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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Planeta errante vaga pelo espaço sem estrela

O planeta errante não orbita em torno de uma estrela e, por isso, não tem luz para refletir; o fraco brilho que ele emite pode ser detectado apenas no infravermelho. O objeto parece azulado nesta imagem infravermelha porque grande parte da radiação nos maiores comprimentos de onda infravermelhos é absorvida por metano e outras moléculas existentes na atmosfera do planeta. No visível, o objeto é tão frio que apenas brilharia muito pouco com uma cor vermelha escura, quando visto de perto.


Planeta solitário

Astrônomos identificaram um corpo celeste que é, muito provavelmente, um planeta vagando solitário pelo espaço, não girando em torno de uma estrela hospedeira.
Este é, até agora, o melhor candidato a planeta errante e o mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de cerca de 100 anos-luz.
A sua relativa proximidade, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram à equipe de astrônomos estudar a sua atmosfera em detalhes.
Este objeto deu também aos astrônomos uma ideia do tipo de exoplanetas que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.

Planetas órfãos

Os planetas errantes são objetos com massas típicas de planetas, que vagam no espaço sem ligação com nenhuma estrela.
Planetas são a regra e não a exceção
na Via láctea
Possíveis exemplos de planetas sem estrelas já foram encontrados anteriormente, mas sem o conhecimento das suas idades, não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs marrons - estrelas "fracassadas" que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas. 
Estes objetos começaram a ser conhecidos na década de 1990, quando astrônomos descobriram que é difícil determinar o ponto a partir do qual uma anã marrom passa para a faixa das massas planetárias.
Estudos mais recentes sugeriram que pode haver uma quantidade enorme destes corpos pequenos na nossa galáxia, com uma população quase duas vezes maior que as estrelas.

Associação de estrelas

Agora, os astrônomos descobriram um objeto, chamado CFBDSIR2149, que parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido como Associação estelar AB Doradus.
VLT do ESO, um dos telescópio utilizado
para detectar o planeta errante. 
Os pesquisadores encontraram o objeto em observações feitas com o Telescópio Canadá-França-Hawaii e utilizaram em seguida o Very Large Telescope (VLT) do ESO para examinar as suas propriedades.
As imagens obtidas em épocas diferentes permitiram medir o movimento próprio do objeto no céu e compará-lo ao dos membros da associação AB Doradus.
A associação AB Doradus é o grupo estelar deste gênero mais próximo do Sistema Solar. As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e acredita-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo.
Existe uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo seja fortuita. Mas ele estiver mesmo associado a este grupo - sendo, neste caso, um objeto jovem - será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a temperatura, massa e composição da atmosfera.

Planeta sem estrela

Esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.
A ligação entre este novo planeta errante e o grupo estelar é uma pista vital, que permitirá aos astrônomos calcular a idade do objeto recém-descoberto.
Na imagem CFBDSIR2149 não passa
de um tênue ponto azul.
A análise estatística do movimento próprio do objeto - a variação da sua posição angular no céu a cada ano - mostra uma probabilidade de 87% do objeto estar ligado à associação AB Doradus, e mais de 95% de probabilidade de ser suficientemente jovem para ter uma massa planetária, tornando-o assim muito mais provável em ser um planeta errante do que uma pequena estrela "fracassada". Na imagem 
A ligação ao grupo estelar AB Doradus poderá apontar para uma massa do planeta de aproximadamente 4 a 7 vezes a massa de Júpiter, com uma temperatura efetiva de cerca de 430 graus Celsius. A idade do planeta seria a mesma que a do próprio grupo - 50 a 120 milhões de anos.
"Procurar planetas em torno de estrelas é semelhante a estudar um vagalume que se encontra a um centímetro de um farol potente de automóvel distante," diz Philippe Delorme, autor principal do novo estudo.
"Este objeto errante próximo oferece-nos a oportunidade de estudar o vagalume em detalhes, sem que as luzes brilhantes dos faróis do automóvel estraguem tudo."

