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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Io, Europa, Ganimedes, Calisto e outros 59...

       Tudo começou com o astrônomo chinês Gan De, em 364 a.C. Porem a primeira observação sem incertezas dos satélites de Júpiter só aconteceu em 1609, com Galileu Galilei e seu lendário telescópio.
       Galilei descobriu as quatro maiores luas - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - deixando o restante, de 59 outros satélites, para serem descobertos entre o final do século XIX e início do século XXI.
       Devido ao grande número de satélites que Júpiter possui, estes foram divididos em grupos:



Satélites regulares
Estes estão divididos em dois grupos:
grupo Amalteia ou satélites interiores é composto por satélites que orbitam muito próximos a Júpiter: MétisAdrasteia,Amalteia e Tebe, organizados em ordem crescente de distância do planeta. Os dois primeiros orbitam em torno do planeta em menos de um dia jupiteriano, enquanto que os dois últimos são respectivamente o quinto e o sétimo maiores satélites do sistema jupiteriano.
Satélites de Galileu ou grupo principal é composto pelos quatro maiores satélites de Júpiter: IoEuropaGanímedes e Calisto, organizados em ordem crescente de distância do planeta. Os quatro possuem diâmetros maiores do que qualquer planeta anão descoberto, e Ganímedes é o objeto mais massivo do Sistema Solar, quando o Sol e os oito planetas não são incluídos, além de possuir um diâmetro maior do que Mercúrio.



Satélites irregulares
Os satélites irregulares de Júpiter são substancialmente menores do que os satélites regulares, possuindo órbitas mais distantes e excêntricas. Estes satélites formam famílias que possuem parâmetros orbitais similares (tais como eixo semi-maior, inclinação e excentricidade) e composição. Acredita-se que estes grupos sejam, ao menos parcialmente, famílias dinâmicas que foram criados quando os corpos maiores (embora ainda relativamente pequenos) originais foram despedaçados em pedaços menores via impactos de asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Estas famílias possuem os nomes de seus maiores membros. 

Famílias de satélites e alguns satélites irregulares de Júpiter com suas órbitas

Embora não exista um consenso rígido distinguindo uma família das outras, estas são tipicamente identificadas como:
            Satélites prógrados:
Temisto é o satélite irregular mais próximo do planeta, e não faz parte de qualquer família conhecida;  Os membros do grupo Himalia; Carpo é o satélite prógrado mais distante do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida.
            Satélites retrógrados:
S/2003 J 12 é o satélite retrógrado mais próximo do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida; As órbitas dos satélites do grupo Carme;  Os satélites do grupo Ananke; Os satélites do grupo Pasife; e S/2003 J 2 é o satélite mais longíquo do planeta, não fazendo parte de qualquer família conhecida.

Principais satélites:



Io
O mais internos deles, faz uma revolução completa ao redor de Júpiter em 42 horas e tem dimensões próximas a da nossa Lua.
As imagens transmitidas pelas sondas exibem um grande número de centros vulcânicos em atividade (os primeiros encontrados fora da Terra), fazendo de Io um dos objetos mais ativos do sistema solar. Isto deve-se a sua grande proximidade com Júpiter, caso contrário seria tão inativo quanto a Lua.
Não se detectou crateras de impacto em sua superfície, apesar da grande atividade de meteoritos em sua região. Isso revela que Io tem uma superfície recente e bastante dinâmica, capaz de modificar-se com rapidez.
As estruturas dominantes de sua superfície são as vulcânicas que geralmente são rodeadas por manchas escuras com algumas dezenas de quilômetros. 
Nas regiões polares os sistemas vulcânicos estão em menor número, mas são numerosas as montanhas com vários quilômetros de altura. Por estar muito próximo do planeta, Io está sujeito a muitas tensões, principalmente as de marés, que é intensificado por Europa. Essas tensões são fontes de energia que fundem grandes quantidades de matéria no núcleo do satélite e provocam fraturas em sua superfície.
Os principais componentes expelidos pelos vulcões são o enxofre e o anidrido sulfuroso, a uma temperatura máxima de 17ºC.




