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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Telescópio Kepler descobre planeta tão quente que pode-se derreter ferro em sua superfície!


O escaldante planeta está 352 anos de luz de distância da Terra e sua massa é 10 vezes maior do que a do nosso planeta.


Astrônomos da NASA encontraram um planeta quase do mesmo tamanho da Terra, mas que é tão quente que não há chance alguma de ser residência para organismos vivos. O exoplaneta, batizado de Kepler-21b, é 1,6 vezes maior que a Terra. A órbita do planeta é tão colada a estrela mais próxima que os astrônomos estimam que a temperatura na superfície do Kepler-21b seja de 1,500 graus Celsius – quente o suficiente para derreter ferro.
Os cientistas que encontraram o planeta usaram o telescópio espacial “caçador de planetas” Kepler para encontrá-lo e depois confirmaram sua localização com ajuda do Kitt Peak National Observatory, localizado no estado do Arizona, Estados Unidos.

 O escaldante planeta está 352 anos-luz de distância da Terra – perto, se considerarmos que a nossa galáxia tem um diâmetro de 78 mil anos-luz. Sua massa é 10 vezes maior do que a do pedregulho molhado em que vivemos. O planeta está a apenas 6 milhões de quilômetros de seu Sol – demora menos de dois dias para completar uma volta ao redor da estrela. Para comparar, a Terra está 150 milhões de quilômetros distante do Sol.
A estrela próxima a Kepler, chamado de HD 179070, é mais quente e brilhante que o nosso Sol, além de possuir uma massa 1,3 vezes maior que nossa estrela. Segundo os cientistas, a HD 179070 é uma estrela mais jovem que a nossa: sua idade estimada é de 2,84 bilhões de anos – o Sol está na casa dos 4,6 bilhões de anos.

*Imagens criadas em computador.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kepler encontra 1º Planeta Habitável!


A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 


No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curiosity - Um jipe robô que promete encontrar condições para vida no Planeta Vermelho


 O Curiosity irá investigar se há condições de vida em Marte. A Nave decola rumo ao planeta a partir de 13h deste sábado.

A agência espacial americana (NASA) pretende lançar neste sábado (26) o jipe robô Curiosity rumo a Marte para descobrir se um dia já existiram condições de vida no planeta. A janela de oportunidade para a decolagem abre às 13h02.
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta, mas não foi feito para responder se há vida em Marte. Sua missão é apenas determinar se há condições no ambiente para isso.
Ele também é o maior dos robôs que perambulam por Marte. Do tamanho de um carro, o Curiosity é cinco vezes mais pesado que seus antecessores, Spirit e Opportunity.
Ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões norte-americanas Apollo, que exploraram a Lua na década de 1960 e 1970.

 Passo a passo da Missão Curiosity

Fontes: NASA e G1

Estudo identifica planetas com mais chances de vida extraterrestre

 A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g (foto) estão entre os planetas e luas mais propensos à existência de vida extraterrestre, segundo um artigo científico publicado por pesquisadores americanos. O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os planetas segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.

Segundo os resultados publicados na revista acadêmica Astrobiology, a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta - ou seja, localizado fora do Sistema Solar - de cuja existência muitos astrônomos duvidam. Em seguida, no mesmo critério, veio Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro - e possivelmente cinco - planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.

Condições favoráveis
Os Rádio-telescópios são a principal ferramenta dos
astronomos na busca de novos plantenas.
 
Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores. O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) ordenou os planetas e luas de acordo com a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe. Já o Índice de "Habitabilidade" Planetária (PHI, sigla também em inglês) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou um campo magnético.
Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite. Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.

"Habitáveis"

No critério da "habitabilidade", a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida da lua Europa, que orbita Marte e Júpiter. Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.
O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre. Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana, já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida. No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" - indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas - na luz emitida por planetas distantes.
 Titã (curiosidades: há chuvas rotineiras de gás natural líquido em Titã).

Saiba mais em: 
 Fontes: Terra

O Poder dos Astros

Astrologia e astronomia nem sempre foram áreas de estudo independentes. Em outros tempos, a observação dos astros e as previsões do destino das pessoas e dos eventos guardavam vínculo bastante estreito.
Durante muito tempo, o estudo dos astros unificou aspectos astronômicos e astrológicos. Assim, era forte a crença de que acontecimentos na vida das pessoas e na Terra teriam correspondência com as posições e os movimentos dos corpos celestes. É um ponto de vista bastante compreensível. Afinal, a posição do Sol em diferentes épocas indicava, por exemplo, climas diversos, o que determinava as mudanças das estações do ano, ao mesmo tempo em que a Lua tinha o poder de influenciar nas marés.


Observações do Sol e da Lua eram importantes para os povos antigos não apenas para compreender o céu, mas, principalmente, para ajudar na sobrevivência humana. A prática agrícola, por exemplo, estava diretamente ligada a fenômenos naturais. Portanto, era necessário saber a época correta do plantio e da colheita. Ao perceber que os astros poderiam influenciar na agricultura, o homem desenvolveu a astrologia para desvendar o futuro. Se era possível antecipar ações da natureza observando os astros, por que não predizer o próprio destino?

        

Aviso dos céus
Os primeiros indícios de que a humanidade estudava os astros com o intuito de prever sua sorte foram entre os caldeus, povo que viveu na região da antiga Babilônia (atual Iraque). Por volta de 3000 a.C., seus sacerdotes procediam estudos dos astros e, a partir de suas interpretações, aconselhavam os governantes a seguirem o que diziam os céus. Chineses, egípcios, indianos e maias também praticavam astrologia e desenvolveram as próprias previsões.
Com a chegada da astrologia na Grécia, por volta de 500 a.C., filósofos como Pitágoras e Platão também dedicaram-se ao estudo da influência dos astros na vida terrena. Desse modo, até o século XVI, astronomia e astrologia eram disciplinas estudadas e ensinadas em conjunto nas universidades européias.

Astronomia e astrologia
A partir das décadas seguintes, com a revolução científica desencadeada pelas descobertas dos estudiosos Nicolau Copérnico e Galileu Galilei e, mais tarde, pelas leis físicas desenvolvidas por Issac Newton, a astronomia e a astrologia tornaram-se cada vez mais incompatíveis.
Já que a Terra não era o centro do universo como se pensava até então, como seria possível que os astros como o Sol e outros planetas pudessem influenciar este mundo e a vida das pessoas? O céu visto da Terra não seria, portanto, muito limitado para que astrólogos pudessem tirar conclusões? A partir desses questionamentos, ocorreu a ruptura entre os dois compôs de estudo. Desse modo, a astronomia e a astrologia passaram a trilhar trajetórias próprias.


Fonte: Atlas do universo
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