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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger

  • Um dos maiores medos dos terráqueos é o de que um objeto vindo do céu caia sobre nossas cabeças. E não adianta pensar que a tecnologia espacial já evoluiu o bastante para nos proteger. Segundo astrônomos, caso um grande asteroide seja detectado em direção à Terra, não haveria nada que pudesse ser feito hoje em dia.
    Os pesquisadores possuem diversas estratégias no papel. O difícil seria colocá-las em prática em momento de emergência. "No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa, em um encontro que debateu o tema em San Francisco, nos EUA.
    Segundo os astrônomos, grandes asteroides, com o poder de acabar com a civilização na Terra, são extremamente raros. A probabilidade de um deles atingir a Terra é de uma vez a cada 50 ou 60 milhões de anos. Contudo, o objeto que exterminou os dinossauros se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos. Pensando assim, o próximo que teria a Terra como alvo já estaria atrasado.
    E o pior é que os últimos asteroides que despertaram alerta na Terra só foram detectados quando já não havia tempo para evitar um possível evento catastrófico. Em 2014, um cometa que passou perigosamente perto de Marte - e causou calafrios nos cientistas - foi percebido apenas 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vermelho.
  • "Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth. Com o exemplo, o especialista mostra que não daria tempo de afastar o risco se o pedregulho estivesse na direção da Terra.
    Parte da preocupação dos cientistas é com a falta de conhecimento sobre asteroides. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.
    Como precaução, Nuth sugere que a Nasa construa um foguete para ser guardado e utilizado em caso de aproximação de um grande asteroide ou cometa. O artefato precisaria estar pronto para ser lançado dentro do prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".
    RyanJLane/Getty Images
    Um asteroide de 100 metros de diâmetro (o comprimento de um campo de futebol) que atingisse a Califórnia destruiria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas
    "Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko. A Nasa e a o órgão dos EUA responsável por segurança nuclear têm estudado asteroides conjuntamente. Em outubro, foi realizada uma simulação do que aconteceria se um enorme asteroide atingisse Los Angeles.

    Quais são as armas na cabeça dos cientistas?

    Ainda não há nada disponível. Mas as ideias para conter, bloquear, desviar ou destruir um asteroide ou cometa que esteja na rota de colisão com a Terra são várias. A mais comum é a de lançar um foguete com explosivos potentes, como bombas atômicas. A explosão poderia desviar a rota do objeto destruidor.
    O uso de ogivas nucleares contra asteroides tem a vantagem da rapidez. Contudo, seus efeitos colaterais incluem estilhaços radiativos caindo sobre a Terra. A alternativa seria o uso de explosivos convencionais ou o lançamento de um objeto que desviasse o asteroide com o impacto. Contudo, a grande carga a ser levada e o tempo que demoraria para calcular a trajetória de choque para desviar o corpo celeste pesam contra esses métodos.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/15/nao-temos-nada-o-que-fazer-contra-asteroide-diz-cientista-da-nasa.htm

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Os maiores telescópios terrestres de observação do mundo


As belas imagens de galáxias, nebulosas e planetas que deixam todos fascinados não são simples de obter. Para isso, cientistas investem em modernos telescópios de observação terrestre, com estruturas e espelhos enormes que garantem um bom registro.

 

Os maiores telescópios do mundo:




M. Claro/ ESO
Quatro telescópios formam o VLT (Very Large Telescope), maior conjunto de telescópios ópticos do mundo em uma única localização, no Chile.


ESO
A galáxia NGC 134 foi registrada pelo VLT

O instrumento é o mais avançado do mundo com espelhos principais de 8,2 metros, segundo o ESO (Observatório Europeu do Sul).

Os telescópios podem ser usados separadamente, mas também há a possibilidade de utilizá-los em conjunto, criando uma imagem que permite que os astrônomos observem detalhes com precisão 25 vezes maior do que a dos telescópios individualmente.