Europa
Pouco menor que a Lua, tem uma translação de cerca de 3,5 dias. Parece ser recoberto de gelo e outros materiais claros.
Esse satélite foi o menos estudado devido a posição de sua órbita, quando as Voyagers passaram por Júpiter.
Sabe-se que sua densidade é cerca de 3 g/cm3, sua composição é rochosa com pontos onde há uma mistura de silicatos com metais formando áreas com densidade pouco mais elevada, sendo detectada grande quantidade de água e gelo.
As fotos da Voyager apesar da baixa resolução, indicaram que grande parte de sua superfície é de gelo, que reflete mais de 60% da luz incidente. Nessas imagens pode-se observar que o satélite é atravessado por grandes linhas de até 3.000 km, que se entrecruzam. Elas podem ser resultados de movimentos tectônicos em todo o satélite.
A ausência de crateras de impacto pode indicar algumas semelhanças com Io.
Acredita-se que logo após sua formação o núcleo ainda quente provocou uma desgasificação das rochas, que deu origem a uma fina camada de água sob a crosta. Devido aos movimentos tectônicos, essa água subiu para a superfície e em contato com o ambiente frio externo congelou-se, fazendo de Europa o objeto celeste mais liso do sistema solar.



Ganimedes
Ganimedes é o maior satélite do sistema solar com 78% do diâmetro de Marte. Sua translação é cerca de sete dias.
O estudo do seu espectro indica uma absorção característica do gelo, que deve recobrir grande parte de sua superfície. Supõem-se que sua constituição seja gelo e silicato em quantidades mais ou menos iguais. Isso pode ser evidenciado pela sua baixa densidade.
Dois tipos de solo podem ser distiguidos no satélite: Os solos escuros - que são basicamente planos, apresentando um elevado número de crateras e os solos claros, que apresentam vales paralelos de aspecto ondulado.
A aparência de crateras deformadas nessas regiões é sinal de mudanças ocorridas na crosta gelada. O maior número de crateras mostra que as regiões escuras são bem mais antigas em relação ãs regiões claras.



Calisto
O mais externo, é quase do tamanho de Mercúrio. Porém, é o que reflete menos luz devido a presença de mateiras escuros misturados ao gelo na sua superfície.
Seu período de translação é de pouco mais de duas semanas.
Com densidade de 1,8 g/cm3 , acredita-se que tenha a mesma constituição de Ganimedes, porém seu processo de evolução permitiu maior estabilidade na crosta. Isso é evidenciado pelo grande número de crateras, em relação aos demais satélites.
As grandes depressões do satélite podem ter tido a mesma origem das depressões lunares (impactos de grandes meteoritos).
Para sua estrutura interna é previsto um núcleo de silicatos com raio de 1.200 km e sobre esse núcleo um manto de 1.000 km de espessura, constituido de gelo e água. E por último a crosta com espessura de 100 a 200 km formada de gelo e compostos escuros de sílicio.



Curiosidades mitológicas: o nome dos quatro maiores satélites de Júpiter é uma analogia às quatro amantes de Zeus (Júpiter, na mitologia romana) na Terra.

Tabela com dados detalhados de todos os 63 satélites de Júpiter, clik aqui.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Júpiter – O Maior do Olimpo

             O primeiro planeta dos chamados gigantes gasosos teve seus nome inspirado no deus grego Zeus, o rei do Olimpo. A composição de Júpiter – Hélio e Hidrogênio – é muito similar à de estrelas como nosso Sol. O maior planeta do Sistema Solar possui um campo magnético muito intenso e sua pressão é 3 milhões de vezes mais forte que a da Terra. Chama a atenção pela Grande Mancha Vermelha – uma região de tempestades – e por ter o dia mais curto, com rotação de 9h50min.
Dados básicos:
·         Distância média do Sol: 778 milhões de km;
·         Diâmetro: 143.000 km;
·         Variação da temperatura na superfície: -140ºC a 22ºC;
·         Rotação: 9h e 50min;
·         Translação: 11,9 anos;
·         Satélites: 63 (Io, Europa, Ganimedes e Calisto, são os mais conhecidos).