Formação dos planetas errantes

Acredita-se que os planetas errantes, como o CFBDSIR2149, formam-se ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs marrons.
Em ambos os casos, estes objetos são bastante intrigantes - ou como planetas sem estrelas ou como os menores objetos possíveis, num intervalo que vai desde as estrelas de maior massa às leves anãs marrons.
Representação de uma anã-marrom
"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar," diz Philippe Delorme. "Se este pequeno objeto for um planeta ejetado do seu sistema nativo, ele nos dá a imagem de mundos órfãos, perambulando no vazio do espaço." 
Estes mundos podem ser comuns - talvez tão numerosos como as estrelas normais. 
Se o CFBDSIR2149 não estiver relacionado à Associação AB Doradus, será mais complicado conhecer a sua natureza e propriedades, e poderá ser caracterizado como uma anã marrom. Ambos os cenários representam questões importantes sobre como planetas e estrelas se formam e comportam.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

NASA anuncia próxima missão à Marte


A NASA, agência espacial norte-americana, divulgou que lançará uma nova missão para a exploração de Marte. A missão recebeu o nome de InSight e deve posicionar instrumentos no planeta em setembro de 2016.
Ao contrário do Curiosity, robô que explora a superfície marciana e analisa rochas para descobrir se o planeta já teve condições de abrigar vida, a missão InSight está interessada no que acontece no interior do planeta vermelho.

Sonda  InSight
A pesquisa tem como objetivos descobrir se o núcleo de Marte é sólido ou líquido e entender se as placas tectônicas marcianas deslizam umas contra as outras, como as da Terra. O conhecimento mais detalhado do interior de Marte possibilitará uma comparação melhor com a Terra e levará a uma compreensão melhor de como os planetas são formados.
A NASA escolheu a InSight entre três propostas de exploração do Sistema Solar. Os projetos derrotados seriam para estudar um cometa e Titã, uma lua de Saturno.
“A exploração de Marte é uma prioridade para a NASA, e a escolha do InSight assegura que vamos continuar descobrindo os mistérios do planeta vermelho e estabelecendo as bases para uma futura missão humana lá”, afirmou em nota o diretor da NASA, Charles Bolden.
A missão está orçada em US$ 425 milhões (cerca de R$ 858 milhões), sem contar os gastos com os foguetes usados no lançamento. As agências espaciais da França e da Alemanha vão colaborar na elaboração dos instrumentos usados na missão.



Fonte: Reuters, Terra TV, G1

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Curiosity pousa com sucesso em solo marciano!


O laboratório móvel Curiosity, da Nasa, pousou na madrugada de segunda-feira em Marte, e agora deve passar dois anos pesquisando sinais de que o planeta já teve condições de abrigar vida.
Os controladores da missão aplaudiram e gritaram com entusiasmo quando receberam sinais confirmando que o jipe-robô sobreviveu à perigosa descida no róseo céu marciano e que pousou são e salvo no fundo de uma vasta cratera.
Após uma viagem de oito meses e 566 milhões de quilômetros, a sonda tocou a tênue atmosfera marciana a quase 21 mil quilômetros por hora -17 vezes a velocidade do som--, antes de iniciar a descida controlada.
Momentos após o pouso, a Curiosity enviou suas três primeiras imagens do solo marciano. Numa delas, uma roda do veículo e a sombra do jipe apareciam à frente do terreno pedregoso (imagem a direita).
A operação de pouso foi considerada a mais complexa na história dos voos espaciais não-tripulados. Por causa da demora nas comunicações por rádio entre a Terra e Marte, todo o processo precisou ser autoguiado, sem a interferência dos técnicos.
Para reduzir sua velocidade, a sonda contou com um paraquedas especial, com uma mochila a jato e com um inédito "guindaste aéreo" que auxiliou no pouso, ocorrido na cratera Gale, no hemisfério sul marciano, perto do equador desse planeta.
A Curiosity é o primeiro laboratório completo sobre rodas a ser enviado a outro mundo. Ela passará dois anos explorando a cratera Gale e uma vizinha montanha de 5.000 metros, que parece formada por sedimentos oriundos da cratera, formada por sua vez pelo impacto de um grande corpo celeste. (Veja passo a passo como foi o pouso clicando aqui)
Marte é o planeta mais parecido com a Terra, e os cientistas querem descobrir se ele teve no passado condições para abrigar vida microbiana. A missão, de 2,5 bilhões de dólares, marca o primeiro esforço de astrobiologia da Nasa desde as sondas Viking, na década de 1970.
O pouso representa um marco importante para a agência espacial norte-americana, afetada nos últimos anos por cortes orçamentários e pela recente aposentadoria da sua frota de ônibus espaciais.