A galáxia espiral NGC 134 foi registrada pelo conjunto do VLT. É possível ver na imagem, em vermelho, nuvens brilhantes de gás quente onde as estrelas estão se formando.



Nasa
O LBT (Grande Telescópio Binocular) fica no Mount Graham, a 3.300 metros de altitude nas montanhas do sudoeste do Arizona, nos Estados Unidos. 


Divulgação
DDO 68, galáxia anã

Os dois espelhos do LBT têm 8,4 metros de diâmetro e o telescópio foi criado por um grupo que uniu especialistas italianos, norte-americanos e alemães.

Uma das imagens feitas pelo equipamento (ao lado) mostra a DDO 68, uma galáxia anã com massa muito pequena, mas capaz de aglomerar menores galáxias próximas. A DDO 68 tem uma massa estelar total de 100 milhões de massas solares, cerca de um milésimo da Via Láctea.



Divulgação
O Hobby-Eberly Telesope, vulgo HET, tem um inovador sistema de rastreamento de estrelas que levou a uma redução de 80% nos custos iniciais em comparação com outros telescópios gigantes. Ele foi construído no Texas pela Alemanha e pelos Estados Unidos. O espelho primário do HET tem 11,1 x 9,8 metros.

O telescópio está sendo modificado para "evoluir" para HETDEX (HET Dark Energy Experiment). Serão acrescentados 150 equipamentos que realizam registros fotográficos, o que permitirá que o telescópio mapeie a taxa de expansão do universo primitivo, mostrando como o universo evoluiu.


Santiago Ferrero/ Reuters
Na Espanha, mais precisamente na ilha de La Palma, está instalado o GTC (Gran Telescopio Canarias). O aparelho conta com uma tecnologia avançada e seu espelho refletor tem 10,4 metros de diâmetro. 


Grantecan / Nasmyth-B
A NGC 6946, uma galáxia em espiral

A construção do telescópio, a 2.267 metros de altitude, levou sete anos e foi feita por uma parceria entre instituições da Espanha, México e Estados Unidos. O planejamento começou em 1987, envolvendo mais de mil pessoas e cem empresas. Em 2007, a primeira luz do GTC foi lançada.

O telescópio reproduziu uma imagem da NGC 6946, também conhecida como a galáxia dos fogos de artifício, uma galáxia em espiral que foi descoberta em 1798. O diâmetro da NGC é de aproximadamente 40 mil anos-luz, apenas um terço do tamanho da Via Láctea.



Nasa/JPL
O Observatório W. M. Keck tem dois grandes e potentes telescópios: Keck 1 e Keck 2. Os equipamentos ficam a uma altitude de 4.145 metros, próximos de Mauna Kea, no Havaí. Ambos têm espelhos de 10 metros de diâmetro e começaram a ser planejados em 1997, pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e o laboratório Lawrence Berkeley.  O Keck 1 foi inaugurado em 1993, e "seu irmão", Keck 2, começou a ser usado para observações científicas em 1996.



Janus Brink
O maior telescópio do hemisfério sul é o SALT (Grande telescópio Sul-Africano). Ele conta com um espelho primário hexagonal de 11 metros de diâmetro e está em operação integral desde 2011. 


Salt
nebulosa Laguna

Também conhecido como SALT, o aparelho fica em um observatório perto da cidade de Sutherland, na província do Cabo do Norte, e foi financiado por um consórcio de parceiros que uniu África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Índia, Reino Unido e Nova Zelândia.

Uma das imagens que mostra as belezas que o SALT pode captar é a da nebulosa Laguna, uma gigantesca nuvem interestelar na constelação de Sagitário.