            O maior dos planetas do Sistema Solar é chamado de gigante gasoso. A denominação tem sua razão de ser. Júpiter é formado principalmente de gases e não tem uma superfície definida como a da Terra. Em outras palavras, não é possível determinar o ponto em que termina a atmosfera e começa a terra firme. Como decorrência o planeta possui um volume colossal – mais de mil vezes superior ao da Terra. Sua massa, porém, é “apenas” 318 vezes maior.

            Em média, Júpiter localiza-se a 778 milhões de quilômetros do Sol, mas sua órbita faz com que ele chegue a ficar até 960 milhões de quilômetros afastado da estrela. Essa longa distância da fonte de calor faz com que sua temperatura média seja bastante baixa, cerca de -147ºC.
            Júpiter é um globo multicolorido de gás, 85% hidrogênio, o elemento químico mais abundante e mais simples do Universo, com apenas um elétron e um próton. O hidrogênio é também principal constituinte de uma estrela. E “por pouco” Júpiter não se transformou numa delas.



Porque não uma estrela!?


            Júpiter tem um núcleo muito quente e libera para o espaço o triplo da energia que recebe do Sol. Esse planeta só não é uma estrela como o Sol, porque sua massa não consegue elevar-se a pressão e temperatura suficiente para os gases produzirem reações nucleares. Caso isso acontecesse ele poderia ser considerado um sistema solar em miniatura, com sua coleção de mais de 60 satélites naturais.
Mais detalhes, clik aqui

Composição e atmosfera

            O modelo da estrutura de Júpiter baseia-se em medidas de densidade e propõe três camadas. Um núcleo compacto de rocha e gelo, com espessura de 40 mil quilômetros, que corresponde a 4% da massa total, recoberto por uma camada de hidrogênio metálico, até uma distância de 0,7 do raio.
            Nessas condições, a alta condutividade elétrica do Hidrogênio aliada à velocidade de rotação explicam o grande campo magnético de Júpiter, 12 vezes maior do que o da Terra. 
            Uma transição entre essa camada e outra, formada por uma mistura líquida de hélio e hidrogênio molecular, é sobreposta pela atmosfera de Júpiter, composta por hidrogênio e hélio gasosos e supõe-se que tenha 200 km de espessura.
            Também já foi detectado metano, amoníaco e um pouco de vapor d'água, além de etileno, acetileno e metano deuterado.




Gigante, mas também veloz

            A rotação de Júpiter é a mais rápida entre os planetas do Sistema Solar, leva apenas 9h50min para dar uma volta em si mesmo, a uma velocidade de 12 km/s. Sua alta velocidade de rotação faz com que o planeta tenha seus pólos bastante achatados. 
Já sua translação, em virtude da longa órbita que descreve, corresponde a quase 12 anos terrestres.

Faixas multi-coloridas e tempestades que perduram por séculos

            Com instrumentos de observação, pode-se ver que o planeta apresenta, a partir dos pólos, grandes faixas amarelas horizontais, além de outra estreita na zona equatorial. As quatro faixas principais possuem cores que vão do violeta ao rosa, que seriam traços de sua espessa atmosfera gasosa. A grande Mancha Vermelha é uma enorme tempestade que, supõe-se, dura vários séculos. Ela tem aproximadamente 25 mil quilômetros de diâmetro – equivalente a três diâmetros terrestres – e os ventos atingem cerca de 400 km/h.



Exploração de Júpiter

             Em 1610 o astrónomo italiano Galileo Galilei com seu telescópio rudimentar descobre as quatro grandes luas de Júpiter. As luas de Júpiter; Io, Calisto, Ganymedes e Europa são tambem conhecidas como luas galileanas.
             Assim começava a exploração e admiração humana sobre Júpiter. Após Galileu veio as sondas espacias Pioneer e Voyager, que tinham como objetivo alcançar os confins do Sistema Solar. Já no final da década de 1980 foi lançada a sonda espacial Galileu que tem como objetivo estudar a atmosfera do planeta os satélites e a magnetosfera.



