andrômeda seria como sair de casa e chegar, no máximo, à casa do vizinho. Assim, pensando que podem existir 125 bilhões de galáxias no universo, como calculam os astrônomos, é possível ter uma ideia da grandiosidade do cosmos.

Primeiras observações

A galáxia é um conjunto massivo de centenas de milhões de estrelas que sofrem os efeitos de uma mesma gravitação e orbitam em torno de um centro comum. Em uma noite límpida, todas as estrelas que podemos ver a olho nu, por exemplo, pertencem à mesma galáxia onde se situa a Terra, a Via Láctea. Além de estrelas, um galáxia tem planetas e outros corpos rochosos, raios cósmicos, nuvens de gás e poeira.
Via láctea vista da Terra
O astrônomo persa Al-Sufi (903-986) teria sido o primeiro a identificar uma galáxia alam da Via Láctea: a de Andrômeda. Ainda assim, até metade do século XVIII, apenas três galáxias haviam sido observadas e descritas.
Com o desenvolvimento e a sofisticação dos telescópios os astrônomos puderam encontrar outras. Com o uso de lentes potentes, o francês Charles Messier (1730-1817) foi capaz de catalogar, até 1780, 32 galáxias. Cada uma delas ganhou um número, antecedido da letra M, em homenagem ao seu descobridor. Por isso Andrômeda é catalogada entre os estudiosos como M31. 

Visão do passado                                    

A fotografia espacial é uma ferramenta importantíssima no estudo de galáxias. Com o auxílio dela, os cientistas já detectaram galáxias localizadas a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. Isso quer dizer que a luz captada pelos nossos telescópios foi emitida por algumas estrelas há mais de 10 bilhões de anos. Vários desses corpos celestes estão tão distantes que podem ajudar a contar o passado do universo.
O telescópio Hubble durante um bom
tempo foi a principal ferramenta
na busca por novas galáxias
Até o início do século XX, muitos conjuntos de estrelas eram tidos como nebulosas – uma formação de moléculas gasosas que compõe uma espécie de nuvem.
Em 1755, o filósofo Immanuel Kant (1725-1804) levantou a hipótese de que algumas poderiam ser sistemas estelares semelhantes ao nosso. Na época, sua tese não foi levada a sério, mas, passados mais de 150 anos, os astrônomos perceberam que Kant tinha razão, pois constatou-se que várias nebulosas catalogadas pelos cientistas eram, na verdade, galáxias.
O astrônomo norte-americano Edwin Hubble foi o primeiro a classificar as galáxias. Em sua maioria, elas têm aspectos regulares que permitem enquadrá-las em duas classes (espirais e elípticas), de acordo com seu formato. Galáxias sem forma definida são chamadas de irregulares.

Grupos galácticos

Os cientistas constataram que as galáxias quase sempre são encontradas em grupos – chamados também de aglomerados ou cúmulos. A Via Láctea, por exemplo, pertence ao aglomerado denominado Grupo Local. Considerado pequeno, ele é composto de 40 membros que ocupam uma extensão de 3 milhões de anos-luz em sua maior dimensão. As duas galáxias mais luminosas desse grupo são a Via Láctea e Andrômeda, ambas de formato espiral.
Um retrato da imensidão galática.
Cada ponto que você vê na imagem representa uma galáxia.
Os aglomerados, contudo,não são as maiores estruturas do universo. Há ainda os superaglomerados ou supercúmulos, conjuntos separados por grandes distâncias. O mais conhecido entre todos é o Supercúmulo Local, do qual a Via Láctea faz parte. Ele tem cerca de 100 milhões de anos-luz de extensão e, além de ser composto pelo Grupo Local de galáxias, inclui o aglomerado de Virgem.

Colisão sideral

Céu noturno daqui a 4 bilhões de anos 
terá como atração a colisão entre nossa galáxia 

e Andrômeda. Tal fenômeno resultará na 

formação de um nova galáxia elíptica.
Galáxias podem colidir umas com as outras. Havendo uma interação de galáxias de tamanhos semelhantes, pode ocorrer uma fusão entre elas. Quando uma galáxia muito grande interage com outra menor, as forças da maré gravitacional da maior podem ser tão fortes a ponto de destruir a estrutura da galáxia menor. Dessa forma, a primeira incorpora os fragmentos da segunda. Esse fenômeno é conhecido como canibalismo galáctico. 

