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sábado, 27 de abril de 2013

Analise de Pulsar com VLT comprova Teoria da Relatividade proposta por Einstein


Uma equipe internacional de astrônomos descobriu a estrela de nêutrons mais pesada já vista pelo homem – destaca artigo publicado nesta quinta-feira (25) pela Science. Com apenas 20 quilômetros de diâmetro, o pulsar PSR J0348+0432 chega a ser duas vezes mais massivo que o Sol, criando uma “supergravidade” em sua superfície, com uma intensidade 300 bilhões de vezes maior que a sentida na Terra. Esse peso pesado do Universo, que gira em torno de seu próprio eixo 25 vezes por segundo, vive com uma anã branca, que a orbita a cada duas horas e meia, em um exótico sistema binário de estrelas. Segundo o autor da pesquisa, John Antoniadis, do Instituto Max Planck, da Alemanha, esse pulsar "é também um excelente laboratório para a física fundamental", pois comprova a Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein, em que a gravidade é consequência da curvatura do espaço-tempo criada pela presença de objetos com muita matéria e energia. (ESO)


Esse raro par de estrelas, descoberto no observatório óptico de Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no norte do Chile, permitiu confirmar até agora a teoria da relatividade de Albert Einstein, informou esta quinta-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).
"Até agora, as novas observações se encaixam exatamente nas previsões da relatividade geral e são inconsistentes com algumas teorias alternativas", acrescentou.
A estrela de nêutrons é um pulsar que emite ondas de rádio, captadas na Terra pelo potente telescópio Very Large Telescope (VLT) e outros radiotelescópios, o que permitiu investigar o par de estrelas e pôr à prova os limites da teoria física.
A teoria da relatividade geral de Einstein, que explica a gravidade como uma consequência da curvatura espaço-tempo, criada pela presença de massa e energia, passou em todas as provas desde que foi apresentada pela primeira vez há quase cem anos, destacou o comunicado.
"Nossas observações em rádio eram tão precisas que já pudemos medir uma mudança no período orbital de 8 milionésimos de segundo por ano, exatamente o que prevê a teoria de Einstein", afirmou o cientista português Paulo Freire, um dos astrônomos que participaram do estudo, publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

Fontes: ESO, Uol e G1

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Planeta errante vaga pelo espaço sem estrela

O planeta errante não orbita em torno de uma estrela e, por isso, não tem luz para refletir; o fraco brilho que ele emite pode ser detectado apenas no infravermelho. O objeto parece azulado nesta imagem infravermelha porque grande parte da radiação nos maiores comprimentos de onda infravermelhos é absorvida por metano e outras moléculas existentes na atmosfera do planeta. No visível, o objeto é tão frio que apenas brilharia muito pouco com uma cor vermelha escura, quando visto de perto.


Planeta solitário

Astrônomos identificaram um corpo celeste que é, muito provavelmente, um planeta vagando solitário pelo espaço, não girando em torno de uma estrela hospedeira.
Este é, até agora, o melhor candidato a planeta errante e o mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de cerca de 100 anos-luz.
A sua relativa proximidade, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram à equipe de astrônomos estudar a sua atmosfera em detalhes.
Este objeto deu também aos astrônomos uma ideia do tipo de exoplanetas que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.

Planetas órfãos

Os planetas errantes são objetos com massas típicas de planetas, que vagam no espaço sem ligação com nenhuma estrela.
Planetas são a regra e não a exceção
na Via láctea
Possíveis exemplos de planetas sem estrelas já foram encontrados anteriormente, mas sem o conhecimento das suas idades, não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs marrons - estrelas "fracassadas" que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas. 
Estes objetos começaram a ser conhecidos na década de 1990, quando astrônomos descobriram que é difícil determinar o ponto a partir do qual uma anã marrom passa para a faixa das massas planetárias.
Estudos mais recentes sugeriram que pode haver uma quantidade enorme destes corpos pequenos na nossa galáxia, com uma população quase duas vezes maior que as estrelas.