Satélites e anéis
          
            Em 1610, o astrônomo Galileu Galilei foi a observar, com seu famoso telescópio, quatro satélites naturais de Júpiter. Eram os que mais brilhavam e por consequência mais visíveis: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Outras luas – Amaltéia, Himalaia, Elara, Pasifae, Sínope, Lisitéia, Carme, Ananque, Leda, Tebe, Métis e Adrastéia – foram descobertos mais tarde, principalmente entre 1892 e 1979.
            As sondas norte-americanas enviadas ao planeta a partir da década de 1970, colheram mais informações sobre Júpiter. Descobriram, por exemplo, um sistema de anéis – bem mais discreto que os de Saturno – que circunda o planeta. Os anéis são finos e compostos por partículas de poeira, sendo que os dois mais externos têm menos de mil metros de espessura.



Mais sobre luas de Júpiter, clik aqui


Série: Sistema Solar - Nosso refúgio no Universo
Fontes: Atlas do universo; Ciência e cultura; Astronomia no Zênite

Porque não uma estrela!?

            As estrelas produzem energia através de uma reação chamada fusão nuclear. Dois núcleos de hidrogênio colidem, em altíssima velocidade, e se fundem num núcleo de hélio, liberando enormes quantidades de energia.



              Para isso acontecer é preciso haver uma colossal massa desse gás, confinada de modo a atingir pressões e temperaturas extremas, que desencadeiam a reação nuclear.
              Júpiter apenas não acumulou massa suficiente para se tornar uma estrela (na verdade, estima-se que seria necessário no mínimo dez vezes mais massa!). Mesmo assim, 25.000 km abaixo do seu topo gasoso a pressão atinge a respeitável marca de 3 milhões de vezes a pressão na Terra ao nível do mar.            



              A hipótese de Júpiter ser “uma estrela que não deu certo” não é de todo um exagero. Na parte infravermelha do espectro, isto é, considerando freqüências abaixo da luz vermelha, Júpiter de fato se comporta como um sol.
            É claro que a temperatura no topo das nuvens do planeta está abaixo de zero, mas é nas profundezas de sua atmosfera, onde a pressão é altíssima, que as coisas ficam realmente quentes.


               Caso tivesse se tornado uma estrela de verdade viveríamos num sistema solar binário e as noites poderiam ser raras. Deve haver muitos mundos assim no Universo, pois estrelas duplas não são incomuns.


Relação
hidrogênio/hélio
Relação
hidrogênio/carbono
Relação
hidrogênio/nitrogênio
Júpiter
7
3.000
13.000
Sol
9
2.880
12.000


Caso Júpter tivesse se tornado uma estrela teriamos um curto período noturno e o Por-do-Sol (sois) seria magnífico.

Mais sobre Júpiter, clik aqui
Fonte: Astronomia no Zênite

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sondas lançadas em 1977 atravessam mar magnético gigantes na fronteira final do nosso sistema solar

As duas naves foram lançadas em 1977 e são responsáveis por colher alguns dos dados mais extraordinários da história da Nasa. Elas agora estão a mais de 14 bilhões de quilômetros da Terra, se aproximando do limite do Sistema Solar.  As sondas Voyager continuam enviando dados para o centro de controle da Nasa, no Estado americano no Texas. Cada mensagem demora 16 horas para atravessar a distância no espaço.

Os pesquisadores afirmam que estas descobertas têm impacto na forma como se entende os raios cósmicos – que são as tempestades de partículas de alta energia que se aceleram na direção da Terra, oriundas de explosões de estrelas e buracos-negros. É provável que a massa de estruturas magnéticas torne o Sistema Solar mais poroso e suscetível a raios cósmicos.



Nova missão

A observação é de interesse não só para astrônomos, como também para astronautas – que precisam se precaver contra os efeitos dos raios cósmicos na sua saúde – e para engenheiros – preocupados em construir naves e componentes resistentes às partículas de alta energia.

Os pesquisadores foram surpreendidos por alguns dos dados revelados pelas sondas Voyage. Eles esperavam que os limites do Sistema Solar seriam mais serenos e com menos atividades magnéticas.

Esta é mais uma demonstração entre tantas das capacidades extraordinárias das sondas Voyagers, que continuam gerando dados e novos questionamentos mais de três décadas depois de seus lançamentos.