ESO
Desenho do E-ELT (European Extremely Large Telescope)
Além dos telescópios já existentes, projetos de uma nova geração de equipamentos estão saindo do papel. "Não podemos dizer que estão quase prontos, não há um prazo estimado, mas existem três projetos buscando fundos para garantir a construção de telescópios muito maiores do que estamos acostumados", afirma Thiago Signorini Gonçalves, do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O trio tecnológico é composto pelo E-ELT (European Extremely Large Telescope), GMT (Giant Magellan Telescope) e pelo TMT (Thirty Meter Telescope).

"Atualmente os maiores telescópios tmê espelhos de 10 metros por diâmetro, mas esses projetos visam espelhos de ao menos 30 metros. Será o início de uma nova geração, mas acho que é algo que acontecerá por volta de 2024", diz Gonçalves.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/07/conheca-os-maiores-telescopios-terrestres-de-observacao.htm

Por: Rodrigo de O. França

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo

Esse é o objeto mais esférico do Universo que já foi estudado

Esse é o objeto mais esférico do Universo que já foi estudado.

Se tem algo raro de se encontrar no Universo, é uma esfera perfeita.

Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos.

Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.

A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.

"Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

Passo de tartaruga

Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.

O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.

Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.

Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites:

"A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse Gizon à BBC.

"Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou.
Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

 

 Campo magnético


O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.

Também existe o campo magnético.

"Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista.

"É por isso que também atribuimos sua forma à presença do campo magnético".

"Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade", relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.

Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.

"Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/11/18/o-misterio-do-objeto-mais-esferico-ja-encontrado-no-universo.htm

Por: Rodrigo de O. França

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Por que a Lua fica laranja de vez em quando? E ela pode ficar azul?

Nesta segunda, a maior superlua em 68 anos chamou a atenção dos brasileiros e do mundo. Tudo isso porque o fenômeno —que acontece quando o astro está mais próximo da Terra— deixa a Lua maior, mais brilhante e, consequentemente, ainda mais bonita, do que estamos acostumados.

E com tanta atenção (e câmeras fotográficas) voltada para ela, talvez você tenha percebido que, em alguns momentos, a Lua ficou com um tom mais avermelhado (ou alaranjado). Sabe por que isso acontece?

Antes da explicação, é bom lembrar que a Lua reflete a luz branca que vem do Sol —que é formada por ondas de vários comprimentos, portanto, formada por várias cores.  Embora nosso satélite pareça muito brilhante, reflete apenas 6,7% da luz que recebe do Sol.

As partes mais brilhantes de sua superfície são as regiões mais altas e com crateras, compostas de rochas ricas em cálcio e alumínio. As regiões mais escuras são zonas mais baixas, chamadas 'mares', compostas de rochas basálticas que refletem muito pouco a luz, daí sua cor acinzentada.

E quando fica alaranjada?



Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Lua é vista da ponte Rio Negro, em Manaus

A coloração alaranjada acontece ao anoitecer e ao amanhecer, da mesma maneira que vemos o Sol ou céu nesse horário. Quando nasce, a Lua está tão próxima do horizonte que a luz por ela refletida precisa passar por uma espessa camada de atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos olhos, diferentemente do que acontece quando o satélite aparece alto no céu, onde o ar é mais rarefeito.  Quando atravessa a atmosfera da Terra, a luz refletida pela Lua se dissipa pelo ar. Em contato com as moléculas de gases que compõem o ar, algumas cores se dispersam e ficam imperceptíveis. No caso da Lua (e até o Sol) próxima do horizonte, a atmosfera mais densa "absorve" a cor verde, azul e violeta e deixa passar somente os tons vermelhos.

O tom avermelhado fica mais intenso quando há partículas de queimadas, erupções vulcânicas ou poluição na atmosfera.

Agora, quando ela está bem no alto do céu, a luz refletida conserva a cor original, que é o branco (reunião de todas as cores). Isso porque o ar rarefeito das altitudes elevadas faz com que a perda das tonalidades azul, verde e violeta sejam pequenas.

Lua azul existe?



