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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Há 540 anos nascia Nicolau Copérnico, um dos pais da Astronomia Moderna




De olho em Marte e asteroides rasantes, a astronomia ganha destaque no noticiário e ocupa, cada vez mais, um espaço central nos avanços e esforços científicos do século 21. Não seria assim se um indivíduo nascido há exatos 540 anos nesta terça-feira não fosse fascinado pelos céus. O polaco Nicolau Copérnico (Torun, 19 de fevereiro de 1473 — Frauenburgo, 24 de maio de 1543) recolocou o Sol em seu devido lugar, criou um modelo heliocêntrico e forneceu o ponto de partida para a astronomia moderna. Seu livro derradeiro, De revolutionibus orbium coelestium ("Das revoluções das orbes celestes"), foi publicado em seu último ano de vida e ensejou a chamada Revolução Copernicana.
A contribuição de Copérnico para a ciência é mais complexa do que se supõe normalmente. Não se pode dizer que ele tenha criado a teoria do heliocentrismo nem que tenha revolucionado sozinho a astronomia. De acordo com Nigel Bannister, professor do departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, no Reino Unido, o cientista não poderia ser considerado “o pai da astronomia moderna”, como muitas pessoas o tratam. “Títulos assim são sempre problemáticos. Não há dúvida de que Copérnico deu enormes contribuições à astronomia, e é certamente um dos gigantes na história da astronomia como uma ciência moderna, mas existem muitos outros que fizeram descobertas ou postularam teorias que são tão importantes quanto. Eu tenderia a chamá-lo de um dos pais fundadores da astronomia moderna, já que seu trabalho promoveu uma grande mudança na compreensão do sistema solar e do nosso lugar no universo”.
No século 16, época de Copérnico, a teoria de Ptolomeu, de que a Terra encontrava-se no centro do universo, não era apenas observação empírica, destituída de instrumentos apropriados, mas também de crença religiosa. Para substituir o geocentrismo pela ideia de que era o nosso planeta que girava em torno do Sol, o cientista e matemático polonês partiu de fundamentos gregos propostos por Aristarco de Samos 1,8 mil anos antes. “Como era praxe no renascimento, ele foi buscar nos clássicos gregos uma inspiração”, afirma Augusto Damineli, professor de pós-graduação do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). “Ele retomou a ideia de que seria mais natural que os corpos menores girassem em torno do maior (o Sol). Remontou então esse sistema que havia sido abandonado 250 anos antes de Cristo e colocou nele os avanços dos sistema geocêntrico (excêntricos, epiciclos e deferentes)”.

Modelo Heliocêntrico proposto por Copérnico
O polonês contribuiu para a ideia de Aristarco com relações matemáticas que faltavam no trabalho original. “Mas, infelizmente, seu argumento matemático estava errado”, afirma Bannister. “Embora tenha posicionado o Sol corretamente no centro do Sistema Solar, para reproduzir os movimentos dos planetas em sua descrição matemática, ele manteve as órbitas perfeitamente circulares que Ptolomeu havia proposto. Então Copérnico, assim como Ptolomeu, ainda precisava usar epiciclos para explicar os movimentos dos planetas. Seus epiciclos eram menores do que os de Ptolomeu, com certeza, mas era a abordagem errada”.
Mais tarde, Johannes Kepler descobriu que órbitas elípticas eram a resposta para descrever os movimentos planetários. “A tal ‘Revolução Copernicana’ precisou de várias outras contribuições para acontecer”, explica Damineli. Assim, segundo ele, a mudança de paradigma se deve ao resultado combinado da teoria de Copérnico com avanços posteriores, de nomes como Kepler, Galileu Galilei, Tycho Brahe e Isaac Newton.

A igreja e o geocentrismo

A religião acompanhou Copérnico desde cedo. Órfão aos 10 anos de idade, o garoto foi criado pelo tio, então bispo de Ermland. Mais tarde, uma de suas irmãs virou freira, e um de seus irmãos, padre. Já adulto, Copérnico conciliou suas atividades como astrônomo, matemático e jurista com o trabalho de cônego na Igreja Católica de Frauenburgo.​
Paradoxalmente, as ideias de um cientista tão influenciado pela igreja iam de encontro ao que a religião pregava. Para o catolicismo, a Terra era o centro do universo. Tratava-se de suposição válida, contando os instrumentos de observação disponíveis, a tendência ao antropocentrismo e uma interpretação rígida da bíblia. Contudo, mesmo naquela época, Copérnico não era uma voz única. Havia outros cientistas com ideias semelhantes, a quem o polonês ofereceu leituras de sua teoria antes que ela fosse publicada.