A Voyager 1 chegou ao espaço no dia 5 de setembro de 1977, e a Voyager 2, no dia 20 de agosto do mesmo ano.

A missão inicial das sondas era pesquisar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. A tarefa foi completada em 1989. Elas então foram direcionadas rumo ao centro da Via Láctea.

O professor Ed Stone, que trabalha com as Voyager desde o começo da missão, diz que nenhuma outra operação durou tanto tempo. Já são 33 anos de funcionamento, e a Voyager ainda possui energia suficiente para durar mais uma década.

A tecnologia da Voyager é rudimentar para os padrões de hoje. Os transmissores consomem a energia equivalente a de uma lâmpada comum. Um telefone celular moderno possui 10 milhões de vezes mais memória do que a Voyager.

A sua nova missão é explorar os limites do Sistema Solar. Os cientistas não têm certeza sobre o limite final do Sistema, onde começaria uma zona de espaço interestelar.



terça-feira, 31 de maio de 2011

Marte - O planeta vermelho

A cor vermelha de Marte sempre foi associada a forças destruidoras, por isso o planeta foi batizado com o nome do deus romano da guerra – para os gregos, Ares. Seus dois satélites naturais receberam o nome dos filhos de Ares com Afrodite: Fobos e Deimos. O planeta sempre despertou a curiosidade humana. Por algum tempo, imaginou-se que o misterioso mundo era habitado por seres inteligentes, até que imagens mostraram a desoladora paisagem marciana. A busca atual é por indícios de vida microscópica.
Marte e Fobos, seu menor satélite

Dados básicos:
·         Distância média do Sol: 228 milhões de km;
·         Diâmetro: 6.794 km;
·         Variação da temperatura na superfície: -140ºC a 22ºC;
·         Rotação: 24h e 37min;
·         Translação: 687 dias;
·         Satélites: 2 (Fobos e Deimos).

Vizinho que desperta curiosidade:
           
Marte é o planeta que mais desperta a curiosidade do ser humano, sendo até hoje o mais visitado por sondas espaciais. Desde a década de 1960, diversas missões não tripuladas enviaram imagens, pousaram em sua superfície e coletaram dados da atmosfera e do solo em busca de vida extraterrestre. Atualmente, no entanto, a procura não é exatamente por organismos complexos, e muito menos por civilizações avançadas, mas por seres vivos microscópicos.
            Marcianos, aliás, sempre povoaram o imaginário humano. Em 1877, o astrônomo italiano Giovani Schiaparelli, utilizando modestos instrumentos de observação, descobriu na superfície marciana formas semelhantes a canais. Em 1906, o norte-americano Percival Lowell alimentou a lenda da existência de seres inteligentes ao imaginar que aquelas formações seriam dutos de irrigação artificial. Mais do que isso, as manchas escuras na superfície, que mudavam de coloração de acordo com a época do ano, foram descritas como vegetações que se desenvolviam no calor e se recolhiam com o frio.
             
Existem marcianos? Talvez só em um passado remoto. Hoje... só estes aí, na foto.

            Apenas nas décadas seguintes, com o aprimoramento da técnicas de observação e o envio de missões espaciais, é que se chegou à conclusão de que os canais não eram resultados de obras de engenharia alienígena e as manchas escuras não estavam relacionadas à vegetação. Para decepção de muitos, a explicação cientifica é menos fantasiosa e bem mais simples: a paisagem é decorrente das características do relevo e dos fenômenos atmosféricos.

O planeta:

            Quarto planeta mais próximo do Sol, Marte tem diâmetro de 6.794 km, correspondente à metade do da Terra. O dia marciano possui praticamente a mesma duração do daqui: 24h e 37min. Já o ano é bem mais longo: 687 dias para completar o movimento de translação, a uma velocidade de 24,1 km/s.
            Marte localiza-se, em média, a 228 milhões de quilômetros do Sol, com variação entre 206,6 milhões e 249,2 milhões de quilômetros. Em relação a Terra, o planeta vermelho chega, quando mais perto, a menos de 56 milhões de quilômetros e, no ápice de seu afastamento, a 400 milhões de quilômetros.
            Há uma acentuada diferença de temperatura entre o verão e o inverno marciano. No verão, a temperatura máxima fica em torno de 22ºC no local mais quente. Como sua atmosfera é muito fina, à noite essa mesma região pode registra -70ºC. Nas regiões mais frias, a temperatura cai para -140ºC.