Bill Ingalls/NASA
 Lua cheia vista do centro legislativo dos Estados Unidos.Esta foi a segunda vez que a lua apareceu cheia no mês de julho de 2015, e, por isso, é chamada de "Lua Azul"

É claro que quando dizemos "lua azul", o primeiro pensamento é que, se olharmos para o céu, o astro estará azulado. Mas não se trata disso. O termo não está relacionado com uma possível mudança na cor da Lua, mas sim às suas fases. Cada um dos quatro ciclos da Lua (nova, cheia, minguante e crescente) dura, em média, sete dias. Como os meses possuem quatro semanas, dificilmente uma fase se repete no mesmo mês.

No entanto, os movimentos da Lua ao redor da Terra não têm esse ciclo mensal perfeito. Por isso, a cada dois anos e meio ou três, a Lua cheia ocorre duas vezes em um mesmo mês. E é essa segunda Lua cheia que recebe o nome de "lua azul". O termo foi usado pela primeira vez na década de 1940.

Fora a repetição no calendário, a "lua azul" não tem nada de especial. O astro aparece com o mesmo tamanho e brilho que as outras luas cheias.

Como o acontecimento é raro, no inglês, a expressão "once in a blue moon" (uma vez a cada lua azul) é usada quando queremos dizer que determinado acontecimento dificilmente ocorre.

Mas não precisa eliminar todas as esperanças de ver uma Lua com a cor azul de verdade. Acontecimentos raros, como a erupção de um vulcão, podem deixar a "cor" do astro momentaneamente azulada. Isso por conta das partículas expelidas pela erupção que ficam no ar.

Fontes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Leandro Guedes, astrônomo do Planetário do Rio de Janeiro

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/11/15/por-que-a-lua-fica-laranja-de-vez-em-quando-e-ela-pode-ficar-azul.htm

  Por: Rodrigo de O. França

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

SERÁ QUE O SER HUMANO PODERÁ MESMO VIVER NO ESPAÇO?

 O ser humano foi talhado para viver na Terra - viver fora dela exigirá vencer muitos desafios.
Quais e quantas lembranças os astronautas conseguiriam ter após retornar de uma viagem a Marte?


Parece uma pergunta irrelevante, mas esta é uma das maiores preocupações dos especialistas devido a um fenômeno conhecido como "cérebro espacial" (space brain), que descreve os sintomas após uma exposição prolongada aos raios cósmicos.

Esses raios carregam tanta energia que podem penetrar o casco de uma nave espacial. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), a exposição a partículas carregadas de alta energia - os raios cósmicos não são exatamente raios, mas partículas - pode causar danos de longo prazo ao cérebro.

Inflamação no cérebro
Entre os efeitos do cérebro espacial estão alterações cognitivas e demência. Possíveis danos causados pelos raios cósmicos ao corpo já eram conhecidos, mas acreditava-se que eram de curto prazo.
Em experimentos em camundongos, porém, Charles Limoli e sua equipe descobriram que os níveis de inflamação no cérebro continuavam significativamente elevados e danosos aos neurônios mesmo após seis meses, afetando comportamento, memória e aprendizagem.
"São más notícias para astronautas que embarcarem em uma viagem de ida e volta a Marte de dois ou três anos", comentou Limoli.

Extinção do medo
Para o Limoli, entre outros possíveis problemas decorrentes do fenômeno do cérebro espacial estão a diminuição do rendimento, ansiedade, depressão e alterações na hora de tomar decisões.
Os testes realizados na Terra não conseguem estudar os efeitos da radiação espacial sobre os astronautas porque o escudo magnético da Terra nos protege deles. [Imagem: NASA]

"Muitas dessas consequências adversas podem continuar e progredir ao longo da vida. O ambiente espacial traz perigos únicos para os astronautas", afirmou Limoli.

Os pesquisadores também descobriram que a radiação afeta a "extinção do medo", processo pelo qual o cérebro reprime experiências desagradáveis e estressantes do passado - por exemplo, quando alguém sofre uma queda de cavalo e volta a montar.

