Mostrando postagens com marcador História Astronômica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História Astronômica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

IV Semana da Fundação - Fundação São José

O Clube de Astronomia CARONTE participou na última quinta-feira, 31 de agosto, da IV Semana da Fundação - Fundação São José. Nesse evento repleto de atividades, o clube participou do momento de comunicação oral do curso de Licenciatura em História. Além da palestra "Astronomia: Uma abordagem histórica sobre a ciência dos Astros" ministrada pelo Prof. Dr. Adriano Henrique Ferrarez e pelos alunos coordenadores do clube Rodrigo de Oliveira França e Adonai Lopes, os alunos puderam prestigiar as palestras de formandos, ex-alunos e professores do curso.

Agradecemos desde já à Fundação São José por ter nos recebido, e especialmente, ao ex-membro do clube e atual estudante da Fundação, Elias Cloy, que nos convidou a participar no evento.

Algumas imagens das apresentações da noite:










































Texto: Matheus Gonçalves Vieira Rocha
Fotos: Matheus Gonçalves Vieira Rocha
Edição: Rodrigo de Oliveira França

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Há 540 anos nascia Nicolau Copérnico, um dos pais da Astronomia Moderna




De olho em Marte e asteroides rasantes, a astronomia ganha destaque no noticiário e ocupa, cada vez mais, um espaço central nos avanços e esforços científicos do século 21. Não seria assim se um indivíduo nascido há exatos 540 anos nesta terça-feira não fosse fascinado pelos céus. O polaco Nicolau Copérnico (Torun, 19 de fevereiro de 1473 — Frauenburgo, 24 de maio de 1543) recolocou o Sol em seu devido lugar, criou um modelo heliocêntrico e forneceu o ponto de partida para a astronomia moderna. Seu livro derradeiro, De revolutionibus orbium coelestium ("Das revoluções das orbes celestes"), foi publicado em seu último ano de vida e ensejou a chamada Revolução Copernicana.
A contribuição de Copérnico para a ciência é mais complexa do que se supõe normalmente. Não se pode dizer que ele tenha criado a teoria do heliocentrismo nem que tenha revolucionado sozinho a astronomia. De acordo com Nigel Bannister, professor do departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, no Reino Unido, o cientista não poderia ser considerado “o pai da astronomia moderna”, como muitas pessoas o tratam. “Títulos assim são sempre problemáticos. Não há dúvida de que Copérnico deu enormes contribuições à astronomia, e é certamente um dos gigantes na história da astronomia como uma ciência moderna, mas existem muitos outros que fizeram descobertas ou postularam teorias que são tão importantes quanto. Eu tenderia a chamá-lo de um dos pais fundadores da astronomia moderna, já que seu trabalho promoveu uma grande mudança na compreensão do sistema solar e do nosso lugar no universo”.
No século 16, época de Copérnico, a teoria de Ptolomeu, de que a Terra encontrava-se no centro do universo, não era apenas observação empírica, destituída de instrumentos apropriados, mas também de crença religiosa. Para substituir o geocentrismo pela ideia de que era o nosso planeta que girava em torno do Sol, o cientista e matemático polonês partiu de fundamentos gregos propostos por Aristarco de Samos 1,8 mil anos antes. “Como era praxe no renascimento, ele foi buscar nos clássicos gregos uma inspiração”, afirma Augusto Damineli, professor de pós-graduação do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). “Ele retomou a ideia de que seria mais natural que os corpos menores girassem em torno do maior (o Sol). Remontou então esse sistema que havia sido abandonado 250 anos antes de Cristo e colocou nele os avanços dos sistema geocêntrico (excêntricos, epiciclos e deferentes)”.

Modelo Heliocêntrico proposto por Copérnico
O polonês contribuiu para a ideia de Aristarco com relações matemáticas que faltavam no trabalho original. “Mas, infelizmente, seu argumento matemático estava errado”, afirma Bannister. “Embora tenha posicionado o Sol corretamente no centro do Sistema Solar, para reproduzir os movimentos dos planetas em sua descrição matemática, ele manteve as órbitas perfeitamente circulares que Ptolomeu havia proposto. Então Copérnico, assim como Ptolomeu, ainda precisava usar epiciclos para explicar os movimentos dos planetas. Seus epiciclos eram menores do que os de Ptolomeu, com certeza, mas era a abordagem errada”.
Mais tarde, Johannes Kepler descobriu que órbitas elípticas eram a resposta para descrever os movimentos planetários. “A tal ‘Revolução Copernicana’ precisou de várias outras contribuições para acontecer”, explica Damineli. Assim, segundo ele, a mudança de paradigma se deve ao resultado combinado da teoria de Copérnico com avanços posteriores, de nomes como Kepler, Galileu Galilei, Tycho Brahe e Isaac Newton.