Associação de estrelas

Agora, os astrônomos descobriram um objeto, chamado CFBDSIR2149, que parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido como Associação estelar AB Doradus.
VLT do ESO, um dos telescópio utilizado
para detectar o planeta errante. 
Os pesquisadores encontraram o objeto em observações feitas com o Telescópio Canadá-França-Hawaii e utilizaram em seguida o Very Large Telescope (VLT) do ESO para examinar as suas propriedades.
As imagens obtidas em épocas diferentes permitiram medir o movimento próprio do objeto no céu e compará-lo ao dos membros da associação AB Doradus.
A associação AB Doradus é o grupo estelar deste gênero mais próximo do Sistema Solar. As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e acredita-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo.
Existe uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo seja fortuita. Mas ele estiver mesmo associado a este grupo - sendo, neste caso, um objeto jovem - será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a temperatura, massa e composição da atmosfera.

Planeta sem estrela

Esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.
A ligação entre este novo planeta errante e o grupo estelar é uma pista vital, que permitirá aos astrônomos calcular a idade do objeto recém-descoberto.
Na imagem CFBDSIR2149 não passa
de um tênue ponto azul.
A análise estatística do movimento próprio do objeto - a variação da sua posição angular no céu a cada ano - mostra uma probabilidade de 87% do objeto estar ligado à associação AB Doradus, e mais de 95% de probabilidade de ser suficientemente jovem para ter uma massa planetária, tornando-o assim muito mais provável em ser um planeta errante do que uma pequena estrela "fracassada". Na imagem 
A ligação ao grupo estelar AB Doradus poderá apontar para uma massa do planeta de aproximadamente 4 a 7 vezes a massa de Júpiter, com uma temperatura efetiva de cerca de 430 graus Celsius. A idade do planeta seria a mesma que a do próprio grupo - 50 a 120 milhões de anos.
"Procurar planetas em torno de estrelas é semelhante a estudar um vagalume que se encontra a um centímetro de um farol potente de automóvel distante," diz Philippe Delorme, autor principal do novo estudo.
"Este objeto errante próximo oferece-nos a oportunidade de estudar o vagalume em detalhes, sem que as luzes brilhantes dos faróis do automóvel estraguem tudo."

Formação dos planetas errantes

Acredita-se que os planetas errantes, como o CFBDSIR2149, formam-se ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs marrons.
Em ambos os casos, estes objetos são bastante intrigantes - ou como planetas sem estrelas ou como os menores objetos possíveis, num intervalo que vai desde as estrelas de maior massa às leves anãs marrons.
Representação de uma anã-marrom
"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar," diz Philippe Delorme. "Se este pequeno objeto for um planeta ejetado do seu sistema nativo, ele nos dá a imagem de mundos órfãos, perambulando no vazio do espaço." 
Estes mundos podem ser comuns - talvez tão numerosos como as estrelas normais. 
Se o CFBDSIR2149 não estiver relacionado à Associação AB Doradus, será mais complicado conhecer a sua natureza e propriedades, e poderá ser caracterizado como uma anã marrom. Ambos os cenários representam questões importantes sobre como planetas e estrelas se formam e comportam.

Astrônomos encontram superterra em região habitável!

Superterra

Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância.
Planeta HD 40307g
O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.
Mas outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir.
Esta última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas.
E parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável.

Planeta com dia e noite

O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres.
E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra. 
HD 40307g está na zona habitável de seu sistema estelar
"A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida", disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa.
A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja.
Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.

Revelado pela luz

A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado HARPS, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.
HARPS
O HARPS não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.
O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.
Recentemente, o HARPS foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância. 
Alguns dos exoplanetas com maior compatibilidade com a Terra

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Astrônomos obtém imagem espacial mais precisa da história!