            Missões não tripuladas:

            As primeiras sondas a se aproximarem do planeta vermelho, no final da década de 1960, foram as norte-americanas Mariner 4,6 e 7. Em 1971, uma cápsula da sonda soviética Marte 3 pousou no planeta. De lá pra cá, outras missões espaciais capturaram preciosas informações sobre o relevo, atmosfera, composição e estrutura de Marte.

Marte é o planeta mais explorado pelo homem

Atmosfera:

            A pressão atmosférica na superfície é de cerca 750 Pascal (Pa), cerca de 0,75 por cento da média da Terra. Contudo, a pressão atmosférica varia ao longo do ano devido à dissipação durante o Verão do dióxido de carbono congelado nos pólos, tornando a atmosfera mais densa. Além disso, a atmosfera tem 11 km de altura, maior que os 6 km da Terra. A atmosfera marciana é composta por 95% dióxido de carbono, 3% Nitrogênio, 1,6% Argônio, e possui vestígios de oxigênio e vapor de água. Em 2003, descobriu-se metano na atmosfera, com uma concentração de cerca 11±4 ppb (partes por bilhão) por volume. A presença do metano em Marte é muito intrigante, já que é um gás instável e indica que existe (ou existiu nos últimos cem anos) uma fonte do gás no planeta. A atividade vulcânica, o impacto de cometas e a existência de vida sob a forma de microrganismos estão entre as possíveis causas ainda não comprovadas. O metano aparece em certos pontos da atmosfera, o que sugere que é rapidamente quebrado, logo poderá estar a ser constantemente libertado para a atmosfera, antes que se distribua uniformemente pela atmosfera. Foram feitos planos recentemente para procurar gases "companheiros" que podem sugerir as fontes mais prováveis; a produção biológica de metano na Terra tende a ser acompanhada por etano, enquanto a produção vulcânica tende a ser acompanhada por dióxido de enxofre.            

Pôr-do-Sol em Marte

            Geografia:

            O relevo do planeta é bastante diversificado, com imensos vulcões, cânions gigantes, planícies, dunas, crateras, calotas polares e vales. Pode ter sido esculpido por água corrente que teria existido em um passado muito distante. Há, no entanto, pesquisadores que acreditam que o provável agente modificador do relevo teria sido a lava vulcânica.
            Em sua superfície são vistas manchas claras e escuras, que mudam constantemente de aparência – a provável explicação para a diferença de coloração são as violentas tempestades de areia que assolam o planeta. As áreas claras constituem cerca de 2/3 da superfície e são compostas de rochas avermelhadas e porosas. As zonas escuras são cinza-azuladas, que ganham aspecto esverdeado no verão e na primavera. O hemisfério norte tem apenas duas dessas manchas, originadas pelo vento, que transporta poeira e areia escura.
            Nos pólos norte e sul existem calotas de gelo seco. O tamanho delas varia de acordo com as estações, atingindo o ápice no inverno e praticamente desaparecendo no verão. Supõem-se que em Marte exista água congelada na região próxima dos pólos e sob sua superfície.

Marte apresenta um relevo bastante diversificado

            Montes e Vales:

            Marte divide-se em duas regiões principais: as planícies do norte, caracterizadas por terrenos baixos e planos, e os planaltos do sul, onde há um grade número de crateras resultantes de impactos. Entre essa regiões, estão os principais territórios vulcânicos de Marte: Tharsis e Elysium.
            A região de Tharsis é um planalto, com cerca de 8.000 km de diâmetro, contendo três enormes vulcões. As montanhas variam entre 350 e 450 km de extensão e possuem até 20 km de altura. Perto dali localiza-se o Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar, com 24 km de altura e uma base de 500 km de diâmetro.
            O Vale Marianers é um sistema de cânions próximo a Tharsis, com mais de 4.000 km de extensão e 400 km de largura. A região de Elysium, por sua vez, pode abrigar um lago congelado, como sugere, as informações obtidas em 2005 pela sonda Mars Express.