A igreja e o geocentrismo

A religião acompanhou Copérnico desde cedo. Órfão aos 10 anos de idade, o garoto foi criado pelo tio, então bispo de Ermland. Mais tarde, uma de suas irmãs virou freira, e um de seus irmãos, padre. Já adulto, Copérnico conciliou suas atividades como astrônomo, matemático e jurista com o trabalho de cônego na Igreja Católica de Frauenburgo.​
Paradoxalmente, as ideias de um cientista tão influenciado pela igreja iam de encontro ao que a religião pregava. Para o catolicismo, a Terra era o centro do universo. Tratava-se de suposição válida, contando os instrumentos de observação disponíveis, a tendência ao antropocentrismo e uma interpretação rígida da bíblia. Contudo, mesmo naquela época, Copérnico não era uma voz única. Havia outros cientistas com ideias semelhantes, a quem o polonês ofereceu leituras de sua teoria antes que ela fosse publicada.

Nova vida a uma ideia antiga

Estatua de Nicolau Copérnico em
Varsóvia, Polônia

O livro De revolutionibus orbium coelestium veio a público apenas em 1543, pouco depois da morte de Copérnico, aos 70 anos. Devido ao falecimento do autor e a um capítulo inicial relativizando as posições defendidas pelo cientista - supostamente escrito por outra pessoa, à sua revelia -, o material não causou grande controvérsia. Assim, o astrônomo foi poupado do fanatismo religioso que levou, no século 17, Galileu Galilei à prisão. 
Além de suas próprias e revolucionárias descobertas no campo da física e da astronomia, Galileu defendia e aprimorava a visão de Copérnico, em contraposição ao geocentrismo defendido pela Igreja Católica. Com essa posição, foi conduzido aos tribunais da inquisição. Acusado e ameaçado, teve de se retratar. O cientista estava certo, mas a igreja não concedeu tão rapidamente. Somente 350 anos após a morte de Galileu, no dia 31 de outubro de 1992, o papa João Paulo II reconheceu os enganos cometidos pelo tribunal eclesiástico.
Muito antes da inquisição, colocar a Terra no centro do mapa espacial foi um erro. Já se teorizava que o nosso planeta orbitava o Sol antes do nascimento do astrônomo polonês, em 1473. Mas os cálculos e a coragem do cientista foram responsáveis por “dar nova vida a uma ideia muito antiga e por sua adoção na ciência moderna”, segundo Bannister. Hoje, depois de muito tempo, apoiado pela astronomia e por cientistas como Copérnico, o homem enxerga mais longe.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Episódio 18 - Quadrante


O Quadrante é uma ferramenta para olhar para o céu. Com um pouco de geometria e matemática os navegantes atravessaram oceanos. Com mais cálculo e mais matemática e com os Quadrantes mais sofisticados organizamos nossas descobertas sobre o céu.

Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios


Episódio 16 - Observatórios


Os primeiros observatórios só usavam referências para o olhar. As lentes nos trouxeram os planetas e muitos outros astros. Os espelhos nos levaram às galáxias, e quando fomos para fora da Terra enxergamos coisas cada vez mais surpreendentes.

Fonte: TV Escola
Próximo Episódio
Episódio Anterior

Todos Episódios


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aventura Astronômica - Os Caçadores de Vênus

         Nesta altura do século XXI, o cosmo parece cada vez mais próximo, devassado por sondas e supertelescópios. Mas, há pouco mais de dois séculos, nossos antepassados olhavam para o céu como uma pintura inalcançável. Foi nessa época que um grupo de astrônomos liderou uma empreitada global à procura de um dado que hoje conseguimos em uma busca no Google: a distância que separa a Terra do Sol.
Cientistas franceses, ingleses, russos, suecos, dinamarqueses e norte-americanos viajaram ao redor da Terra, em 1761 e depois em 1769, para vislumbrar um raro fenômeno: a passagem de Vênus em frente ao Sol. As expedições que eles protagonizaram resultaram na primeira empreitada globalizada da ciência.

Edmond Halley, idealizador
da expedição
 A distância da Terra em relação ao Sol é conhecida como unidade astronômica (AU). Ela é a unidade básica de medida do universo – o metro cósmico, por assim dizer – e é determinante para os cálculos da astrofísica. Hoje sabemos, graças as medições feitas pelos telescópios mais avançados, que estamos separados do Sol por 149.597.870 quilômetros, sem levar em conta as variações da órbita elíptica da Terra em volta da estrela. No século XVIII chegar a esse número era tido com um feito revolucionário. Como Andrea Wulf  explicou em entrevista: “Apesar de aquele ser o século do Iluminismo, vivia-se ainda em um mundo onde estrelas, trovões e outros fenômenos naturais eram tidos pela maioria como manifestações divinas inexplicáveis. Observar Vênus e, com isso, mesurar o cosmos viria a ser um ganho e tanto para os cientista que combatiam a ignorância.” No plano mais imediato e prático, apostava-se que a determinação da distância do Sol permitiria o calculo mais preciso das longitudes, uma necessidade urgente para as navegações da época.
A ideia da corrida por Vênus veio do astrônomo inglês Edmond Halley, que em 1716 previu que a passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ocorreria em 1761 e 1769. Ele conclamou astrônomos a se reunirem para medir a trajetória do planeta em frente à estrela e a duração dessa passagem. Os dados seriam para estipular quão distante está o Sol. Só que a precisão dos cálculos seria garantida apenas se os astrônomos observassem a passagem em localidades distintas, no Norte e no Sul terrestre. Halley morreu em 1742, mas seus discípulos seguiram sua sugestão. Os astrônomos não tinham um perfil aventureiro. Acostumados à reclusão de gabinetes de estudo, eram em geral homens de meia-idade, gordos e sedentários. Mesmo assim viajaram por terra e por mar para os pontos ermos indicados por Halley como ideias para observar Vênus. As caríssimas expedições foram financiadas por monarcas poderosos, como Catarina, a Grande, da Rússia. 