Nova vida a uma ideia antiga

Estatua de Nicolau Copérnico em
Varsóvia, Polônia

O livro De revolutionibus orbium coelestium veio a público apenas em 1543, pouco depois da morte de Copérnico, aos 70 anos. Devido ao falecimento do autor e a um capítulo inicial relativizando as posições defendidas pelo cientista - supostamente escrito por outra pessoa, à sua revelia -, o material não causou grande controvérsia. Assim, o astrônomo foi poupado do fanatismo religioso que levou, no século 17, Galileu Galilei à prisão. 
Além de suas próprias e revolucionárias descobertas no campo da física e da astronomia, Galileu defendia e aprimorava a visão de Copérnico, em contraposição ao geocentrismo defendido pela Igreja Católica. Com essa posição, foi conduzido aos tribunais da inquisição. Acusado e ameaçado, teve de se retratar. O cientista estava certo, mas a igreja não concedeu tão rapidamente. Somente 350 anos após a morte de Galileu, no dia 31 de outubro de 1992, o papa João Paulo II reconheceu os enganos cometidos pelo tribunal eclesiástico.
Muito antes da inquisição, colocar a Terra no centro do mapa espacial foi um erro. Já se teorizava que o nosso planeta orbitava o Sol antes do nascimento do astrônomo polonês, em 1473. Mas os cálculos e a coragem do cientista foram responsáveis por “dar nova vida a uma ideia muito antiga e por sua adoção na ciência moderna”, segundo Bannister. Hoje, depois de muito tempo, apoiado pela astronomia e por cientistas como Copérnico, o homem enxerga mais longe.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteoro na Rússia causa grande estragos, embora não tenha atingido o solo


 Pelo menos 1200 pessoas ficaram feridas depois de um meteoro de 10 a 40 toneladas ter-se desintegrado na atmosfera, sobre a Rússia, despejando meteoritos na região de Cheliabinsk, a leste dos montes Urais.
Os habitantes de Cheliabinsk foram surpreendidos, cerca das 9h30 (3h30 em Lisboa), por um rasto incandescente a cruzar o céu, seguido de um intenso clarão. Uma grande explosão ouviu-se depois, partindo vidros, danificando coberturas e fazendo disparar os alarmes dos automóveis. Muitos dos feridos foram atingidos por estilhaços dos vidros.

Vídeo mostra momento exato da passagem do meteoro pelo céu da Rússia

A zona mais afectada fica perto da cidade de Cheliabinsk. O estado de emergência foi declarado em três distritos da região - Krasnoarmeisky, Korkinsky e Uvelsky. Entre os feridos contavam-se, segundo a agência Itar-Tass, mais de 200 crianças.
Num balanço apresentado ao princípio da noite, hora local, contavam-se 170 mil metros quadrados de vidros partidos, 2962 edifícios de apartamentos e 361 escolas danificadas. A principal prioridade do Governo era a de acalmar a populalão e reinstalar os vidros no menor espaço de tempo possível, dada as temperaturas polares que se sentem naquela região nesta altura.
Uma fonte do Ministério do Interior russo citada pela AFP refere estragos materiais em seis cidades. A agência RIA Novosti diz que foram atingidas três regiões da Rússia e do vizinho Cazaquistão.
"Informações verificadas indicam que foi um meteoro que se incendiou quando se aproximou de Terra e se desintegrou em pequenas partes", disse Elena Smirnykh, do Ministério das Situações de  Emergência, citada pela RIA Novosti. Segundo a agência espacial russa, Roscomos, deslocava-se à velocidade de 30 quilómetros por segundo.
Vários meteoritos terão atingido o solo.“Houve dezenas de fragmentos consideravelmente grandes, alguns dos quais chegaram ao solo”, disse o ministro russo das Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, citado pelo agência. “Equipas especiais de cientistas estão no local a estudar estes fragmentos.”
Imagens mostram um círculo geometricamente talhado por um destes fragmentos que caiu sobre um lago congelado próximo da cidade de Chebakul.
A Roscomos informou que é difícil prever este tipo de ocorrência. "Segundo a informação disponível, o objecto não foi registado pelos sistemas de observação espacial russo ou estrangeiros devido às características especiais da sua movimentação. A entrada destes objectos na atmosfera é acidental e difícil de prever."