O encontro entre duas galáxias, no entanto, nem sempre resulta em uma fusão. Se a interação entre elas é fraca, ambas podem sobreviver, mas o efeito da maré gravitacional provoca o surgimento de pontes ou caudas em um ou nos dois lados das galáxias.


Fonte: Atlas do Universo

Mais imagens:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um Brilho no Céu - Estrelas e seu ciclo de vida


As estrelas, brilham e morrem em um processo contínuo que ocorre desde o nascimento do universo.
Nebulosas, verdadeiros berçários estelares
O telescópio espacial Hubble captou a cerca de 1,500 anos-luz da Terra uma das imagens mais fascinantes já observadas: um berçário de estrelas. As lentes do Hubble foram direcionadas para a Constelação de Órion e localizaram na Nebulosa de Cabeça de Cavalo uma nuvem fria de gás e poeira interestelar, da qual se originam novas estrelas.
O berçário em questão não é o único no universo. A todo momento, estrelas nascem e começam a emitir brilho e energia. Milhões delas sequer foram detectadas porque sua luz vai viajar durante muito tempo até que e torne visível na Terra – o brilho das estrelas recém-nascidas de Cabeça de Cavalo levaram 1,500 anos para chegar até aqui.
As estrelas formam-se de nuvens frias de poeira e gases. Devido a um processo ainda não totalmente compreendido, essa concentração de material começa a se contrair em decorrência da ação de sua própria gravidade. A energia gravitacional, então, transforma-se em energia térmica. Cerca de 1 milhão de anos, forma-se o que será o futuro do núcleo da estrela, que se torna gradativamente mais concentrado e quente.
Proto Sistema Solar. O Sol ao centro é 
uma estrela "recém-nascida" com 
alguns poucos milhares de anos.
Esse corpo celeste atrai matéria por milhões de anos. Ao concentrar massa e calor suficientes para tornar duradoura a fusão nuclear, transforma-se em estrela. Uma vez constituída, a estrela pode brilhar por vários bilhões de anos, enquanto houver conversão de hidrogênio em hélio, que resulta em liberação de energia. Quanto maior a estrela, mais acelerado é o processo de geração de energia e menor tempo de vida.
O Sol tem 4,6 bilhões de anos e estima-se que ele deva durar mais 6 bilhões de anos antes de se apagar. Sua luz possui tom amarelado, o que tem relação com a temperatura de sua superfície. Veja, a estrela mais visível a partir do hemisfério norte da Terra, tem luz branca e é mais quente do que o Sol. Antares parece ser laranja-avermelhado e teria, portanto, temperatura menos do que a solar.

O brilho da supernova

Na noite de 4 de julho de 1054, como costume astrônomos chineses observaram o céu e notaram algo estranho: um brilho intenso próximo à estrela Zeta, na Constelação de Touro. Era um fenômeno nunca visto até então e que, durante as semanas seguintes, chamou a atenção de todos. Já no século XX, depois de estudar a Nebulosa de Caranguejo, os astrônomos concluíram que ela era resultado da explosão de uma estrela ocorrida há cerca de 900 nos. A constelação foi a chave para relacionar o registro dos chineses à explosão de uma supernova. O que os chineses viram, na verdade, teria sido o espetacular fim de uma estrela. A Nebulosa de Caranguejo encontra-se a cerca de 6,5 mil anos-luz da Terra e têm diâmetro de 6 anos-luz. É provável que a estrela que deu origem à Nebulosa tivesse massa inicial próxima de dez massas solares. Em 1969, foi descoberto em seu centro um pulsar que gira 33 vezes por segundo, emitindo raios X, o que transforma a Nebulosa em uma poderosa fonte de radiação.
A Nebulosa do Caranguejo (foto) teve sua
origem de restos de uma supernova
A supernova é fruto de uma estrela de grandes proporções que chegou ao fim. Após queimar seu combustível, esgotando assim suas reservas de hidrogênio e hélio, a estrela entra em colapso. Num primeiro momento encolhe-se ao ponto de ficar com diâmetro de 20 quilômetros. Em seguida, explode violentamente – é o fenômeno da supernova.
A extraordinária explosão marca o fim da estrela gigante. Sucedem-se um repentino aumento de luminosidade e uma enorme liberação de energia. Uma supernova desprende, em dez segundos, cem vezes mais energia que o Sol em toda a sua vida. Depois da explosão da estrela que dá origem à supernova sobra um remanescente gasoso que se expande e brilha durante milhões de anos. Estima-se que em nossa galáxia ocorram duas supernovas por século.
A explosão que põe fim a vida de uma estrela supergigante ocorre porque seu pesadíssimo núcleo de ferro não é capaz de suportar a própria gravidade. Sem fusão nuclear em seu interior, a estela colapsa, expulsando para o exterior resíduos de gases que se expandem e brilham por centenas ou milhares de anos. Os elementos expulsos durante a explosão da estrela fornecem material ao meio interestelar. A partir dele, formam-se novas gerações de estrelas.