Uma equipe internacional de astrônomos observou o coração de um quasar distante com uma precisão sem precedentes, dois milhões de vezes melhor que a da visão humana. De acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO), as observações, obtidas ao se ligar pela primeira vez o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (Apex) com dois outros situados em continentes diferentes, são "um passo crucial em direção ao objetivo científico do projetoTelescópio de Horizonte de Eventos", que é obter imagens de buracos negros de grande massa situados no centro das galáxias.
Concepção artística do quasar 3C 279
Os astrônomos ligaram o Apex, no Chile, com os americanos Submillimeter Array (SMA), no Hawaii, e o Submillimeter Telescope (SMT), no Arizona. Deste modo, conseguiram fazer a observação direta mais precisa até hoje do centro de uma galáxia distante, o quasar brilhante 3C 279, que contém um buraco negro de elevada massa - cerca de um bilhão de vezes a do Sol - e encontra-se tão distante da Terra que a sua radiação demorou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós.
Posição geográfica dos três telescópios
utilizados na observação
 
Os telescópios foram ligados usando a técnica conhecida como Interferometria de Linha de Base Muito Longa (VLBI, sigla do inglês Very Long Baseline Interferometry). Telescópios maiores obtêm observações mais precisas e a interferometria permite que vários telescópios trabalhem como um só, tão grande quanto à distância entre eles. Para as observações do quasar, os três telescópios criaram um interferômetro com as distâncias intercontinentais de 9.447 km do Chile ao Hawaii, 7.174 km do Chile ao Arizona e 4.627 km do Arizona ao Hawaii. 
As observações foram feitas em ondas de rádio, em um comprimento de onda de 1,3 milímetros. Esta é a primeira vez que observações em um comprimento de onda tão curto foram feitas utilizando distâncias tão grandes. As observações atingiram uma precisão, ou resolução angular, de 28 microssegundos de arco - valor 8 bilhões de vezes menor que um grau angular. Com este valor é possível distinguir detalhes dois milhões de vezes mais precisos do que o conseguido pelo olho humano. As observações foram tão precisas que se observaram escalas menores que um ano-luz ao longo do quasar - o que é um feito extraordinário tendo em conta um objeto que se encontra a vários bilhões de anos-luz de distância.
Telescópios Apex (esquerda), SMA(abaixo), e o SMT (direita).
Estas observações representam um passo importante no sentido de obter imagens de buracos negros de elevada massa e das regiões que os rodeiam. No futuro, pensa-se ligar entre si ainda mais telescópios, de modo a criar o chamado Telescópio de Horizonte de Eventos, capaz de obter imagens da sombra do buraco negro de elevada massa que se situa no centro da nossa Via Láctea, assim como de outros situados em galáxias próximas. A sombra - uma região escura vista em contraste com um fundo mais brilhante - é causada pela curvatura da luz devido ao buraco negro e seria a primeira evidência observacional direta da existência do horizonte de eventos de um buraco negro, a fronteira a partir da qual nem mesmo a luz consegue escapar. 


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrônomos desenvolvem novo método para observar a atmosfera de exoplanetas que não "transitam" em sua estrela

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.
VLT, Cerro Paranal, Chile.
"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.
Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.
Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. E A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

Exoplaneta Tau Boötis b (impressão artística)
 Fonte: Terra

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Imagens da Semana - 16 de junho


         Nesta segunda edição do “Imagens da Semana”, as imagens concorrentes tinham como tema central o avanço que a astronomia promove na ciência e na própria humanidade, visto que são como espelho do avanço tecnológico nos dias de hoje.
        
Vamos às descrições:

Foto 1: E-ELT (European Extremely Large Telescope) - A Agência Espacial Europeia (ESO), lançou a pedra fundamental do E-ELT - que será o maior telescópio do mundo - nesta semana. (http://migre.me/9uks7)

Foto 2: China lançará missão tripulada ainda em junho. Na foto pai e filho admiram o Shenzhou-9, veículo espacial chinês. (http://migre.me/9ukkr)

Foto 3: Astronauta fotografa o Mediterrâneo durante a noite, visto da ISS (do inglês, Estação Espacial Internacional). (http://migre.me/9ukqy)

*Veja as imagens com mais detalhes clicando nos link ao lada das descrições.


Foram contabilizados 31 votos, que escolheram a terceira imagem como vencedora, porém a disputa foi apertada com a primeira no início, e a vantagem só foi consolidada nos últimos votos.

Fotografia campeã:

Obrigado a todos que votaram, e semana que vem tem mais!
Confira os votos e como foi a eleição, clicando aqui.