Vídeo narra a história da exploração a Marte e mostra como foi o complexo pouso da sonda Curiosity em Marte.



           Veja como foi passo a passo o pouso do robô-jipe em solo marciano no infográfico que a NASA construiu:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Planetas extra-solares - Mundos distantes de nós


Não é apenas o Sol que possui mundos ao seu redor. A descoberta de planetas na órbita de outras estrelas próximas, alguns que podem ser semelhantes à Terra, estimula a busca por vida extraterrestre.


Uma das maiores dúvidas dos astrônomos foi desfeita na primeira metade da década de 1990: a existência de planetas orbitando outras estrelas. O primeiro planeta extra-solar foi detectado em outubro de 1995 na órbita da estrela 51, na constelação de Pégaso. O planeta situa-se a 40 anos-luz da Terra. Considerando as distâncias interestelares, equivale a dizer que ele está na vizinhança do sistema solar.
Com o aperfeiçoamento das técnicas de detecção, já foram identificados mais de 200 planetas em órbitas de estrelas próximas. As descobertas foram fundamentais para comprovar que o sistema solar não é o único do universo e que o processo de formação de planetas ao redor de outras estrelas é relativamente comum.

Até 2004, nenhum desses planetas havia sido visto de fato, mas apenas por meio de observação indireta. Os cientistas monitoravam as estrelas e verificavam pequenas oscilações em sua órbita, causadas pela influência de planetas. O método de detecção permitia localizar apenas planetas gigantes, de porte similar ao de Júpiter.
Em março de 2005, um passo inédito e fundamental foi dado. Utilizando o telescópio Spitzer, a NASA conseguiu, pela primeira vez, captar a luz refletida por dois planetas extra-solares. Para isso, os astrônomos mediram a luz de duas estrelas não muito distantes. Assim, o Spitzer pôde analisar diretamente o brilho infravermelho dos dois planetas, que são semelhantes a Júpiter e foram batizados de HD 209458b e Tr-Es
Os planetas detectados são gigantes, localizados próximos aos seus sóis, a mais de 150 anos-luz de distância de Terra. Eles emitem grandes quantidades de radiação infravermelha. De acordo com os cálculos iniciais, a temperatura nesses planetas seria de 787°C e 857°C , respectivamente. A descoberta marcou o início de uma nova era da ciência espacial.

