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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dia 30 de junho durará 1 segundo a mais!

 O dia 30 de junho durará um segundo a mais para poder ajustar os relógios humanos ao período de rotação da Terra, o que aumentará o período de tempo de 2012, informou o Observatório Naval dos Estados Unidos.
A invenção dos relógios atômicos permitiu uma medição do tempo muito mais precisa. Mas, vários fatores afetam e desaceleram a rotação da Terra. O grande terremoto que atingiu o Japão em 2011, por exemplo, desacelerou esse movimento do planeta em 1,8 milionésimos de segundo.
Portanto, por mais precisos que sejam os relógios, eles não refletem o tempo exato que a Terra leva para dar uma volta em torno dela mesma.
Em 1970, um acordo internacional reconheceu a existência das duas escalas de tempo: o período de rotação do planeta e o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
 O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), estabelecido em 1987 pela União Astronômica Internacional e pela União Internacional de Geodésia e Geofísica, é a organização que observa a diferença entre as duas escalas e assinala quando se deve inserir ou retirar um segundo do UTC para manter ambas as escalas com uma diferença de menos de 0,9 segundo.
Para criar o UTC, primeiro gera-se uma escala de tempo secundária, conhecida como Tempo Atômico Internacional (TAI), que consiste no UTC sem segundos acrescentados ou retirados. Quando o sistema foi instituído em 1972, determinou-se que a diferença entre o TAI e o tempo real de rotação da Terra era de 10 segundos.
Desde 1972, foram acrescentados segundos em intervalos que vão de seis meses a sete anos, e o mais recente foi inserido no dia 31 de dezembro de 2008. Depois que se acrescentar o segundo extra do final de junho deste ano, a diferença acumulada entre o UTC e o TAI será de 35 segundos.
Essa diferença acumula e, a cada quatro anos, o calendário contém um dia adicional, 29 de fevereiro, explicou o Observatório Naval - a agência encarregada do "horário oficial" nos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, a conta não fecha. Para que isso ocorra, anos múltiplos de 100 não têm um dia a mais, a não ser que sejam múltiplos de 400. Por isso, o ano 2000 foi bissexto, mas 1900 não.


Fontes: EFE e Terra

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Diário de uma abobrinha espacial


O crescimento de um pé de abobrinha pode render mais assunto do que parece. Ainda mais quando é plantado no espaço. O nascimento e crescimento da plantinha é tema do blog “O Diário de uma abobrinha espacial” (Diary of Space Zucchini, em tradução livre)”, divulgado pelo site da Nasa.
Com narrativa muito bem humorada escrita pelo astronauta Don Pettit, o leitor fica sabendo passo a passo da “rotina” da planta em plena estação espacial norte-americana (ISS, na sigla em inglês).

 No poste inicial, a abobrinha ironiza sua própria condição diante do clima adverso.
"Eu brotei, introduzida neste mundo sem ninguém me consultar. Eu não sou a mais bonita; (...) Eu sou o tipo que faz moleques quererem vomitar na mesa do jantar e serem mandados para a cama sem sua sobremesa; Eu sou útil, a matéria vegetativa saudável que pode prosperar sob condições adversas. Eu sou uma abobrinha – e estou no espaço”.
As “peripécias” da abobrinha são contadas do dia 5 de janeiro a 16 de fevereiro. Em mais uma de suas divagações, ela reclama do hábito de um dos astronautas de cheirar suas folhas.
“Meu jardineiro fica agitado com as minhas folhas. Eu não tenho certeza se eu gosto disso. Agora eu tenho quatro delas e eu não entendo muito bem porque ele se comporta dessa maneira. Ele mete o nariz nelas. Será que ele me pegou para ser algum tipo de lenço? Aparentemente, ele tem prazer em meu cheiro de terra verde. (...) Talvez este seja um dos meus papéis como um tripulante nesta expedição”.
Em seu último depoimento, a abobrinha, já florida, brinca com sua condição de ser a única mulher da tripulação.
“Eles estavam animados com minhas flores hoje. Estavam todos ansiosos para ver pequenas abobrinhas no espaço. Mas eu não tenho coragem de contar-lhes um pequeno detalhe. Eu produzo dois tipos de flores; masculinas com estames e femininas, que produzem abobrinhas. Mas como faço parte dessa tripulação masculina, seria mais apropriado produzir apenas flores masculinas”.