 
Edição posterior
Edição anterior

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Postos de Vigília


Desde as civilizações antigas, observatórios dos mais rudimentares aos mais modernos são erguidos para ver o céu. Atualmente, as lentes voltadas para o universo possibilitam enxergar muito além da Via Láctea.
Observatórios astronômicos são tão antigos quanto o interesse do homem pelos mistérios do céu. No início eram construídos com o objetivo de rastrear as posições do Sol e da Lua para demarcar o calendário terrestre. Observar os astros era importante para as comunidades que dependiam da agricultura para sobreviver. Hoje em dia, eles são usados para compreender o cosmo e solucionar questões que intrigam os especialistas.

Stonehenge, observatório celta na ilha de Bretanha

Acredita-se que uma das primeiras estruturas para a observação do céu tenha sido Stonehenge, construída na Inglaterra entre 2500 a.C e 1700 a.C. As ruínas do sítio arqueológico, que parecem estar dispostas de forma caótica, na verdade marcaram com precisão os solstícios de inverno e de verão, quando o Sol se posiciona exatamente entre as pedras principais. Contemporâneos à Stonehenge são os zigurates, espécies de torres com abertura para os céus, de onde os babilônios faziam suas observações dos astros. As civilizações pré colombianas, por sua vez, erguiam construções nas quais, em determinado dia do ano, o reflexo do Sol se encaixava perfeitamente.
Observatório em Chichen-Itzá, uma cidade Maia
 Os observatórios que conhecemos atualmente nasceram no mundo islâmico entre os séculos IX e X, nas cidades de Damasco e Bagdá.Neles, os astrônomos dedicavam-se á observação dos astros não apenas com objetivos religiosos ou interesses práticos – como a atualização de calendários - , mas com propostas científicas.
Entre os que obtiveram mais êxito está o de Maragheh, no atual Irã. Lá, os astrônomos começaram a colocar à prova, por volta de 1260, as teorias ptolomaicas. Cerca de 150 anos depois, o muçulmano Ulug Beg ergueu em Samarcanda, no atual Uzbequistão, outro observatório no qual foram catalogadas centenas de estrelas, anos antes de os europeus as descobrirem.
O primeiro grande observatório moderno foi construído em 1576, na ilha de Hven, pelo rei Frederick, da Dinamarca, a pedido do astrônomo  Tycho Brahe. Depois da invenção do telescópio,no início do século XVII, a Inglaterra criou em Greenwich o primeiro grande centro de observação astronômica da Europa, famoso por ser o marco zero do horário oficial do mundo. Recentemente, Greenwich foi transformado em museu.

Olho Vivo
Observatório de Palomar
O observatório de Mauna Kea, no Havaí,é um dos mais importantes em função da localização e do clima propícios para estudos. Construído em 1964, está a cerca de 4 mil metros de altitude – onde as condições climáticas São ideais para a detecção de raios infravermelhos, que são bloqueados pelo vapor atmosférico. O observatório havaiano é o principal centro de estudos desse tipo de radiação cósmica. Seu maior telescópio é o Keck,com dez metros de diâmetro
Outro observatório famoso é o de Monte Palomar, em San Diego, na costa oeste dos Estados Unidos. Ali localiza-se o telescópio Hale,considerado até 1976 o maior do mundo, com cinco metros de abertura. Inaugurado em 1948, foi responsável por um grande levantamento, realizado durante e década de 1950, que produziu o maior atlas de estrelas e nebulosas até então. O resultado foi publicado pela National Geographic Society. O mapeamento foi repetido na década de 1980 e é um dos mais completos já realizados.

Cerro Paranal

O observatório astronômico de Cerro Paranal, ao norte do Chile,é um dos mais avançados do mundo. Cerro Paranal localiza-se na parte mais seca do Deserto do Atacama,onde as condições para a observação astronômica são extraordinárias. O monte de 2.635 metros de altitude oferece cerca de 350 noites sem nuvens por ano com estabilidade atmosférica pouco comum.
O complexo conta com o Very Large telescope (VLT),conjunto formado por quatro telescópios idênticos de 8,2 metros de diâmetro e três telescópios auxiliares de 1,8 metro de diâmetro,com capacidade para,por exemplo, identificar um astronauta na lua. 

