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sexta-feira, 30 de junho de 2017

ASTEROID DAY!!!!!!



Nesta sexta-feira(30) o mundo comemora um dos maiores eventos astronômicos internacionais, o Asteroid Day.
O evento é uma homenagem ao impacto ocorrido na Sibéria em 30 de junho de 1908. Um Asteroide ou Cometa de aproximadamente 100 mil toneladas explodiu na atmosfera perto do Rio Tunguska derrubando milhares de árvores e matando vários animais.

O Clube de Astronomia Caronte participará exibindo o documentário "A extinção dos Dinossauros" e logo em seguida a palestra "Pequenos corpos do Sistema Solar" ministrada por Rodrigo de Oliveira França, membro do Caronte.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger

  • Um dos maiores medos dos terráqueos é o de que um objeto vindo do céu caia sobre nossas cabeças. E não adianta pensar que a tecnologia espacial já evoluiu o bastante para nos proteger. Segundo astrônomos, caso um grande asteroide seja detectado em direção à Terra, não haveria nada que pudesse ser feito hoje em dia.
    Os pesquisadores possuem diversas estratégias no papel. O difícil seria colocá-las em prática em momento de emergência. "No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa, em um encontro que debateu o tema em San Francisco, nos EUA.
    Segundo os astrônomos, grandes asteroides, com o poder de acabar com a civilização na Terra, são extremamente raros. A probabilidade de um deles atingir a Terra é de uma vez a cada 50 ou 60 milhões de anos. Contudo, o objeto que exterminou os dinossauros se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos. Pensando assim, o próximo que teria a Terra como alvo já estaria atrasado.
    E o pior é que os últimos asteroides que despertaram alerta na Terra só foram detectados quando já não havia tempo para evitar um possível evento catastrófico. Em 2014, um cometa que passou perigosamente perto de Marte - e causou calafrios nos cientistas - foi percebido apenas 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vermelho.
  • "Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth. Com o exemplo, o especialista mostra que não daria tempo de afastar o risco se o pedregulho estivesse na direção da Terra.
    Parte da preocupação dos cientistas é com a falta de conhecimento sobre asteroides. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.
    Como precaução, Nuth sugere que a Nasa construa um foguete para ser guardado e utilizado em caso de aproximação de um grande asteroide ou cometa. O artefato precisaria estar pronto para ser lançado dentro do prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".
    RyanJLane/Getty Images
    Um asteroide de 100 metros de diâmetro (o comprimento de um campo de futebol) que atingisse a Califórnia destruiria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas
    "Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko. A Nasa e a o órgão dos EUA responsável por segurança nuclear têm estudado asteroides conjuntamente. Em outubro, foi realizada uma simulação do que aconteceria se um enorme asteroide atingisse Los Angeles.

    Quais são as armas na cabeça dos cientistas?

    Ainda não há nada disponível. Mas as ideias para conter, bloquear, desviar ou destruir um asteroide ou cometa que esteja na rota de colisão com a Terra são várias. A mais comum é a de lançar um foguete com explosivos potentes, como bombas atômicas. A explosão poderia desviar a rota do objeto destruidor.
    O uso de ogivas nucleares contra asteroides tem a vantagem da rapidez. Contudo, seus efeitos colaterais incluem estilhaços radiativos caindo sobre a Terra. A alternativa seria o uso de explosivos convencionais ou o lançamento de um objeto que desviasse o asteroide com o impacto. Contudo, a grande carga a ser levada e o tempo que demoraria para calcular a trajetória de choque para desviar o corpo celeste pesam contra esses métodos.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/12/15/nao-temos-nada-o-que-fazer-contra-asteroide-diz-cientista-da-nasa.htm

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Asteroide x cometa: Como a missão da Nasa quer superar a da ESA

Aterrissar no asteroide Bennu, recolher uma amostra e trazê-la de volta é um desafio e tanto. Numa jornada de sete anos, a sonda OSIRIS-REx deve explorar o corpo celeste "próximo" à Terra.

Há alguns dias a ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou que finalmente encontrara o robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Correu mundo a tocante imagem do robozinho numa escura fissura do cometa, dois anos depois de concluir com (relativo) sucesso o primeiro pouso num cometa.