"O déficit na extinção do medo pode torná-los (astronautas) propensos à ansiedade," assinalou Limoli. "Isso poderia ser problemático em uma viagem de três anos de ida e volta a Marte."

Proteção ou prevenção
Os raios cósmicos descarregam muita energia ao se chocar com o corpo humano. Na Estação Espacial Internacional, onde os astronautas vivem de seis meses a um ano, eles estão protegidos porque se encontram ainda dentro da magnetosfera da Terra, que atua como escudo contra radiação. O mesmo não aconteceria em uma aventura rumo à Marte.
Construir naves espaciais com uma capa protetora dupla pode não ser útil, pois nada parece resistir a essas partículas de alta energia. Por isso, os especialistas sugerem o desenvolvimento de tratamentos preventivos para proteção do cérebro.


BBC de 28.10.2016

Por: Rodrigo de O. França

terça-feira, 5 de março de 2013

Elementos básicos para vida na Terra chegaram via cometas, diz estudo


         O choque com um cometa pode ter trazido para a Terra elementos essenciais para o desenvolvimento da vida. Novo experimento da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e da Universidade do Havaí, em Manoa, mostrou que no espaço há condições de se criar dipeptídeos complexos – pares ligados de aminoácidos – que são essenciais para a vida.
Assim, abre-se a possiblidade de essas moléculas terem sido trazidas para a Terra por um cometa, o que catalisou a formação de proteínas (polipeptídeos), enzimas e até moléculas mais complexas como açúcares.


Em uma câmara de ultra vácuo refrigerado a 10 graus acima do zero absoluto (10 Kelvin), os cientistas da equipe havaiana, Seol Kim e Ralf Kaiser, simularan uma bola de neve no espaço, incluindo dióxido de carbono, amônia e vários hidrocarbonetos, como metano, etano e propano.
Quando ela foi bombardeada com elétrons de alta energia, que simulam os raios cósmicos no espaço, as substâncias químicas reagiram para formar complexos compostos orgânicos, especificamente dipeptídeos, considerados essenciais para a vida.
Na Universidade da Califórnia, os pesquisadores analisaram os compostos orgânicos e revelaram a presença de nove diferentes aminoácidos e de, pelo menos, dois dipeptídeos.
"É fascinante a considerar que os mais básicos blocos bioquímicos que levaram à vida na Terra podem ter tido uma origem extraterrestre", disse Richard Mathies, químico da Universidade da Califórnia e coautor do artigo publicado on-line na semana passada e prevista para a versão imprensa de 10 de março do Astrophysical Journal.

Fontes: Notícias Uol

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Astrônomos encontram superterra em região habitável!

Superterra

Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância.
Planeta HD 40307g
O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.
Mas outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir.
Esta última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas.
E parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável.

Planeta com dia e noite

O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres.
E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra. 
HD 40307g está na zona habitável de seu sistema estelar
"A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida", disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa.
A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja.
Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.

Revelado pela luz

A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado HARPS, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.
HARPS
O HARPS não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.
O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.
Recentemente, o HARPS foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância. 
Alguns dos exoplanetas com maior compatibilidade com a Terra

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Primeiro sistema multiplanetário orbitando estrelas binárias é descoberto!


Pesquisadores de diversas instituições apresentam nesta terça-feira na União Astronômica Internacional a descoberta do primeiro sistema multiplanetário conhecido ao redor de uma estrela binária. Anteriormente, os astrônomos já haviam descoberto quatro sistemas parecidos, mas com apenas um exoplaneta em cada. Além disso, um desses corpos está na "zona habitável", o que anima os cientistas. O artigo que descreve o estudo será publicado na Science.