Após sua passagem, o meteorito causou um "boom sônico", que provocou sérios danos na cidade russa afetada.

O Governo diz que não há danos nas unidades militares existentes na região. Os prejuízos materiais terão sido provocados sobretudo pelas ondas de choque de uma explosão, audível em vários vídeos que captaram a ocorrência.
Testemunhas na cidade de Cheliabinsk ouvidas pela Reuters dizem ter visto, às primeiras horas da manhã, objectos brilhantes a caírem do céu. Ouviram estrondos, sentiram edifícios a abanar e os alarmes de carros dispararam na mesma altura. "Definitivamente não foi um avião [em queda]", disse um responsável da protecção civil, ouvido pela agência Reuters, pouco depois da ocorrência.
No Youtube há diversos vídeos filmados a partir de carros em movimento que mostram claramente a passagem do meteoro, como um objecto muito luminoso, a grande velocidade, e que provoca um grande clarão, deixando um rasto de fumo à passagem. Num dos vídeos vê-se ainda o que parece ser a desintegração do meteoro em partículas mais pequenas.
Não há qualquer relação deste episódio com a passagem do asteróide DA14, que se aproxima nesta sexta-feira da Terra e poderá ser visto com binóculos. “Não há ligação com isso”, diz Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. O mais provável é que o meteoro russo venha da cintura de asteróides localizada entre Marte e Júpiter, que é a origem da esmagadora maioria de corpos celestes que chegam à Terra.
Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), concorda que este fenómeno não estará relacionado com o asteróide DA14.
“É uma coincidência”, acredita, confirmando que ainda assim estamos perante algo que é muito raro.

Uma "estrela cadente" mas mais perto

Filipe Pires, ouvido pelo PÚBLICO de manhã, suspeitava que se tratasse de um meteoro com cerca de um metro, que causou uma onda de choque quando entrou na atmosfera e se desfez. O que se terá passado na Rússia, simplifica Filipe Pires, é o resultado do que normalmente chamamos “estrela cadente” mas maior e mais perto.


Rastro deixado pelo meteorito após sua passagem (Reuters)

Quando penetrou na parte mais densa da atmosfera, desfez-se e provocou as várias ondas de choque que vemos nas imagens de vídeo amador que estão a ser mostradas na Internet. 
Filipe Pires ajuda-nos a ter uma imagem aproximada do que aconteceu: “É como o que acontece quando damos um mergulho na água, provocamos aquelas ondas. A água, neste caso, é a atmosfera. Mas não tocámos o fundo da piscina, que seria a Terra.”
Mais tarde, a Academia Russa de Ciências estimou que se tratasse de um objecto bem maior, com cerca de 10 toneladas de peso quando entrou na atmosfera. A astrónoma Margaret Campbell-Brown, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, reviu em alta esta estimativa, dizendo à revista Nature que o corpo celeste teria 15 metros de diâmetro e 40 toneladas.
Na interpretação dos astrônomos, a explosão que se ouve claramente em diversos vídeos corresponde à passagem do meteoro pela barreira do som, e não ao intenso clarão que se vê nas imagens. Um meteoro entra na atmosfera a uma velocidade hipersónica – de milhares de metros por segundo – e vai travando até chegar ao limite da velocidade do som (340 metros por segundo). “Neste momento, ocorre uma explosão sónica. É o contrário dos aviões.” Pelas imagens, observamos que o meteoro ter-se-ia dividido em vários fragmentos. Só quando se encontram fragmentos no solo é que se fala em "meteoritos".


Vidros quebrados e explosões após a passagem do meteoro


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estudo vislumbra primeiro planeta "brasileiro"