Philae estava encarregado de uma série de experimentos científicos no 67P, tendo conseguido realizar 80% da tarefa antes que sua bateria acabasse. A sonda Rosetta, que o transportara, orbitou o cometa para estudar seu núcleo e cercanias. Feito isso, e com Philae localizado um mês antes do fim da missão, Rosetta deverá se chocar contra a superfície do cometa em 30 de setembro. Que jeito de terminar.

Agora é a vez da Nasa. Só que a agência espacial americana quer ir mais um passo adiante: sua sonda OSIRIS-REx voará até o asteroide "próximo à Terra" Bennu e - se um monte de coisas derem certo - trará uma amostra para os cientistas a estudarem na Terra.


Matéria Completa: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/09/10/asteroide-x-cometa-como-a-missao-da-nasa-quer-superar-a-da-esa.htm

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Nasa lançará sonda para estudar o asteroide Bennu, mais conhecido como "asteroide da morte"

A Nasa vai lançar em setembro uma sonda para estudar o asteroide Bennu

A Nasa vai lançar em setembro uma sonda para estudar o asteroide Bennu
Os cientistas o conhecem desde 1999 e temem que um dia ele possa se chocar contra a Terra.
Trata-se do asteroide Bennu, que a agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) está disposta a estudar.
A agência vai lançar em setembro a sonda Osiris-Rex para coletar amostras da superfície do asteroide, explicou Dante Lauretta, professor da Universidade de Tucson, no Arizona e principal investigador da missão.
A Osiris-Rex irá procurar elementos orgânicos que podem ser de grande valor para a comunidade científica e para entendermos a composição e o comportamento de Bennu.

O asteroide causa expectativa porque existe uma pequena chance - 1 em 2,5 mil, segundo a Nasa - de que ele colida com o nosso planeta no século 22, por volta do ano 2135, quando sua aproximação com a Terra e a Lua pode alterar sua órbita. Ele foi, inclusive, batizado com o nome de uma ave mitológica egípcia que tem associações com a morte.
Alguns cientistas dizem que o corpo celeste poderia trazer "sofrimento e morte" para a Terra; mas há quem diga também que, mesmo que ele chegue de fato por aqui, não vai destruir o planeta.
A sonda Osiris-Rex talvez nos dê mais pistas sobre a rota do astroide, diz Lauretta.




Nasa
Sonda enviada para asteroide chegará de volta à Terra em 2023

O processo

A sonda Osiris-Rex terá de sobreviver dois anos antes de chegar ao asteroide.
Os cientistas envolvidos na sua criação alegam que o aparelho não terá dificuldades em resistir à viagem espacial, por ser o primeiro dispositivo desse tipo construído sem partes móveis - o que reduz o risco de alguma peça ser deteriorada durante a viagem da missão.




Nasa
Sonda enviada a asteroide vai estudar superfície de 'asteroide morte'
"Nós a projetamos para ser robusta e capaz de durar um longo tempo no espaço", explicou a Nasa.
Com a análise do espectro infravermelho, poderemos detectar aspectos únicos dos minerais e outros materiais encontrados no asteroide. Isso permitirá que os cientistas identifiquem a origem de materiais orgânicos, carbonatos e silicatos, e níveis de água absorvida na superfície de Bennu.

Um monstro em movimento

Bennu viaja em torno do Sol a uma velocidade de 101.389 km/h e pode ser visto a cada seis anos a partir da Terra.
Uma das finalidades mais importantes da missão da Nasa é determinar como a órbita de Bennu pode ser afetada pelo aquecimento ou esfriamento de sua superfície pela luz solar durante o dia.
O asteroide é aquecido pela luz solar, aumenta a sua temperatura e emite radiação térmica em diferentes sentidos durante seu movimento de rotação. Esse fenômeno é conhecido como Efeito de Yarkovsky, que com o tempo altera sua órbita.
Essa emissão térmica dá a Bennu um impulso pequeno porém constante, explica a Nasa - e isso muda a sua órbita ao longo do tempo. Segundo a agência espacial, estudar o asteroide ajudará os cientistas a compreender melhor não apenas o Efeito de Yarkovsky, mas também a melhorar as previsões relacionadas às órbitas de outros asteroides.