Busca por vida

Telescópio espacial Kepler
Outras missões em busca de planetas fora do sistema solar estão sendo organizadas. Um conglomerado de países, do qual fazem parte França, Alemanha, Espanha, Itália e Brasil, enviou em 2005 ao espaço o satélite Corot com o objetivo de vasculhar as estelas vizinhas em busca de planetas extra-solares. A expectativa é de estudar 60 mil estrelas para tentar detectar planetas e, entre eles, aqueles que apresentam condições favoráveis à vida. A contribuição brasileira consiste no recebimento – na Estação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de Natal, no Rio Grande do Norte  - dos dados enviados pelo satélite. Os primeiros sinais já estão sendo analisados pela equipe responsável pela missão.
Em março de 2007, astrônomos europeus revelaram a descoberta de um planeta que pode ser similar à Terra. O novo planeta orbita a anã vermelha Gliese 581, localizada na constelação de Libra, a cerca de 20 anos-luz do Sol. Estima-se que sua temperatura superficial varie entre 0°C e 40°C, compatível, portanto, com a existência de água líquida, elemento até onde se sabe primordial para o desenvolvimento da vida.
Atualmente a principal ferramenta para buscar novos planetas extra-solares e uma possível presença de vida neles é o telescópio Kepler, que desde o final de 2007 esta em órbita e suas imagens nos dá cada vez mais certeza de que é improvável estarmos sozinhos no universo.

Veja mais postagens sobre exoplanetas:

Fonte: Atlas do Universo

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sustentabilidade também na exploração espacial

Atualmente o nível de detritos espaciais vem aumentando constantemente, com isso a Agência Espacial Europeia (ESA) desenvolveu o Clean Space (Espaço Limpo, em tradução livre), uma iniciativa para preservar o espaço perto da Terra - e o próprio ambiente terrestre - com o objetivo de reduzir o impacto das atividades espaciais da Europa.
O diretor geral da ESA, Jean-Jacques Dordain, destaca que a implementação do Clean Space é um dos principais objetivos da Agenda 2015, plano de ação da agência. "Se estamos convencidos que a infraestrutura espacial se tornará cada vez mais essencial, então nós devemos transmitir o ambiente espacial às novas gerações como o encontramos: intocado", declarou. "Podemos dizer, portanto, que o Clean Space não é um programa novo, mas uma nova forma de conceber todos os programas da ESA", disse, assinalando a necessidade de que o setor espacial se reúna em torno deste objetivo comum.
Lixo espacial em torno da Terra
No espaço, limpeza significa segurança. Dos seis mil satélites lançados na Era Espacial, menos de mil seguem operacionais. O resto está abandonado e propenso a se fragmentar, como restos de combustível ou baterias. A ESA pensa em algum tipo de amarra para ajudar a "arrastar" satélites fora de órbita em 25 anos. A reentrada de satélites na Terra também precisa ser um processo mais seguro - às vezes, pedaços inteiros dos aparelhos atingem o solo intactos. No entanto, mesmo que todos os lançamentos espaciais parassem amanhã, as simulações mostram que os níveis de resíduos seguirão crescendo. Segundo a ESA, a remoção ativa também é necessária, incluindo missões robóticas para reparar ou tirar satélites de órbita.
Na Terra, o Clean Space envolve avaliar o impacto ambiental de futuros projetos espaciais, bem como monitorar os efeitos possíveis da legislação por vir sobre a indústria desse setor.
A avaliação de ciclos de vida será importante para mensurar os efeitos das tecnologias espaciais desde sua concepção inicial até o fim de sua utilidade. Em um workshop realizado pela Esa, uma consultoria em meio ambiente falou sobre o tema, descrevendo o ciclo de vida utilizado em outras áreas da indústria. Novos processos de fabricação, como fabricação aditiva, no qual as estruturas são construídas em camadas onde temperaturas mais baixas, fazem com que se use menos materiais e energias para ter um resultado melhor. Para reduzir a necessidade de eliminação de resíduos, a fabricante de foguetes Safran está trabalhando em um método biológico para a decomposição de resíduos sólidos tóxicos.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Missão espacial chinesa volta à Terra

Os três astronautas da missão Shenzhu IX, entre eles uma mulher, pousaram nesta sexta-feira na Mongólia interior, no noroeste da China, ao final de 13 dias no espaço, informou a TV estatal CCTV.
Primeira astronauta chinesa, Liu Yang volta a pisar na Terra