Um grande estudo liderado por um pesquisador da Universidade de São Paulo está muito perto de encontrar os primeiros planetas "brasileiros" fora do Sistema Solar.
Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), chefia o grupo internacional responsável pelo trabalho, que tem por objetivo decifrar como surgem as diversas arquiteturas possíveis para um sistema planetário.
Para tanto, ele obteve 88 noites de observação no telescópio de 3,6  m do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, Chile. É lá que está o espectrógrafo Harps, festejado na semana passada pela descoberta de um mundo do tamanho da Terra em Alfa Centauri B. Ele mede variações na luz vinda das estrelas, causadas por um bamboleio sutil que é sintoma da influência gravitacional de planetas por perto.
As 88 noites estão distribuídas ao longo de cinco anos (de 2011 até 2015), mas resultados parciais foram apresentados durante a 37ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).
E já se pode falar algo dos possíveis primeiros planetas descobertos por uma pesquisa nacional, embora não se possa ainda cravar o achado (é costume dos caçadores de planetas só fazer um anúncio quando uma órbita completa é observada). Por ora, já se viu sinais de um candidato a "Saturno quente" (um planeta do porte de Saturno, mas muito próximo de sua estrela) e de outro similar a Júpiter.
Química estelar - O que chamou a atenção do ESO para a aprovação do projeto brasileiro não foi tanto a perspectiva de encontrar planetas, mas a possibilidade de desvendar uma possível relação entre a composição química da estrela e seu sistema de planetas.
Meléndez e seus colegas concentram seus esforços nas chamadas "gêmeas solares", estrelas que têm basicamente os mesmos parâmetros do Sol. No entanto, a metalicidade (teor de metais) desses astros varia levemente. Os pesquisadores acreditam que exista uma relação entre a presença menor de metais na estrela e a formação de planetas do tipo rochoso, como a Terra, nas regiões mais internas do sistema.
Nesse contexto, o astro mais interessante dentre as 70 gêmeas solares que estão sendo observadas tende a ser uma estrela batizada de HIP 56948. Ela é praticamente idêntica ao Sol, inclusive em metalicidade.
E o que os astrônomos viram nela, até agora, é exatamente nada, o que na verdade é uma grande notícia. "Isso significa que, ao menos perto da estrela, o sistema está livre de planetas gigantes. É interessante, porque permitiria a existência de planetas rochosos nessas regiões."
Caso a relação entre a metalicidade e a configuração dos sistemas planetários seja real, será uma revolução na busca por planetas extrassolares, facilitando achar "gêmeas idênticas" da Terra.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Curiosity dá seus primeiros passos em Marte


A Nasa confirmou nesta quarta-feira (22) que o robô Curiosity já começou a movimentar suas rodas em solo marciano. Após os primeiros movimentos, usados como teste, o veículo agora se encontra a aproximadamente seis metros de onde pousou, nas primeiras horas do dia 6 de agosto (horário de Brasília).
Os primeiros movimentos comprovam que o robô está em condições de realizar suas missões de exploração no planeta vermelho, apesar de um sensor quebrado. “Temos um sistema de mobilidade completamente funcional com muita exploração empolgante pela frente”, afirmou Matt Heverly, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês).

Primeiros passos do Curiosity em solo marciano!
Nos próximos dias, o Curiosity vai continuar próximo ao local de pouso, que recebeu o nome de Ponto Bradbury, em homenagem ao escritor Ray Bradbury, que morreu em 2012. O robô ainda tem mais alguns procedimentos de teste e estudos das redondezas a fazer, antes de seguir para seu primeiro alvo, o Monte Sharp.
“O Curiosity é um veículo muito mais complexo do que os outros jipes marcianos. As atividades de teste e caracterização durante as semanas iniciais da missão estabelecem uma base importante para a operação do nosso precioso recurso nacional com o devido cuidado”, afirmou Pete Theisinger, também do JPL, laboratório que administra a missão.



Segundo Theisinger, o progresso feito ao longo dos primeiros 16 dias de missão foram “excelentes”. Depois de concluir com sucesso um processo complexo de pouso, o robô já estreou também dois importantes equipamentos – o laser e o braço robótico, usados para identificar e coletar rochas.
O Curiosity conta com um laboratório dentro de si, capaz de analisar amostras do solo marciano. O objetivo da missão é descobrir, por meio de testes geológicos, se o planeta algum dia já reuniu as condições necessárias para abrigar vida.


Fontes: NASA, Reuters, EFE

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cientistas calculam data para o fim do universo


Como tudo vai acabar? A descoberta de que a expansão do universo está em aceleração (o que garantiu o Nobel de Física de 2011 aos cientistas que descobriram) indica que existe uma energia escura que está impulsionando as galáxias para se afastarem cada vez mais umas das outras. E, ao analisarmos as propriedades dessa energia, vários cenários surgem para como o fim será. Físicos chineses lançaram neste domingo uma análise própria das possibilidades e afirmam que existe até data para isso acontecer: daqui a 16,7 bilhões de anos em um evento já teorizado e chamado de "Big Rip" (que em português geralmente recebe o nome de "Grande Ruptura").