Nasa
Cientistas da Nasa desenvolvem sonda que será enviada para asteroide

Outros objetivos

O outro grande objetivo da missão é conseguir estudar, através de amostras coletadas, a origem do nosso Sistema Solar e da vida. Isso porque acredita-se que essas amostras sejam ricas em material carbônico e orgânico.
"Queremos ver o que Bennu testemunhou ao longo de sua evolução", disse um cientista da Nasa em 2014, quando o estudo do asteroide já estava em curso na agência.
A sonda da Nasa vai chegar ao asteroide em 2018 e voltará com uma amostra da superfície de Bennu em 2023.
"Sempre vamos encontrar desafios que desconhecemos, mas depois desta missão podemos começar a planejar com antecedência para futuros riscos", disse Amy Simon, diretora-assistente técnica da Ovirs.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/08/03/bennu-o-asteroide-da-morte-que-a-nasa-quer-estudar.htm

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Grupo propõem plano contra asteroides para ONU

           
           Pela primeira vez, um grupo de trabalho das Nações Unidas propôs um plano de coordenação internacional para detectar asteroides potencialmente perigosos e, em caso de risco para a Terra, preparar uma missão espacial com capacidade para desviar sua trajetória.
"O risco de que um asteroide se choque contra a Terra é extremamente pequeno, mas, em função do tamanho do asteroide e do local do impacto, as consequências podem ser catastróficas", indica um relatório entregue esta semana aos Estados-membros por parte do Escritório da ONU para o Espaço Exterior (Unoosa, na sigla em ingês).

O relatório de 15 páginas ao qual a Efe teve acesso se chama "Recomendações da Equipe de Ação sobre Objetos Próximos à Terra para uma Resposta Internacional à Ameaça de um Impacto", e foi elaborado por um grupo de trabalho criado em 2007, em Viena, na Áustria.
Atualmente são conhecidos cerca de 20 mil asteroides próximos à Terra, dos quais aproximadamente 300 são potencialmente perigosos, explica a Efe o diretor do grupo de trabalho que redigiu o documento, o mexicano Sergio Camacho.
Até 2020, o analista prevê que será detectado até meio milhão de asteroides próximos a nosso planeta graças à melhora da tecnologia de localização.
"São objetos que estão aí, mas não sabemos onde estão", ressalta.
Caso do asteroide DA14, de cerca de 50 metros de diâmetro, e que passará muito perto de nosso planeta nesta sexta (15), "se impactasse em Londres, por exemplo, provavelmente destruiria toda sua região metropolitana", destaca o analista.
"Ao contrário do que ocorre com os terremotos, os furacões e outros perigos naturais, em relação aos asteroides podemos fazer algo, sobretudo se os encontramos com muita antecedência", sustenta.
Assim, o documento considera "prudente e necessário" estabelecer critérios e planos de ação para não perder tempo em "debates prolongados" dado que uma missão espacial para desviar um asteroide requer de muito tempo e "o disponível antes do impacto previsto pode ser pouco".
Assim, recomenda-se estabelecer uma rede internacional para detectar os asteroides com um rumo de colisão com a Terra o mais rápido possível, e fixar claros procedimentos de atuação.
O relatório destaca que já existem os recursos financeiros para esta rede, mas que se requer de "um centro de troca de informações reconhecido internacionalmente".
Além disso, recomenda aos Estados com organismos espaciais "criar um grupo assessor para o planejamento de missões espaciais", que receberia o apoio da ONU em nome da comunidade internacional.
O grupo estaria encarregado de estudar fórmulas para "a defesa do planeta" com "uma capacidade de desvio eficaz".
Por último, o relatório recomenda estabelecer um planejamento e coordenação para responder a possíveis desastres no caso de não se poder detectar um impacto de asteroide pelas atuais limitações tecnológicas.