O apagar das luzes

A maioria das estrelas inclusive o Sol, não possui características para explodir em forma de supernova. Nesse caso, o fim delas é menos vistoso, mas não menos espetacular. O processo desenvolve-se do seguinte modo: quando a estrela consome todo o hidrogênio, seu núcleo passa a encolher, “empurrado” pela pressão gravitacional.
Ao mesmo tempo que isso acontece, as camadas exteriores são aquecidas e expandem-se. A estrela aumenta seu brilho e transforma-se em uma gigante vermelha. Inicia-se, então, um novo tipo de reação: em temperaturas ainda mais altas, o hélio converte-se em carbono. Entre as estrelas menores, o processo termina aí, com o hélio sendo totalmente consumido – trata-se da chamada anã branca. As estrelas de maior massa, por sua vez, avançam para outro estágio: ainda há energia suficiente para transformar o carbono em substâncias ainda mais pesadas, como o ferro.
No caso do Sol, prevê-se que daqui a 6 bilhões de anos, após queimar todo o hidrogênio, ele se transforme em gigante vermelha. Seu brilho deve ser 2 mil vezes superior ao atual e a energia emitida será tão intensa que, caso ainda exista, a vida na Terra será devastada. Os oceanos vão evaporar e a atmosfera será destruída. Por fim, o Sol ficará tão grande que invadirá as orbitas de Mercúrio, Vênus e, talvez, da Terra. Depois disso, passados 1,5 bilhão de anos, o Sol deve virar uma anã branca.




Fonte: Atlas do Universo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estudo vislumbra primeiro planeta "brasileiro"


Um grande estudo liderado por um pesquisador da Universidade de São Paulo está muito perto de encontrar os primeiros planetas "brasileiros" fora do Sistema Solar.
Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), chefia o grupo internacional responsável pelo trabalho, que tem por objetivo decifrar como surgem as diversas arquiteturas possíveis para um sistema planetário.
Para tanto, ele obteve 88 noites de observação no telescópio de 3,6  m do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, Chile. É lá que está o espectrógrafo Harps, festejado na semana passada pela descoberta de um mundo do tamanho da Terra em Alfa Centauri B. Ele mede variações na luz vinda das estrelas, causadas por um bamboleio sutil que é sintoma da influência gravitacional de planetas por perto.
As 88 noites estão distribuídas ao longo de cinco anos (de 2011 até 2015), mas resultados parciais foram apresentados durante a 37ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).
E já se pode falar algo dos possíveis primeiros planetas descobertos por uma pesquisa nacional, embora não se possa ainda cravar o achado (é costume dos caçadores de planetas só fazer um anúncio quando uma órbita completa é observada). Por ora, já se viu sinais de um candidato a "Saturno quente" (um planeta do porte de Saturno, mas muito próximo de sua estrela) e de outro similar a Júpiter.
Química estelar - O que chamou a atenção do ESO para a aprovação do projeto brasileiro não foi tanto a perspectiva de encontrar planetas, mas a possibilidade de desvendar uma possível relação entre a composição química da estrela e seu sistema de planetas.
Meléndez e seus colegas concentram seus esforços nas chamadas "gêmeas solares", estrelas que têm basicamente os mesmos parâmetros do Sol. No entanto, a metalicidade (teor de metais) desses astros varia levemente. Os pesquisadores acreditam que exista uma relação entre a presença menor de metais na estrela e a formação de planetas do tipo rochoso, como a Terra, nas regiões mais internas do sistema.
Nesse contexto, o astro mais interessante dentre as 70 gêmeas solares que estão sendo observadas tende a ser uma estrela batizada de HIP 56948. Ela é praticamente idêntica ao Sol, inclusive em metalicidade.
E o que os astrônomos viram nela, até agora, é exatamente nada, o que na verdade é uma grande notícia. "Isso significa que, ao menos perto da estrela, o sistema está livre de planetas gigantes. É interessante, porque permitiria a existência de planetas rochosos nessas regiões."
Caso a relação entre a metalicidade e a configuração dos sistemas planetários seja real, será uma revolução na busca por planetas extrassolares, facilitando achar "gêmeas idênticas" da Terra.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mar de Estrelas