A pesquisa, das universidades de Ciência e Tecnologia da China, do Noroeste e de Pequim e do Instituto de Física Teórica da Academia Chinesa de Ciências, foi divulgada neste domingo para explicar como e quando o universo pode acabar. Os cientistas focaram principalmente no pior cenário possível, que é o Big Rip.
A matéria escura as poucos
vai sendo desvendada pelos
cientistas 
Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo. 

Síntese de como seria o Big Rip

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Telescópio Hubble descobre 5º satélite natural de Plutão!

As agências espaciais europeia (ESA) e americana (NASA) divulgaram nesta quarta-feira, 11 de julho, a descoberta de uma nova lua em Plutão feita com o uso do telescópio Hubble. Segundo as agências, estima-se que ela tenha entre 10 e 25 km, formato irregular e uma órbita de aproximadamente 95 mil km ao redor do planeta anão.
A maior lua de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978. Somente em 2006, o Hubble foi achar mais dois corpos ao redor do planeta anão - Nix e Hidra. Em 2011, foi encontrado o quarto satélite natural, chamado por enquanto de P4. A nova lua é designada temporariamente como "S/2012 (134340) 1", ou apenas P5.
Imagem feita pelo Hubble mostra a recém-descoberta lua P5, ao lado das já conhecidas Nix, Hidra, Caronte e P4, que orbitam o planeta anão Plutão.
Mas por que Plutão, um corpo tão pequeno que nem é considerado planeta, tem tantos satélites naturais? Uma teoria afirma que isso seria resultado de um choque com outro objeto transneptuniano (aqueles que ficam além de Netuno, o último planeta do Sistema Solar). Os escombros dessa colisão teriam dado origem a P5 e suas "irmãs".
O time de astrônomos, liderados pelo Instituto SETI (sigla em inglês para "busca por inteligência extraterrestre"), utilizou nove conjuntos de imagens registrados pelo telescópio entre 26 de junho e 9 de julho deste ano.
A sonda New Horizons está a caminho de Plutão e deve fazer o primeiro sobrevoo em 2015 - o resultado, espera a NASA, serão as primeiras imagens detalhadas já feitas do planeta anão e suas luas, que estão tão distantes que até mesmo o Hubble tem dificuldade em registrá-los.


Megatelescópio pode revelar segredos da formação do Universo

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.
O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.
Supertelescópio detector de neutrino, na Antártica
O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs - o "tijolo" básico do universo.
"Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol", disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.
O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.
O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.
"Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube", disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. "Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício."
O módulo digital óptico do telescópio
IceCube, instalado na Antártica
para observar neutrinos,
umas das partículas que ajudaram
na formação do universo.
Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.
Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.
Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço. "Os neutrinos... vão apontar para de onde vieram", afirmou Adams.


Fontes: Reuters e G1

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Linda conjunção antes do amanhecer no lado leste entre Júpiter, Vênus, Aldebaran, Lua e Pleiades!

 Depois das 4 da madrugada e até o Sol nascer, portanto, do lado leste, não deixe de observar uma linda conjunção dos dois planetas mais brilhantes do sistema solar: VÊNUS (super brilhante) e JÚPITER (bastante brilhante) estão formando uma linha reta com a estrela Aldebaran (a super gigante vermelha e a mais brilhante da constelação do Touro). Na mesma linha reta, mas do lado oposto a Aldebaran, ou seja, mais perto de Júpiter, os mais atentos poderão ver (principalmente moradores de pequenas cidades ou zonas rurais) também as PLÊIADES.
Quem se levanta antes do Sol nascer, não deixe de olhar para o nascente e será impossível não identificar, perto do horizonte leste estes três astros. Contudo, no dia 7/7/12 será quando os três astros vão estar mais pertos uns dos outros e mais alto no horizonte leste. Aldebaran vai estar muito próximo de Vênus. Mas o momento
IMPERDÍVEL será no dia 15/7/12, quando a LUA também estará junto aos três, formando um QUADRILÁTERO!