Locais que os astronomos realizaram as observações do trânsito de Vênus, nos anos de 1761 e 1769

Em plena Guerra dos Sete Anos, protagonizada por França e Inglaterra, navegar as grandes distancias até os destinos da expedição era tarefa perigosa. O barco dos astrônomos britânicos Charles Mason e Jeremiah Dixon (famosos por criarem a Linha Mason-Dixon, que dividiu o sul do norte dos Estados Unidos) foi alvejado por canhões franceses. Um astrônomo francês viajou para Índia, ficou onze anos longe de casa, adoeceu, foi dado como morte – e a despeito de todos esses esforços, não conseguiu observar corretamente os fenômenos. Na Sibéria, um astrônomo foi ameaçado pela população local, que o tomou por feiticeiro.
Os números levantados pelos astrônomos estimaram a distância do Sol entre 125 milhões e 159 milhões de quilômetros, o que é muito próximo do valor real. A empreitada popularizou a astronomia: leigos compraram telescópios para admirar o trajeto de Vênus. Também uniu as academias de ciências e foi o primeiro incentivo às experiências globalizadas, nos moldes atuais. No início deste mês, entre os dias 5 e 6, Vênus passou pela frente do Sol mais uma vez, fenômeno que só voltará a repetir em dezembro de 2117. Desta vez, o evento foi televisionado em alta definição para todo mundo, e as fotos e vídeos da passagem estão no internet.

Imagem do trânsito de Vênus que ocorreu entre os dias 5 e 6 de junho


Fonte: Veja, 30 de maio de 2012.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

10 anos 10th IMAA ABC da Astronomia Adonai Lopes Água Alinhamento anã fria andrômeda Antimatéria Asteroid day Asteroides Astrobiologia Astrofísica Astronauta Astronáutica Astronomia Astronomia na Praça Atmosfera Bibliografias Big Bang bolha Brasil Buraco Negro C.E.C Calendários calourada Caravana da Ciência e Cidadania Carl Sagan Caronte CARONTE 2016 Caronte no 10th IMAA Cassini Cataclismos Centro Educacional Caminhar CERN céu cfc China chuva Ciência Cinturão de Kuiper Clube Caronte Cometa Cometas competição Constelações Corpos Extrasolares Cosmologia Curiosidades Curiosity descoberta Divulgação Eclipse Eclipse Lunar efeitos Efeméredes Einstein Elias Cloy Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica Eratóstenes ESA ESO espaço estrela Estrelas Eventos Exoplanetas Exploração Espacial Extensão Fenômenos Naturais Fim do Universo Física Moderna Foguete Foguetes foto Fundação São José Gagarin Gagarin O Primeiro no Espaço | Filme Completo galaxia Galáxias garrafa pet Gigantes Vermelhas Grandes astrônomos Gravidade Grécia Greenglow História Astronômica IAU IFF IFFluminense Campus Itaperuna IMAA Imagens da Semana Índia Início dos trabalhos ISS Itaperuna IV Semana da Fundação Júpiter Kepler laranjada Lixo Espacial Louis Cruls Lua Maikon Vieira Mark Zuckerberg Marte Matéria e Energia Escura Matheus Vieira membros do clube Mercúrio Meteorologia Meteoros Missão Marte mistériio Mitologia Mitologia Indígena MOBFOG MOFOG mundo Nasa NASA publica a maior foto mundo!! Nely Bastos Nicolau Copérnico Nobel Notícias Notícias de Astronomia O projeto misterioso OBA objerto Observação celeste oficina Ondas Gravitacionais ONU Origem da Vida Pesquisas Públicas Planeta anão Planetas planetas habitáveis Plutão Poluição Luminosa Popularização da Ciência Premiação I Competição de Foguetes Caronte Premiação OBA 2016 Prof. Adriano Ferrarez Pulsar Quasar Radiotelescópios Relatividade robô Rodrigo de O. França Ron Evans Rússia Salvar a Humanidade Samanta Meireles Satélites Satélites Artificiais Saturno Sávio Andrade SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO? Sistema Solar Sol Sonda Sondas SpaceX Stephen Hawking superlua Telescópio Hubble Telescópios Tempestade Solar Terça dia 22/03/2016 Terra Universo Vênus Very Large Telescope (VLT) Via Láctea Viagem Interestelar Vida Extraterrestre Vídeos