Fontes: NASA e G1

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Exploração de lago na Antártida pode ajudar a encontrar vida fora da Terra!


A descoberta do Lago Vostok, localizado na Antártida a 4 mil metros sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa.
"Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero", afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).

Lago Vostok visto por satélite

O cientista russo destacou que "os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e projetados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas".
"O lago da vida", como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 quilômetros de largura e quase mil metros de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas.
"Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago", comentou.

Profundidade que se encontra o Lago Vostok (2,2 milhas)

Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram "rastros do DNA de termófilos" a 3,6 quilômetros de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.
"Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre", disse.
O cientista também está convencido de que o Vostok será um "polígono promissor" para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água.
"E se houver água, significa que também pode haver vida", disse, citado pelas agências russas.
De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera.
Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada.
"Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada", disse.
O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram "céticos" com a descoberta e preocupados com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.
"Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida", garantiu Lukin.
Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 litros de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho.
Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.
"Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica 'Nature' nem a americana 'Science' publicarão nossas conquistas, mas isso não importa", declarou.
Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961.
"É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago", confessa.
Equipe de cientistas que conseguiram alcançar o lago
De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin -- que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado --, e do departamento de Estado americano.
O Vostok tem uma superfície de 15,6 quilômetros quadrados, parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.

Fontes: G1 e Wiki

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O universo a um clique


Agora, as profundezas do universo podem ser exploradas através de uma tela de computador. Para isso, basta observar o céu virtual armazenado digitalmente no Portal Científico. Isso porque o astrofísico e Cientista do Nosso Estado, Luiz Alberto Nicolaci da Costa, do Observatório Nacional (ON), está desenvolvendo, no Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) um portal científico para análise de grandes bases de dados astronômicos. Trabalho conjunto com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o portal viabilizará trabalhos de pesquisadores e especialistas de astronomia, permitindo a análise e distribuição de dados de grandes projetos astronômicos internacionais. Entre esses, pode-se mencionar o Dark Energy Survey (DES), que estuda a energia escura que se imagina seja responsável pela aceleração da expansão do universo e o Sloan Digital Sky Survey III, que investiga desde a formação de outros sistemas planetários na nossa galáxia até a distribuição das galáxias em grande escala. O sucesso do trabalho que está sendo feito é um teste importante para o possível envolvimento brasileiro no projeto Large Synoptic Survey Telescope, que mapeará o céu a cada quatro noites, repetindo isso muitas vezes para construir um "filme" do universo.