Dia 07/07:
Linha reta entre Pleiades-Júpiter-Vênus-Aldebaran

Dia 15/07:
Quadrilátero Júpiter-Lua-Vênus-Aldebaran (Início do evento)

Quadrilátero Júpiter-Lua-Vênus-Aldebaran (Fim do evento / nascer do Sol)


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Missão espacial chinesa volta à Terra

Os três astronautas da missão Shenzhu IX, entre eles uma mulher, pousaram nesta sexta-feira na Mongólia interior, no noroeste da China, ao final de 13 dias no espaço, informou a TV estatal CCTV.
Primeira astronauta chinesa, Liu Yang volta a pisar na Terra

A missão Shenzhu IX permitiu realizar o primeiro acoplamento manual em órbita já realizado pela China e marca uma etapa importante no programa de vôos tripulados visando uma estação orbital chinesa habitada em 2020.
No domingo passado, a China conseguiu realizar seu primeiro acoplamento manual, entre a Shenzhu IX ("Nave Divina") e o módulo Tiangong-1 ("Palácio Celeste"), em órbita da Terra, na principal tarefa desta quarta missão tripulada chinesa.
Este quarto voo espacial tripulado chinês foi o mais longo. Em 2003, a China se tornou o terceiro país do mundo a enviar homens ao espaço por seus próprios meios, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.
O domínio do acoplamento orbital é uma etapa crucial na conquista espacial, superada por russos e americanos nos anos 70. A quarta missão chinesa foi integrada pelos cosmonautas Jing Haipeng, Liu Yang e Liu Wang.

Fontes: AFP e Terra

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrônomos desenvolvem novo método para observar a atmosfera de exoplanetas que não "transitam" em sua estrela

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.
VLT, Cerro Paranal, Chile.
"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.
Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.
Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. E A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

Exoplaneta Tau Boötis b (impressão artística)
 Fonte: Terra

Dia 30 de junho durará 1 segundo a mais!

 O dia 30 de junho durará um segundo a mais para poder ajustar os relógios humanos ao período de rotação da Terra, o que aumentará o período de tempo de 2012, informou o Observatório Naval dos Estados Unidos.
A invenção dos relógios atômicos permitiu uma medição do tempo muito mais precisa. Mas, vários fatores afetam e desaceleram a rotação da Terra. O grande terremoto que atingiu o Japão em 2011, por exemplo, desacelerou esse movimento do planeta em 1,8 milionésimos de segundo.
Portanto, por mais precisos que sejam os relógios, eles não refletem o tempo exato que a Terra leva para dar uma volta em torno dela mesma.
Em 1970, um acordo internacional reconheceu a existência das duas escalas de tempo: o período de rotação do planeta e o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
 O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), estabelecido em 1987 pela União Astronômica Internacional e pela União Internacional de Geodésia e Geofísica, é a organização que observa a diferença entre as duas escalas e assinala quando se deve inserir ou retirar um segundo do UTC para manter ambas as escalas com uma diferença de menos de 0,9 segundo.
Para criar o UTC, primeiro gera-se uma escala de tempo secundária, conhecida como Tempo Atômico Internacional (TAI), que consiste no UTC sem segundos acrescentados ou retirados. Quando o sistema foi instituído em 1972, determinou-se que a diferença entre o TAI e o tempo real de rotação da Terra era de 10 segundos.
Desde 1972, foram acrescentados segundos em intervalos que vão de seis meses a sete anos, e o mais recente foi inserido no dia 31 de dezembro de 2008. Depois que se acrescentar o segundo extra do final de junho deste ano, a diferença acumulada entre o UTC e o TAI será de 35 segundos.
Essa diferença acumula e, a cada quatro anos, o calendário contém um dia adicional, 29 de fevereiro, explicou o Observatório Naval - a agência encarregada do "horário oficial" nos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, a conta não fecha. Para que isso ocorra, anos múltiplos de 100 não têm um dia a mais, a não ser que sejam múltiplos de 400. Por isso, o ano 2000 foi bissexto, mas 1900 não.


Fontes: EFE e Terra

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Trânsito de Vênus - Imagens

Os trânsitos de Vênus, considerados uma "raridade astronômica", ajudaram os cientistas nos últimos séculos a esclarecer certas questões, como o tamanho do Sistema Solar.
As transições ocorrem em pares, com uma diferença de 105 anos, tempo em que se dá a posição perfeita das órbitas de ambos os planetas e o Sol em um plano que permita ser visto na Terra. Desde a invenção do telescópio, foram registrados trânsitos em 1631, 1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e em junho de 2004.
Para quem não viu a que ocorreu nesta terça-feira terá que esperar até 2117, ano do próximo trânsito.

Imagens:













Mais imagens:

Vênus vs. Sol

Fontes: EFE (matéria), G1 e Terra (fotos)
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