Trajeto do asteroide que passará amanhã (15/02/2013) a "poucos passos" da Terra

"Talvez não se possam detectar objetos de entre 30 e 300 metros de diâmetro nem de emitir alertas de impacto" a tempo, por isso é preciso contar com planos de resposta semelhantes a outros grandes desastres naturais, adverte.
O documento não menciona nenhum projeto concreto, como a Missão Don Quixote, um plano desenvolvido por empresas espanholas e selecionado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que propõe o envio de duas sondas, uma para impactar contra o asteroide e outra para calcular se se conseguiu desviar a trajetória.
Camacho detalha à Efe que uma possível missão dependeria do tamanho, da velocidade e da proximidade do objeto espacial.
No caso de que o corpo espacial se descubra a tempo se lhe poderia acoplar um satélite artificial que variaria pouco a pouco seu rumo, enquanto outra modalidade seria que um veículo espacial impactasse contra o asteroide.
"E se não houver tempo, deveria se utilizar algum tipo de dispositivo nuclear" que explodisse cerca do asteroide para desviar ou desacelerar sua trajetória, mas sem fragmentá-lo.
Camacho considera que o custo econômico de desenvolver o plano de ação não deveria constituir um problema.
"Se se comparar o prejuízo que o impacto de um asteroide em uma zona urbana pode causar com o custo de um lançamento [espacial], não é nada", ressalta.
O documento ainda pode sofrer alterações antes de ser adotado, até o próximo dia 22, por uma subcomissão científica em Viena, e em junho, pela Comissão da ONU sobre a Utilização do Espaço Ultraterrestre com Fins Pacíficos.
Então será submetido a votação, em outubro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, segundo detalha o especialista mexicano, que acredita que o documento não sofrerá grandes alterações.

Fonte: EFE e G1

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NASA faz lançamento de foguetes que protegerão a Terra


A agência espacial norte-americana, Nasa, lançou na madrugada desta quinta-feira um foguete do Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos, com dois satélites para monitorar a órbita da Terra. Os satélites vão analisar o cinturão de radiação que cerca o planeta. Cada satélite contém uma capa de alumínio para protegê-los dos raios cósmicos. Os satélites percorrerão a órbita em volta da Terra, de forma enfileirada.
É a segunda missão da Nasa denominada LWS (Living With Star), cuja a tradução livre para o português é Vivendo com a Estrela. A finalidade é analisar os aspectos do sistema do Sol com a Terra que afetam a vida e a sociedade no planeta. 
O chefe da missão na Nasa, John Grunsfeld, disse que a expectativa é que os satélites ajudem na criação de planos para proteger a Terra de tempestades solares, explosões no Sol que liberam uma grande carga de partículas e interferem no funcionamento de satélites, meios de comunicação e colocam astronautas em perigo durante viagens no espaço.
"As informações coletadas por essas sondas beneficiarão o público, pois permitirão melhor proteção dos satélites e ajudarão a entender como o clima espacial afeta as comunicações e a tecnologia na Terra", disse Grunsfeld.
O cientista Barry Mauk, da Universidade Johns Hopkins Laboratório de Física, ressaltou que os satélites da missão são de alta precisão e abrangência. Segundo ele, será possível prever os níveis de radiação, por exemplo.

Fonte: Band

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cometas ou Asteroides - De onde veio a água da Terra?


Muitos cientistas acreditam que a água que veio parar na Terra foi formada nos confins do Sistema Solar, além de Netuno. Contudo, um estudo divulgado na quinta-feira (12/07) já publicado na Science indica que a substância veio de um região muito mais próxima - o Cinturão de Asteroides (entre Marte e Júpiter) - através de meteoritos e asteroides, o que contradiz algumas das principais teorias sobre a evolução do Sistema Solar.

Cinturão de asteroides, situado entre Marte e Júpiter
Pesquisadores afirmam que nosso planeta era quente demais nos seus primórdios para ter água (temperatura seria tão alta que as moléculas teriam sido "expulsas para o espaço") e, portanto, a substância deve ter vindo de fora. Uma das hipóteses afirma que ela se formou na região transneptuniana (que fica além de Netuno, o último planeta conhecido do sistema) e depois se moveu para mais perto do Sol, junto com cometas, meteoritos e asteroides. Contudo, é possível saber a distância em que as moléculas de água se formaram em relação ao Sol ao analisar os isótopos de hidrogênio presentes. Quanto mais longe da estrela, haverá menos radiação e, portanto, mais deutério (o átomo de hidrogênio "pesado", que tem um próton, um nêutron e um elétron, ao contrário do mais comum, que tem apenas um próton e um elétron).
O novo estudo comparou a presença de deutério no gelo trazido por condritos (um tipo de meteorito) e indicou que ela foi formada muito mais próxima de nós, no Cinturão de Asteroides (esses meteoritos não contêm mais água, mas a substância fica registrada através de um tipo de mineral chamado de silicato hidratado, e é o hidrogênio presente nele que é investigado). Além disso, comparando com os isótopos de cometas, a pesquisa indica que esses corpos se formaram em regiões diferentes dos asteroides e meteoritos e, portanto, não atuaram na origem da água no nosso planeta.
"Dois modelos dinâmicos têm os cometas e os meteoritos condritos se formando na mesma região, e alguns destes objetos devem ter sido injetados na região em que a Terra se formava. Contudo, a composição da água de cometa é inconsistente com nossos dados de meteoritos condritos. O que realmente deixa apenas os asteroides como fonte da água na Terra", diz ao Terra Conel Alexander, do Instituto Carnegie, líder do estudo.