O céu noturno sempre encantou o homem, que mesmo sem instrumentos de observação, é capaz de ver em uma noite clara mais de 5 mil estrelas pertencentes à Via Láctea. Com um telescópio simples, elas podem se multiplicar centenas de vezes, enquanto com um aparelho mais potente transformam-se em centenas de milhões de pontinhos brilhantes no céu. 
Apenas na Via Láctea estima-se que existam cerca de 200 bilhões de estrelas.
Durante muito tempo, as estrelas foram um mistério para o ser humano. Acreditava-se, por exemplo, que elas ocupavam uma posição fixa na abóbada celeste. Apenas no século XIX os astrônomos passaram a compreender sua natureza. Descobriu-se que são gigantescas esferas de gás incandescente. Conforme a luz emitida, os cientistas são capazes de calcular seu brilho, sua cor e sua temperatura.
Todas elas são esferas formadas por gás quente, basicamente hidrogênio e hélio. O hidrogênio é convertido em hélio em um processo de fusão termonuclear, e a energia resultante transforma-se em luz e calor. Calcula-se que, a cada segundo, podem ser convertidos em hélio 400 milhões de toneladas de hidrogênio.
Em consequência desse processo, a estrela emite radiação eletromagnética, o que inclui luzes visíveis, raios ultravioleta, infravermelhos e ondas de rádio. A intensidade da luz também pode variar de estrela para estrela. Algumas têm apenas 5% do brilho do Sol, outras podem ser 500 mil vezes mais brilhantes do que ele.
Na década de 1990, os cientistas fizeram uma descoberta há tempos aguardada: muitas estrelas possuem sistemas planetários, como ocorre no sistema solar. Porém, ainda pouco se sabe sobre os chamados planetas extrassolares, devido à sua difícil detecção. 
Tamanho do Sol em relação a maior estrela conhecida pelo homem.
Dados estelares

·        As maiores estrelas já identificadas têm diâmetros centenas de vezes maior que o do Sol, enquanto as menores não chegam a possuir 10% de sua massa.
·        Nem todas as estrelas têm a mesma cor, que pode variar entre tons de vermelho, laranja e até azul-claro, dependendo da sua temperatura interna. As mais quentes têm coloração azul e as mais frias tendem ao vermelho.
·        A temperatura média de cada estrela também varia, assim como sua temperatura interna e externa. O núcleo do Sol, por exemplo, chega a ter 15 milhões de graus Celsius, enquanto a camada externa gira em torno dos 5.700 °C.
·        De modo geral, quanto mais massa a estrela tiver, maior será sua luminosidade e temperatura. É o caso das supergigantes, que são mais brilhantes por terem muito mais massa do que outras.
·        95% das estrelas terminam ou vão terminar sua existência como anãs brancas. Outras maiores explodem como supernovas, emitindo um brilho que pode chegar a ser 1 bilhão de vezes mais intenso do que o do Sol.

A mais Brilhante

 Sirius é a estrela mais brilhante do céu noturno. Localizada na Constelação de Cão Maior, está a ‘’apenas’’ 8,6 anos-luz da Terra. Ou seja, a luz de Sirius observada hoje partiu da estrela há cerca de oito anos.
Durante séculos, Sirius foi venerada pelos egípcios, que a identificavam como deusa Sotis. A celebração tinha um motivo específico: quando a estrela surgia no céu, no início do verão do Hemisfério Norte, principiavam-se as cheias que alagavam as margens do rio Nilo, responsáveis pela fertilidade das terras egípcias. Portanto, o aparecimento da estrela era interpretado como anúncio de um período anual de abundância e prosperidade.
Há também outras estrelas que chamam a atenção por seu brilho intenso. Entre elas, destacam-se Canopus, Arcturus, Alfa Centauro e Veja. Já a estrela mais próxima depois do Sol, próxima Centauro, situada a 4,3 anos-luz da Terra, tem brilho fraco. Ela é chamada de anã vermelha e sua massa corresponde a aproximadamente 10% da solar. 

Se ampliar a imagem cada ponto que ver será uma galáxia... cada galáxia possui bilhões de estrelas.

Fonte: Atlas do Universo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Episódio 23 - Via-Láctea


No céu é uma faixa clara. No espaço, é a nossa galáxia. No imaginário da Grécia antiga é um rio de leite. Na visão dos brasileiros originais é o caminho da Anta pela floresta. Na visão das nossas crianças... É preciso levá-las para onde possam vê-la.