Parte do sistema de armazenamento do LIneA.
O Portal Científico, que ainda não está disponível para o público, possibilita que estudiosos de astronomia obtenham resultados de forma muito prática, por meio de pipelines – programas concatenados que analisam os dados com um determinado objetivo científico. "Com os pipelines que estamos implementando, basta definir os parâmetros de análise relevantes e receber um aviso por e-mail de que os resultados desejados estão disponíveis. Tudo isso é feito de forma não supervisionada", conta Nicolaci. Segundo o astrofísico, o sistema do portal é inovador. "Além de armazenar informações, dados e resultados de análises dos diferentes projetos, o portal permite que eles sejam compartilhados simultaneamente, por todos os interessados, o que é essencial numa colaboração com mais de 200 pesquisadores. Quando completo, apenas o Dark Energy Survey gerará cinco petabytes de dados. Para se ter uma ideia, cada petabyte corresponde a mais de um bilhão de megabytes", explica o pesquisador.
Para processar, armazenar e distribuir tanta informação, foi necessária a implantação de uma infraestrutura adequada, composta de clusters, ou conjunto de computadores, e sistemas de armazenamento de grande capacidade. Como parte deste esforço, foi adquirido recentemente um sistema de armazenamento de 0.5 petabytes. "Esperamos aumentar este número para 1.4 petabytes até 2015", diz Nicolaci. Entretanto, essa infraestrutura para funcionamento do portal não é composta somente de hardware e software: participam também profissionais de gestão, que ajudam a gerenciar o time de profissionais de universidades brasileiras e do exterior, e a definir e monitorar o progresso de mais de uma centena de subprojetos e atividades.
Em breve, o portal, que também conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vai buscar atrair leigos interessados em astronomia. A partir de um programa desenvolvido com base no aplicativo já existente Galaxy Zoo (www.galaxyzoo.org), serão expostas imagens de galáxias obtidas pelo Dark Energy Survey. Com isso, os visitantes do site poderão olhar as imagens e classificar as galáxias de acordo com as informações contidas na própria página. "Com esta brincadeira, as pessoas podem até contribuir para a determinação das morfologias das galáxias. Mas nosso objetivo é criar um maior interesse dos jovens pela astronomia", relata Nicolaci.

Universo em veloz expansão

Sobre os dois grandes projetos em desenvolvimento atualmente com participação do Observatório Nacional – o Dark Energy Survey, o Sloan Digital Sky Survey III –, Nicolaci explica: "O Dark Energy Survey estuda a natureza da energia escura. Esta descoberta rendeu a três astrofísicos estrangeiros o prêmio Nobel de Física de 2011. Imaginávamos que, depois do Big Bang, o universo se expandia, esfriava e, em algum momento, a gravidade faria a expansão do universo desacelerar. Porém, descobriu-se que a velocidade da expansão do universo é crescente. Para a física, isso significa a descoberta de uma força até então desconhecida." Nicolaci está trabalhando neste projeto desde 2005. "Em breve, com o Dark Energy Survey, participaremos do mapeamento profundo do hemisfério sul por imageamento. O principal objetivo é o estudo da natureza da energia escura, mas seus dados poderão ser usados para pesquisas nas mais diversas área da astronomia. Para isso, o telescópio Blanco, de 4-metros de diâmetro, localizado no Cerro Tololo Inter-American Observatory, no Chile, foi reformado e construída a maior câmara digital (570 megapixel) do mundo".
Já o projeto Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III) tem múltiplos objetivos de estudo: exoplanetas, a nossa galáxia e galáxias distantes. Segundo Nicolaci, o projeto inicial (SDSS-I), voltado para o estudo das galáxias, foi uma mudança de paradigma na forma de se trabalhar na astronomia. "A ideia inicial para o levantamento aconteceu em 1988. Embora as observações só tenham começado em 2000, este projeto talvez tenha sido um dos mais bem-sucedidos até hoje, na astronomia. Trata-se de um levantamento bastante amplo, com inúmeras possibilidades de estudo; com ele estamos mapeando, por exemplo, a estrutura, movimentos e composição química da Via Láctea."

Sloan Digital Sky Survey III
Segundo Nicolaci, o SDSS-III estuda também a população de galáxias existentes no universo, desde a sua formação, e permite selecionar amostras de interesse científico específico, seja de estrelas ou de galáxias, para observações espectroscópicas em telescópios maiores. Outro subprojeto do SDSS-III, denominado Apogee, visa observar o bojo da Via Láctea. "Embora tenha sido iniciado há pouco tempo, estamos participando ativamente deste projeto, que consideramos importante para entendermos a formação e evolução da nossa galáxia", acrescenta o astrofísico.
Todos estes projetos e o LIneA têm recebido apoio da FAPERJ por meio de inúmeros programas de fomento: do Cientista do Nosso Estado, do Programa de Apoio ao Núcleo de Excelência (Pronex) e do Auxílio à Pesquisa (APQ1). "O apoio da FAPERJ tem sido fundamental para que tudo isso se realizasse e será essencial para que todo este trabalho tenha continuidade. Acredito que, em função de toda esta infraestrutura computacional montada, do Portal Científico, do estilo de gerenciamento que estamos desenvolvendo e dos resultados obtidos, estamos deixando um legado para a astronomia brasileira e internacional", finaliza o pesquisador.