Cerro Paranal, ao norte do Chile

Para evitar que o espelho principal deforme imagens, o VLT conta com um sistema chamado óptica ativa, que mantém a forma ideal do espelho a qualquer momento, graças a 150 pistões que o sustentam e corrigem sua posição de modo sincronizado.Inaugurado m 2006, o VLT é operado por um consórcio científico integrado por oito países europeus. Um de seus objetivos é encontrar novos mundos ao redor de outras estrelas.

Hemisfério Sul
Observatório de Siding Spring Mountain

O maior conjunto de observatórios do Hemisfério Sul está na Austrália .próximo a Canberra fica o maior deles, o de Mount Stromlo, fundado em 1924. Localizado a aproximadamente 800 metros acima do nível do mar, o Mount Stromlo tem um telescópio refletor de quase dois metros.mas o crescimento da cidade vizinha, cuja luz noturna dificulta a análise das estrelas, demandou a construção de um novo observatório em uma região mais remota.
Em 1975, o governo da Austrália,com o auxílio da Grã-Bretanha, construiu o observatório de Siding Spring Mountain, no estado de Nova Gales do Sul. Ele é atualmente um dos mais modernos do mundo, contando com um telescópio principal de 1,2 metro de diâmetro, siilar ao do norte-americano de Monte Palomar.
O Observatório Nacional, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, é o principal do Brasil. Fundado em 1827 por D. Pedro I, é o mais antigo em funcionamento na América do Sul. Possui um telescópio óptico de 1,6 metro.

Fonte: Atlas do Universo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Observatório Alma entra em ação no ESO


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quinta-feira (12) um estudo sobre o sistema planetário da estrela Formalhaut, a cerca de 25 anos-luz da Terra.

Observatório Alma revela o tamanho dos planetas do sistema Fomalhaut

Foi a primeira pesquisa feita com base em imagens obtidas pelo novo observatório Alma, que ainda está em construção no Chile.
Com a nova tecnologia, foi possível observar a região com mais precisão, e os astrônomos viram as bordas do disco de poeira em torno da estrela mais bem delineada. Juntando isso a simulações de computador, eles conseguiram calcular o tamanho dos planetas do sistema.
Os planetas encontrados em torno de Formalhaut são, no máximo, poucas vezes maiores que a Terra. Em 2008, dados do Telescópio Espacial Hubble levaram a crer que eles seriam do tamanho de Saturno, segundo maior planeta do Sistema Solar.

Alguns dos radiotelescópios do Observatório Alma
Fonte: G1

sexta-feira, 30 de março de 2012

Via Láctea abriga dezenas de bilhões de planetas habitáveis, segundo ESO!


Um estudo publicado nesta quarta-feira (28) descobriu que a nossa galáxia, a Via Láctea, abriga dezenas de bilhões de “superterras” em zonas habitáveis. “Superterra” é o termo usado pelos astrônomos para definir planetas com a massa um pouco maior que a da Terra. Já a zona habitável é uma distância da estrela parecida com a que separa a Terra e o Sol, que permite a existência de água líquida.

'superterra' Gliese 667 Cc (concepção artística)

Pelas características semelhantes, estes planetas são os principais candidatos a abrigar vida fora da Terra, e por isto são um objeto de pesquisa importante na astronomia.
Um dos teléscopios do ESO
O estudo foi conduzido pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), um projeto que conta com participação brasileira. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo Harps, um aparelho colocado dentro de um telescópio, feito especialmente para procurar planetas.
Esta pesquisa foi focada nas anãs vermelhas, um tipo de estrela brilhante e menor que o nosso Sol que constitui cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
Os cientistas concluíram que cerca de 40% das estrelas deste tipo têm “superterras” em seu redor. Como há cerca de 160 bilhões de anãs vermelhas na Via Láctea, o estudo estima que haja dezenas de bilhões de planetas teoricamente habitáveis na galáxia. 
Por outro lado, os planetas mais massivos, semelhantes a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar, são considerados raros em torno de anãs vermelhas. Menos de 12% de anãs vermelhas deverão ter planetas gigantes (com massa de 100 e 1000 vezes maior do que a Terra).


Fonte: G1 e Abril
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