Monte Olimpo - maior vulcão do Sistema Solar

            Os filhos de Áres:

            Marte possui dois pequenos satélites naturais: Fobos e Deimos. Eles têm, respectivamente, diâmetros aproximados de 22 km e 13 km. Descobertos em 1877, possuem formas irregulares e percorrem órbitas quase circulares. Os dois satélites têm sempre a mesma face virada para o planeta. Localizado a 23,5 mil Km de Marte, Deimos percorre sua órbita em 30h e 17min. Fobos, por sua vez, tem um período de translação de 7h e 39min e situa-se a 9,4 mil km de altitude.

Fobos e Deimos, satélites naturais de Marte.


Série: Sistema Solar - Nosso refúgio no Universo
Fontes: Atlas do Universo; e Wikipedia.

Missão Marte


Tanto na literatura como o cinema já projetaram e construíram colônias humanas em Marte. Pelo que parece, no que depender do empenho dos cientistas, a ficção tem tudo para se tornar realidade ainda neste século.



Ao longo dos tempos, Marte inspirou incontáveis histórias e fantasias, o que levou muitas pessoas a acreditarem que marcianos viveriam no mundo visinho. O exercício de imaginação, no entanto, foi olimpicamente desfeito quando as primeiras fotografias tiradas in loco mostraram a desoladora paisagem do planeta vermelho.
Em meados da década de 1970, as imagens enviadas pelas sondas espaciais comprovaram não existir qualquer traço de civilização inteligente naquele planeta, embora não tenham sido conclusivas sobre a existência de formas simples de vida, como organismos microscópicos.
Curiosamente, é possível que a primeira forma avançada de vida presente em Marte possa ser justamente a humana. A idéia de construir uma colônia em solo marciano nas próximas décadas, já explorada pela ficção científica em livros e filmes, é levada a sério pelos cientistas.
Como o ambiente em Marte não é adequado à presença humana – a atmosfera é rarefeita, as temperaturas atingem dezenas de graus abaixo de zero e a superfície é varrida por constantes tempestades de areia -, pensou-se em projetos ousados para a superação desses obstáculos. Um deles seria interferir diretamente no clima global marciano, ajustando -  para criar condições de vida semelhantes às da Terra. Um outro inclui a construção de uma gigantesca estufa, que permitiria viver em seu interior.
Ainda que as idéias possam parecer mirabolantes, os cientistas apostam que Marte será a próxima fronteira do homem. Por isso, o planeta tem sido alvo constante de pesquisas e destino de diversas missões não tripuladas.

Pesquisa a distância

O ser humano não pisou em Marte e possivelmente só irá fazê-lo a partir de 2025, quando está programada a primeira viagem tripulada ao planeta. Os cientistas, porém, já realizaram um mapeamento tão completo do relevo que algumas regiões do planeta vermelho são mais conhecidas do que outras da Terra.
As informações a respeito de Marte têm sido recolhidas durante os últimos 40 anos, desde a chegada das primeiras sondas espaciais Mariner, que revelaram um relevo similar ao da lua. Em seguida, foi a vez das sondas Viking 1 e 2, enviadas na década de 1970.



Algumas das sondas espaciais Mariner

A primeira lançada em agosto de 1975, alcançou a órbita do planeta um ano depois e tornou-se pioneira em solo marciano. Um robô explorou a Planície de Ouro e pesquisou eventual presença de vida. A busca foi em vão, por outro lado, foram feitas imagens da superfície e monitoramento do clima. As fotografias revelaram que o céu de Marte apresentava tom rosado, e não azul-escuro como imaginavam os cientistas. Em setembro de 1975 foi enviada a Viking 2, que entrou em órbita do planeta em agosto do ano seguinte. Um robô pousou na planície de Utopia, enquanto outra sonda fotografou o satélite natural Deimos. No total, as duas missões Viking registraram mais de 56mil imagens e mapearam 97% da superfície marciana.


Sondas Viking

Fonte:coleção explorando o universo
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