O sistema, que lembra o do planeta Tatooine, da saga Star Wars, foi chamado de Kepler-47 - já que foi descoberto pelo telescópio Kepler. Lá, as duas estrelas giram ao redor uma da outra (em um centro gravitacional comum) a cada 7,5 dias terrestres. Uma delas é similar ao Sol, enquanto a outra é menor, com apenas um terço do tamanho e 175 vezes mais fraca.
O planeta mais próximo delas tem três vezes o diâmetro da Terra e orbita o par a cada 49 dias terrestres. O corpo mais longínquo é um pouco maior que Urano e seu ano dura 303 dias. Este é o que chamou mais a atenção dos cientistas. Essa distância para suas estrelas significa que ele está na chamada "zona habitável", ou seja, que pode ter as condições para sustentar a vida como a conhecemos.
Planeta Tatooine, da saga Star Wars.
Apesar de certamente ser um gigante gasoso sem vida, esse planeta anima os pesquisadores, já que agora sabemos que corpos com condições para o aparecimento de seres vivos podem existir ao redor de estrelas binárias.
O novo sistema planetário está a "apenas" 5 mil anos-luz da Terra. Apesar disso, a distância é muito grande para que seja visto diretamente - os planetas foram detectados devido à queda no brilho do par de estrelas quando eles transitam em frente a elas. Após o registro do Kepler, o Observatório McDonald, no Texas, mediu o tamanho e massa relativos dos objetos - eles têm massa provável entre oito e 20 vezes maior que a da Terra.
"O que eu achei mais excitante é o potencial para habitabilidade em um sistema circumbinário. Kepler-47c não deve ser capaz de sustentar vida, mas se ele tiver grandes luas, estas podem ser mundos interessantes", diz William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), um dos autores do estudo, deixando fãs de Star Wars animados com a possibilidade de existir uma Endor por aí.



Fonte: Terra

terça-feira, 17 de julho de 2012

Planetas extra-solares - Mundos distantes de nós


Não é apenas o Sol que possui mundos ao seu redor. A descoberta de planetas na órbita de outras estrelas próximas, alguns que podem ser semelhantes à Terra, estimula a busca por vida extraterrestre.


Uma das maiores dúvidas dos astrônomos foi desfeita na primeira metade da década de 1990: a existência de planetas orbitando outras estrelas. O primeiro planeta extra-solar foi detectado em outubro de 1995 na órbita da estrela 51, na constelação de Pégaso. O planeta situa-se a 40 anos-luz da Terra. Considerando as distâncias interestelares, equivale a dizer que ele está na vizinhança do sistema solar.
Com o aperfeiçoamento das técnicas de detecção, já foram identificados mais de 200 planetas em órbitas de estrelas próximas. As descobertas foram fundamentais para comprovar que o sistema solar não é o único do universo e que o processo de formação de planetas ao redor de outras estrelas é relativamente comum.

Até 2004, nenhum desses planetas havia sido visto de fato, mas apenas por meio de observação indireta. Os cientistas monitoravam as estrelas e verificavam pequenas oscilações em sua órbita, causadas pela influência de planetas. O método de detecção permitia localizar apenas planetas gigantes, de porte similar ao de Júpiter.
Em março de 2005, um passo inédito e fundamental foi dado. Utilizando o telescópio Spitzer, a NASA conseguiu, pela primeira vez, captar a luz refletida por dois planetas extra-solares. Para isso, os astrônomos mediram a luz de duas estrelas não muito distantes. Assim, o Spitzer pôde analisar diretamente o brilho infravermelho dos dois planetas, que são semelhantes a Júpiter e foram batizados de HD 209458b e Tr-Es
Os planetas detectados são gigantes, localizados próximos aos seus sóis, a mais de 150 anos-luz de distância de Terra. Eles emitem grandes quantidades de radiação infravermelha. De acordo com os cálculos iniciais, a temperatura nesses planetas seria de 787°C e 857°C , respectivamente. A descoberta marcou o início de uma nova era da ciência espacial.