A missão Shenzhu IX permitiu realizar o primeiro acoplamento manual em órbita já realizado pela China e marca uma etapa importante no programa de vôos tripulados visando uma estação orbital chinesa habitada em 2020.
No domingo passado, a China conseguiu realizar seu primeiro acoplamento manual, entre a Shenzhu IX ("Nave Divina") e o módulo Tiangong-1 ("Palácio Celeste"), em órbita da Terra, na principal tarefa desta quarta missão tripulada chinesa.
Este quarto voo espacial tripulado chinês foi o mais longo. Em 2003, a China se tornou o terceiro país do mundo a enviar homens ao espaço por seus próprios meios, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.
O domínio do acoplamento orbital é uma etapa crucial na conquista espacial, superada por russos e americanos nos anos 70. A quarta missão chinesa foi integrada pelos cosmonautas Jing Haipeng, Liu Yang e Liu Wang.

Fontes: AFP e Terra

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrônomos desenvolvem novo método para observar a atmosfera de exoplanetas que não "transitam" em sua estrela

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.
VLT, Cerro Paranal, Chile.
"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.
Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.
Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. E A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

Exoplaneta Tau Boötis b (impressão artística)
 Fonte: Terra

terça-feira, 19 de junho de 2012

Shenzhou 9 acopla com sucesso ao módulo Tiangong 1


Três astronautas chineses acoplaram nesta segunda-feira (18), com sucesso, a nave Shenzhou 9 a módulo Tiangong 1, na primeira missão de acoplagem tripulada e primeira viagem com uma astronauta chinesa mulher, Liu Yang.
O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.
É a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.
A viagem é um passo importante para a construção de uma estação espacial chinesa, prevista para 2020.

Liu Yang

Liu Yang, primeira chinesa a ir ao espaço
A designação de Liu foi anunciada semana passada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.
Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável - o contrário poderia ser um problema durante a permanência no espaço.

Veja, abaixo o vídeo do lançameto do Shenzhou 9 ao espaço:



Fonte: G1

Sonda espacial Cassini detecta lago em área equatorial de Titã

A sonda espacial Cassini captou a formação de um lago rico em metano e de várias lagoas próximas ao equador de Titan, a maior lua de Saturno. A descoberta foi publicada na revista “Nature” nesta quarta-feira (13).
Pesquisas anteriores já haviam indicado a presença de lagos nas regiões polares de Titan. Mas, por muito tempo, se pensou que corpos líquidos não poderiam existir na parte central da Lua porque a energia do Sol naquelas latitudes faria os lagos de metano evaporarem.
Titã com anéis de Saturno ao fundo.
“Essa descoberta foi completamente inesperada porque os lagos não são estáveis em latitudes tropicais”, disse a cientista Caitlin Griffith, professora de Ciência Planetária da Universidade do Arizona, que liderou a pesquisa.
Ao medir a luz solar refletida na superfície e na atmosfera de Titan, a sonda Cassini detectou uma região escura que, ao ser analisada com mais profundidade, sugeriu ser a presença de um lago de hidrocarbonetos de 927 quilômetros quadrados – o dobro do Champlain, um lago de água doce que faz fronteira entre os estados de Nova York e Vermont, nos Estados Unidos. Perto desse lago, os cientistas indicaram a possível presença de mais quatro lagoas rasas semelhantes em tamanho e profundidade a pântanos existentes na Terra.
Titan é um dos poucos corpos no sistema solar com uma atmosfera densa, formada por uma camada de nitrogênio e metano. O gás metano na atmosfera é constantemente quebrado pela luz do sol e cai na superfície onde é transportado de volta para os polos, local onde se condensa para formar lagos.
Os cientistas, no entanto, não acham que é por esse processo que as lagoas aparecem. Em vez disso, sugerem que pode haver uma fonte subterrânea de metano em Titan que periodicamente se abre para a superfície para formar as lagoas.

“Titan pode ter um oásis”, disse Griffith. – Arte mostra como seria a superfície de Titã, com lagos e tempestades de metano (CH4).

Fontes: Nasa e G1

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