Debate reaquecido

Nuvem de Oort, local de grande
concentração de cometas no Sistema Solar
Em 2011, a hipótese de que os cometas tiveram pouca importância na origem da água na Terra já estava com pouca força. Mas um estudo divulgado na revista Nature usou o telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para descobrir que a composição do cometa Hartley 2 tem uma quantidade de deutérios similar à encontrada no oceano. Foi o primeiro cometa com essa composição, já que outros seis analisados anteriormente tinham uma quantidade de deutério muito diferente dos mares da Terra.
Contudo, o novo estudo também refuta essa possibilidade. Segundo os pesquisadores, o cometa não traz apenas água, mas também outras substâncias (inclusive orgânicas) que contêm hidrogênio. E a quantidade de deutério presente nos cometas ainda fica acima daquela observada no nosso planeta, o que impede que esses corpos sejam considerados como uma importante fonte de água.
"A recente medição do cometa Hartley 2 tem uma composição isotópica de hidrogênio parecida com a da Terra, mas nós argumentamos que todo o cometa, incluindo a matéria orgânica, é provavelmente rica demais em deutério para ser uma fonte da água da Terra", diz Alexander.
Sobram duas possíveis fontes, que devem ter atuado juntas: rochas do Cinturão de Asteroides e gases (hidrogênio e o oxigênio) que existiam na nebulosa na qual o Sistema Solar se formou. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carnegie (EUA), Universidade da Cidade de Nova York, Museu de História Natural de Londres e da Universidade de Alberta, no Canadá.


Nossa água provavelmente se formou nos primórdios do Sistema Solar


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Foguete, Meteoros e Fotos

 Hoje (04/05) nos reunimos com os alunos do cursinho preparatório, OBA 2012, para a confecção do foguete, cujo lançamento é atividade prática desta edição da OBA. Ficamos todo o período da tarde montando nosso foguete e discutindo assuntos que envolvem a área de astronáutica.

Galera no laboratório de Física confeccionando o foguete.

         O lançamento do foguete será às 15h30 de segunda (07/05) no próprio IFF Itaperuna.
Também recebemos a visita de Dirk Ross, especialista em meteoritos, que foi instalar um observatório de chuvas de meteoritos no nosso campus. O observatório se constitui em duas câmeras “olho de peixe”, que capturam imagens em 360º, e trabalhará em conjunto com outros dois observatórios instalados pelo pesquisador, em Campos e Vitória. 
  
Prof. Adriano (a direita) e caçador de meteoritos, Dirk Ross (no centro), com o pessoal do Clube de Astronomia
Com mãos na massa!

        

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Corrida ao Ouro Espacial


Asteroide dividido em posiveis áreas de mineração
          A nova corrida do ouro será no espaço. Ou, pelo menos, esse é o plano da Planetary Resouces, empresa criada em 2010 por dois empreendedores da indústria espacial, os engenheiros Eric Anderson e Peter Diamandis. Na semana passada, ambos anunciaram uma das mais ambiciosas aventuras idealizadas: minerar metais preciosos de asteroides que passam próximo à Terra. Em dois anos, a Planetary Resouces pretende pôr cinco satélites em órbita para escolher os asteroides que mais se prestam à mineração entre os 9000 que já foram identificados numa distância menor que 200 milhões de quilômetro e mapeados pelos astrônomos. Em muitos desses asteroides há fortunas em metais valiosos, como platina e ouro. Mesmo um dos pequenos, com 80 metros de diâmetro, pode ter reservas equivalentes a 100 bilhões de dólares.
James Cameron, um dos fiadores do projeto
          Embora pareça mirabolante, o projeto é financiado por um grupo de bilionários com feitos notáveis no currículo. Entre eles estão Lerry Page e Eric Schmidt, respectivamente, fundador e presidente do conselho de administração do Google. O primeiro é dono de uma fortuna de 18,7 bilhões de dólares e o segundo tem 6,7 bilhões no bolso. Figura também Charles Simonyi, o engenheiro que comandou a criação do Office na Microsoft. O cineasta James Cameron, de Titanic e Avatar, é uma espécie de protagonista do projeto.