Busca por vida

Telescópio espacial Kepler
Outras missões em busca de planetas fora do sistema solar estão sendo organizadas. Um conglomerado de países, do qual fazem parte França, Alemanha, Espanha, Itália e Brasil, enviou em 2005 ao espaço o satélite Corot com o objetivo de vasculhar as estelas vizinhas em busca de planetas extra-solares. A expectativa é de estudar 60 mil estrelas para tentar detectar planetas e, entre eles, aqueles que apresentam condições favoráveis à vida. A contribuição brasileira consiste no recebimento – na Estação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de Natal, no Rio Grande do Norte  - dos dados enviados pelo satélite. Os primeiros sinais já estão sendo analisados pela equipe responsável pela missão.
Em março de 2007, astrônomos europeus revelaram a descoberta de um planeta que pode ser similar à Terra. O novo planeta orbita a anã vermelha Gliese 581, localizada na constelação de Libra, a cerca de 20 anos-luz do Sol. Estima-se que sua temperatura superficial varie entre 0°C e 40°C, compatível, portanto, com a existência de água líquida, elemento até onde se sabe primordial para o desenvolvimento da vida.
Atualmente a principal ferramenta para buscar novos planetas extra-solares e uma possível presença de vida neles é o telescópio Kepler, que desde o final de 2007 esta em órbita e suas imagens nos dá cada vez mais certeza de que é improvável estarmos sozinhos no universo.

Veja mais postagens sobre exoplanetas:

Fonte: Atlas do Universo

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cientistas descobrem estruturas em forma de espiral em Marte ‎


A região dos Vales de Athabasca, em Marte, desperta a curiosidade de cientistas há anos. Os estranhos canais da região levaram a discussões sobre como foram formados - alguns diziam que por gelo, outros, por vulcões. Agora, cientistas da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto estranhas espirais na região que, segundo eles, só podem ter sido formadas por lava. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira no site da revista especializada Science e estará na edição de amanhã da publicação.


Os pesquisadores identificaram através de um satélite na órbita marciana 269 espirais na região, que variam entre 5 e 30 m de diâmetro e que, segundo eles, combinam com formas parecidas que ocorrem no solo da Terra e são formadas por lava. Estruturas parecidas são encontradas no Havaí e em regiões submarinas do Pacífico, próximo das ilhas Galápagos.
Por outro lado, as formas não batem com aquelas produzidas pelo gelo. As placas, espirais e até polígonos que se formam na região costumam ser de origem vulcânica. Além disso, a região é muito próxima do equador marciano, o que dificultaria a presença de gelo na região.
"Não temos certeza se essas espirais de lava ocorrem em outras regiões de Marte. (...) Elas se infiltram em qualquer lugar ou este é literalmente o único ponto onde ocorrem? De qualquer modo, elas vão levantar questões interessantes", diz Andrew Ryan, autor do estudo, ao site da revista New Scientist.

Fontes: Terra e Science

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Crateras podem ser o refúgio para vida em Marte



Um estudo sugere que crateras abertas por impactos de asteroides podem ser os melhores lugares para procurar por vida em Marte. Segundo o jornal britânico Daily Mail, cientistas encontraram micróbios se proliferando a quase 2 km no interior de uma cratera nos Estados Unidos, que se formou quando uma rocha espacial colidiu com a Terra há 35 milhões de anos.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo perfuraram a maior cratera no estado americano da Virgínia e encontraram micróbios se espalhando de forma desigual no interior da rocha. Eles acreditam que, além de proteger insetos de fenômenos como eras glaciais e aquecimento global, as fraturas profundas permitem que água e nutrientes entrem e possam manter algum tipo de vida nas rochas. "Os achados sugerem que o subsolo das crateras em Marte podem ser um lugar promissor para encontrarmos evidências de vida nesse planeta", afirma Charles Cockell, professor da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Edimburgo. 

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