Fonte: FAPERJ

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rocha com a idade do Sistema Solar é descoberta na Russia

Uma rocha nunca antes registrada foi descoberta por pesquisadores da Península de Kamchatka, na Rússia. Segundo os cientistas, o material é um tipo de cristal cujas principais características são encontradas em meteoritos. 
Segundo a análise, na maioria das vezes o material que constitui as rochas - denominado de quasicristal - é um artificial, criado pelo homem. 
Segundo um grupo de estudos da Universidade de Florença, na Itália, a rocha estava em um meteorito originado nos primórdios do Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos. 


O estudo foi publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Telescópio Kepler descobre planeta tão quente que pode-se derreter ferro em sua superfície!


O escaldante planeta está 352 anos de luz de distância da Terra e sua massa é 10 vezes maior do que a do nosso planeta.


Astrônomos da NASA encontraram um planeta quase do mesmo tamanho da Terra, mas que é tão quente que não há chance alguma de ser residência para organismos vivos. O exoplaneta, batizado de Kepler-21b, é 1,6 vezes maior que a Terra. A órbita do planeta é tão colada a estrela mais próxima que os astrônomos estimam que a temperatura na superfície do Kepler-21b seja de 1,500 graus Celsius – quente o suficiente para derreter ferro.
Os cientistas que encontraram o planeta usaram o telescópio espacial “caçador de planetas” Kepler para encontrá-lo e depois confirmaram sua localização com ajuda do Kitt Peak National Observatory, localizado no estado do Arizona, Estados Unidos.

 O escaldante planeta está 352 anos-luz de distância da Terra – perto, se considerarmos que a nossa galáxia tem um diâmetro de 78 mil anos-luz. Sua massa é 10 vezes maior do que a do pedregulho molhado em que vivemos. O planeta está a apenas 6 milhões de quilômetros de seu Sol – demora menos de dois dias para completar uma volta ao redor da estrela. Para comparar, a Terra está 150 milhões de quilômetros distante do Sol.
A estrela próxima a Kepler, chamado de HD 179070, é mais quente e brilhante que o nosso Sol, além de possuir uma massa 1,3 vezes maior que nossa estrela. Segundo os cientistas, a HD 179070 é uma estrela mais jovem que a nossa: sua idade estimada é de 2,84 bilhões de anos – o Sol está na casa dos 4,6 bilhões de anos.

*Imagens criadas em computador.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mitos da Criação


Gaia, na mitologia grega, seria quem concebera a
Terra e o Universo junto a Urano.
 Diversas sociedades em diferentes épocas procuraram compreender a criação do mundo. Muitas das respostas encontradas pautam-se não na ciência, mas na observação da natureza e na religião, e integram a herança cultural das civilizações.

Compreender a origem do mundo e de si mesmo é uma necessidade que acompanha o homem há milênios. Assim, mesmo sem possuir os conhecimentos científicos e os avanços tecnológicos da sociedade atual, os povos antigos também procuraram entender, cada qual a seu modo, a origem de tudo. Nas civilizações pré-científicas a busca por respostas residia na natureza e na religião.

A comunidade cristã, por exemplo, segue o mito da criação descrito no livro de Gênesis, da mesma forma que as demais religiões monoteístas crêem na idéia de um criador do mundo onipotente e onisciente. A divindade única, responsável pela construção de tudo, é uma crença comum a várias culturas, do Oriente às Américas. De modo geral, tal deidade possui características recorrentes: existe desde antes da criação do mundo e fez o universo conscientemente e por vontade própria.