Empresa responsável pelo projeto de exploração em asteroides
         Os investidores sabem que a ideia de mineração espacial não dará lucro tão cedo. Rastrear um asteroide e alcançá-lo é simples. Já extrair o material e retornar à Terra é um processo que está nos limites da tecnologia hoje disponível. O custo de cada missão é estimado em até 3 bilhões de dólares e, no início, a operação deverá trazer apenas um punhado de metal. “Sabemos que não teremos sucesso nas primeiras tentativas”, admite Eric Andersen, cuja empresa, a Space Adventures, já mandou sete turistas para o espaço. Eric Schmidt resume o espirito que guia os bilionários por trás do projeto: “A busca por  recursos naturais levou a descoberta da América, e ela também será decisiva para superação das fronteiras espaciais.”

Foguete da SpaceX.
Futuras missões da NASA
serão em foguetes como esse.
          A mineração espacial não procura apenas metais. Um dos maiores desafios para a expansão dos limites do homem no espaço diz respeito aos recursos necessários para viagem. Ou, melhor, à falta deles. A necessidade de um grande estoque de água, oxigênio e combustível é um dos fatores que impedem os astronautas de ir além da Lua. Os asteroides podem ser a solução para garantir os recursos para sobrevivência em viagens prolongadas. Explica o engenheiro Louis Friedman, coordenador de um estudo da NASA sobre como explorar asteroides: “Muitos deles tem água em abundância, essa água pode ser consumida ou quebrada em oxigênio e hidrogênio, que é combustível”. Coletar a água e produzir combustível no espaço cortaria enormemente o custo de enviar esse material da superfície com o uso de foguetes. A exploração pela iniciativa privada do espaço próxima a Terra será submetida a um teste na semana que vem (provavelmente será adiado devido à incompatibilidade da nave a ser lançada com o sistema informático da ISS, porém o lançamento está previsto para ocorrer mais tardar até o fim deste mês). A empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk, criador do sistema de pagamento pela internet PayPal, lançará a primeira nave privada que visitará a ISS (Estação Espacacial Internacional, sigla inglesa), a serviço da NASA. Isso será um marco na corrida pelo espaço, que desta vez pode envolver muito ouro dos asteroides.
         
Arte representando exploração de minerias em um asteroide

         Fonte: Veja, 2 de maio de 2012

Este post foi realizado por indicação de Vinícius Pereira Cabral, assíduo leitor de nosso blog e aluno do cursinho preparatório da XV OBA.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Estudo revela que Terra e Lua foram atingidos por mais e maiores asteroides

Há aproximadamente 3,8 bilhões de anos, a Terra e a Lua receberam impacto de inúmeros asteroides gigantes, maiores do que os que extinguiram os dinossauros, e durante um período mais longo do que se achava, informou nesta quarta-feira a revista científica "Nature".
"Descobrimos que asteroides gigantes, similares ou maiores aos que acabaram com os dinossauros, se chocaram contra a Terra com muito mais frequência do que se pensava", explicou à Agência Efe o astrofísico William Bottke, do Southwest Research Institute (Colorado, EUA).