Fonte: TV Escola

Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios

Episodio 22 - Universo


Essa palavra dá uma sensação de que a gente nunca chega lá. Então o programa tenta escalar as distâncias para termos uma noção mais próxima do humano das dimensões do que ainda temos por conhecer.

Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NASA faz lançamento de foguetes que protegerão a Terra


A agência espacial norte-americana, Nasa, lançou na madrugada desta quinta-feira um foguete do Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos, com dois satélites para monitorar a órbita da Terra. Os satélites vão analisar o cinturão de radiação que cerca o planeta. Cada satélite contém uma capa de alumínio para protegê-los dos raios cósmicos. Os satélites percorrerão a órbita em volta da Terra, de forma enfileirada.
É a segunda missão da Nasa denominada LWS (Living With Star), cuja a tradução livre para o português é Vivendo com a Estrela. A finalidade é analisar os aspectos do sistema do Sol com a Terra que afetam a vida e a sociedade no planeta. 
O chefe da missão na Nasa, John Grunsfeld, disse que a expectativa é que os satélites ajudem na criação de planos para proteger a Terra de tempestades solares, explosões no Sol que liberam uma grande carga de partículas e interferem no funcionamento de satélites, meios de comunicação e colocam astronautas em perigo durante viagens no espaço.
"As informações coletadas por essas sondas beneficiarão o público, pois permitirão melhor proteção dos satélites e ajudarão a entender como o clima espacial afeta as comunicações e a tecnologia na Terra", disse Grunsfeld.
O cientista Barry Mauk, da Universidade Johns Hopkins Laboratório de Física, ressaltou que os satélites da missão são de alta precisão e abrangência. Segundo ele, será possível prever os níveis de radiação, por exemplo.

Fonte: Band

Primeiro sistema multiplanetário orbitando estrelas binárias é descoberto!


Pesquisadores de diversas instituições apresentam nesta terça-feira na União Astronômica Internacional a descoberta do primeiro sistema multiplanetário conhecido ao redor de uma estrela binária. Anteriormente, os astrônomos já haviam descoberto quatro sistemas parecidos, mas com apenas um exoplaneta em cada. Além disso, um desses corpos está na "zona habitável", o que anima os cientistas. O artigo que descreve o estudo será publicado na Science.


O sistema, que lembra o do planeta Tatooine, da saga Star Wars, foi chamado de Kepler-47 - já que foi descoberto pelo telescópio Kepler. Lá, as duas estrelas giram ao redor uma da outra (em um centro gravitacional comum) a cada 7,5 dias terrestres. Uma delas é similar ao Sol, enquanto a outra é menor, com apenas um terço do tamanho e 175 vezes mais fraca.
O planeta mais próximo delas tem três vezes o diâmetro da Terra e orbita o par a cada 49 dias terrestres. O corpo mais longínquo é um pouco maior que Urano e seu ano dura 303 dias. Este é o que chamou mais a atenção dos cientistas. Essa distância para suas estrelas significa que ele está na chamada "zona habitável", ou seja, que pode ter as condições para sustentar a vida como a conhecemos.
Planeta Tatooine, da saga Star Wars.
Apesar de certamente ser um gigante gasoso sem vida, esse planeta anima os pesquisadores, já que agora sabemos que corpos com condições para o aparecimento de seres vivos podem existir ao redor de estrelas binárias.
O novo sistema planetário está a "apenas" 5 mil anos-luz da Terra. Apesar disso, a distância é muito grande para que seja visto diretamente - os planetas foram detectados devido à queda no brilho do par de estrelas quando eles transitam em frente a elas. Após o registro do Kepler, o Observatório McDonald, no Texas, mediu o tamanho e massa relativos dos objetos - eles têm massa provável entre oito e 20 vezes maior que a da Terra.
"O que eu achei mais excitante é o potencial para habitabilidade em um sistema circumbinário. Kepler-47c não deve ser capaz de sustentar vida, mas se ele tiver grandes luas, estas podem ser mundos interessantes", diz William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), um dos autores do estudo, deixando fãs de Star Wars animados com a possibilidade de existir uma Endor por aí.