No Cristianismo e outras religiões monoteístas, acredita-se que um único Deus onipotente e onisciente seja o responsável pela concepção do Universo.


Outras visões


Existem muitos outros mitos de criação. Sociedades como a dos índios navajos, que habitam a América do Norte, creditam a construção do mundo a uma vontade própria do mundo, que teria emergido a partir da terra. Os antigos babilônios acreditavam que o universo havia sido criado por um pai e uma mãe primordiais, representados respectivamente pelo céu e pela terra. A etnia africana dos dogons acredita que o início de tudo teria sido um ovo, no qual foram colocados por uma deidade dois pares de gêmeos embrionários. 
        Atualmente, a mitologia nos diz mais sobre como cada povo encara os mistérios do universo e a criação do mundo do que exatamente como ele surgiu. São mitos que sobrevivem até hoje, como parte da herança cultural e religiosa.

Fonte: Atlas do Universo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Poder dos Astros

Astrologia e astronomia nem sempre foram áreas de estudo independentes. Em outros tempos, a observação dos astros e as previsões do destino das pessoas e dos eventos guardavam vínculo bastante estreito.
Durante muito tempo, o estudo dos astros unificou aspectos astronômicos e astrológicos. Assim, era forte a crença de que acontecimentos na vida das pessoas e na Terra teriam correspondência com as posições e os movimentos dos corpos celestes. É um ponto de vista bastante compreensível. Afinal, a posição do Sol em diferentes épocas indicava, por exemplo, climas diversos, o que determinava as mudanças das estações do ano, ao mesmo tempo em que a Lua tinha o poder de influenciar nas marés.


Observações do Sol e da Lua eram importantes para os povos antigos não apenas para compreender o céu, mas, principalmente, para ajudar na sobrevivência humana. A prática agrícola, por exemplo, estava diretamente ligada a fenômenos naturais. Portanto, era necessário saber a época correta do plantio e da colheita. Ao perceber que os astros poderiam influenciar na agricultura, o homem desenvolveu a astrologia para desvendar o futuro. Se era possível antecipar ações da natureza observando os astros, por que não predizer o próprio destino?

        

Aviso dos céus
Os primeiros indícios de que a humanidade estudava os astros com o intuito de prever sua sorte foram entre os caldeus, povo que viveu na região da antiga Babilônia (atual Iraque). Por volta de 3000 a.C., seus sacerdotes procediam estudos dos astros e, a partir de suas interpretações, aconselhavam os governantes a seguirem o que diziam os céus. Chineses, egípcios, indianos e maias também praticavam astrologia e desenvolveram as próprias previsões.
Com a chegada da astrologia na Grécia, por volta de 500 a.C., filósofos como Pitágoras e Platão também dedicaram-se ao estudo da influência dos astros na vida terrena. Desse modo, até o século XVI, astronomia e astrologia eram disciplinas estudadas e ensinadas em conjunto nas universidades européias.

Astronomia e astrologia
A partir das décadas seguintes, com a revolução científica desencadeada pelas descobertas dos estudiosos Nicolau Copérnico e Galileu Galilei e, mais tarde, pelas leis físicas desenvolvidas por Issac Newton, a astronomia e a astrologia tornaram-se cada vez mais incompatíveis.
Já que a Terra não era o centro do universo como se pensava até então, como seria possível que os astros como o Sol e outros planetas pudessem influenciar este mundo e a vida das pessoas? O céu visto da Terra não seria, portanto, muito limitado para que astrólogos pudessem tirar conclusões? A partir desses questionamentos, ocorreu a ruptura entre os dois compôs de estudo. Desse modo, a astronomia e a astrologia passaram a trilhar trajetórias próprias.


Fonte: Atlas do universo
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