Autor de um dos dois artigos publicados na última edição da "Nature", sobre o impacto dos meteoritos, Bottke defende que ao cerca de 70 asteroides de grandes dimensões impactaram contra a Terra durante o período Arqueano, que está compreendido entre 2,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás. Segundo Bottke, esses asteroides também atingiram a Lua.
"Nosso trabalho sugere que o Arqueano, um período de formação da vida e de nossa biosfera, foi também uma época marcada por muitos impactos de meteoritos de grande magnitude. Isto nos ajudará a entender melhor os primeiros períodos da história da vida na Terra", declarou Bottke.
Já Brandon Johnson, da Universidade de Purdue (Indiana, EUA), argumenta que estes violentos impactos tiveram um papel maior do que imaginávamos na evolução das primeiras formas de vida terrestre.
"Apesar de sempre pensarmos nos meteoritos como um detrimento para a vida, eles poderiam ter contribuído para a formação da mesma ao trazer material orgânico à Terra e produzir sistemas hidrotermal capazes de gerar vidas", detalhou Johnson à Agência Efe.
As descobertas de ambos os cientistas respaldam o "Modelo de Nice", uma hipótese que defende que os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) migraram a partir de uma distribuição inicial mais compacta até suas atuais posições.
O deslocamento destes planetas originou muitos asteroides, que, posteriormente, se viram atraídos em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns destes asteroides impactaram violentamente contra a Terra, a Lua e outros corpos, um fenômeno conhecido como bombardeio intenso tardio.
"Estes impactos geraram grandes crateras sobre a superfície lunar, que, por sinal, foram conservados muito melhor do que as da Terra. Esse fato pode apresentar uma grande quantidade de informações e compreender melhor este fenômeno", explicou Bottke.
Devido a ausencia de atmosfera, as crateras
estão preservadas em solo lunar.
No total, os cientistas contabilizaram na Lua 30 crateras com um diâmetro maior que 300 quilômetros e com idades que oscilam entre os 4.1 bilhões e os 3.8 bilhões de anos, mais antigos que as crateras encontradas na Terra.
Muitas crateras da superfície terrestre se perderam por causa da erosão e dos movimentos das placas tectônicas, sendo que poucas rochas dessa era sobreviveram e, por isso, os estudos de impacto de meteoritos há mais de 2 bilhões de anos possui uma maior dificuldade.
No entanto, o choque desses meteoritos fundiu algumas das rochas salpicadas que se esfriaram até se transformar em pequenos pedaços de vidro, denominadas esférulas. A partir dessas amostras, Bottke e Johnson estimaram a data do impacto, além do número e do tamanho dos asteroides.
Existem aproximadamente 20 jazidas de esférulas na Terra, que, segundo os especialistas, serão de grande utilidade para futuros. 

Fontes: EFE, Terra e G1

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meteoros de Origem Marciana são encontrados em Marrocos no Norte da África

Rochas encontradas em dezembro, mas com origem comprovada só agora, são um milhão de vezes mais raras que ouro.

 A pedra que aparece na imagem é um meteorito com origem em Marte. A rocha foi encontrada em dezembro de 2011 perto de Foumzgit, em Marrocos, e cientistas acreditam que ela tenha caído em julho do mesmo ano, durante uma chuva de meteoros (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

 Essa é apenas a quinta vez que exames químicos confirmam a chegada de rochas marcianas à Terra - a última tinha sido em 1962. Esses meteoritos são mais de um milhão de vezes mais raros do que o ouro. A foto foi fornecida por Darryl Pitt, da Coleção Macovich (Foto: AP Photo/Darryl Pitt, Macovich Collection)

Fonte: G1

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rocha com a idade do Sistema Solar é descoberta na Russia

Uma rocha nunca antes registrada foi descoberta por pesquisadores da Península de Kamchatka, na Rússia. Segundo os cientistas, o material é um tipo de cristal cujas principais características são encontradas em meteoritos. 
Segundo a análise, na maioria das vezes o material que constitui as rochas - denominado de quasicristal - é um artificial, criado pelo homem. 
Segundo um grupo de estudos da Universidade de Florença, na Itália, a rocha estava em um meteorito originado nos primórdios do Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos. 


O estudo foi publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)".

sábado, 5 de novembro de 2011

Viradão Astronômico - 08 de Novembro de 2011!

             Um asteroide de 400m passará a apenas 324 mil km da nossa casa, e aproveitaremos para fazer um momento de astronomia e cultura no IFF Itaperuna!
             O Viradão começará com o pôr-do-Sol, às 18h e terminará quando o grande caçador Orion aparecer no céu, às 22h do dia 08/11. E a programação conta com observação do Asteroide, de Vênus, Júpiter e da Lua. Além de rodas de música e histórias sobre mitologia! 
             Traga seu violão e venha participar! 


A participação ao Viradão é aberta a toda comunidade de Itaperuna!
Há ônibus no IFF-Campus Itaperuna até as 22h, então transporte não é desculpa para não vir!
Saiba mais sobre o asteroide que passará a uma distância inferior a que separa a Terra da Lua, clicando aki: Asteroide gigantesco passará próximo a Terra.


Caso esteje chovendo não haverá o evento e avisaremos depois sobre uma outra data, porém sem observação do asteroide, visto que o mesmo estará a vista nos céus apenas nos dias 08 e 09 de Novembro.
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