Fonte: Terra

Boletim - Caravana da Ciência - ESTE


         Na manhã da última sexta (24), o Clube Caronte em conjunto com o projeto de extensão “Física no Cotidiano” realizou mais uma Caravana da Ciência, e a escola que nos recebeu dessa vez foi a Escola Santa Teresinha do Menino Jesus, uma instituição de caráter filantropo que abrange a comunidade de todo município de Itaperuna.
         Nós do Clube de Astronomia fizemos três atividades diferentes, voltadas para cada ano do ensino fundamental em particular. No quinto e sexto ano, apresentamos um seminário sobre o Sistema Solar, que serviu para complementar o que já tinham visto sobre o assunto e introduzir novos conhecimentos sobre nossa vizinhança. Ao fim do seminário fizemos uma disputa de perguntas e respostas para fixar o conteúdo apresentado, que contou com grande interação dos alunos.

         Por sua vez, para galera do 7º ano fizemos uma experiência, que teve como objetivo sanar uma das famosas perguntas feitas pelas crianças a seus pais, “Por que o céu é azul?”. E aos alunos do 8º e 9º ano explicamos a origem e manutenção da vida no universo, abrindo debates sobre o assunto.
         Já ao final do período da manhã, chamamos todos os alunos para verem o lançamento de nosso foguete. Contando mais uma vez com a ajuda da galera, fizemos as cápsulas de combustível, e explicamos o funcionamento básico de todo foguete.  E na presença de pelo menos 50 alunos nosso foguete atingiu certa de 60m!

Preparando foguete para o lançamento...
Dessa maneira, mais uma vez, o Clube leva a comunidade conhecer mais profundamente as questões que a astronomia aborda e também despertando a curiosidade pela ciência nos alunos desde cedo, atingindo assim nosso objetivo.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Episódio 21 - Terra


A Terra só é do jeito que é por causa das coisas que aconteceram na sua superfície, inclusive por causa das plantas, dos animais e outras espécies que surgiram por aqui. Nós temos parte nisso tudo, mas já sabemos que a encrenca que armamos está em nossas mãos. 


Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

10 anos 10th IMAA ABC da Astronomia Adonai Lopes Água Alinhamento anã fria andrômeda Antimatéria Asteroid day Asteroides Astrobiologia Astrofísica Astronauta Astronáutica Astronomia Astronomia na Praça Atmosfera Bibliografias Big Bang bolha Brasil Buraco Negro C.E.C Calendários calourada Caravana da Ciência e Cidadania Carl Sagan Caronte CARONTE 2016 Caronte no 10th IMAA Cassini Cataclismos Centro Educacional Caminhar CERN céu cfc China chuva Ciência Cinturão de Kuiper Clube Caronte Cometa Cometas competição Constelações Corpos Extrasolares Cosmologia Curiosidades Curiosity descoberta Divulgação Eclipse Eclipse Lunar efeitos Efeméredes Einstein Elias Cloy Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica Eratóstenes ESA ESO espaço estrela Estrelas Eventos Exoplanetas Exploração Espacial Extensão Fenômenos Naturais Fim do Universo Física Moderna Foguete Foguetes foto Fundação São José Gagarin Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo galaxia Galáxias garrafa pet Gigantes Vermelhas Grandes astrônomos Gravidade Grécia Greenglow História Astronômica IAU IFF IFFluminense Campus Itaperuna IMAA Imagens da Semana Índia Início dos trabalhos ISS Itaperuna IV Semana da Fundação Júpiter Kepler laranjada Lixo Espacial Louis Cruls Lua Maikon Vieira Mark Zuckerberg Marte Matéria e Energia Escura Matheus Vieira membros do clube Mercúrio Meteorologia Meteoros Missão Marte mistériio Mitologia Mitologia Indígena MOBFOG MOFOG mundo Nasa NASA publica a maior foto mundo!! Nely Bastos Nicolau Copérnico Nobel Notícias Notícias de Astronomia O projeto misterioso OBA objerto Observação celeste oficina Ondas Gravitacionais ONU Origem da Vida Pesquisas Públicas Planeta anão Planetas planetas habitáveis Plutão Poluição Luminosa Popularização da Ciência Premiação I Competição de Foguetes Caronte Premiação OBA 2016 Prof. Adriano Ferrarez Pulsar Quasar Radiotelescópios Relatividade robô Rodrigo de O. França Ron Evans Rússia Salvar a Humanidade Samanta Meireles Satélites Satélites Artificiais Saturno Sávio Andrade SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO? Sistema Solar Sol Sonda Sondas SpaceX Stephen Hawking superlua Telescópio Hubble Telescópios Tempestade Solar Terça dia 22/03/2016 Terra Universo Vênus Very Large Telescope (VLT) Via Láctea Viagem Interestelar Vida Extraterrestre Vídeos